Alguns acontecimentos fortalecem a teoria de que os animais são dotados de um "sexto sentido" , ou seja, uma relação muito próxima com os segredos da natureza. Os irracionais parecem ter premonição, pois conseguem prever as catástrofes ambientais.
Considerados por uns como uma simples coincidência , outros suspeitam que por eles terem os sentidos mais aguçados do que os do ser humano, são capazes de captar vibrações e mudanças na pressão do ar e, percebendo até as primeiras ondas que vêm do centro da terra, fogem buscando encontrar um local que ofereça segurança.
De toda maneira um fato é certo, os animais sabem o que vai acontecer antes de nós. As pesquisas sobre o comportamento animal merecem ser aprimoradas , buscando encontrar uma fórmula de permitir que os animais sirvam futuramente como um sistema de alerta para os seres humanos frente as manifestações da natureza.
Os cientistas podem detectar sinais que mostram as possibilidades de um terremoto, como as pressões sísmicas, modificações dos campos magnéticos, inclinação do solo, etc. Mas todas estas técnicas não permitem prever com exatidão quando acontecerá uma catástrofe.
Na China, um grupo de especialistas em sismologia em Nanning, província de Guangxi, decidiram usar cobras para prever abalos sísmicos. Monitorizam, 24 horas por dia, um conjunto de cobras e ninhos delas, com o intuito de prever tremores de terra. Eles acreditam que as cobras podem sentir a libertação de energia que dá origem aos tremores de terra cerca de 120 horas antes de os sismógrafos os registarem e de os humanos sentirem o chão a tremer debaixo dos pés.
As cobras são, segundo os pesquisadores, os animais que mais rápido dão sinal de movimentos na crosta terrestre, embora acreditem que todos os répteis têm capacidade de sentir estas alterações.
Nas horas que antecedem um abalo, o comportamento das cobras é errático e agressivo, chegando a atirar-se repetidamente contra as paredes ou vidros dos espaços onde estão confinadas.
O histórico de catástrofes ambientais anunciadas pelos animais é muito antigo. Oficialmente o interesse pelo tema iniciou em 1975 quando os funcionários da cidade chinesa de Haicheng foram surpreendidos pelo comportamento anormal dos animais e resolveram evacuar a cidade de 90 mil habitantes. Pouco depois um terremoto de escala 7.3 atingiu a cidade destruindo 90% dos edifícios.
Existem muitos relatos de testemunhas que viram aves e animais migrando antes do surgimento de terremotos, maremotos e erupções vulcânicas.
- Em 1755, o filósofo alemão Immanuel Kant observou uma multidão de minhocas saindo do subsolo perto de Cadiz, Sul da Espanha, oito dias antes do desastre atingir Portugal, provocando um grande terremoto em Lisboa .
- No dia 25 de junho de 1966, os moradores de Parkfield, na Califórnia, Estados Unidos, foram invadidos por cobras cascavéis. Eles não entendiam por que os répteis fugiram das colinas. A resposta chegou dois dias depois quando a área foi atingida por um terremoto.
- No dia 22 de fevereiro de 1999, pequenos antílopes fugiram da região montanhosa austríaca do Tyrol para os vales, algo que eles não costumavam fazer. No dia seguinte, uma avalanche devastou a vila austríaca de Galtur no Tyrol, matando dezenas de pessoas.
- Em 28 de fevereiro de 2001, um grupo numeroso de gatos se escondeu sem motivo aparente 12 horas antes de um terremoto que atingiu a área de Seattle. Uma ou duas horas antes, outros animais se comportaram de forma ansiosa , enquanto alguns cães latiram desesperados antes do terremoto chegar. Até mesmo cabritos e outros animais demonstraram sinais de medo.
- No dia 26 de dezembro 2004 ocorreu um tsunami no Oceano Índico, com vítimas fatais relatadas em mais de 285.000. Ondas gigantescas entraram até 3,5 quilômetros terra adentro na maior reserva ecológica da ilha, onde existem milhares de animais.As aves domésticas, galinhas e patos principalmente, subiram para árvores ou lugares altos, mas ninguém pareceu perceber o drama que se ia abater sobre as populações costeiras dos países que sofreram esta catástrofe.
Vários turistas se afogaram na reserva ecológica, mas, para surpresa das autoridades, não foi encontrado nenhum animal morto. As autoridades que cuidam da fauna no Sri Lanka informaram que, apesar da perda de milhares de vidas humanas no maremoto que atingiu o sul da Ásia, não houve registro de mortes entre animais na reserva e que o número de animais mortos na região, foi infimamente menor que o das pessoas
- Pouco antes de ocorrer a grande tragédia que abalou o Haiti , no dia 12 de janeiro de 2009, o cão chamado K9 , que estava sossegado deitado no meio de um escritório, manifesta de repente um forte desejo de fuga do local, como se tivesse captado um sinal de alerta. Segundos depois começa o tremor e pessoas correm em busca de saída.O fato relatado numa matéria recente do Daily Mail, divulga um vídeo que registrou o momento exato em que este cão labrador sai em disparada momentos antes de um tremor. Depois, as coisas começando a cair por todos os lados.
O veterinário PhD Robert Eckstein, estudioso do comportamento animal no departamento de biologia da Warren Wilson College, em Asheville, Estados Unidos, afirma:“eles sentem aspectos do mundo real que nós não temos conhecimento.”
http://www.artigonal.com/meio-ambiente-artigos/os-animais-conseguem-pressentir-as-catastrofes-ambientais-1755600.html
Mauriceia Maria
O Blog pretende: reunir reportagens sobre tragédias ambientais locais, regionais, nacionais e internacionais, como ponto de partida da comprovação do Aquecimento Global, e ser um Forum de discussão permanente.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Municípios paulistas recebem investimentos para adequação de aterros sanitários
Cerca de 100 municípios paulistas estão recebendo recursos para a implantação, adequação e controle de aterros sanitários. O Fundo Estadual de Prevenção e Controle da Poluição, Fecop, de São Paulo, está destinando equipamentos como pá carregadeiras, retroescavadeias, caminhões compactadores, entre outros, para utilização nos aterros.
Os convênios que estão sendo firmados chegam a R$ 13.186 mil. Os municípios receberão, também, verbas para coleta seletiva e criação de centros de triagem.
As cidades que se adequarem podem receber o certificado de Município Verde Azul, como os municípios de Alfredo Marcondes, Barretos, Bocaina, Pontalinda, Ribeirão do Sul, Santos, São José do Barreiro, Taquarivaí, Borborema, Guzolândia, Piedade e Rubineia
No primeiro ano de avaliação dos municípios, em 2008, 44 receberam o certificado. Em 2009, foram 156. Este ano 12 cidades já receberam, totalizando 168 cidades.
*Com informações da ascom.
Danielle Jordan / Ambientebrasil
Ercília Mercês
Os convênios que estão sendo firmados chegam a R$ 13.186 mil. Os municípios receberão, também, verbas para coleta seletiva e criação de centros de triagem.
As cidades que se adequarem podem receber o certificado de Município Verde Azul, como os municípios de Alfredo Marcondes, Barretos, Bocaina, Pontalinda, Ribeirão do Sul, Santos, São José do Barreiro, Taquarivaí, Borborema, Guzolândia, Piedade e Rubineia
No primeiro ano de avaliação dos municípios, em 2008, 44 receberam o certificado. Em 2009, foram 156. Este ano 12 cidades já receberam, totalizando 168 cidades.
*Com informações da ascom.
Danielle Jordan / Ambientebrasil
Ercília Mercês
Para Lula, seria "insano" descartar potencial de Belo Monte
BRASÍLIA (Reuters) - A construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, voltou a ser defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, deixar de lado o potencial hidrelétrico seria "um movimento insano".
"Se o Brasil deixar de produzir isso para começar a utilizar termoelétrica a óleo diesel será um movimento insano contra toda a luta que nós estamos fazendo no mundo pela questão climática", afirmou, no programa de rádio "Café com o Presidente".
O presidente criticou novamente os grupos contrários à construção da usina, lembrando que o projeto vem sendo discutido há 30 anos.
"Nós temos aí a indústria do apagão, pessoas que não querem que a gente construa a energia necessária porque querem que tenha um apagão para poder justificar o apagão de 2001", disse, referindo-se à crise de oferta de energia ocorrida durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.
Lula comparou os preços mínimos de megawatts/hora entre a energia gerada por hidrelétricas, mais barata, e a gerada por usinas eólicas e a gás, para justificar a importância da construção de Belo Monte.
Também ressaltou que a área de alagamento será menor do que no projeto original, o que afetará menos áreas indígenas e comunidades ribeirinhas. Segundo Lula, o licenciamento ambiental prévio para a usina -- ocorrido após cinco anos de estudos -- foi o "melhor já ocorrido".
"A energia hídrica ainda é a mais barata, o que nós precisamos é trabalhar com muito cuidado para fazer as hidrelétricas da forma mais cuidadosa possível, causar o menor impacto ambiental possível, e é por isso que eu estou muito feliz, porque depois de 30 anos, finalmente, Belo Monte vai sair."

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)
GEORGE CABRAL
"Se o Brasil deixar de produzir isso para começar a utilizar termoelétrica a óleo diesel será um movimento insano contra toda a luta que nós estamos fazendo no mundo pela questão climática", afirmou, no programa de rádio "Café com o Presidente".
O presidente criticou novamente os grupos contrários à construção da usina, lembrando que o projeto vem sendo discutido há 30 anos.
"Nós temos aí a indústria do apagão, pessoas que não querem que a gente construa a energia necessária porque querem que tenha um apagão para poder justificar o apagão de 2001", disse, referindo-se à crise de oferta de energia ocorrida durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB.
Lula comparou os preços mínimos de megawatts/hora entre a energia gerada por hidrelétricas, mais barata, e a gerada por usinas eólicas e a gás, para justificar a importância da construção de Belo Monte.
Também ressaltou que a área de alagamento será menor do que no projeto original, o que afetará menos áreas indígenas e comunidades ribeirinhas. Segundo Lula, o licenciamento ambiental prévio para a usina -- ocorrido após cinco anos de estudos -- foi o "melhor já ocorrido".
"A energia hídrica ainda é a mais barata, o que nós precisamos é trabalhar com muito cuidado para fazer as hidrelétricas da forma mais cuidadosa possível, causar o menor impacto ambiental possível, e é por isso que eu estou muito feliz, porque depois de 30 anos, finalmente, Belo Monte vai sair."

(Reportagem de Maria Carolina Marcello)
GEORGE CABRAL
Índios do Xingu temem pelo futuro com construção de Belo Monte
Equipe do 'Fantástico' visitou populações que serão afetadas por usina.
Conheça a Volta Grande, região que deve ser transformada por megaobra.
Do Globo Amazônia, com informações do Fantástico
Belo Monte fica no Pará, a 940 quilômetros de Belém, e há mais de 30 anos está no noticiário. Tudo por causa da intenção do governo de construir ali a terceira maior hidrelétrica do mundo. Esta semana, em meio a uma batalha judicial que ainda não acabou, o leilão para a construção da usina foi, enfim, realizado.
É na Volta Grande do Xingu que será construída uma obra gigantesca. A barragem da usina de Belo Monte vai passar exatamente num trecho do rio com muitas ilhas mais montanhosas, o que vai ajudar no represamento das águas. Só que a energia só vai ser gerada a 50 quilômetros da barragem.
A água vai ser desviada por imensos canais, de 250 metros de largura. Eles vão alimentar um lago, inundando 516 quilômetros quadrados de terra. É de um reservatório que sairá a água para rodar as turbinas da terceira maior usina do mundo.
Só que esse desvio das águas vai reduzir a vazão em cem quilômetros do rio, quase toda a Volta Grande do Xingu. Em época das chuvas, a água avança pra dentro da mata.
Na aldeia dos índios araras da Volta Grande, no limite das fazendas, já houve miscigenação e os moradores português. Esta semana, eles ainda estavam sob o impacto da notícia do leilão que decidiu o consórcio que vai construir a usina.
É que os araras vivem bem na curva da Volta Grande do Xingu, o pedaço do rio que vai ter a vazão controlada. Depois de construída a represa, o Xingu não vai ter nem cheia, nem seca. Vai correr sempre no mesmo nível. O que os Araras temem é que o rio seque, a água fique quente demais e mate os peixes, que são a fonte da vida na aldeia.
Rio seco
“Tem muitas crianças que vão ver quando chegar na idade deles, já vão encontrar o rio seco. Não vão mais encontrar do jeito que Deus deixou”, diz uma índia.
O jovem cacique Joceney Arara, de 23 anos, sabe que dias difíceis virão. “A gente está preparado pra o que der e vier. A gente já fez vários movimentos pra chamar a atenção do governo. A gente não vai recuar, vai partir para cima para mostrar como é o nosso dia a dia na comunidade”.
Na aldeia, o diretor do filme “Avatar”, James Cameron, e a atriz Sigourney Weaver se reuniram com lideranças indígenas da região. Cameron se engajou na luta. Nos anos 1980, o cantor Sting e o cacique Raoni conseguiram impedir a construção com projeto que alagaria uma área três vezes maior. Na época, a pressão do exterior funcionou porque o Brasil precisava de dinheiro de fora para obra.
Na cidade de Altamira, pelo menos 4 mil famílias que vivem nos igarapés devem ser transferidas, porque a água vai subir. “Sou contra, porque a barragem vem trazer muita destruição pra nós”, afirma a dona de casa Francinete Kuruaia.
Para quem não tem trabalho, a usina é esperança. “O único movimento que tinha aqui era madeireira. Agora fechou tudo, agora a gente ficou desempregado um tempão e nunca teve uma solução para nós”, alega José Carlos Ferreira
Os empresários de Altamira apoiam a obra, mas com condições. “Só interessa Belo Monte se resolver o ordenamento fundiário, a Transamazônica, eletrificação rural. São os três maiores gargalos que nós temos”, avaliou Vilmar Soares, do movimento Fort Xingu.
Desmatamento
A obra vai atrair 80 mil pessoas. Com asfalto na Transamazônica, deve aumentar o desmatamento na região, que já é a campeã de destruição. Os pequenos agricultores que vão ter os sítios inundados não querem deixar a terra de fartura.
“Vem o milho, vem o arroz, vem o feijão, vem o cacau. Isso aqui é como se fosse uma vaca de leite que todo dia você tira, todo dia vinga”, diz um agricultor.
Na aldeia dos xicrin, às margens do Rio Bacajá, um afluente do Xingu, o povo faz a dança da guerra, mas o ânimo é o de guerreiros prontos para a batalha e sim o de um povo com medo e sem saber o que esperar do futuro.
O velho cacique Onça explica seu temor: “E se o rio secar, o que vão fazer conosco? Sem água, a caça vai embora, não vai ter peixe nem água pra beber. Então por isso nós somos contra a barragem”.
O risco de destruição foi apontado por um painel de 40 cientistas. Em Brasília, o responsável pelo projeto, Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, responde: “É importante tranquilizar a população local, porque foi estipulado pela Agência Nacional da Água e pelo Ibama uma vazão que seja condizente com a manutenção da piscicultura, a manutenção da navegação, com a manutenção da vida das comunidades que vivem do rio”.
Os índios exigem que um ‘benajoro’, um líder grande, vá até a aldeia e dê sua palavra. “Tenho medo porque tenho neto, tenho minha mãe velhinha, tenho medo de morrer. Que venha o chefe branco, explique o que vai acontecer. Porque se matar minha mãe e meus netos, vou matar também”, desabafa uma índia xicrin, de facão em punho.
O Xingu está prestes a mudar mais uma vez. E de novo os índios estão se unindo, para tentar impedir que seu paraíso desapareça.
Donizete Menezes
Conheça a Volta Grande, região que deve ser transformada por megaobra.
Do Globo Amazônia, com informações do Fantástico
Belo Monte fica no Pará, a 940 quilômetros de Belém, e há mais de 30 anos está no noticiário. Tudo por causa da intenção do governo de construir ali a terceira maior hidrelétrica do mundo. Esta semana, em meio a uma batalha judicial que ainda não acabou, o leilão para a construção da usina foi, enfim, realizado.
É na Volta Grande do Xingu que será construída uma obra gigantesca. A barragem da usina de Belo Monte vai passar exatamente num trecho do rio com muitas ilhas mais montanhosas, o que vai ajudar no represamento das águas. Só que a energia só vai ser gerada a 50 quilômetros da barragem.
A água vai ser desviada por imensos canais, de 250 metros de largura. Eles vão alimentar um lago, inundando 516 quilômetros quadrados de terra. É de um reservatório que sairá a água para rodar as turbinas da terceira maior usina do mundo.
Só que esse desvio das águas vai reduzir a vazão em cem quilômetros do rio, quase toda a Volta Grande do Xingu. Em época das chuvas, a água avança pra dentro da mata.
Na aldeia dos índios araras da Volta Grande, no limite das fazendas, já houve miscigenação e os moradores português. Esta semana, eles ainda estavam sob o impacto da notícia do leilão que decidiu o consórcio que vai construir a usina.
É que os araras vivem bem na curva da Volta Grande do Xingu, o pedaço do rio que vai ter a vazão controlada. Depois de construída a represa, o Xingu não vai ter nem cheia, nem seca. Vai correr sempre no mesmo nível. O que os Araras temem é que o rio seque, a água fique quente demais e mate os peixes, que são a fonte da vida na aldeia.
Rio seco
“Tem muitas crianças que vão ver quando chegar na idade deles, já vão encontrar o rio seco. Não vão mais encontrar do jeito que Deus deixou”, diz uma índia.
O jovem cacique Joceney Arara, de 23 anos, sabe que dias difíceis virão. “A gente está preparado pra o que der e vier. A gente já fez vários movimentos pra chamar a atenção do governo. A gente não vai recuar, vai partir para cima para mostrar como é o nosso dia a dia na comunidade”.
Na aldeia, o diretor do filme “Avatar”, James Cameron, e a atriz Sigourney Weaver se reuniram com lideranças indígenas da região. Cameron se engajou na luta. Nos anos 1980, o cantor Sting e o cacique Raoni conseguiram impedir a construção com projeto que alagaria uma área três vezes maior. Na época, a pressão do exterior funcionou porque o Brasil precisava de dinheiro de fora para obra.
Na cidade de Altamira, pelo menos 4 mil famílias que vivem nos igarapés devem ser transferidas, porque a água vai subir. “Sou contra, porque a barragem vem trazer muita destruição pra nós”, afirma a dona de casa Francinete Kuruaia.
Para quem não tem trabalho, a usina é esperança. “O único movimento que tinha aqui era madeireira. Agora fechou tudo, agora a gente ficou desempregado um tempão e nunca teve uma solução para nós”, alega José Carlos Ferreira
Os empresários de Altamira apoiam a obra, mas com condições. “Só interessa Belo Monte se resolver o ordenamento fundiário, a Transamazônica, eletrificação rural. São os três maiores gargalos que nós temos”, avaliou Vilmar Soares, do movimento Fort Xingu.
Desmatamento
A obra vai atrair 80 mil pessoas. Com asfalto na Transamazônica, deve aumentar o desmatamento na região, que já é a campeã de destruição. Os pequenos agricultores que vão ter os sítios inundados não querem deixar a terra de fartura.
“Vem o milho, vem o arroz, vem o feijão, vem o cacau. Isso aqui é como se fosse uma vaca de leite que todo dia você tira, todo dia vinga”, diz um agricultor.
Na aldeia dos xicrin, às margens do Rio Bacajá, um afluente do Xingu, o povo faz a dança da guerra, mas o ânimo é o de guerreiros prontos para a batalha e sim o de um povo com medo e sem saber o que esperar do futuro.
O velho cacique Onça explica seu temor: “E se o rio secar, o que vão fazer conosco? Sem água, a caça vai embora, não vai ter peixe nem água pra beber. Então por isso nós somos contra a barragem”.
O risco de destruição foi apontado por um painel de 40 cientistas. Em Brasília, o responsável pelo projeto, Maurício Tolmasquim, presidente da Empresa de Pesquisa Energética, responde: “É importante tranquilizar a população local, porque foi estipulado pela Agência Nacional da Água e pelo Ibama uma vazão que seja condizente com a manutenção da piscicultura, a manutenção da navegação, com a manutenção da vida das comunidades que vivem do rio”.
Os índios exigem que um ‘benajoro’, um líder grande, vá até a aldeia e dê sua palavra. “Tenho medo porque tenho neto, tenho minha mãe velhinha, tenho medo de morrer. Que venha o chefe branco, explique o que vai acontecer. Porque se matar minha mãe e meus netos, vou matar também”, desabafa uma índia xicrin, de facão em punho.
O Xingu está prestes a mudar mais uma vez. E de novo os índios estão se unindo, para tentar impedir que seu paraíso desapareça.
Donizete Menezes
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Tornados no sul dos EUA deixam pelo menos nove mortos e dezenas de feridos

Tornados no Mississippi deixaram, este sábado, pelo menos nove mortos, cerca de duas dúzias de feridos e 30 casas destruídas, informaram funcionários do estado do sul dos Estados Unidos.
Fortes tempestades de primavera e tornados mataram cinco pessoas no condado de Choctaw, três no condado de Yazoo e outra no condadao de Holmes em seu deslocamento para o nordeste, disse à AFP Jeff Rent, porta-voz da Agência de Gestão de Emergências do Mississippi.
Duas das vítimas em Choctaw eram crianças e calcula-se que o número de mortos aumente à medida que socorristas limpem a área de escombros.
O governador do Mississippi, Haley Barbour, declarou estado de emergência em 17 condados devastados por tempestades e tornados e pediu à Guarda Nacional que ajude os funcionários locais a responderem à situação.
Também foram enviados à área afetada funcionários da Cruz Vermelha americana.
"Os efeitos destas tempestades deixaram muitos moradores de Mississippi com seus negócios destruídos e sem casa", disse Barbour em um comunicado.
As severas condições climáticas deram origem aos tornados, que danificaram construções, derrubaram árvores e postes de eletricidade.
O serviço nacional meteorológico advertiu, ainda, que fortes tornados estão em formação em estados vizinhos.
Socorristas faziam um grande esforço para chegar a Yazoo devido à grande destruição nesta cidade situada na região montanhosa às margens do Delta do Mississippi, explicou o porta-voz de Barbour, Dan Turner.
O tornado que varreu Yazoo, onde estava o governador Barbour quando caiu a tempestade, tinha cerca de 1,6 km de diâmetro e ventos de 241 km/hora, segundo meteorologistas.
Helicópteros sobrevoavam a região para avaliar os danos.
Turner disse que a tempestade destruiu cerca de trinta casas só no condado de Warren.
"Ainda estamos avaliando a possibilidade de que haja mais danos", advertiu.
Origem das Águas Minerais - aspectos geológicos
No Brasil, partindo da distribuição geográfica das nossas principais fontes verificou que elas se encontram ao longo de faixas de direção geral NE/SW, cobrindo de Norte a Sul o país, coincidindo essas faixas com as das nossas grandes cadeias de montanhas.
Duas teorias clássicas sobre a origem das águas minerais se confrontam durante muito tempo: a teoria da origem meteórica, que admite ser a água mineral proveniente da prórpia água das chuvas infiltrada a grandes profundidades; e a teoria da origem magmática, que explica essas águas a partir de fenômenos magmáticos como vulcanismo. Hoje, com os conhecimentos sobre a distribuição da água no planeta, a primeira teoria é a mais aceita, uma vez que admite-se que as águas de origem magmática, também denominadas juvenis, constituem uma fração irrelevante do volume total.
A teoria da origem meteórica considera a água mineral um tipo particular de água subterrânea cuja formação resulta da ressurgência das águas das chuvas infiltradas a grandes profundidades, através de fraturas e falhas tectônicas, em velocidade muito lenta. Ao defrontar-se com descontinuidades de estruturas geológicas (falhas, diques, etc.), impulsionadas pelo peso da coluna de água superposta e, em certos casos, por gases e vapores nelas presentes, essas águas emergem à superfície sob a forma de fontes.
A formação da água mineral começa na atmosfera onde, sob a forma de chuva, absorve alguns elementos do ar. Ao penetrar no solo recebe a influência da zona não saturada até atingir as rochas onde sofrerá a última etapa de sua mineralização. O tempo entre a infiltração e a descarga depende da extensão percorrida, podendo variar de dezenas a milhares de anos. A composição química reflete a percolação em camadas geológicas, isto é, em seu percurso descendente, a água fica submetida a temperaturas e pressões elevadas, solubilizando rochas e minerais, porém resfriando-se no caminho da emergência. Esta teoria tem base no gradiente geotérmico, que prevê um aumento de 1oC para cada 30 metros de profundidade.
A teoria de origem magmática tem como argumento as fontes termais e as águas ricas em elementos pouco encontrados nas camadas superiores da Terra. Embora esta teoria esteja hoje ultrapassada, é admissível uma origem mista, em que as águas meteóricas, infiltradas a grandes profundidades, receberiam em seu percurso a contribuição de água juvenil proveniente de um veio hidrotermal ou outro evento magmático, como vulcanismo ou plutonismo.
Ocorrência - as fontes são a forma mais comum de ocorrência das águas minerais. Pode-se definir uma fonte como o resultado da interseção da superfície freática com a superfície topográfica. Em outras palavras, a emergência do lençol freático à superfície é ocasionada por um evento geológico (falhas, fraturas, a interceptação de um dique, um dobramento, etc.). Uma outra forma de ocorrência é quando a água mineral é encontrada em captações artificiais, como poços ou galerias, podendo a descoberta ser ocasional ou o resultado de trabalhos de pesquisa.
No Brasil - Andrade Júnior (1937), um dos primeiros pesquisadores sobre a origem das águas minerais brasileiras, partindo da distribuição geográfica das nossas principais fontes verificou que elas se encontram ao longo de faixas de direção geral NE/SW, cobrindo de Norte a Sul o país, coincidindo essas faixas com as das nossas grandes cadeias de montanhas. A interpretaçãogeológica deste fato levou-o a concluir que as nossas fontes hidrominerais estão relacionadas com o magma alcalino e a um sistema de fraturas geológicas profundas, que cortam o país de Norte a Sul, na direção geral NE/SW. Essa opinião é compartilhada por Frangipani (1995), que, sem entrar no mérito das relações com o magma alcalino, relaciona essas fontes com as faixas de dobramentos e falhamentos, nas bordas das áreas cratônicas e das bacias sedimentares e, também, nas áreas onde o embasamento foi afetado por tectonismo. Essas regiões apresentam estruturas que permitem a circulação de águas a grande profundidade e seu retorno à superfície, em forma de fontes.
Fonte: "Águas Minerais do Estado do Rio de Janeiro" Vários autores Governo do Estado do Rio de Janeiro Departamento de Recursos Minerais do Governo do Estado do Rio de Janeiro, 2002 Informações: Departamento de Recursos Minerais - DRM - RJ Rua Marechal D.
JUCELIA KARLA DOS SANTOS.
Duas teorias clássicas sobre a origem das águas minerais se confrontam durante muito tempo: a teoria da origem meteórica, que admite ser a água mineral proveniente da prórpia água das chuvas infiltrada a grandes profundidades; e a teoria da origem magmática, que explica essas águas a partir de fenômenos magmáticos como vulcanismo. Hoje, com os conhecimentos sobre a distribuição da água no planeta, a primeira teoria é a mais aceita, uma vez que admite-se que as águas de origem magmática, também denominadas juvenis, constituem uma fração irrelevante do volume total.
A teoria da origem meteórica considera a água mineral um tipo particular de água subterrânea cuja formação resulta da ressurgência das águas das chuvas infiltradas a grandes profundidades, através de fraturas e falhas tectônicas, em velocidade muito lenta. Ao defrontar-se com descontinuidades de estruturas geológicas (falhas, diques, etc.), impulsionadas pelo peso da coluna de água superposta e, em certos casos, por gases e vapores nelas presentes, essas águas emergem à superfície sob a forma de fontes.
A formação da água mineral começa na atmosfera onde, sob a forma de chuva, absorve alguns elementos do ar. Ao penetrar no solo recebe a influência da zona não saturada até atingir as rochas onde sofrerá a última etapa de sua mineralização. O tempo entre a infiltração e a descarga depende da extensão percorrida, podendo variar de dezenas a milhares de anos. A composição química reflete a percolação em camadas geológicas, isto é, em seu percurso descendente, a água fica submetida a temperaturas e pressões elevadas, solubilizando rochas e minerais, porém resfriando-se no caminho da emergência. Esta teoria tem base no gradiente geotérmico, que prevê um aumento de 1oC para cada 30 metros de profundidade.
A teoria de origem magmática tem como argumento as fontes termais e as águas ricas em elementos pouco encontrados nas camadas superiores da Terra. Embora esta teoria esteja hoje ultrapassada, é admissível uma origem mista, em que as águas meteóricas, infiltradas a grandes profundidades, receberiam em seu percurso a contribuição de água juvenil proveniente de um veio hidrotermal ou outro evento magmático, como vulcanismo ou plutonismo.
Ocorrência - as fontes são a forma mais comum de ocorrência das águas minerais. Pode-se definir uma fonte como o resultado da interseção da superfície freática com a superfície topográfica. Em outras palavras, a emergência do lençol freático à superfície é ocasionada por um evento geológico (falhas, fraturas, a interceptação de um dique, um dobramento, etc.). Uma outra forma de ocorrência é quando a água mineral é encontrada em captações artificiais, como poços ou galerias, podendo a descoberta ser ocasional ou o resultado de trabalhos de pesquisa.
No Brasil - Andrade Júnior (1937), um dos primeiros pesquisadores sobre a origem das águas minerais brasileiras, partindo da distribuição geográfica das nossas principais fontes verificou que elas se encontram ao longo de faixas de direção geral NE/SW, cobrindo de Norte a Sul o país, coincidindo essas faixas com as das nossas grandes cadeias de montanhas. A interpretaçãogeológica deste fato levou-o a concluir que as nossas fontes hidrominerais estão relacionadas com o magma alcalino e a um sistema de fraturas geológicas profundas, que cortam o país de Norte a Sul, na direção geral NE/SW. Essa opinião é compartilhada por Frangipani (1995), que, sem entrar no mérito das relações com o magma alcalino, relaciona essas fontes com as faixas de dobramentos e falhamentos, nas bordas das áreas cratônicas e das bacias sedimentares e, também, nas áreas onde o embasamento foi afetado por tectonismo. Essas regiões apresentam estruturas que permitem a circulação de águas a grande profundidade e seu retorno à superfície, em forma de fontes.
Fonte: "Águas Minerais do Estado do Rio de Janeiro" Vários autores Governo do Estado do Rio de Janeiro Departamento de Recursos Minerais do Governo do Estado do Rio de Janeiro, 2002 Informações: Departamento de Recursos Minerais - DRM - RJ Rua Marechal D.
JUCELIA KARLA DOS SANTOS.
sábado, 24 de abril de 2010
Pesquisa da Unicamp cria sistema de irrigação que reduz impactos ambientais na produção de mudas cítricas
Uma nova tecnologia, desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Engenharia Agrícola, Feagri, da Universidade Estadual de Campinas, Unicamp, resultou na criação de um sistema de irrigação eficiente na produção de porta-enxertos de mudas cítricas.
De acordo com o coordenador da pesquisa, Roberto Testezlaf, o sistema fechado vai garantir a circulação da água na própria estufa onde são produzidos os porta-enxertos de citros, “para redução total do descarte de soluções nutritivas ricas em nutrientes no solo”, explicou.
O equipamento utiliza o princípio da capilaridade, com a aplicação de água diretamente no substrato, evitando que a parte aérea da planta se umedeça. A utilização se dá na primeira fase de produção das mudas cítricas, também chamadas de sementeiras, quando as sementes são colocadas em tubos de plástico rígidos e preenchidos com substratos.
A pesquisa avaliou, ainda, o perfil do produtor de mudas cítricas do estado de São Paulo. Em 2007 o plantio ocupava uma área de 3 mil m², com produção de 80 mil mudas ao ano. A casca de pinus era o principal substrato utilizado.
Além da redução dos impactos ambientais, o estudo revelou que a técnica é capaz de aumentar a produção. O tempo médio de produção de cavalinho de Limão Cravo, por exemplo, caiu de 90 para 66 dias.
Os estudos terão continuidade com objetivo de estabelecer um manejo nutricional adequado e lançar um equipamento que possa ser empregado em condições comerciais de produção.
*Com informações da Unicamp.
Danielle Jordan / Ambientebrasil
Ercília Mercês
De acordo com o coordenador da pesquisa, Roberto Testezlaf, o sistema fechado vai garantir a circulação da água na própria estufa onde são produzidos os porta-enxertos de citros, “para redução total do descarte de soluções nutritivas ricas em nutrientes no solo”, explicou.
O equipamento utiliza o princípio da capilaridade, com a aplicação de água diretamente no substrato, evitando que a parte aérea da planta se umedeça. A utilização se dá na primeira fase de produção das mudas cítricas, também chamadas de sementeiras, quando as sementes são colocadas em tubos de plástico rígidos e preenchidos com substratos.
A pesquisa avaliou, ainda, o perfil do produtor de mudas cítricas do estado de São Paulo. Em 2007 o plantio ocupava uma área de 3 mil m², com produção de 80 mil mudas ao ano. A casca de pinus era o principal substrato utilizado.
Além da redução dos impactos ambientais, o estudo revelou que a técnica é capaz de aumentar a produção. O tempo médio de produção de cavalinho de Limão Cravo, por exemplo, caiu de 90 para 66 dias.
Os estudos terão continuidade com objetivo de estabelecer um manejo nutricional adequado e lançar um equipamento que possa ser empregado em condições comerciais de produção.
*Com informações da Unicamp.
Danielle Jordan / Ambientebrasil
Ercília Mercês
Alunos de escola capixaba desenvolvem projeto ambiental e criam roupas a partir do lixo
Alunos da Escola Dr. Jones dos Santos Neves, em Baixo Guandu, no Espírito Santo, estão desenvolvendo um projeto que transforma o lixo. Com o título “Do lixo ao luxo”, as atividades envolvem diversas disciplinas como Biologia, Física, Química, Artes e Matemática.
Em uma das ações, os estudantes criaram roupas a partir de materiais reciclados. As peças serão apresentadas em um desfile, que deve acontecer na primeira semana de maio. Os trabalhos de maior destaque, desenvolvidos durante o projeto, serão premiados na ocasião.
Cerca de 600 alunos estão envolvidos, criando outras peças além das roupas, como lixeiras, por exemplo. Estão sendo desenvolvidos ainda documentários e entrevistas. “Enquanto o Ensino Médio está criando documentários, charges, paródias e painel de grafites, o Ensino Fundamental é responsável pelas oficinas de reciclagem, desenhos e diversos painéis que serão espalhados pela escola”, disse a professora de Biologia, Lúcia Helena Reis.
Os estudantes entrevistaram garis para conhecer os caminhos que o lixo percorre. Com estas informações eles estão elaborando gráficos e tabelas com os números referentes à produção de lixo na cidade.
*Com informações da ascom.
Danielle Jordan / Ambientebrasil
Ercília Mercês
Em uma das ações, os estudantes criaram roupas a partir de materiais reciclados. As peças serão apresentadas em um desfile, que deve acontecer na primeira semana de maio. Os trabalhos de maior destaque, desenvolvidos durante o projeto, serão premiados na ocasião.
Cerca de 600 alunos estão envolvidos, criando outras peças além das roupas, como lixeiras, por exemplo. Estão sendo desenvolvidos ainda documentários e entrevistas. “Enquanto o Ensino Médio está criando documentários, charges, paródias e painel de grafites, o Ensino Fundamental é responsável pelas oficinas de reciclagem, desenhos e diversos painéis que serão espalhados pela escola”, disse a professora de Biologia, Lúcia Helena Reis.
Os estudantes entrevistaram garis para conhecer os caminhos que o lixo percorre. Com estas informações eles estão elaborando gráficos e tabelas com os números referentes à produção de lixo na cidade.
*Com informações da ascom.
Danielle Jordan / Ambientebrasil
Ercília Mercês
Decreto macabro
http://www.oeco.com.br/maria-tereza-jorge-padua/36-maria-tereza-jorge-padua/23823-
O Decreto federal 7.154 de 9 de abril de 2010 autoriza a se fazer estudos de aproveitamento de potenciais de energia hidráulica e sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica no interior de qualquer unidade de conservação federal e já autoriza a fazer obras de transmissão e distribuição dentro das de desenvolvimento sustentável. São excetuadas as APAS e as RPPNs. Trata-se de um dispositivo perigoso e malévolo, nem tanto pelo que diz, mas muito mais pelo que não diz. Além do mais é claramente anticonstitucional. E daí? Parece que se importam pouco com isso.
"No momento em que a humanidade toda já sabe da necessidade de ser cuidadosa, a máxima autoridade do país com o aval do próprio Ministério do Meio Ambiente e do seu Instituto responsável pela defesa do patrimônio natural, abre tudo! É quase inacreditável"
Para início de conversa é óbvio que os estudos de viabilidade que serão autorizados, com base no decreto, só serão feitos porque se quer construir hidroelétricas em unidades de conservação de todas as categorias, quer sejam de preservação permanente ou de desenvolvimento sustentável. Ou querem nos fazer acreditar que vão usar milhões de reais apenas para “saber”. Saber o que? Embora mal gastar dinheiro público seja coisa cada vez mais corriqueira, neste caso não parece provável. Ou seja, parece que, ignorando a Constituição, o governo pretende destruir as unidades de conservação, inclusive as de proteção integral, tão dificilmente estabelecidas para salvar algo da preciosa biodiversidade nacional. E para isso mal dissimula suas intenções no malfadado decreto citado.
Embora se possa dizer que o Brasil já assistiu um precedente em Sete Quedas, há que se esclarecer, que não obstante a infelicidade de o país ter inundado um Parque Nacional, primeiro ele foi extinto legalmente. Foi um só. Deus como soa mal este “um só”, pois o precedente foi aberto. Quatro décadas depois da extinção do Parque Nacional de Sete Quedas para dar lugar a uma hidroelétrica (Itaipu), vem este decreto, que nem se preocupou em respeitar a Constituição. O decreto, também, me faz lembrar o fato histórico ocorrido no Parque Nacional da Tijuca, em plena cidade do Rio de Janeiro, cujos cabos das linhas e torres de transmissão, que o cortam, foram colocados na década de sessenta por helicópteros para se evitar o desmatamento comum sob as mesmas, graças ao firme posicionamento do diretor do Parque Nacional à época, Alceo Magnanini. Inúmeras batalhas para se evitar hidroelétricas e linhas de transmissão em parques nacionais foram vencidas ao longo dos anos. Foram vencidas por funcionários dignos e comprometidas com sua responsabilidade maior, qual seja a defesa das unidades de conservação. Mas, agora, precisamente no momento em que a humanidade toda já sabe da necessidade de ser cuidadosa, a máxima autoridade do país com o aval do próprio Ministério do Meio Ambiente e do seu Instituto responsável pela defesa do patrimônio natural, abre tudo! É quase inacreditável.
O decreto é ilegal. E daí? Para que o Decreto 7154 de 9 de abril passe a ser legal, basta transformá-lo de decreto em Lei. O próprio Ministério do Meio Ambiente vem anunciando que outros decretos serão brevemente assinados visando agilizar o licenciamento ambiental. Passar uma lei no atual Congresso Nacional para destruir ambientes protegidos, como as unidades de conservação, parece tarefa fácil, quando se assiste ao ataque feroz ao Código Florestal em vigor e às centenas de tentativas, algumas já bem sucedidas, de abri-lo mais e mais para dar lugar às atividades produtivas, obras de infra-estrutura, cidades, entre outras ameaças. Podem continuar caindo e matando gente os morros e encostas ilegalmente ocupados; bem como as inundações muitas vezes aceleradas pelo também descaso no cumprimento do Código Florestal, que os políticos de plantão vão continuar a detoná-lo, não obstante o fato de que homens de muita visão tivessem tentado evitar a morte anunciada de centenas ou milhares de pessoas na década de sessenta, quando o prepararam.
"Qualquer país que preze o meio ambiente natural contornaria as unidades de conservação ou faria as linhas subterrâneas. Não aqui. Aqui pode tudo para destruir o ambiente e aparentar estar resolvendo outros problemas"
Como se os estudos fossem pouco, o decreto já autoriza “a instalação dos referidos sistemas em unidades de conservação federais de uso sustentável”. Não autorizaram nas de preservação permanente só porque a inconstitucionalidade ficaria ainda mais evidente. O escândalo seria maior. Porque então autorizar os estudos nas unidades de conservação de preservação permanente se a instalação não foi claramente permitida no decreto? Aqui há que se ressaltar que nas unidades de conservação estaduais nada foi autorizado. Queira Deus que os estados não o permitam em suas áreas protegidas.
Para culminar com as polêmicas autorizações abertas pelo Decreto 7154 o seu artigo 5º reza “as interferências .... não poderão descaracterizar ou por em risco o conjunto dos atributos da unidade de conservação federal e deverão ser reversíveis e mitigáveis...” Como pode, senhores donos da verdade? Como isso é possível? Parece que esse pessoal nunca voou por cima de uma linha de transmissão e suas torres. Além do desmatamento, cada torre tem seu acesso próprio. Tem sua estradinha. Linhas de transmissão são feridas abertas dentro de unidades de conservação pelas quais transitará a ilegalidade.
Qualquer país que preze o meio ambiente natural contornaria as unidades de conservação ou faria as linhas subterrâneas. Não aqui. Aqui pode tudo para destruir o ambiente e aparentar estar resolvendo outros problemas, que aqueles que nos governam acham mais importantes. Pode-se até ter hidroelétricas em parques nacionais, que são o maior bem natural de um país, ou pode-se até extingui-los para gerar energia que poderia e deveria ser gerada fora das unidades de conservação.
Alguém ainda duvida das conclusões desta nota? É só esperar para ver. Nós vamos esperar sentados? Resta à sociedade pensante tentar esclarecer o que isso pode significar de sequelas para o futuro da nossa biodiversidade e dos recursos hídricos já tão ameaçados. O governo federal deve retirar de imediato este decreto vergonhoso e, se a sua intenção é como parece, destruir o pouco de verde que o Brasil ainda tem, melhor é que se prepare para assumir sua responsabilidade.
Donizete Menezes
O Decreto federal 7.154 de 9 de abril de 2010 autoriza a se fazer estudos de aproveitamento de potenciais de energia hidráulica e sistemas de transmissão e distribuição de energia elétrica no interior de qualquer unidade de conservação federal e já autoriza a fazer obras de transmissão e distribuição dentro das de desenvolvimento sustentável. São excetuadas as APAS e as RPPNs. Trata-se de um dispositivo perigoso e malévolo, nem tanto pelo que diz, mas muito mais pelo que não diz. Além do mais é claramente anticonstitucional. E daí? Parece que se importam pouco com isso.
"No momento em que a humanidade toda já sabe da necessidade de ser cuidadosa, a máxima autoridade do país com o aval do próprio Ministério do Meio Ambiente e do seu Instituto responsável pela defesa do patrimônio natural, abre tudo! É quase inacreditável"
Para início de conversa é óbvio que os estudos de viabilidade que serão autorizados, com base no decreto, só serão feitos porque se quer construir hidroelétricas em unidades de conservação de todas as categorias, quer sejam de preservação permanente ou de desenvolvimento sustentável. Ou querem nos fazer acreditar que vão usar milhões de reais apenas para “saber”. Saber o que? Embora mal gastar dinheiro público seja coisa cada vez mais corriqueira, neste caso não parece provável. Ou seja, parece que, ignorando a Constituição, o governo pretende destruir as unidades de conservação, inclusive as de proteção integral, tão dificilmente estabelecidas para salvar algo da preciosa biodiversidade nacional. E para isso mal dissimula suas intenções no malfadado decreto citado.
Embora se possa dizer que o Brasil já assistiu um precedente em Sete Quedas, há que se esclarecer, que não obstante a infelicidade de o país ter inundado um Parque Nacional, primeiro ele foi extinto legalmente. Foi um só. Deus como soa mal este “um só”, pois o precedente foi aberto. Quatro décadas depois da extinção do Parque Nacional de Sete Quedas para dar lugar a uma hidroelétrica (Itaipu), vem este decreto, que nem se preocupou em respeitar a Constituição. O decreto, também, me faz lembrar o fato histórico ocorrido no Parque Nacional da Tijuca, em plena cidade do Rio de Janeiro, cujos cabos das linhas e torres de transmissão, que o cortam, foram colocados na década de sessenta por helicópteros para se evitar o desmatamento comum sob as mesmas, graças ao firme posicionamento do diretor do Parque Nacional à época, Alceo Magnanini. Inúmeras batalhas para se evitar hidroelétricas e linhas de transmissão em parques nacionais foram vencidas ao longo dos anos. Foram vencidas por funcionários dignos e comprometidas com sua responsabilidade maior, qual seja a defesa das unidades de conservação. Mas, agora, precisamente no momento em que a humanidade toda já sabe da necessidade de ser cuidadosa, a máxima autoridade do país com o aval do próprio Ministério do Meio Ambiente e do seu Instituto responsável pela defesa do patrimônio natural, abre tudo! É quase inacreditável.
O decreto é ilegal. E daí? Para que o Decreto 7154 de 9 de abril passe a ser legal, basta transformá-lo de decreto em Lei. O próprio Ministério do Meio Ambiente vem anunciando que outros decretos serão brevemente assinados visando agilizar o licenciamento ambiental. Passar uma lei no atual Congresso Nacional para destruir ambientes protegidos, como as unidades de conservação, parece tarefa fácil, quando se assiste ao ataque feroz ao Código Florestal em vigor e às centenas de tentativas, algumas já bem sucedidas, de abri-lo mais e mais para dar lugar às atividades produtivas, obras de infra-estrutura, cidades, entre outras ameaças. Podem continuar caindo e matando gente os morros e encostas ilegalmente ocupados; bem como as inundações muitas vezes aceleradas pelo também descaso no cumprimento do Código Florestal, que os políticos de plantão vão continuar a detoná-lo, não obstante o fato de que homens de muita visão tivessem tentado evitar a morte anunciada de centenas ou milhares de pessoas na década de sessenta, quando o prepararam.
"Qualquer país que preze o meio ambiente natural contornaria as unidades de conservação ou faria as linhas subterrâneas. Não aqui. Aqui pode tudo para destruir o ambiente e aparentar estar resolvendo outros problemas"
Como se os estudos fossem pouco, o decreto já autoriza “a instalação dos referidos sistemas em unidades de conservação federais de uso sustentável”. Não autorizaram nas de preservação permanente só porque a inconstitucionalidade ficaria ainda mais evidente. O escândalo seria maior. Porque então autorizar os estudos nas unidades de conservação de preservação permanente se a instalação não foi claramente permitida no decreto? Aqui há que se ressaltar que nas unidades de conservação estaduais nada foi autorizado. Queira Deus que os estados não o permitam em suas áreas protegidas.
Para culminar com as polêmicas autorizações abertas pelo Decreto 7154 o seu artigo 5º reza “as interferências .... não poderão descaracterizar ou por em risco o conjunto dos atributos da unidade de conservação federal e deverão ser reversíveis e mitigáveis...” Como pode, senhores donos da verdade? Como isso é possível? Parece que esse pessoal nunca voou por cima de uma linha de transmissão e suas torres. Além do desmatamento, cada torre tem seu acesso próprio. Tem sua estradinha. Linhas de transmissão são feridas abertas dentro de unidades de conservação pelas quais transitará a ilegalidade.
Qualquer país que preze o meio ambiente natural contornaria as unidades de conservação ou faria as linhas subterrâneas. Não aqui. Aqui pode tudo para destruir o ambiente e aparentar estar resolvendo outros problemas, que aqueles que nos governam acham mais importantes. Pode-se até ter hidroelétricas em parques nacionais, que são o maior bem natural de um país, ou pode-se até extingui-los para gerar energia que poderia e deveria ser gerada fora das unidades de conservação.
Alguém ainda duvida das conclusões desta nota? É só esperar para ver. Nós vamos esperar sentados? Resta à sociedade pensante tentar esclarecer o que isso pode significar de sequelas para o futuro da nossa biodiversidade e dos recursos hídricos já tão ameaçados. O governo federal deve retirar de imediato este decreto vergonhoso e, se a sua intenção é como parece, destruir o pouco de verde que o Brasil ainda tem, melhor é que se prepare para assumir sua responsabilidade.
Donizete Menezes
Rachadura no gelo assusta pesquisadores britânicos no Ártico
da BBC Brasil
Uma equipe de pesquisadores britânicos foi surpreendida por uma rachadura gigante no gelo logo abaixo de uma das barracas de seu acampamento, no Ártico.
Os três integrantes da equipe Catlin Arctic Survey estão na região para uma pesquisa anual que avalia os efeitos das mudanças climáticas.
Martin Hartley
Rachadura no gelo assusta pesquisadores britânicos do Catlin Arctic Survey no Ártico
Rachadura no gelo assusta pesquisadores britânicos do Catlin Arctic Survey no Ártico
Os pesquisadores Ann Daniels, Martin Hartley e Charlie Paton, estavam acampados no gelo quando ele começou a rachar.
"Ouvimos um estalido, alguns estrondos e, de repente, o gelo começou a se romper. Tudo aconteceu muito rápido", disse Charlie Paton.
A pesquisadora Ann Daniels conta que os pesquisadores já tinham observado o gelo se movimentando. Na manhã seguinte, depois dos barulhos, o gelo começou a se abrir de repente.
"O gelo começou a se romper do lado de fora [do acampamento]. Então o gelo começou a se romper cada vez mais perto das barracas e então, embaixo das barracas. Martin [Hartley] e eu começamos a tirar tudo (das barracas) e empacotar tudo o mais rápido que podíamos."
"Estávamos retirando todo o equipamento quando Charlie [Paton] gritou: 'Saiam agora'", relatou a pesquisadora à BBC.
"Tivemos que decidir rapidamente em lado da rachadura iríamos ficar e resgatar rapidamente todo o equipamento para evitar danos."
Apesar do susto, nenhum dos equipamentos ficou danificado e os pesquisadores não se feriram.
A equipe de pesquisadores britânicos também está tendo que enfrentar outras dificuldades na região, como grandes extensões de águas abertas, gelo se movimentando rapidamente e placas de gelo deslizando umas sobre as outras.
A missão da equipe britânica é coletar dados para investigar qual o impacto do dióxido de carbono no Oceano Ártico. Além de caminhar na região, os pesquisadores estão perfurando o gelo para fazer medições, além de coletar amostras de água do mar de diferentes profundidades.
Marto Sá
Uma equipe de pesquisadores britânicos foi surpreendida por uma rachadura gigante no gelo logo abaixo de uma das barracas de seu acampamento, no Ártico.
Os três integrantes da equipe Catlin Arctic Survey estão na região para uma pesquisa anual que avalia os efeitos das mudanças climáticas.
Martin Hartley
Rachadura no gelo assusta pesquisadores britânicos do Catlin Arctic Survey no Ártico
Rachadura no gelo assusta pesquisadores britânicos do Catlin Arctic Survey no Ártico
Os pesquisadores Ann Daniels, Martin Hartley e Charlie Paton, estavam acampados no gelo quando ele começou a rachar.
"Ouvimos um estalido, alguns estrondos e, de repente, o gelo começou a se romper. Tudo aconteceu muito rápido", disse Charlie Paton.
A pesquisadora Ann Daniels conta que os pesquisadores já tinham observado o gelo se movimentando. Na manhã seguinte, depois dos barulhos, o gelo começou a se abrir de repente.
"O gelo começou a se romper do lado de fora [do acampamento]. Então o gelo começou a se romper cada vez mais perto das barracas e então, embaixo das barracas. Martin [Hartley] e eu começamos a tirar tudo (das barracas) e empacotar tudo o mais rápido que podíamos."
"Estávamos retirando todo o equipamento quando Charlie [Paton] gritou: 'Saiam agora'", relatou a pesquisadora à BBC.
"Tivemos que decidir rapidamente em lado da rachadura iríamos ficar e resgatar rapidamente todo o equipamento para evitar danos."
Apesar do susto, nenhum dos equipamentos ficou danificado e os pesquisadores não se feriram.
A equipe de pesquisadores britânicos também está tendo que enfrentar outras dificuldades na região, como grandes extensões de águas abertas, gelo se movimentando rapidamente e placas de gelo deslizando umas sobre as outras.
A missão da equipe britânica é coletar dados para investigar qual o impacto do dióxido de carbono no Oceano Ártico. Além de caminhar na região, os pesquisadores estão perfurando o gelo para fazer medições, além de coletar amostras de água do mar de diferentes profundidades.
Marto Sá
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Governadora do Pará sanciona lei de zoneamento
governadora do Pará, Ana Júlia Carepa (PT), sancionou na sexta-feira (16) a lei que regulamenta o zoneamento ecológico-econômico da zona leste e da chamada Calha Norte (noroeste) do Estado.
Com isso, o Pará, líder em desmatamento, será o primeiro Estado da região amazônica a ter o mapa completo das destinações de cada uma de suas áreas, disse o governo. A lei sobre a zona oeste paraense foi sancionada no ano passado.
A principal função do zoneamento é dizer qual o destino da terra – se para preservação ou agropecuária, por exemplo.
Nas áreas que forem consideradas destruídas, o limite para desmatamento será de 50%. Nas outras, mantém-se os 20% normalmente previstos para a Amazônia.
Para começar a valer, a lei deverá ser votada ainda no Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e depois ser chancelada pelo presidente da República.
Em mensagem à Assembleia Legislativa, Ana Júlia disse que a lei é ‘um marco histórico’.
“Esse zoneamento será o principal instrumento de orientação das ações do governo, da iniciativa privada e da sociedade em geral durante os processos de decisão a respeito do uso e aproveitamento mais adequados dos recursos naturais disponíveis no Estado.”
A lei abrange aproximadamente 91% do 1,2 milhão de quilômetros quadrados do Pará. O restante se refere a unidades de conservação, terras indígenas e outros territórios. (Fonte: João Carlos Magalhães/ Folha Online)
Januza Rodrigues
Com isso, o Pará, líder em desmatamento, será o primeiro Estado da região amazônica a ter o mapa completo das destinações de cada uma de suas áreas, disse o governo. A lei sobre a zona oeste paraense foi sancionada no ano passado.
A principal função do zoneamento é dizer qual o destino da terra – se para preservação ou agropecuária, por exemplo.
Nas áreas que forem consideradas destruídas, o limite para desmatamento será de 50%. Nas outras, mantém-se os 20% normalmente previstos para a Amazônia.
Para começar a valer, a lei deverá ser votada ainda no Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e depois ser chancelada pelo presidente da República.
Em mensagem à Assembleia Legislativa, Ana Júlia disse que a lei é ‘um marco histórico’.
“Esse zoneamento será o principal instrumento de orientação das ações do governo, da iniciativa privada e da sociedade em geral durante os processos de decisão a respeito do uso e aproveitamento mais adequados dos recursos naturais disponíveis no Estado.”
A lei abrange aproximadamente 91% do 1,2 milhão de quilômetros quadrados do Pará. O restante se refere a unidades de conservação, terras indígenas e outros territórios. (Fonte: João Carlos Magalhães/ Folha Online)
Januza Rodrigues
50 abalos em menos de 24h entre Cupira e Belém de Maria

Desde meia noite de ontem (19) até às 5h desta terça-feira (20) foram registrados 50 tremores de terra no epicentro que fica entre as duas
Mais tremores foram registrados em duas cidades do interior pernambucano. Os moradores de Belém de Maria, na Zona da Mata, e em Cupira, no Agreste estão assustados por causa dos abalos que vêm acontecendo. De acordo com um novo boletim do Laboratório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o mais recente foi às 19h07, com 2,8 graus nba escala Richter. Desde o último sábado (17) já foram registrados 21 tremores.
O vice-coordenador do Laboratório, o sismólogo Aderson Nascimento, informou que o epicentro está localizado num ponto entre as duas cidades. Na manhã desta terça-feira (20) outro boletim com os tremores informou que foram registrados 50 tremores de terra desde meia noite de ontem (19) até às 5h desta terça-feira (20).
GEORGE CABRAL
IMAGENS DE SATÉLITE MOSTRAM A NUVEM DE POEIRA AO SUL DA ISLÂNDIA
A erupção do vulcão Eyjafjallajokull, na Islândia, foi tão forte que pode ser vista do espaço. Imagens captadas por um satélite da European Space Agency (ESA, ou Agência Europeia Espacial em português) e divulgadas nesta segunda-feira pela Agência de Notícias AFP mostram uma imensa mancha de poeira ao sul da Islândia, que é levada para o restante da Europa pelo vento.
Por causa da poeira, aeroportos estão fechados há cinco dias em países como a Inglaterra e a França. Aos poucos, porém, a rotina de voos começa a ser retomada. Os ministros de Transporte da União Europeia (UE) chegaram nesta segunda-feira a um acordo para flexibilizar o fechamento do espaço aéreo sem pôr em risco a segurança, confirmaram fontes diplomáticas.
A Agência Europeia para a Segurança da Navegação Aérea (Eurocontrol) tinha determinado aos Governos da UE uma redução do espaço aéreo proibido a voos comerciais por causa da nuvem de cinza vulcânica procedente da Islândia, após as duras críticas recebidas por parte das companhias.
Veja as imagens capturadas pelo satélite da nuvem de poeira ao sul da Islândia:

A medida deverá reduzir a área restrita onde vigora a proibição de voos na Europa em meio à poluição por cinzas do vulcão islandês. Paralelamente, será permitido às companhias aéreas decidir por si próprias se atuarão em áreas menos poluídas fora dessa primeira "faixa vermelha".
As companhias aéreas deverão, no entanto, realizar controles posteriores ao voo para assegurar que sejam respeitados os níveis de segurança necessários. A proposta foi formulada hoje pelo Eurocontrol (Escritório de segurança aérea da Europa) depois de se analisar a situação atual e as consequências de uma possível mudança nas medidas adotadas até agora.
O Eurocontrol se mostrou hoje favorável a adotar um novo "modelo híbrido" de análise de risco mais flexível, similar ao americano, que combine responsabilidades das autoridades nacionais e das companhias aéreas.

Nesta segunda-feira, o Instituto Meteorológico da Islândia negou que o vulcão islandês Hekla também tenha entrado em erupção. Um porta-voz do instituto islandês disse à Agência Efe que não houve erupção do Hekla e que a notícia anterior foi um falso alarme. Aparentemente, o motivo desse falso alarme foi uma transmissão ao vivo da televisão islandesa de imagens de lava e fumaça, apresentadas como se fossem do Hekla, quando na realidade eram do Eyjafjallajökull. O Hekla é o vulcão mais famoso da Islândia, que desde 1970 entrou em erupção a cada dez anos aproximadamente, a última vez em 2000
Com informações das Agências AFP e EFE
GEORGE CABRAL
Por causa da poeira, aeroportos estão fechados há cinco dias em países como a Inglaterra e a França. Aos poucos, porém, a rotina de voos começa a ser retomada. Os ministros de Transporte da União Europeia (UE) chegaram nesta segunda-feira a um acordo para flexibilizar o fechamento do espaço aéreo sem pôr em risco a segurança, confirmaram fontes diplomáticas.
A Agência Europeia para a Segurança da Navegação Aérea (Eurocontrol) tinha determinado aos Governos da UE uma redução do espaço aéreo proibido a voos comerciais por causa da nuvem de cinza vulcânica procedente da Islândia, após as duras críticas recebidas por parte das companhias.
Veja as imagens capturadas pelo satélite da nuvem de poeira ao sul da Islândia:

A medida deverá reduzir a área restrita onde vigora a proibição de voos na Europa em meio à poluição por cinzas do vulcão islandês. Paralelamente, será permitido às companhias aéreas decidir por si próprias se atuarão em áreas menos poluídas fora dessa primeira "faixa vermelha".
As companhias aéreas deverão, no entanto, realizar controles posteriores ao voo para assegurar que sejam respeitados os níveis de segurança necessários. A proposta foi formulada hoje pelo Eurocontrol (Escritório de segurança aérea da Europa) depois de se analisar a situação atual e as consequências de uma possível mudança nas medidas adotadas até agora.
O Eurocontrol se mostrou hoje favorável a adotar um novo "modelo híbrido" de análise de risco mais flexível, similar ao americano, que combine responsabilidades das autoridades nacionais e das companhias aéreas.

Nesta segunda-feira, o Instituto Meteorológico da Islândia negou que o vulcão islandês Hekla também tenha entrado em erupção. Um porta-voz do instituto islandês disse à Agência Efe que não houve erupção do Hekla e que a notícia anterior foi um falso alarme. Aparentemente, o motivo desse falso alarme foi uma transmissão ao vivo da televisão islandesa de imagens de lava e fumaça, apresentadas como se fossem do Hekla, quando na realidade eram do Eyjafjallajökull. O Hekla é o vulcão mais famoso da Islândia, que desde 1970 entrou em erupção a cada dez anos aproximadamente, a última vez em 2000
Com informações das Agências AFP e EFE
GEORGE CABRAL
Sobe para 1.944 o número de mortos em terremoto na China

Pequim, 19 abr (EFE).- O terremoto que atingiu a província chinesa de Qinghai no dia 14 de abril deixou 1.944 mortos e 216 desaparecidos, além de 12.315 feridos, segundo dados oficiais divulgados hoje.
O tremor, de magnitude 7,1 na escala Richter, devastou a região Yushu, situada a quase quatro mil metros acima do nível do mar e que faz fronteira com a região autônoma do Tibete, com 97% de sua população pertencente a essa etnia.
Segundo dados do Escritório Central de Resgate do país divulgado hoje pela agência de notícias "Xinhua", a cidade mais afetada foi a de Jiegu, em que moravam cerca de 100 mil pessoas e onde mais de 85% das casas desabaram.
As equipes de resgate continuam suas buscas em meio aos escombros para localizar sobreviventes.
Nas últimas horas, uma menina de quatro anos e uma mulher foram resgatadas com vida, depois de cinco dias cobertas por uma cama, informou o canal estatal "CFTV".
Seus parentes as mantiveram vivas dando alimento e água por entre os buracos nos escombros.
O estado da mulher é grave e a menina sofre de problemas cardíacos.
GEORGE CABRAL
Terremoto de magnitude 5,3 deixa 7 mortos e 34 feridos no Afeganistão

Epicentro do tremor foi registrado a 190 quilômetros de Kabul. Quarenta casas desabaram.
Ao menos sete pessoas morreram e outras 34 ficaram feridas vítimas de um terremoto de magnitude 5,3 que atingiu o centro do Afeganistão na manhã desta segunda-feira (19). Quarenta casas desabaram com o tremor.
O epicentro do terremoto foi registrado a 190 quilômetros a nordeste da capita Kabul, com a profundidade de dez quilômetros, informou o Instituto Geofísico dos Estados Unidos (USGS). O terremoto foi percebido por volta da 1h local.
De acordo com Ghulam Sakhi, vice-governador da província de Samangan, onde o epicentro foi registrado, três distritos da região foram afetados. De acordo com Sakhi, o número de vítimas pode aumentar.
O vice-governador informou que o acesso a um dos três distritos afetados foi bloqueado por conta dos estragos provocados pelo terremoto. De acordo com ele, enquanto o resgate não conseguir acessar a área, o número final de mortos não poderá ser descoberto.
Regina Fernandes
segunda-feira, 19 de abril de 2010
Aquífero na Amazônia pode ser o maior do mundo, dizem geólogos
Reserva Alter do Chão tem volume de 86 mil km³ de água potável.
Quantidade permitiria abastecer população mundial por 100 vezes.
Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) apresentou um estudo, na sexta-feira (16), que aponta o Aquífero Alter do Chão como o de maior volume de água potável do mundo. A reserva subterrânea está localizada sob os estados do Amazonas, Pará e Amapá e tem volume de 86 mil km³ de água doce, o que seria suficiente para abastecer a população mundial em cerca de 100 vezes, ainda de acordo com a pesquisa. Um novo levantamento, de campo, deve ser feito na região para avaliar a possibilidade de o aquífero ser ainda maior do que o calculado inicialmente pelos geólogos.
Em termos comparativos, a reserva Alter do Chão tem quase o dobro do volume de água potável que o Aquífero Guarani - com 45 mil km³ de volume -, até então considerado o maior do país e que passa pela Argentina, Paraguai e Uruguai. "Os estudos que temos são preliminares, mas há indicativos suficientes para dizer que se trata do maior aquífero do mundo, já que está sob a maior bacia hidrográfica do mundo, que é a do Amazonas/Solimões. O que nos resta agora é convencer toda a cadeia científica do que estamos falando", disse Milton Matta, geólogo da UFPA.
O Aquífero Alter do Chão deve ter o nome mudado por ser homônimo de um dos principais pontos turísticos do Pará, o que costuma provocar enganos sobre a localização da reserva de água. "Estamos propondo que passe a se chamar Aquífero Grande Amazônia e assim teria uma visibilidade comercial mais interessante", disse Matta, que coordenou a pesquisa e agora busca investimento para concluir a segunda etapa do estudo no Banco Mundial e outros patrocinadores científicos.
Jucicleide Barbosa
Quantidade permitiria abastecer população mundial por 100 vezes.
Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) apresentou um estudo, na sexta-feira (16), que aponta o Aquífero Alter do Chão como o de maior volume de água potável do mundo. A reserva subterrânea está localizada sob os estados do Amazonas, Pará e Amapá e tem volume de 86 mil km³ de água doce, o que seria suficiente para abastecer a população mundial em cerca de 100 vezes, ainda de acordo com a pesquisa. Um novo levantamento, de campo, deve ser feito na região para avaliar a possibilidade de o aquífero ser ainda maior do que o calculado inicialmente pelos geólogos.
Em termos comparativos, a reserva Alter do Chão tem quase o dobro do volume de água potável que o Aquífero Guarani - com 45 mil km³ de volume -, até então considerado o maior do país e que passa pela Argentina, Paraguai e Uruguai. "Os estudos que temos são preliminares, mas há indicativos suficientes para dizer que se trata do maior aquífero do mundo, já que está sob a maior bacia hidrográfica do mundo, que é a do Amazonas/Solimões. O que nos resta agora é convencer toda a cadeia científica do que estamos falando", disse Milton Matta, geólogo da UFPA.
O Aquífero Alter do Chão deve ter o nome mudado por ser homônimo de um dos principais pontos turísticos do Pará, o que costuma provocar enganos sobre a localização da reserva de água. "Estamos propondo que passe a se chamar Aquífero Grande Amazônia e assim teria uma visibilidade comercial mais interessante", disse Matta, que coordenou a pesquisa e agora busca investimento para concluir a segunda etapa do estudo no Banco Mundial e outros patrocinadores científicos.
Jucicleide Barbosa
Erupção do vulcão islandês não tem data para terminar, dizem especialistas
Não há previsão de quando a erupção do vulcão Eyjafjallajoekull, na Islândia, deve terminar, segundo especialistas. Enquanto a nuvem de fumaça que interrompeu o tráfego aéreo no continente europeu ficou mais baixa, chegando a cinco quilômetros de altura, foram registrados tremores na região, o que indica mais atividade vulcânica e acúmulo de gás no subsolo, e isso é um sinal que possivelmente novas erupções acontecerão. Com isso, os problemas enfrentados nos últimos quatro dias podem voltar a atormentar passageiros que tentam se locomover pela Europa, chegar ou sair de lá.
“Estamos vendo sinais misturados,” disse à Reuters o geofísico Einar Kajartansson, do Serviço Meteorológico Islandês. “Existem alguns indícios que a erupção está diminuindo, e outros que ela está aumentando”.
Embora não tenha sido uma erupção particularmente violenta, como a do monte Pinatubo, nas Filipinas, em 1991, o vulcão islandês tem algumas particularidades: o fato de estar embaixo de uma geleira faz com que o magma, rocha quente em estado líquido que é expelida, se solidifique em contato com as baixas temperaturas e vire cinza em vez de lava. A cinza se mistura com o vapor do gelo derretido pelo calor do vulcão e a nuvem está formada.

Nuvem de cinzas gerada por vulcão na Islândia
A composição química deste magma, rica em silício, faz com que o magma seja mais viscoso, o que aumenta ainda mais a chance de se solidificar e se pulverizar em cinza.
Estima-se que o vulcão já derreteu um décimo da geleira, e o gelo mais fino forma um círculo vicioso porque “alimenta” a nuvem com vapor, e não consegue segurar as erupções, como é o caso de geleiras mais espessas. Quando ele acabar, o magma sairia na forma de lava, sem formar nuvens de cinzas.
Lições da história
A última explosão do Eyjafjallajoekull aconteceu em dezembro de 1821, e durou até o início de 1823. Outra preocupação dos cientistas é com o vulcão vizinho Katla, maior e mais violento, cujas erupções costumam acompanhar o Eyjafjallajoekull.
A Islândia está situada na Dorsal Meso-Atlântica, uma região de encontro entre duas placas tectônicas. Por isso, a história do país sempre foi marcada por terremotos e intensa atividade vulcânica. Em 1783, a explosão do vulcão Laki matou um quinto da população do país, envolvendo o resto da Europa numa nuvem de dióxido de enxofre que vitimou milhares de pessoas.
A atividade vulcânica na Islândia segue padrões definidos, de períodos de 50 a 80 anos, disse Thorvaldur Thordarson, especialista em vulcões islandeses da Universidade de Edinburgo, Escócia. “Há uma periodicidade de 50 a 80 anos. O aumento da atividade nos últimos dez anos mostra que estamos entrando numa fase mais ativa,“ explicou à revista New Scientist (www.newscientist.com).
Um estudo de 1998 da Universidade da Islândia mostrou que essas fases costumam ser marcadas por tremores e erupções mais freqüentes, que é o padrão que se mostra agora. Segundo Thordarson, tudo indica que uma dessas fases está se aproximando e deve durar 60 anos, com seu pico entre 2030 e 2040.
(Com informações da Reuters, AP e New Scientist)
Jucicleide Barbosa
“Estamos vendo sinais misturados,” disse à Reuters o geofísico Einar Kajartansson, do Serviço Meteorológico Islandês. “Existem alguns indícios que a erupção está diminuindo, e outros que ela está aumentando”.
Embora não tenha sido uma erupção particularmente violenta, como a do monte Pinatubo, nas Filipinas, em 1991, o vulcão islandês tem algumas particularidades: o fato de estar embaixo de uma geleira faz com que o magma, rocha quente em estado líquido que é expelida, se solidifique em contato com as baixas temperaturas e vire cinza em vez de lava. A cinza se mistura com o vapor do gelo derretido pelo calor do vulcão e a nuvem está formada.
Nuvem de cinzas gerada por vulcão na Islândia
A composição química deste magma, rica em silício, faz com que o magma seja mais viscoso, o que aumenta ainda mais a chance de se solidificar e se pulverizar em cinza.
Estima-se que o vulcão já derreteu um décimo da geleira, e o gelo mais fino forma um círculo vicioso porque “alimenta” a nuvem com vapor, e não consegue segurar as erupções, como é o caso de geleiras mais espessas. Quando ele acabar, o magma sairia na forma de lava, sem formar nuvens de cinzas.
Lições da história
A última explosão do Eyjafjallajoekull aconteceu em dezembro de 1821, e durou até o início de 1823. Outra preocupação dos cientistas é com o vulcão vizinho Katla, maior e mais violento, cujas erupções costumam acompanhar o Eyjafjallajoekull.
A Islândia está situada na Dorsal Meso-Atlântica, uma região de encontro entre duas placas tectônicas. Por isso, a história do país sempre foi marcada por terremotos e intensa atividade vulcânica. Em 1783, a explosão do vulcão Laki matou um quinto da população do país, envolvendo o resto da Europa numa nuvem de dióxido de enxofre que vitimou milhares de pessoas.
A atividade vulcânica na Islândia segue padrões definidos, de períodos de 50 a 80 anos, disse Thorvaldur Thordarson, especialista em vulcões islandeses da Universidade de Edinburgo, Escócia. “Há uma periodicidade de 50 a 80 anos. O aumento da atividade nos últimos dez anos mostra que estamos entrando numa fase mais ativa,“ explicou à revista New Scientist (www.newscientist.com).
Um estudo de 1998 da Universidade da Islândia mostrou que essas fases costumam ser marcadas por tremores e erupções mais freqüentes, que é o padrão que se mostra agora. Segundo Thordarson, tudo indica que uma dessas fases está se aproximando e deve durar 60 anos, com seu pico entre 2030 e 2040.
(Com informações da Reuters, AP e New Scientist)
Jucicleide Barbosa
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Rio tem 18 favelas que cresceram sobre lixões
RIO - Um levantamento preliminar feito por pesquisadores revela que o Rio tem hoje pelo menos oito bairros e 18 favelas que cresceram sobre lixões, exatamente como o Morro do Bumba, onde 50 casas foram soterradas num deslizamento de terra nesta terça-feira. No estado, são agora 226 mortos (em números atualizados neste domingo).
A reportagem de Elenilce Bottari publicada no jornal O Globo deste domingo mostra que, preocupado em levantar a extensão do risco do passivo ambiental no Rio, que agora vem à tona com as chuvas, o secretário de Ciência e Tecnologia, Luiz Edmundo da Costa Leite, solicitou ao reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, o mapeamento da situação no estado, onde se estima que haja mais de 200 aterros sanitários inadequados, que foram abandonados ao longo dos anos sem qualquer controle. Dezenas deles foram, possivelmente, ocupados de forma irregular, dentro de processos que favelização que resultaram em comunidades como a do Morro do Bumba.
- O Rio tem hoje um passivo ambiental muito grande que precisa ser objeto de estudos. Precisamos identificá-lo para depois analisar os riscos para a população e, então, criar projetos de remediação. É uma tarefa difícil, pois, em muitos casos, pode ter havido ocupação irregular onde havia lixões desativados. Isso porque a vegetação cresce por cima dos dejetos e, com o tempo, as pessoas esquecem o que havia ali e ocupam. E isso pode representar um risco grande para a população - explicou o secretário de Ciência e Tecnologia.
Segundo Luiz Edmundo, que é engenheiro especialista em recursos hídricos, o risco não está restrito aos aterros que viraram morros.
- Um lixão onde passa o lençol freático também é risco para a saúde pública, devido à contaminação da água - lembrou.
A primeira reunião multidisciplinar para o mapeamento das comunidades erguidas sobre esses passivos ambientais acontece nesta semana. Segundo o reitor Ricardo Vieiralves, participarão especialistas em geologia, engenharia sanitária e história, além do Departamento de Recursos Minerais do Estado e de outras instituições. Para Vieiralves, a meta inicial será identificar a situação na área metropolitana, mas depois o levantamento deverá seguir para outras regiões do estado, como Serrana, Sul e Norte Fluminense.
GEORGE CABRAL – TURMA 0503
A reportagem de Elenilce Bottari publicada no jornal O Globo deste domingo mostra que, preocupado em levantar a extensão do risco do passivo ambiental no Rio, que agora vem à tona com as chuvas, o secretário de Ciência e Tecnologia, Luiz Edmundo da Costa Leite, solicitou ao reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, o mapeamento da situação no estado, onde se estima que haja mais de 200 aterros sanitários inadequados, que foram abandonados ao longo dos anos sem qualquer controle. Dezenas deles foram, possivelmente, ocupados de forma irregular, dentro de processos que favelização que resultaram em comunidades como a do Morro do Bumba.
- O Rio tem hoje um passivo ambiental muito grande que precisa ser objeto de estudos. Precisamos identificá-lo para depois analisar os riscos para a população e, então, criar projetos de remediação. É uma tarefa difícil, pois, em muitos casos, pode ter havido ocupação irregular onde havia lixões desativados. Isso porque a vegetação cresce por cima dos dejetos e, com o tempo, as pessoas esquecem o que havia ali e ocupam. E isso pode representar um risco grande para a população - explicou o secretário de Ciência e Tecnologia.
Segundo Luiz Edmundo, que é engenheiro especialista em recursos hídricos, o risco não está restrito aos aterros que viraram morros.
- Um lixão onde passa o lençol freático também é risco para a saúde pública, devido à contaminação da água - lembrou.
A primeira reunião multidisciplinar para o mapeamento das comunidades erguidas sobre esses passivos ambientais acontece nesta semana. Segundo o reitor Ricardo Vieiralves, participarão especialistas em geologia, engenharia sanitária e história, além do Departamento de Recursos Minerais do Estado e de outras instituições. Para Vieiralves, a meta inicial será identificar a situação na área metropolitana, mas depois o levantamento deverá seguir para outras regiões do estado, como Serrana, Sul e Norte Fluminense.
GEORGE CABRAL – TURMA 0503
Chuvas deixam quase 2 mil fora de casa em Sergipe
As chuvas fortes e contínuas que caem em Sergipe desde a madrugada da última quinta-feira (8) já deixaram 1.199 pessoas desalojadas e 704 desabrigadas, segundo a Defesa Civil do Estado. Ao todo, 1.090 casas foram destruídas ou danificadas.
As chuvas atingiram fortemente 13 das 75 cidades sergipanas. Aracaju é a que mais tem sofrido com os alagamentos e os deslizamentos de terra. No total, 1.282 pessoas estão desalojadas e desabrigadas e duas ficaram feridas.
A Defesa Civil informou que há 121 pontos de alagamentos em todos os bairros da capital sergipana e que 280 casas foram destruídas e danificadas.
No loteamento Costa do Sol, na zona sul de Aracaju, o Corpo de Bombeiros utilizou botes para retirar os moradores de suas casas. A prefeitura usou bombas de sucção e carros pipas para amenizar o alagamento.
Outra cidade muito atingida pelas chuvas foi Carmópolis, a 50 quilômetros de Aracaju. São 200 pessoas entre desalojadas e desabrigadas e três feridas. As famílias foram encaminhadas para o centro de idosos do município.
O coordenador da Defesa Civil Estadual, major Erivaldo Mendes, aconselha que as pessoas evitem sair de casa. “Neste momento crítico o mais aconselhável é que todos permaneçam em casa”, disse ele.
De acordo com o meteorologista Overland Amaral, as chuvas estão ocorrendo fora do período esperado e devem durar mais três dias.
Postado por GERALDO JR (DIR-0505)
As chuvas atingiram fortemente 13 das 75 cidades sergipanas. Aracaju é a que mais tem sofrido com os alagamentos e os deslizamentos de terra. No total, 1.282 pessoas estão desalojadas e desabrigadas e duas ficaram feridas.
A Defesa Civil informou que há 121 pontos de alagamentos em todos os bairros da capital sergipana e que 280 casas foram destruídas e danificadas.
No loteamento Costa do Sol, na zona sul de Aracaju, o Corpo de Bombeiros utilizou botes para retirar os moradores de suas casas. A prefeitura usou bombas de sucção e carros pipas para amenizar o alagamento.
Outra cidade muito atingida pelas chuvas foi Carmópolis, a 50 quilômetros de Aracaju. São 200 pessoas entre desalojadas e desabrigadas e três feridas. As famílias foram encaminhadas para o centro de idosos do município.
O coordenador da Defesa Civil Estadual, major Erivaldo Mendes, aconselha que as pessoas evitem sair de casa. “Neste momento crítico o mais aconselhável é que todos permaneçam em casa”, disse ele.
De acordo com o meteorologista Overland Amaral, as chuvas estão ocorrendo fora do período esperado e devem durar mais três dias.
Postado por GERALDO JR (DIR-0505)
Polícia notifica agricultores suspeitos de construir em área de preservação
A Delegacia de Meio Ambiente notificou 22 produtores rurais de Terezópolis de Goiás (GO). Eles são suspeitos de construir em área de preservação permanente.
A agricultora Ramira Cavalcante recebeu uma notificação que proíbe a atividade no local. Apenas sete metros separam o antigo laboratório de reprodução de peixes do córrego Santa Rita. É uma área de preservação permanente. Ela também foi obrigada a desativar dez tanques de criação. Por ano, eram produzidos 500 mil alevinos. A família, que vive na propriedade há anos, está preocupada com a medida. “Aqui era nosso meio de ganho. São 13 pessoas que dependem disso. A gente não sabia. Quando chegamos, já existia essa área com os tanques”, afirmou.
Até agora, foram notificados 22 moradores próximos à bacia do João Leite. A determinação da Delegacia de Meio Ambiente é baseada na lei federal que proíbe empreendimentos às margens de mananciais. Numa faixa de 30 metros, deve haver proteção de solo e nenhuma construção.
“É preciso que tragam técnicos, equipes multidisciplinares, com engenheiro de pesca, com agrônomo, com zootecnista e ver qual a possibilidade que temos. Não se pode poluir para depois recuperar. Nós passamos daquela época em que se produz para depois pagar pela poluição. Nós temos que trabalhar com o princípio da prevenção. É claro que queremos que todos produzam, mas temos de respeitar as questões ambientais”, disse Luziano Carvalho, delegado de meio ambiente.
Em uma das fazendas, agentes encontraram um flagrante de desrespeito ao meio ambiente. Mais de cem porcos são criados em uma área ilegal. O poço de água do córrego foi modificado. O desvio passa dentro do chiqueiro. Toda sujeira vai parar no manancial que abastece a região. O responsável foi multado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente em R$ 15 mil.
“Toda carga orgânica está indo para a água, para o manancial. A pessoa não tem nem cuidado nem mesmo com os próprios animais”, afirmou o delegado. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente deu um prazo de 15 dias para o dono dos porcos retirar os animais do local.
Por Valdeí de Souza Figueira Figueira, 0505
A agricultora Ramira Cavalcante recebeu uma notificação que proíbe a atividade no local. Apenas sete metros separam o antigo laboratório de reprodução de peixes do córrego Santa Rita. É uma área de preservação permanente. Ela também foi obrigada a desativar dez tanques de criação. Por ano, eram produzidos 500 mil alevinos. A família, que vive na propriedade há anos, está preocupada com a medida. “Aqui era nosso meio de ganho. São 13 pessoas que dependem disso. A gente não sabia. Quando chegamos, já existia essa área com os tanques”, afirmou.
Até agora, foram notificados 22 moradores próximos à bacia do João Leite. A determinação da Delegacia de Meio Ambiente é baseada na lei federal que proíbe empreendimentos às margens de mananciais. Numa faixa de 30 metros, deve haver proteção de solo e nenhuma construção.
“É preciso que tragam técnicos, equipes multidisciplinares, com engenheiro de pesca, com agrônomo, com zootecnista e ver qual a possibilidade que temos. Não se pode poluir para depois recuperar. Nós passamos daquela época em que se produz para depois pagar pela poluição. Nós temos que trabalhar com o princípio da prevenção. É claro que queremos que todos produzam, mas temos de respeitar as questões ambientais”, disse Luziano Carvalho, delegado de meio ambiente.
Em uma das fazendas, agentes encontraram um flagrante de desrespeito ao meio ambiente. Mais de cem porcos são criados em uma área ilegal. O poço de água do córrego foi modificado. O desvio passa dentro do chiqueiro. Toda sujeira vai parar no manancial que abastece a região. O responsável foi multado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente em R$ 15 mil.
“Toda carga orgânica está indo para a água, para o manancial. A pessoa não tem nem cuidado nem mesmo com os próprios animais”, afirmou o delegado. A Secretaria Estadual de Meio Ambiente deu um prazo de 15 dias para o dono dos porcos retirar os animais do local.
Por Valdeí de Souza Figueira Figueira, 0505
Países ricos se reúnem este mês nos EUA para discutir clima
As 17 principais economias do mundo, responsáveis pela maior parte das emissões de poluentes, se reunirão neste mês em Washington para discutir o clima, anunciou nesta quinta-feira (8) um alto funcionário americano.
Os representantes destes países, que respondem por 80% das emissões consideradas causadoras do aquecimento global, se reunirão na capital americana em 18 e 19 de abril, informou o funcionário, que pediu para que sua identidade seja preservada.
Eles tentarão relançar as negociações após a decepcionante conferência sobre o clima, celebrada em dezembro, em Copenhague.
Paralelamente, os representantes dos 194 países da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) se encontram entre esta sexta-feira (9) e domingo (11), em Bonn, Alemanha, pela primeira vez desde a reunião na Dinamarca.
Seu objetivo é fixar um calendário de trabalho sobre o clima e preparar a próxima conferência dedicada ao tema, prevista para dezembro, no México.
Negociado no apagar das luzes da COP-15, na capital dinamarquesa, o Acordo de Copenhague tem como objetivo limitar a elevação da temperatura do planeta a dois graus, mas se manteve evasivo sobre os meios de como conseguir isso.
Por: Thiago Henrique, 0505
Os representantes destes países, que respondem por 80% das emissões consideradas causadoras do aquecimento global, se reunirão na capital americana em 18 e 19 de abril, informou o funcionário, que pediu para que sua identidade seja preservada.
Eles tentarão relançar as negociações após a decepcionante conferência sobre o clima, celebrada em dezembro, em Copenhague.
Paralelamente, os representantes dos 194 países da Convenção da ONU sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC) se encontram entre esta sexta-feira (9) e domingo (11), em Bonn, Alemanha, pela primeira vez desde a reunião na Dinamarca.
Seu objetivo é fixar um calendário de trabalho sobre o clima e preparar a próxima conferência dedicada ao tema, prevista para dezembro, no México.
Negociado no apagar das luzes da COP-15, na capital dinamarquesa, o Acordo de Copenhague tem como objetivo limitar a elevação da temperatura do planeta a dois graus, mas se manteve evasivo sobre os meios de como conseguir isso.
Por: Thiago Henrique, 0505
Deputados visitam local a ser desmatado em Suape
O deputado Pedro Eurico (PSDB) informa que nesta quarta visitará, na companhia do deputado Raimundo Pimentel (PSB), a área de mangue a ser desmatada em Suape para a implantação do chamado cluster da indústria naval.
O parlamentar defende a apresentação de um Relatório de Impacto Ambiental para cada obra realizada em Suape. "É um absurdo um Rima só servir para tudo. Assim como é submetida a um processo de licenciamento, cada obra deve ter seu Rima", explica.
Pedro Eurico convocará a ministra do Meio Ambiete, Izabella Mônica Vieira Teixeira, para participar da audiência pública marcada para a próxima terça-feira, a partir das 9h, para discutir o projeto de lei, encaminhado pelo governo estadual, que prevê o desmatamento de 1.076 hectares de vegetação nativa, 893,4 ha de mangue, 17,03 ha de mata atlântica e 166,06 ha de restinga.
Por: Thiago Henrique, 0505
O parlamentar defende a apresentação de um Relatório de Impacto Ambiental para cada obra realizada em Suape. "É um absurdo um Rima só servir para tudo. Assim como é submetida a um processo de licenciamento, cada obra deve ter seu Rima", explica.
Pedro Eurico convocará a ministra do Meio Ambiete, Izabella Mônica Vieira Teixeira, para participar da audiência pública marcada para a próxima terça-feira, a partir das 9h, para discutir o projeto de lei, encaminhado pelo governo estadual, que prevê o desmatamento de 1.076 hectares de vegetação nativa, 893,4 ha de mangue, 17,03 ha de mata atlântica e 166,06 ha de restinga.
Por: Thiago Henrique, 0505
ONU reabre negociação climática nesta sexta, à sombra de Copenhague
Negociadores climáticos se reúnem nesta sexta-feira (9) em Bonn, Alemanha, pela primeira vez desde a cúpula de Copenhague, mas com poucas chances de fecharem um novo acordo de cumprimento obrigatório ainda neste ano.
Delegados de 170 países discutirão até domingo (11) formas de reconstruir a confiança no processo, depois da frustração da cúpula climática de dezembro. Ela terminou sem acordo em torno de um novo tratado com valor jurídico vinculante, apesar dos dois anos de negociações prévias.
A reunião de Bonn definirá o cronograma das reuniões em 2010 e vai discutir ideias sobre o Acordo de Copenhague. É um documento sem cumprimento obrigatório, mas já apoiado por mais de 110 países, inclusive grandes emissores, como China, EUA, Rússia e Índia. Mas vários países em desenvolvimento se opõem a ele.
O acordo busca limitar a menos de 2 graus Celsius o aumento da temperatura global, mas não diz como.
"Precisamos reavaliar a situação depois de Copenhague", disse Bruno Sekoli, do Lesoto. Ele fala em nome dos países menos desenvolvidos, que defendem cortes mais duros nas emissões de gases do efeito estufa, de modo a limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius.
Muitos países cobram medidas concretas já em 2010, como a liberação da ajuda climática aos países em desenvolvimento, prometida em Copenhague. Ela teria um valor de cerca de US$ 10 bilhões por ano entre 2010 e 2012, podendo chegar a US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020.
Duas preparações
Delegados disseram que talvez sejam necessárias duas sessões extraordinárias antes da próxima reunião ministerial anual, de 29 de novembro a 10 de dezembro em Cancún, no México. Isso significaria um ritmo menos frenético do que as discussões pré-Copenhague.
O norueguês Harald Dovland, vice-presidente das negociações da ONU, disse que "tem havido uma atitude construtiva" nas negociações preparatórias informais realizadas em Tóquio e no México. Mas não está claro o que acontecerá com o tratado de Copenhague.
Muitos países não querem que ele substitua a Convenção Climática de 1992, pois acreditam que cabe aos países ricos liderarem o processo de lidar com a mudança climática --o que era a base do sistema hoje em vigor, ancorado no Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
"Não acredito que o Acordo de Copenhague se tornará um novo marco jurídico", disse na semana passada Yvo de Boer, chefe do Secretariado Climático da ONU, a jornalistas em Bonn.
Ele também disse duvidar da adoção de um tratado vinculante em 2010, mas afirmou torcer para que a reunião de Cancún defina uma arquitetura básica, "para que um ano depois se possa decidir ou não transformar isso em um tratado".
A conferência climática de 2011 será na África do Sul.
Por:Thiago Henrique, 0505
Delegados de 170 países discutirão até domingo (11) formas de reconstruir a confiança no processo, depois da frustração da cúpula climática de dezembro. Ela terminou sem acordo em torno de um novo tratado com valor jurídico vinculante, apesar dos dois anos de negociações prévias.
A reunião de Bonn definirá o cronograma das reuniões em 2010 e vai discutir ideias sobre o Acordo de Copenhague. É um documento sem cumprimento obrigatório, mas já apoiado por mais de 110 países, inclusive grandes emissores, como China, EUA, Rússia e Índia. Mas vários países em desenvolvimento se opõem a ele.
O acordo busca limitar a menos de 2 graus Celsius o aumento da temperatura global, mas não diz como.
"Precisamos reavaliar a situação depois de Copenhague", disse Bruno Sekoli, do Lesoto. Ele fala em nome dos países menos desenvolvidos, que defendem cortes mais duros nas emissões de gases do efeito estufa, de modo a limitar o aquecimento global a 1,5 graus Celsius.
Muitos países cobram medidas concretas já em 2010, como a liberação da ajuda climática aos países em desenvolvimento, prometida em Copenhague. Ela teria um valor de cerca de US$ 10 bilhões por ano entre 2010 e 2012, podendo chegar a US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020.
Duas preparações
Delegados disseram que talvez sejam necessárias duas sessões extraordinárias antes da próxima reunião ministerial anual, de 29 de novembro a 10 de dezembro em Cancún, no México. Isso significaria um ritmo menos frenético do que as discussões pré-Copenhague.
O norueguês Harald Dovland, vice-presidente das negociações da ONU, disse que "tem havido uma atitude construtiva" nas negociações preparatórias informais realizadas em Tóquio e no México. Mas não está claro o que acontecerá com o tratado de Copenhague.
Muitos países não querem que ele substitua a Convenção Climática de 1992, pois acreditam que cabe aos países ricos liderarem o processo de lidar com a mudança climática --o que era a base do sistema hoje em vigor, ancorado no Protocolo de Kyoto, que expira em 2012.
"Não acredito que o Acordo de Copenhague se tornará um novo marco jurídico", disse na semana passada Yvo de Boer, chefe do Secretariado Climático da ONU, a jornalistas em Bonn.
Ele também disse duvidar da adoção de um tratado vinculante em 2010, mas afirmou torcer para que a reunião de Cancún defina uma arquitetura básica, "para que um ano depois se possa decidir ou não transformar isso em um tratado".
A conferência climática de 2011 será na África do Sul.
Por:Thiago Henrique, 0505
EUA e Rússia assinam tratado de redução de armas nucleares
Os presidentes dos EUA, Barack Obama, e da Rússia, Dimitri Medvedev, assinaram nesta quinta-feira (8) o novo tratado de redução de arsenais nucleares entre os dois países. O acordo foi assinado em Praga, na República Tcheca.
O acordo é fruto de intensas negociações bilaterais entre as potências e ex-rivais da Guerra Fria, que aconteceram em Genebra durante vários meses.
"Hoje é um marco importante para a segurança e a não-proliferação nuclear, e para as relações entre EUA e Rússia", disse Obama durante a cerimônia. Medvedev saudou a assinatura como um "evento histórico" que deve iniciar um novo capítulo de cooperação entre os países.
Pelo documento, Rússia e Estados Unidos se comprometerão a reduzir o número de ogivas nucleares a 1.550 para cada país, o que representa uma queda de 74% em comparação ao limite do tratado START (de Strategic Arms Reduction Talks), assinado em 1991, que expirou no fim de 2009.
Irã
Os presidentes voltaram a pressionar o Irã, por conta do programa nuclear de Teerã. Eles disseram que o governo iraniano deve sofrer as consequências por insistir em manter o programa e não cooperar com as inspeções das Nações Unidas.
"Estamos trabalhando juntos no Conselho de Segurança da ONU para aprovar fortes sanções ao Irã, e não vamos tolerar ações que desconsiderem o Tratado de Não-Proliferação Nuclear", disse Obama.
Já Medvedev afirmou que as conversas com Obama sofre as sanções foram "francas e abertas".
"Infelizmente, o Irã não deu resposta a uma série de propostas construtivas. Não podemos fechar os olhos para isso. Não posso excluir que o Conselho de Segurança tenha de cuidar desse assunto", acrescentou o presidente russo.
Leia também: Irã revidaria em caso de ataque dos EUA, diz general
Ratificação
Para entrar em vigor, o novo tratado deve ser ratificado pelos Parlamentos dos dois países.
O presidente Obama disse estar "confiante" de que o Congresso dos EUA vai aprovar o documento.
Nova doutrina dos EUA
Obama assinou o tratado 48 horas depois de ter anunciado uma nova doutrina nuclear, segundo a qual os Estados Unidos só recorrerão às armas nucleares "em circunstâncias extremas", para defender seus interesses vitais e os dos aliados.
No ano passado, o presidente dos EUA ganhou o Prêmio Nobel da Paz, e o comitê do prêmio mencionou seus esforço para deter a proliferação nuclear.
Postado por: Laiane Albuquerque
O acordo é fruto de intensas negociações bilaterais entre as potências e ex-rivais da Guerra Fria, que aconteceram em Genebra durante vários meses.
"Hoje é um marco importante para a segurança e a não-proliferação nuclear, e para as relações entre EUA e Rússia", disse Obama durante a cerimônia. Medvedev saudou a assinatura como um "evento histórico" que deve iniciar um novo capítulo de cooperação entre os países.
Pelo documento, Rússia e Estados Unidos se comprometerão a reduzir o número de ogivas nucleares a 1.550 para cada país, o que representa uma queda de 74% em comparação ao limite do tratado START (de Strategic Arms Reduction Talks), assinado em 1991, que expirou no fim de 2009.
Irã
Os presidentes voltaram a pressionar o Irã, por conta do programa nuclear de Teerã. Eles disseram que o governo iraniano deve sofrer as consequências por insistir em manter o programa e não cooperar com as inspeções das Nações Unidas.
"Estamos trabalhando juntos no Conselho de Segurança da ONU para aprovar fortes sanções ao Irã, e não vamos tolerar ações que desconsiderem o Tratado de Não-Proliferação Nuclear", disse Obama.
Já Medvedev afirmou que as conversas com Obama sofre as sanções foram "francas e abertas".
"Infelizmente, o Irã não deu resposta a uma série de propostas construtivas. Não podemos fechar os olhos para isso. Não posso excluir que o Conselho de Segurança tenha de cuidar desse assunto", acrescentou o presidente russo.
Leia também: Irã revidaria em caso de ataque dos EUA, diz general
Ratificação
Para entrar em vigor, o novo tratado deve ser ratificado pelos Parlamentos dos dois países.
O presidente Obama disse estar "confiante" de que o Congresso dos EUA vai aprovar o documento.
Nova doutrina dos EUA
Obama assinou o tratado 48 horas depois de ter anunciado uma nova doutrina nuclear, segundo a qual os Estados Unidos só recorrerão às armas nucleares "em circunstâncias extremas", para defender seus interesses vitais e os dos aliados.
No ano passado, o presidente dos EUA ganhou o Prêmio Nobel da Paz, e o comitê do prêmio mencionou seus esforço para deter a proliferação nuclear.
Postado por: Laiane Albuquerque
Onda de calor atinge Nova York
Uma repentina onda de calor atingiu nesta quarta-feira (7) à tarde a cidade de Nova York, nos Estados Unidos, que chegou a um recorde de temperatura para a data: mais de 32 graus centígrados.
O calor surpreendeu os nova-iorquinos, que se dirigiram a parques e praças apenas duas semanas depois da entrada na primavera, que até então tinha se mostrado bem fresca.
Gary Conpe, porta-voz do serviço nacional de meteorologia, afirmou que no Central Park a temperatura superou os 32,2 graus centígrados, batendo o recorde absoluto de 31,6 graus registrado em 1929.
Segundo o porta-voz, os serviços de meteorologia não emitiram uma advertência de calor à população, porque, apesar de a temperatura ter ficado elevada, os níveis de umidade permaneceram baixos, em torno de 20%.
Espera-se que o termômetro volte a cair na sexta-feira tão rapidamente quanto subiu. Nesse dia, deve voltar a níveis próximos dos 15 graus, temperatura normal para a data. Os serviços de meteorologia mantêm registros de temperatura em Nova York desde 1869.
Postado por : Laiane Albuquerque 0505
O calor surpreendeu os nova-iorquinos, que se dirigiram a parques e praças apenas duas semanas depois da entrada na primavera, que até então tinha se mostrado bem fresca.
Gary Conpe, porta-voz do serviço nacional de meteorologia, afirmou que no Central Park a temperatura superou os 32,2 graus centígrados, batendo o recorde absoluto de 31,6 graus registrado em 1929.
Segundo o porta-voz, os serviços de meteorologia não emitiram uma advertência de calor à população, porque, apesar de a temperatura ter ficado elevada, os níveis de umidade permaneceram baixos, em torno de 20%.
Espera-se que o termômetro volte a cair na sexta-feira tão rapidamente quanto subiu. Nesse dia, deve voltar a níveis próximos dos 15 graus, temperatura normal para a data. Os serviços de meteorologia mantêm registros de temperatura em Nova York desde 1869.
Postado por : Laiane Albuquerque 0505
Salvador decreta situação de emergência por causa da chuva
Aulas foram suspensas nas redes municipal e estadual.
Defesa Civil registrou 151 deslizamentos de terra.
A Prefeitura de Salvador decretou situação de emergência por causa das chuvas, nesta quinta-feira (15). As aulas foram suspensas nas redes municipal e estadual. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, professores e alunos têm dificuldades de locomoção na Região Metropolitana.
Entre a 0h e as 12h37 desta quinta, a Defesa Civil municipal recebeu 298 solitações de emergência. Entre os registros, estão 151 deslizamentos de terra, uma pista rompida e 15 alagamentos. Pela manhã, as linhas telefônicas ficaram congestionadas.
No estado, desde fevereiro, 21 municípios decretaram situação de emergência por causa do mau tempo. Seis pessoas morreram, incluindo dois irmãos que foram soterrados, na quarta-feira (14), em Salvador.
Jucicleide Barbosa
Defesa Civil registrou 151 deslizamentos de terra.
A Prefeitura de Salvador decretou situação de emergência por causa das chuvas, nesta quinta-feira (15). As aulas foram suspensas nas redes municipal e estadual. Segundo a Secretaria Estadual da Educação, professores e alunos têm dificuldades de locomoção na Região Metropolitana.
Entre a 0h e as 12h37 desta quinta, a Defesa Civil municipal recebeu 298 solitações de emergência. Entre os registros, estão 151 deslizamentos de terra, uma pista rompida e 15 alagamentos. Pela manhã, as linhas telefônicas ficaram congestionadas.
No estado, desde fevereiro, 21 municípios decretaram situação de emergência por causa do mau tempo. Seis pessoas morreram, incluindo dois irmãos que foram soterrados, na quarta-feira (14), em Salvador.
Jucicleide Barbosa
Após mortandade por seca, Quênia faz megatransporte de animais
Guardas florestais no Parque Nacional Amboseli, no Quênia, começaram nesta semana o que eles dizem ser o maior deslocamento de animais já realizado no mundo.
Cerca de 4 mil zebras e 3 mil gnus estão sendo levados para uma área atingida pela pior seca da história, que deixou dezenas de milhares de animais mortos.
O Parque Nacional Amboselli é um dos mais populares do Quênia, mas também um dos que mais sofreram com a seca, que alterou o balanço do ecossistema local.
A seca provocou ainda uma crise entre os pequenos criadores de gado das proximidades da reserva.
Com a morte de suas presas habituais, alguns animais selvagens passaram a atacar o gado.
Com o transporte dos animais para a região, à beira do monte Kilimanjaro, as autoridades locais querem resolver dois problemas de uma vez só: garantir aos turistas algo que ver no parque, e aos leões algo o que comer após a devastação provocada pela seca.
Por: Rejane Amaral 0505
Cerca de 4 mil zebras e 3 mil gnus estão sendo levados para uma área atingida pela pior seca da história, que deixou dezenas de milhares de animais mortos.
O Parque Nacional Amboselli é um dos mais populares do Quênia, mas também um dos que mais sofreram com a seca, que alterou o balanço do ecossistema local.
A seca provocou ainda uma crise entre os pequenos criadores de gado das proximidades da reserva.
Com a morte de suas presas habituais, alguns animais selvagens passaram a atacar o gado.
Com o transporte dos animais para a região, à beira do monte Kilimanjaro, as autoridades locais querem resolver dois problemas de uma vez só: garantir aos turistas algo que ver no parque, e aos leões algo o que comer após a devastação provocada pela seca.
Por: Rejane Amaral 0505
Mortes pela gripe suína chegam a 17,4 mil no mundo
A OMS (Organização Mundial da Saúde) informou nesta terça-feira (6) que a pandemia (epidemia global) da gripe A (H1N1), popularmente conhecida como suína, está sob controle. Um ano após terem sido descobertos os primeiros casos na América do Norte, o vírus causou 17.483 vítimas fatais no mundo todo.
Para efeito de comparação, segundo a própria OMS, a gripe sazonal (comum) mata cerca de 500 mil pessoas no mundo todo a cada ano.
A agência sanitária da ONU destaca que o vírus da gripe A se encontra ativo, principalmente em certas zonas tropicais da Ásia, América e África, mas de maneira geral a atividade gripal segue em níveis “baixos”.
Entre os dados apresentados, a OMS destaca que houve uma importante redução de casos na China, mas “nas últimas semanas entre 20% e 30% de amostras analisadas em laboratório deram positivo”.
Embora o vírus tipo A siga ativo na maior parte do mundo, em alguns países do sudeste asiático, da África oriental e no norte e no leste da Europa foi detectado que predomina o vírus B da gripe sazonal.
Sobre a situação no continente americano, a OMS indica que a atividade gripal se mantém baixa, embora Brasil, Guatemala, Nicarágua, El Salvador, Panamá, Peru e Bolívia tenham confirmado pelo menos durante uma semana de março um aumento na incidência doenças respiratórias relacionadas com a gripe A.
A transmissão do vírus se associou em vários casos a surtos em escolas. Segundo a OMS, a área mais ativa da gripe na América Latina é o norte do Brasil.
Nesta segunda-feira (5), começou a terceira etapa da campanha de vacinação contra a gripe A. Serão imunizados adultos entre 20 e 29 anos até 23 de abril. Na mesma data, grávidas, crianças de seis meses a dois anos e doentes crônicos, com exceção de idosos, também poderão se vacinar. Esses grupos faziam parte da segunda etapa de vacinação que começou em 22 de março e terminaria nesta sexta-feira (5), mas foi prorrogada pelo governo.
Po: Cristiane Chalegre 0505
Para efeito de comparação, segundo a própria OMS, a gripe sazonal (comum) mata cerca de 500 mil pessoas no mundo todo a cada ano.
A agência sanitária da ONU destaca que o vírus da gripe A se encontra ativo, principalmente em certas zonas tropicais da Ásia, América e África, mas de maneira geral a atividade gripal segue em níveis “baixos”.
Entre os dados apresentados, a OMS destaca que houve uma importante redução de casos na China, mas “nas últimas semanas entre 20% e 30% de amostras analisadas em laboratório deram positivo”.
Embora o vírus tipo A siga ativo na maior parte do mundo, em alguns países do sudeste asiático, da África oriental e no norte e no leste da Europa foi detectado que predomina o vírus B da gripe sazonal.
Sobre a situação no continente americano, a OMS indica que a atividade gripal se mantém baixa, embora Brasil, Guatemala, Nicarágua, El Salvador, Panamá, Peru e Bolívia tenham confirmado pelo menos durante uma semana de março um aumento na incidência doenças respiratórias relacionadas com a gripe A.
A transmissão do vírus se associou em vários casos a surtos em escolas. Segundo a OMS, a área mais ativa da gripe na América Latina é o norte do Brasil.
Nesta segunda-feira (5), começou a terceira etapa da campanha de vacinação contra a gripe A. Serão imunizados adultos entre 20 e 29 anos até 23 de abril. Na mesma data, grávidas, crianças de seis meses a dois anos e doentes crônicos, com exceção de idosos, também poderão se vacinar. Esses grupos faziam parte da segunda etapa de vacinação que começou em 22 de março e terminaria nesta sexta-feira (5), mas foi prorrogada pelo governo.
Po: Cristiane Chalegre 0505
Após mortandade por seca, Quênia faz megatransporte de animais
Guardas florestais no Parque Nacional Amboseli, no Quênia, começaram nesta semana o que eles dizem ser o maior deslocamento de animais já realizado no mundo.
Cerca de 4 mil zebras e 3 mil gnus estão sendo levados para uma área atingida pela pior seca da história, que deixou dezenas de milhares de animais mortos.
O Parque Nacional Amboselli é um dos mais populares do Quênia, mas também um dos que mais sofreram com a seca, que alterou o balanço do ecossistema local.
A seca provocou ainda uma crise entre os pequenos criadores de gado das proximidades da reserva.
Com a morte de suas presas habituais, alguns animais selvagens passaram a atacar o gado.
Com o transporte dos animais para a região, à beira do monte Kilimanjaro, as autoridades locais querem resolver dois problemas de uma vez só: garantir aos turistas algo que ver no parque, e aos leões algo o que comer após a devastação provocada pela seca.
Por Rejane Amaral, 0505
Cerca de 4 mil zebras e 3 mil gnus estão sendo levados para uma área atingida pela pior seca da história, que deixou dezenas de milhares de animais mortos.
O Parque Nacional Amboselli é um dos mais populares do Quênia, mas também um dos que mais sofreram com a seca, que alterou o balanço do ecossistema local.
A seca provocou ainda uma crise entre os pequenos criadores de gado das proximidades da reserva.
Com a morte de suas presas habituais, alguns animais selvagens passaram a atacar o gado.
Com o transporte dos animais para a região, à beira do monte Kilimanjaro, as autoridades locais querem resolver dois problemas de uma vez só: garantir aos turistas algo que ver no parque, e aos leões algo o que comer após a devastação provocada pela seca.
Por Rejane Amaral, 0505
Dois grupos acusados de tráfico de peixes são flagrados no AM
Dois grupos acusados de traficar alevinos (filhotes ainda em fase de desenvolvimento) da espécie aruanã (Osteoglossum bicirrhosum) foram presos dentro de uma reserva no estado do Amazonas, informa o Ibama. O primeiro bando, de dez pessoas, foi detido no dia 30 de março. Outros cinco suspeitos foram flagrados no dia seguinte, sob a mesma acusação.
As 15 pessoas detidas estavam dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no município de Fonte Boa (AM), e tinham, ao todo, 4.819 alevinos em seu poder, que seriam vendidos fora do país como peixes ornamentais.
A fiscalização chegou até os suspeitos após investigação iniciada no ano passado. A maioria dos detidos vem de Tabatinga e Benjamin Constant, na fronteira com Peru e Colômbia, segundo informa o analista ambiental Geandro Pantoja, do Ibama/AM. “Eles admitiram que venderiam os alevinos nestes países”, explica.
Os alevinos ideais para comercialização têm em média 5 centímetros e sua captura implica em matar um macho adulto, pois ele os esconde na boca até que possam sobreviver soltos. A pesca é feita com utensílios artesanais como flecha e arpão. Segundo o Ibama, os alevinos eram mantidos vivos em sacos plásticos com aplicações de oxigênio.
Ainda de acordo com o órgão ambiental federal, a cadeia de comercialização começa com o preço de R$ 1,00 nos locais onde ocorre a pesca. Na Colômbia e no Peru, o alevino já passa a valer R$ 2,50, de onde é mandado a US$ 7,00 para os EUA, Europa e Japão.
A captura do filhote é proibida porque o tamanho mínimo para pesca da espécie é de 44 centímetros de comprimento, de acordo com norma ambiental.
Por: Rejane Amaral
As 15 pessoas detidas estavam dentro da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no município de Fonte Boa (AM), e tinham, ao todo, 4.819 alevinos em seu poder, que seriam vendidos fora do país como peixes ornamentais.
A fiscalização chegou até os suspeitos após investigação iniciada no ano passado. A maioria dos detidos vem de Tabatinga e Benjamin Constant, na fronteira com Peru e Colômbia, segundo informa o analista ambiental Geandro Pantoja, do Ibama/AM. “Eles admitiram que venderiam os alevinos nestes países”, explica.
Os alevinos ideais para comercialização têm em média 5 centímetros e sua captura implica em matar um macho adulto, pois ele os esconde na boca até que possam sobreviver soltos. A pesca é feita com utensílios artesanais como flecha e arpão. Segundo o Ibama, os alevinos eram mantidos vivos em sacos plásticos com aplicações de oxigênio.
Ainda de acordo com o órgão ambiental federal, a cadeia de comercialização começa com o preço de R$ 1,00 nos locais onde ocorre a pesca. Na Colômbia e no Peru, o alevino já passa a valer R$ 2,50, de onde é mandado a US$ 7,00 para os EUA, Europa e Japão.
A captura do filhote é proibida porque o tamanho mínimo para pesca da espécie é de 44 centímetros de comprimento, de acordo com norma ambiental.
Por: Rejane Amaral
Chuva deixa ruas de Vitória/ES alagadas e complica trânsito
A chuva que já dura mais de três horas em Vitória deixa muitas ruas e as principais avenidas da cidade alagadas, nesta terça-feira (6). De acordo com a Defesa Civil, o trânsito é bastante complicado na capital do Espírito Santo e os moradores devem evitar sair de casa.
Alguns bairros já enfrentam problemas de telefonia, mas não há registro de residências sem luz. Ainda segundo a Defesa Civil, apesar do temporal, não há registro de feridos nem quedas de árvores.
A recomendação da Defesa Civil é que a população deixe áreas de risco e fique atenta a qualquer sinal de deslizamento ou desabamento, como rachaduras em imóveis.
Por Cristiane Chalegre 0505
Alguns bairros já enfrentam problemas de telefonia, mas não há registro de residências sem luz. Ainda segundo a Defesa Civil, apesar do temporal, não há registro de feridos nem quedas de árvores.
A recomendação da Defesa Civil é que a população deixe áreas de risco e fique atenta a qualquer sinal de deslizamento ou desabamento, como rachaduras em imóveis.
Por Cristiane Chalegre 0505
Cinzas de vulcão islandês cancelam 15% dos voos na Europa
Tráfego foi suspenso em Inglaterra, Irlanda, Dinamarca, Noruega e Suécia.
Espaços aéreos da Alemanha, Holanda e Bélgica devem fechar esta tarde.
Cerca de 15 % dos voos na Europa foram cancelados nesta quinta-feira (15) por causa da nuvem de cinzas gerada pela erupção de um vulcão no sul da Islândia, informou a Agência Europeia para a Segurança na Navegação Aérea (Eurocontrol).
Erupção se intensifica
Após mais de 24 horas, a erupção subterrânea sob a geleira Eyjafjallajokull -- dez vezes mais potente do que outro episódio semelhante perto dali, no mês passado -- não dá sinais de ceder, disse o vulcanólogo Armann Hoskuldsson, da Universidade da Islândia.
"Ela está se tornando mais intensa, mas não haverá lava -- trata-se puramente de uma erupção explosiva", explicou ele à agência Reuters.
O vulcão, situado abaixo da quinta maior geleira do país, já entrou em erupção cinco vezes desde a criação da Islândia no século XIX.
O país está localizada em uma região vulcânica ativa na Dorsal Média Atlântica, com erupções relativamente frequentes, apesar de a maioria ocorrer em áreas pouco habitadas e apresentarem pouco perigo à população e à infraestrutra. A última erupção antes de março ocorreu em 2004.
Cientistas haviam detectado um aumento na atividade sísmica próximo à geleira cerca de duas horas antes do vulcão entrar em erupção na manhã de quarta-feira, de acordo com a mídia local.
Em março, mais um vulcão entrou em erupção próximo à geleira de Eyjafjallajokull, mas não houve vítimas.
* Com informações das agências de notícias EFE, France Presse e Reuters
Jucicleide Barbosa
Espaços aéreos da Alemanha, Holanda e Bélgica devem fechar esta tarde.
Cerca de 15 % dos voos na Europa foram cancelados nesta quinta-feira (15) por causa da nuvem de cinzas gerada pela erupção de um vulcão no sul da Islândia, informou a Agência Europeia para a Segurança na Navegação Aérea (Eurocontrol).
Erupção se intensifica
Após mais de 24 horas, a erupção subterrânea sob a geleira Eyjafjallajokull -- dez vezes mais potente do que outro episódio semelhante perto dali, no mês passado -- não dá sinais de ceder, disse o vulcanólogo Armann Hoskuldsson, da Universidade da Islândia.
"Ela está se tornando mais intensa, mas não haverá lava -- trata-se puramente de uma erupção explosiva", explicou ele à agência Reuters.
O vulcão, situado abaixo da quinta maior geleira do país, já entrou em erupção cinco vezes desde a criação da Islândia no século XIX.
O país está localizada em uma região vulcânica ativa na Dorsal Média Atlântica, com erupções relativamente frequentes, apesar de a maioria ocorrer em áreas pouco habitadas e apresentarem pouco perigo à população e à infraestrutra. A última erupção antes de março ocorreu em 2004.
Cientistas haviam detectado um aumento na atividade sísmica próximo à geleira cerca de duas horas antes do vulcão entrar em erupção na manhã de quarta-feira, de acordo com a mídia local.
Em março, mais um vulcão entrou em erupção próximo à geleira de Eyjafjallajokull, mas não houve vítimas.
* Com informações das agências de notícias EFE, France Presse e Reuters
Jucicleide Barbosa
Pantanal perde 2 áreas da cidade de SP para carvão em 3 anos
A produção de carvão vegetal para a indústria siderúrgica fez desaparecer nos últimos três anos cerca de 270 mil hectares de matas nativas do Pantanal de Mato Grosso do Sul, o que equivale a duas vezes o território da cidade de São Paulo.
A estimativa foi feita pelo Ibama no Estado e levou em conta a demanda utilizada pelas indústrias no período e as informações sobre movimentação de cargas contidas nas guias do DOF (Documento de Origem Florestal).
“O avanço das carvoarias sobre as matas nativas, legalmente ou não, é uma séria ameaça à sobrevivência do Pantanal”, afirma o superintendente do Ibama-MS, David Lourenço.
Entre 2007 e 2009, segundo o Ibama, Mato Grosso do Sul movimentou 8,6 milhões de metros cúbicos de carvão vegetal – a conta inclui o carvão importado do Paraguai. O auge foi o ano de 2007, com 4,5 milhões de metros cúbicos.
Em 2009, diz o Ibama, houve queda significativa na produção: 1,2 milhão de metros cúbicos. O órgão atribui o resultado à crise internacional e ao aumento na fiscalização.
No período, diz Lourenço, a produção derivada de florestas plantadas representou “praticamente nada” em relação à demanda da indústria. “Do produzido, 99% se dá por meio de lenha de floresta nativa. Não temos dúvida em relação a isso.”
Cada 80 metros cúbicos de lenha nativa rende, em média, 40 metros de carvão. A maior parte dessa madeira é retirada da região do planalto pantaneiro, afirma o superintendente.
“Antes a produção se concentrava no oeste do Estado. Mas o enfraquecimento gradativo do cerrado por lá levou a uma migração para o planalto pantaneiro, onde temos 47% de matas nativas preservadas.”
Para Luiz Benatti, chefe de proteção ambiental do Ibama no Estado, as indústrias carvoeira e siderúrgica são hoje duas das principais “indutoras do desmatamento” do cerrado.
“A carvoarias atuam diretamente. E as siderúrgicas só querem saber de colocar mais carvão para dentro da indústria, sem se importar com a origem e as condições em que foi produzido”, afirma.
O ambientalista Alcides Faria, diretor-executivo da ONG sul-mato-grossense Ecoa (Ecologia e Ação), diz que até mesmo as áreas da planície pantaneira já são alvo das carvoarias.
Para fazer pasto – De acordo com ele, a transformação de matas nativas em carvão é hoje uma opção rentável para a ampliação de áreas para a pecuária. “Muitos fazendeiros usam as natas nativas de suas propriedades para financiar, por meio da produção de carvão, a abertura de novas pastagens”, afirma.
O processo segue o mesmo rumo, diz o ambientalista, nas regiões pantaneiras da Bolívia e do Paraguai, que hoje também são grandes produtoras de carvão de origem nativa. “Há uma nítida expansão dessas atividades por todo o bioma.”
“Exagero” – O presidente do sindicato do setor metalúrgico no Estado, Irineu Milanesi, diz que considera “exagerada” a estimativa feita pelo Ibama. De acordo com ele, as florestas plantadas “já são uma realidade”. “Não conseguiríamos sustentar a indústria só com carvão de origem nativa. Isso é um exagero do Ibama”, diz Milanesi.
Para Marcos Brito, do sindicato que representa a indústria carvoeira, a ideia de que matas nativas são derrubadas para a produção de carvão é um “equívoco”. “O que existe é o aproveitamento do material resultante de áreas desmatadas legalmente para a agropecuária.”
Segundo ele, o setor é o que mais gera empregos no Estado e será autossustentável em “sete a oito anos”. “Já temos 307 mil hectares plantados e devemos chegar a 500 mil hectares. Este processo já está bastante adiantado”, afirma Brito. (Fonte: Rodrigos Vargas/ Folha Online)
Por TONYERI SIQUEIRA BEZERRA, 0505
A estimativa foi feita pelo Ibama no Estado e levou em conta a demanda utilizada pelas indústrias no período e as informações sobre movimentação de cargas contidas nas guias do DOF (Documento de Origem Florestal).
“O avanço das carvoarias sobre as matas nativas, legalmente ou não, é uma séria ameaça à sobrevivência do Pantanal”, afirma o superintendente do Ibama-MS, David Lourenço.
Entre 2007 e 2009, segundo o Ibama, Mato Grosso do Sul movimentou 8,6 milhões de metros cúbicos de carvão vegetal – a conta inclui o carvão importado do Paraguai. O auge foi o ano de 2007, com 4,5 milhões de metros cúbicos.
Em 2009, diz o Ibama, houve queda significativa na produção: 1,2 milhão de metros cúbicos. O órgão atribui o resultado à crise internacional e ao aumento na fiscalização.
No período, diz Lourenço, a produção derivada de florestas plantadas representou “praticamente nada” em relação à demanda da indústria. “Do produzido, 99% se dá por meio de lenha de floresta nativa. Não temos dúvida em relação a isso.”
Cada 80 metros cúbicos de lenha nativa rende, em média, 40 metros de carvão. A maior parte dessa madeira é retirada da região do planalto pantaneiro, afirma o superintendente.
“Antes a produção se concentrava no oeste do Estado. Mas o enfraquecimento gradativo do cerrado por lá levou a uma migração para o planalto pantaneiro, onde temos 47% de matas nativas preservadas.”
Para Luiz Benatti, chefe de proteção ambiental do Ibama no Estado, as indústrias carvoeira e siderúrgica são hoje duas das principais “indutoras do desmatamento” do cerrado.
“A carvoarias atuam diretamente. E as siderúrgicas só querem saber de colocar mais carvão para dentro da indústria, sem se importar com a origem e as condições em que foi produzido”, afirma.
O ambientalista Alcides Faria, diretor-executivo da ONG sul-mato-grossense Ecoa (Ecologia e Ação), diz que até mesmo as áreas da planície pantaneira já são alvo das carvoarias.
Para fazer pasto – De acordo com ele, a transformação de matas nativas em carvão é hoje uma opção rentável para a ampliação de áreas para a pecuária. “Muitos fazendeiros usam as natas nativas de suas propriedades para financiar, por meio da produção de carvão, a abertura de novas pastagens”, afirma.
O processo segue o mesmo rumo, diz o ambientalista, nas regiões pantaneiras da Bolívia e do Paraguai, que hoje também são grandes produtoras de carvão de origem nativa. “Há uma nítida expansão dessas atividades por todo o bioma.”
“Exagero” – O presidente do sindicato do setor metalúrgico no Estado, Irineu Milanesi, diz que considera “exagerada” a estimativa feita pelo Ibama. De acordo com ele, as florestas plantadas “já são uma realidade”. “Não conseguiríamos sustentar a indústria só com carvão de origem nativa. Isso é um exagero do Ibama”, diz Milanesi.
Para Marcos Brito, do sindicato que representa a indústria carvoeira, a ideia de que matas nativas são derrubadas para a produção de carvão é um “equívoco”. “O que existe é o aproveitamento do material resultante de áreas desmatadas legalmente para a agropecuária.”
Segundo ele, o setor é o que mais gera empregos no Estado e será autossustentável em “sete a oito anos”. “Já temos 307 mil hectares plantados e devemos chegar a 500 mil hectares. Este processo já está bastante adiantado”, afirma Brito. (Fonte: Rodrigos Vargas/ Folha Online)
Por TONYERI SIQUEIRA BEZERRA, 0505
Sobe para 96 o número de mortes em consequência das chuvas no Rio
As chuvas que atingem o Estado do Rio desde o fim da tarde de segunda-feira (5) causaram 96 mortes, segundo último levantamento da prefeitura e do Corpo de Bombeiros. A maioria das vítimas morreu em consequência de deslizamentos de terra.
Na cidade do Rio foram registradas 35 mortes – 14 no morro dos Prazeres, cinco no morro dos Macacos, quatro no bairro Taquara, três no morro do Turano, três no morro do Borel, uma no morro do Andaraí, uma na ladeira dos Guararapes, uma no Recreio dos Bandeirantes, uma na Ilha do Governador, uma em Olaria e uma em São Cristóvão. Os bombeiros ainda procuram 19 pessoas – 15 no morro dos Prazeres (em Santa Teresa) e quatro no bairro Taquara. Há cerca de 1.400 desabrigados.
Também foram registradas mortes em Niterói (49), São Gonçalo (9), Petrópolis (1), Paracambi (1) e Nilópolis(1).
Transtornos – A chuva causou alagamentos, deixou regiões sem luz e afetou o comércio no centro do Rio.
Segundo a prefeitura, a chuva – começou no fim da tarde de segunda-feira (5) – foi a maior já registrada no Rio. Em menos de 24 horas, foram 288 milímetros de precipitação. Em 1966, choveu 245 milímetros em 24 horas – na ocasião, a chuva histórica destruiu a cidade.
“Foi o maior volume de chuvas relacionadas a enchentes já registrado em nossa cidade. Tivemos a chuva forte somada à maré alta e ressaca, o que agravou a situação. Para se ter uma ideia, o nível da lagoa Rodrigo de Freitas que normalmente é de 50 centímetros foi a 1,40 metro. É claro que ninguém nega que existam deficiências e problemas estruturais, mas não há galeria pluvial limpa que segure este volume de água”, disse Paes.
Escolas – As escolas municipais do Rio e as da rede estadual localizadas na região metropolitana, região dos Lagos, Petrópolis e também nos municípios de abrangência da coordenadoria Regional Serrana 4 (Magé e Guapimirim) permanecerão sem aulas nesta quarta-feira (7) devido às chuvas.
Ao anunciar a suspensão das aulas, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) pediu para que as escolas particulares sigam a medida.
“Decretamos feriado para as escolas do município para reduzir o fluxo de veículos e pessoas nas ruas. Assim, além dos cariocas ficarem protegidos em suas casas, as ruas ficarão mais livres para que as equipes dos órgãos públicos possam se locomover com mais facilidade e agilizar seu trabalho”.
Mais cedo, a Secretaria Estadual da Educação também havia anunciado a suspensão das aulas. “A medida é preventiva e tem como principal objetivo preservar alunos, professores e diretores de possíveis danos ocasionados pela chuva incessante”, informou a pasta em nota.
A Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) também suspenderam as aulas nesta quarta.
Por Cristiane Chalegre, 0505
Na cidade do Rio foram registradas 35 mortes – 14 no morro dos Prazeres, cinco no morro dos Macacos, quatro no bairro Taquara, três no morro do Turano, três no morro do Borel, uma no morro do Andaraí, uma na ladeira dos Guararapes, uma no Recreio dos Bandeirantes, uma na Ilha do Governador, uma em Olaria e uma em São Cristóvão. Os bombeiros ainda procuram 19 pessoas – 15 no morro dos Prazeres (em Santa Teresa) e quatro no bairro Taquara. Há cerca de 1.400 desabrigados.
Também foram registradas mortes em Niterói (49), São Gonçalo (9), Petrópolis (1), Paracambi (1) e Nilópolis(1).
Transtornos – A chuva causou alagamentos, deixou regiões sem luz e afetou o comércio no centro do Rio.
Segundo a prefeitura, a chuva – começou no fim da tarde de segunda-feira (5) – foi a maior já registrada no Rio. Em menos de 24 horas, foram 288 milímetros de precipitação. Em 1966, choveu 245 milímetros em 24 horas – na ocasião, a chuva histórica destruiu a cidade.
“Foi o maior volume de chuvas relacionadas a enchentes já registrado em nossa cidade. Tivemos a chuva forte somada à maré alta e ressaca, o que agravou a situação. Para se ter uma ideia, o nível da lagoa Rodrigo de Freitas que normalmente é de 50 centímetros foi a 1,40 metro. É claro que ninguém nega que existam deficiências e problemas estruturais, mas não há galeria pluvial limpa que segure este volume de água”, disse Paes.
Escolas – As escolas municipais do Rio e as da rede estadual localizadas na região metropolitana, região dos Lagos, Petrópolis e também nos municípios de abrangência da coordenadoria Regional Serrana 4 (Magé e Guapimirim) permanecerão sem aulas nesta quarta-feira (7) devido às chuvas.
Ao anunciar a suspensão das aulas, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) pediu para que as escolas particulares sigam a medida.
“Decretamos feriado para as escolas do município para reduzir o fluxo de veículos e pessoas nas ruas. Assim, além dos cariocas ficarem protegidos em suas casas, as ruas ficarão mais livres para que as equipes dos órgãos públicos possam se locomover com mais facilidade e agilizar seu trabalho”.
Mais cedo, a Secretaria Estadual da Educação também havia anunciado a suspensão das aulas. “A medida é preventiva e tem como principal objetivo preservar alunos, professores e diretores de possíveis danos ocasionados pela chuva incessante”, informou a pasta em nota.
A Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) também suspenderam as aulas nesta quarta.
Por Cristiane Chalegre, 0505
Terremoto e alerta de tsunami na ilha indonésia de Sumatra
Um forte terremoto, de 7,8 graus de magnitude, sacudiu nesta quarta-feira a região da ilha de Sumatra, na Indonésia, provocando alerta de tsunami.
O epicentro do tremor, a 46 km de profundidade, foi situado ao norte de Sumatra. O abalo ocorreu às 05H15 local de quarta-feira (19H15 Brasília de terça), de acordo com o serviço geológico dos Estados Unidos (USGS).
O Centro de Monitoramento de Tsunamis do Pacífico emitiu um alerta, mas afirmou que não é esperado um tsunami muito destrutivo.
A Indonésia se localiza no “Círculo de Fogo” do Pacífico, onde o encontro de placas tectônicas causa erupções vulcânicas e atividade sísmica.
Um grande tsunami atingiu a Indonésia e outros países no Oceano Índico em 2004, matando cerca de 220 mil pessoas, a maior parte delas na província de Aceh, no norte de Sumatra.
Em setembro de 2009, um terremoto de 7,6 graus atingiu a parte oeste de Sumatra e matou aproximadamente mil pessoas, segundo estimativas oficiais.
Postado por Rejane Amaral.
O epicentro do tremor, a 46 km de profundidade, foi situado ao norte de Sumatra. O abalo ocorreu às 05H15 local de quarta-feira (19H15 Brasília de terça), de acordo com o serviço geológico dos Estados Unidos (USGS).
O Centro de Monitoramento de Tsunamis do Pacífico emitiu um alerta, mas afirmou que não é esperado um tsunami muito destrutivo.
A Indonésia se localiza no “Círculo de Fogo” do Pacífico, onde o encontro de placas tectônicas causa erupções vulcânicas e atividade sísmica.
Um grande tsunami atingiu a Indonésia e outros países no Oceano Índico em 2004, matando cerca de 220 mil pessoas, a maior parte delas na província de Aceh, no norte de Sumatra.
Em setembro de 2009, um terremoto de 7,6 graus atingiu a parte oeste de Sumatra e matou aproximadamente mil pessoas, segundo estimativas oficiais.
Postado por Rejane Amaral.
Ambientalistas pedem pressa ao STF para julgar ADIN contra Código Florestal de Santa Catarina.
O consultor jurídico da Liderança do PV, Francisco Craveiro, alertou que a nova legislação é mais permissiva que a legislação federal (Código Florestal) o que não pode ocorrer pelas normas jurídicas.
Liderança do PV na Câmara dos Deputados
O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), dirigentes de ONGs e o consultor jurídico da liderança do Partido Verde, Francisco Craveiro, pediram hoje (16) ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) urgência no julgamento da Ação Direta de Constitucionalidade (ADIN) contra as mudanças no Código Ambiental de Santa Catarina. O PV e entidades consideram as alterações “inconstitucionais e nocivas para o meio ambiente”.
“A aprovação de mudanças na lei estadual está motivando manobras de segmentos do setor ruralista que agora querem flexibilizar o Código Florestal no Congresso Nacional o que facilitará novos desmatamentos no país”, alertou o deputado. O representante do Greenpeace, Raul Valle, reforçou que outros estados querem agora seguir o exemplo de SC, colocando em risco áreas ameaçadas pelos desmatamentos na Mata Atlântica, Pantanal e Amazônia. “É preciso dar um basta nessa situação” defendeu Raul Valle.
O consultor jurídico da Liderança do PV, Francisco Craveiro, alertou que a nova legislação é mais permissiva que a legislação federal (Código Florestal) o que não pode ocorrer pelas normas jurídicas.
O representante do Greenpeace, Nilo D’Ávila, também criticou as alterações no Código de Santa Catarina, afirmando que elas foram aprovadas “exclusivamente com base em argumentos de cunho nitidamente econômico o que não é compatível com o Estado de Direito Ambiental”.
As alterações na lei estadual envolvem o artigo 28 – parágrafos 2º e 3º- que trata da área rural ou pesqueira consolidada. “A medida consolida e legitima as atividades econômicas desenvolvidas até aqui em flagrante desrespeito à ordem judicial ambiental”, afirmou Nilo D’Ávila. Ele ressaltou que a anistia aos infratores de acordo com o texto poderá ocorrer sem a exigência de nenhuma compensação ambiental.
ERCÍLIA MERCES
Liderança do PV na Câmara dos Deputados
O coordenador da Frente Parlamentar Ambientalista, deputado Sarney Filho (PV-MA), dirigentes de ONGs e o consultor jurídico da liderança do Partido Verde, Francisco Craveiro, pediram hoje (16) ao ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF) urgência no julgamento da Ação Direta de Constitucionalidade (ADIN) contra as mudanças no Código Ambiental de Santa Catarina. O PV e entidades consideram as alterações “inconstitucionais e nocivas para o meio ambiente”.
“A aprovação de mudanças na lei estadual está motivando manobras de segmentos do setor ruralista que agora querem flexibilizar o Código Florestal no Congresso Nacional o que facilitará novos desmatamentos no país”, alertou o deputado. O representante do Greenpeace, Raul Valle, reforçou que outros estados querem agora seguir o exemplo de SC, colocando em risco áreas ameaçadas pelos desmatamentos na Mata Atlântica, Pantanal e Amazônia. “É preciso dar um basta nessa situação” defendeu Raul Valle.
O consultor jurídico da Liderança do PV, Francisco Craveiro, alertou que a nova legislação é mais permissiva que a legislação federal (Código Florestal) o que não pode ocorrer pelas normas jurídicas.
O representante do Greenpeace, Nilo D’Ávila, também criticou as alterações no Código de Santa Catarina, afirmando que elas foram aprovadas “exclusivamente com base em argumentos de cunho nitidamente econômico o que não é compatível com o Estado de Direito Ambiental”.
As alterações na lei estadual envolvem o artigo 28 – parágrafos 2º e 3º- que trata da área rural ou pesqueira consolidada. “A medida consolida e legitima as atividades econômicas desenvolvidas até aqui em flagrante desrespeito à ordem judicial ambiental”, afirmou Nilo D’Ávila. Ele ressaltou que a anistia aos infratores de acordo com o texto poderá ocorrer sem a exigência de nenhuma compensação ambiental.
ERCÍLIA MERCES
Rio tem 18 favelas que cresceram sobre lixões

A reportagem de Elenilce Bottari publicada no jornal O Globo deste domingo mostra que, preocupado em levantar a extensão do risco do passivo ambiental no Rio, que agora vem à tona com as chuvas, o secretário de Ciência e Tecnologia, Luiz Edmundo da Costa Leite, solicitou ao reitor da Uerj, Ricardo Vieiralves, o mapeamento da situação no estado, onde se estima que haja mais de 200 aterros sanitários inadequados, que foram abandonados ao longo dos anos sem qualquer controle. Dezenas deles foram, possivelmente, ocupados de forma irregular, dentro de processos que favelização que resultaram em comunidades como a do Morro do Bumba.
- O Rio tem hoje um passivo ambiental muito grande que precisa ser objeto de estudos. Precisamos identificá-lo para depois analisar os riscos para a população e, então, criar projetos de remediação. É uma tarefa difícil, pois, em muitos casos, pode ter havido ocupação irregular onde havia lixões desativados. Isso porque a vegetação cresce por cima dos dejetos e, com o tempo, as pessoas esquecem o que havia ali e ocupam. E isso pode representar um risco grande para a população - explicou o secretário de Ciência e Tecnologia.
Segundo Luiz Edmundo, que é engenheiro especialista em recursos hídricos, o risco não está restrito aos aterros que viraram morros.
- Um lixão onde passa o lençol freático também é risco para a saúde pública, devido à contaminação da água - lembrou.

A primeira reunião multidisciplinar para o mapeamento das comunidades erguidas sobre esses passivos ambientais acontece nesta semana. Segundo o reitor Ricardo Vieiralves, participarão especialistas em geologia, engenharia sanitária e história, além do Departamento de Recursos Minerais do Estado e de outras instituições. Para Vieiralves, a meta inicial será identificar a situação na área metropolitana, mas depois o levantamento deverá seguir para outras regiões do estado, como Serrana, Sul e Norte Fluminense.
GEORGE CABRAL
Acordo climático global é impossível em 2010, diz ONU
O mundo não definirá um acordo climático final este ano, disse neste domingo (11) Yvo de Boer, chefe do clima da ONU, afirmando que o foco deveriam ser medidas práticas para ajudar os pobres e salvar as florestas.
De Boer falava nos bastidores do primeiro encontro da ONU desde que a cúpula de Copenhague em dezembro fracassou na aprovação do acordo desejado por muitos países.
Os negociadores do encontro dos dias 9 a 11 de abril em Bonn têm lutado para encontrar uma fórmula para reavivar as negociações de um pacto de combate ao aquecimento global e acertar um cronograma antes do próximo encontro anual ministerial em Cancún, no México, em novembro e dezembro.
“Não acho que Cancún irá nos dar um resultado definitivo”, disse De Boer, que em julho deixa o secretariado de mudança global da ONU após quase quatro anos.
“Acho que Cancún pode obter uma arquitetura operacional, mas fazer disso um tratado, se essa for a decisão, vai exigir mais tempo do que a cúpula. Acho que teremos muitas outras rodadas de negociações de mudanças climáticas antes da solução final ser encontrada.”
Muitos delegados em Bonn estão pessimistas com o desfecho, dizendo que as conversas para encontrar um sucessor para o protocolo de Kyoto depois de 2012 perderam força.
Após dois anos de conversas, a cúpula de Copenhague foi incapaz de apresentar um sucessor para Kyoto, mas mais de 110 países desde então assinaram um acordo não-vinculante. O presidente norte-americano Barack Obama é um de seus maiores apoiadores.
O acordo prometeu US$ 30 bilhões entre 2010 e 2012 para ajudar os pobres a enfrentar os impactos da mudança climática, como inundações, secas, deslizamentos de terra e aumento das marés.
Também se comprometeu a manter o aumento das temperaturas globais em menos de 2ºC em relação à era pré-industrial, mas não detalhou com isso deveria ser feito.
De Boer descreveu o acordo de Copenhague como “um desfecho muito importante”, mas muitos países em desenvolvimento em Bonn rejeitaram novas menções a ele nas conversas da ONU, sublinhando as tensões com os EUA, que nunca ratificaram Kyoto. (Fonte: Folha Online)
Maria Aluizia
De Boer falava nos bastidores do primeiro encontro da ONU desde que a cúpula de Copenhague em dezembro fracassou na aprovação do acordo desejado por muitos países.
Os negociadores do encontro dos dias 9 a 11 de abril em Bonn têm lutado para encontrar uma fórmula para reavivar as negociações de um pacto de combate ao aquecimento global e acertar um cronograma antes do próximo encontro anual ministerial em Cancún, no México, em novembro e dezembro.
“Não acho que Cancún irá nos dar um resultado definitivo”, disse De Boer, que em julho deixa o secretariado de mudança global da ONU após quase quatro anos.
“Acho que Cancún pode obter uma arquitetura operacional, mas fazer disso um tratado, se essa for a decisão, vai exigir mais tempo do que a cúpula. Acho que teremos muitas outras rodadas de negociações de mudanças climáticas antes da solução final ser encontrada.”
Muitos delegados em Bonn estão pessimistas com o desfecho, dizendo que as conversas para encontrar um sucessor para o protocolo de Kyoto depois de 2012 perderam força.
Após dois anos de conversas, a cúpula de Copenhague foi incapaz de apresentar um sucessor para Kyoto, mas mais de 110 países desde então assinaram um acordo não-vinculante. O presidente norte-americano Barack Obama é um de seus maiores apoiadores.
O acordo prometeu US$ 30 bilhões entre 2010 e 2012 para ajudar os pobres a enfrentar os impactos da mudança climática, como inundações, secas, deslizamentos de terra e aumento das marés.
Também se comprometeu a manter o aumento das temperaturas globais em menos de 2ºC em relação à era pré-industrial, mas não detalhou com isso deveria ser feito.
De Boer descreveu o acordo de Copenhague como “um desfecho muito importante”, mas muitos países em desenvolvimento em Bonn rejeitaram novas menções a ele nas conversas da ONU, sublinhando as tensões com os EUA, que nunca ratificaram Kyoto. (Fonte: Folha Online)
Maria Aluizia
REFLEXÕES SOBRE O DIA MUNDIAL DA ÁGUA
Revista Jurídica Consulex nº 317
Edição Especial • Meio Ambiente
O Dia Mundial da Água é comemorado todo dia 22 de março, desde 1993, por sugestão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em 2009, durante as comemorações do Dia Mundial da Água, a ONU divulgou a “Declaração Universal dos Direitos da Água” – documento este que contém uma série de medidas e recomendações com o objetivo de despertar a população e o poder público para a questão da água. Neste ano, o tema objeto de comunicado refere-se à qualidade desse recurso finito.
Aproximadamente 70% da superfície terrestre é coberta por água, o que tem levado o homem a uma falsa sensação de abundância desse recurso, acreditando-se que seja inesgotável. Contudo, do total de água disponível, apenas 0,6% podem ser utilizados para consumo humano. Desses, 70% são usados na agricultura, 22% na indústria e apenas 8% para o abastecimento urbano.
Essa visão equivocada, aliada ao desperdício e à falta de uma política de gestão efetiva, tem gerado sérios problemas de escassez. Segundo notícia recente, divulgada pela mídia, a reserva subterrânea de água no Norte da Índia está se esgotando, devido ao aumento populacional e o uso intensivo desse recurso natural na irrigação agrícola.
Um exemplo das consequências que o uso irracional da água aliado a uma política de gestão equivocada pode ocasionar é o desastre ocorrido com o Mar de Aral, na verdade, um lago de água doce situado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, que já foi considerado o quarto maior do mundo, com uma área de 68.000 Km² de extensão, correspondente à soma dos territórios dos Estados do Rio de Janeiro e Alagoas, mas que hoje já perdeu mais de 90% de sua superfície e poderá desaparecer em breve.
Na década de 40, o governo soviético construiu canais de irrigação que captavam um volume de água dos dois principais afluentes do Mar de Aral – Amu Daria e Syr Daria – muito superior à capacidade de vazão. A consequência disso foi que a salinidade do lago quase quintuplicou, matando a flora e a fauna locais, o que levou à falência a indústria pesqueira da região.
O sal depositado sobre a terra onde o lago se evaporou foi carregado pelo vento, assim como os agrotóxicos e fertilizantes utilizados nas plantações de algodão desenvolvidas na região, gerando um aumento dos casos de câncer entre a população. Acresça-se a isso que a floresta que cercava as margens de 45 usinas hidrelétricas praticamente acabou e cerca de 80% das espécies animais desapareceram.
Essa catástrofe ambiental deixa uma lição que deve ser apreendida: o preço a ser pago por uma política de gestão equivocada pode ser tão alto quanto a sua completa ausência.
Na atualidade, mais de 17 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável, apesar de o Brasil concentrar cerca de 12% da água doce existente no mundo. Em áreas densamente povoadas, como a cidade de São Paulo, p. ex., embora situada na confluência de vários rios, os processos de urbanização, industrialização e produção agrícola, que são incentivados, porém pouco estruturados, impõem a captação de água em bacias distantes, uma vez que a poluição tornou imprestável para consumo as fontes próximas.
De acordo com o Programa das Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), “a quantidade de pessoas que morre por causa da água poluída e contaminada é maior do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras”. O relatório intitulado “Água Doente” aponta que 1,8 milhão de crianças com menos de cinco anos de idade morrem anualmente pela falta de água limpa.
A Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída pela Lei nº 9.433, de 08.01.97, inovou ao adotar o conceito de bacia hidrográfica como unidade de gestão dos recursos hídricos, valorizar os múltiplos usos da água e reconhecê-la como bem econômico, baseando-se em experiência internacional sobre o tema. Um dos seus principais instrumentos é a instituição da cobrança pelo uso da água, efetivando-se, assim, o princípio do usuário-pagador.
A cobrança pelo uso da água é uma ferramenta imprescindível na reversão do quadro apresentado, pois, além de incentivar o uso racional, arrecada recursos para o financiamento de projetos de recuperação de mananciais, educação ambiental e obras que quantifiquem e qualifiquem a água para a população.
Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. E, sendo a água um bem que não conhece as fronteiras dos Estados, somente uma mobilização mundial, com a integração das políticas de cada país, será capaz de reverter esse quadro funesto, do qual poderá emergir guerras visando o controle, distribuição e comercialização do diamante azul do século XXI.
Marcos Messias
Edição Especial • Meio Ambiente
O Dia Mundial da Água é comemorado todo dia 22 de março, desde 1993, por sugestão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU).
Em 2009, durante as comemorações do Dia Mundial da Água, a ONU divulgou a “Declaração Universal dos Direitos da Água” – documento este que contém uma série de medidas e recomendações com o objetivo de despertar a população e o poder público para a questão da água. Neste ano, o tema objeto de comunicado refere-se à qualidade desse recurso finito.
Aproximadamente 70% da superfície terrestre é coberta por água, o que tem levado o homem a uma falsa sensação de abundância desse recurso, acreditando-se que seja inesgotável. Contudo, do total de água disponível, apenas 0,6% podem ser utilizados para consumo humano. Desses, 70% são usados na agricultura, 22% na indústria e apenas 8% para o abastecimento urbano.
Essa visão equivocada, aliada ao desperdício e à falta de uma política de gestão efetiva, tem gerado sérios problemas de escassez. Segundo notícia recente, divulgada pela mídia, a reserva subterrânea de água no Norte da Índia está se esgotando, devido ao aumento populacional e o uso intensivo desse recurso natural na irrigação agrícola.
Um exemplo das consequências que o uso irracional da água aliado a uma política de gestão equivocada pode ocasionar é o desastre ocorrido com o Mar de Aral, na verdade, um lago de água doce situado entre o Cazaquistão e o Uzbequistão, que já foi considerado o quarto maior do mundo, com uma área de 68.000 Km² de extensão, correspondente à soma dos territórios dos Estados do Rio de Janeiro e Alagoas, mas que hoje já perdeu mais de 90% de sua superfície e poderá desaparecer em breve.
Na década de 40, o governo soviético construiu canais de irrigação que captavam um volume de água dos dois principais afluentes do Mar de Aral – Amu Daria e Syr Daria – muito superior à capacidade de vazão. A consequência disso foi que a salinidade do lago quase quintuplicou, matando a flora e a fauna locais, o que levou à falência a indústria pesqueira da região.
O sal depositado sobre a terra onde o lago se evaporou foi carregado pelo vento, assim como os agrotóxicos e fertilizantes utilizados nas plantações de algodão desenvolvidas na região, gerando um aumento dos casos de câncer entre a população. Acresça-se a isso que a floresta que cercava as margens de 45 usinas hidrelétricas praticamente acabou e cerca de 80% das espécies animais desapareceram.
Essa catástrofe ambiental deixa uma lição que deve ser apreendida: o preço a ser pago por uma política de gestão equivocada pode ser tão alto quanto a sua completa ausência.
Na atualidade, mais de 17 milhões de brasileiros não têm acesso à água potável, apesar de o Brasil concentrar cerca de 12% da água doce existente no mundo. Em áreas densamente povoadas, como a cidade de São Paulo, p. ex., embora situada na confluência de vários rios, os processos de urbanização, industrialização e produção agrícola, que são incentivados, porém pouco estruturados, impõem a captação de água em bacias distantes, uma vez que a poluição tornou imprestável para consumo as fontes próximas.
De acordo com o Programa das Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), “a quantidade de pessoas que morre por causa da água poluída e contaminada é maior do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras”. O relatório intitulado “Água Doente” aponta que 1,8 milhão de crianças com menos de cinco anos de idade morrem anualmente pela falta de água limpa.
A Política Nacional de Recursos Hídricos, instituída pela Lei nº 9.433, de 08.01.97, inovou ao adotar o conceito de bacia hidrográfica como unidade de gestão dos recursos hídricos, valorizar os múltiplos usos da água e reconhecê-la como bem econômico, baseando-se em experiência internacional sobre o tema. Um dos seus principais instrumentos é a instituição da cobrança pelo uso da água, efetivando-se, assim, o princípio do usuário-pagador.
A cobrança pelo uso da água é uma ferramenta imprescindível na reversão do quadro apresentado, pois, além de incentivar o uso racional, arrecada recursos para o financiamento de projetos de recuperação de mananciais, educação ambiental e obras que quantifiquem e qualifiquem a água para a população.
Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido. E, sendo a água um bem que não conhece as fronteiras dos Estados, somente uma mobilização mundial, com a integração das políticas de cada país, será capaz de reverter esse quadro funesto, do qual poderá emergir guerras visando o controle, distribuição e comercialização do diamante azul do século XXI.
Marcos Messias
Chuva na Bahia deixa mortos, suspende aulas e coloca 22 cidades em emergência
As fortes chuvas que atingem Salvador e a região metropolitana, na Bahia, já deixaram 22 cidades em situação de emergência. Segundo informações da Defesa Civil, desde o começo do mês, foram registradas seis mortes no Estado em consequência das chuvas.
Morte de irmãos
As últimas aconteceram na quarta-feira, quando as chuvas se intensificaram. Na Vila Canária, bairro de Salvador, um deslizamento em uma encosta matou dois irmãos. Pablo Juan, de 2 anos, e Gabriel Santos Galvão, 6, dormiam quando uma das paredes do quarto desabou sobre a cama deles após não suportar o peso da terra. Antes da chegada dos bombeiros, moradores da região retiraram as crianças dos escombros, mas elas já estavam sem vida.
Segundo parentes e pessoas mais próximas das vítimas, a família vitimada pela tragédia já havia sido contemplada duas vezes com uma casa popular, mas, por motivos ainda não informados, adiaram a mudança nas duas ocasiões, a segunda teria ocorrido no último domingo. Neste mesmo local, no ano passado, outras 15 casas também foram destruídas pela queda de barreira.
De acordo com o governo estadual, as outras mortes foram registradas no município de Prado, em virtude de um choque elétrico na rede clandestina de energia, em Feira de Santana; por afogamento, em Teolândia, onde uma pessoa foi atingida por um raio; e em Camaçari, onde uma pessoa morreu após a queda de uma árvore.
Aulas suspensas
Nesta manhã, temporais voltaram a atingir Salvador, provocando uma nova série de transtornos. Houve ocorrências de deslizamentos e inundação. Por medida de prevenção, as aulas nas escolas municipais foram suspensas em Salvador e na vizinha Lauro de Freitas. Todas as principais vias da cidade têm pontos de alagamento, o que dificulta o tráfego de veículos.
A Avenida Gal Costa, entre os bairros de Suçuarana e São Marcos, por exemplo, virou um verdadeiro rio. Ônibus ficaram ilhados e pessoas tiveram que ser resgatadas pelos bombeiros. Outras quatro pessoas ficaram feridas por deslizamento de terra na Rua Santa Rita, também em São Marcos.
Entre a meia-noite e 9h, a Defesa Civil de Salvador registrou 133 ocorrências, das quais 64 deslizamentos de terra e seis desabamentos de imóveis, sem feridos.
(*com informações da Agência Estado)
Donizete Menezes
Morte de irmãos
As últimas aconteceram na quarta-feira, quando as chuvas se intensificaram. Na Vila Canária, bairro de Salvador, um deslizamento em uma encosta matou dois irmãos. Pablo Juan, de 2 anos, e Gabriel Santos Galvão, 6, dormiam quando uma das paredes do quarto desabou sobre a cama deles após não suportar o peso da terra. Antes da chegada dos bombeiros, moradores da região retiraram as crianças dos escombros, mas elas já estavam sem vida.
Segundo parentes e pessoas mais próximas das vítimas, a família vitimada pela tragédia já havia sido contemplada duas vezes com uma casa popular, mas, por motivos ainda não informados, adiaram a mudança nas duas ocasiões, a segunda teria ocorrido no último domingo. Neste mesmo local, no ano passado, outras 15 casas também foram destruídas pela queda de barreira.
De acordo com o governo estadual, as outras mortes foram registradas no município de Prado, em virtude de um choque elétrico na rede clandestina de energia, em Feira de Santana; por afogamento, em Teolândia, onde uma pessoa foi atingida por um raio; e em Camaçari, onde uma pessoa morreu após a queda de uma árvore.
Aulas suspensas
Nesta manhã, temporais voltaram a atingir Salvador, provocando uma nova série de transtornos. Houve ocorrências de deslizamentos e inundação. Por medida de prevenção, as aulas nas escolas municipais foram suspensas em Salvador e na vizinha Lauro de Freitas. Todas as principais vias da cidade têm pontos de alagamento, o que dificulta o tráfego de veículos.
A Avenida Gal Costa, entre os bairros de Suçuarana e São Marcos, por exemplo, virou um verdadeiro rio. Ônibus ficaram ilhados e pessoas tiveram que ser resgatadas pelos bombeiros. Outras quatro pessoas ficaram feridas por deslizamento de terra na Rua Santa Rita, também em São Marcos.
Entre a meia-noite e 9h, a Defesa Civil de Salvador registrou 133 ocorrências, das quais 64 deslizamentos de terra e seis desabamentos de imóveis, sem feridos.
(*com informações da Agência Estado)
Donizete Menezes
Número de mortos em terremoto no noroeste da China passa de 600
Pelo menos 9 mil pessoas estão feridas em província remota.
Mais de 300 habitantes ainda estão desaparecidos.
Do G1, com agências internacionais
O forte terremoto de magnitude 6,9 que atingiu a província chinesa de Quinghai (noroeste) deixou 617 mortos e mais de 9 mil feridos, anunciou a TV oficial nesta quinta-feira (15).
O balanço anterior, da própria quarta-feira, dava conta de 589 mortes e 10 mil feridos.
Pelo menos 313 pessoas seguiam desaparecidas. Mais de 900 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros.

Morador é retirado de escombros nesta quinta-feira (15) em Yushu. (Foto: Reuters)
Segundo a emissora, o governo chinês assinou um decreto de emergência liberando 200 milhões de yuans (cerca de US$ 20,3 milhões) à província de Qinghai, a mais afetada pelo abalo.
Muitas pessoas continuam sob escombros na cidade de Gyegu, próxima ao local do epicentro do terremoto.
Um porta-voz do governo provincial de Yushu, na região autônoma do Tibete, disse à agência estatal Xinhua que 85% das casas, a maioria feitas de madeira e barro, foram destruídas pelo tremor e pelas consecutivas réplicas.
Segundo a Xinhua, o forte abalo derrubou casas, escolas, templos religiosos, postos de gasolina e danificou estradas, telecomunicações e redes de energia elétrica. Um reservatório de água foi afetado e trabalhadores tentam evitar uma inundação.
O presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao determinaram às autoridades locais que visitem as regiões atingidas para levar ajuda aos afetados pelo desastre.
O governo de Taiwan ofereceu nesta quarta-feira o envio de equipes de resgate e salvamento para ajudar às vítimas do terremoto.
A região atingida faz fronteira com o Tibete, é uma área rural montanhosa e habitada por camponeses, nômades mongóis e tibetanos.
Segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA (USGS), o tremor teve magnitude de 6,9, com epicentro situado 380 km a sudeste da cidade de Golmud, a uma profundidade de 46 km. O USGS informou ainda que ocorreram quatro tremores secundários, de 5,3, 5,2, 5,8 e 4,8 de magnitude, na meia hora posterior ao terremoto principal.
As autoridades chinesas, no entanto, informaram que o abalo, que ocorreu às 7h49 locais (20h49 de terça-feira, 13, em Brasília), foi de magnitude 7,1.
Donizete Menezes
Mais de 300 habitantes ainda estão desaparecidos.
Do G1, com agências internacionais
O forte terremoto de magnitude 6,9 que atingiu a província chinesa de Quinghai (noroeste) deixou 617 mortos e mais de 9 mil feridos, anunciou a TV oficial nesta quinta-feira (15).
O balanço anterior, da própria quarta-feira, dava conta de 589 mortes e 10 mil feridos.
Pelo menos 313 pessoas seguiam desaparecidas. Mais de 900 pessoas foram resgatadas com vida dos escombros.

Morador é retirado de escombros nesta quinta-feira (15) em Yushu. (Foto: Reuters)
Segundo a emissora, o governo chinês assinou um decreto de emergência liberando 200 milhões de yuans (cerca de US$ 20,3 milhões) à província de Qinghai, a mais afetada pelo abalo.
Muitas pessoas continuam sob escombros na cidade de Gyegu, próxima ao local do epicentro do terremoto.
Um porta-voz do governo provincial de Yushu, na região autônoma do Tibete, disse à agência estatal Xinhua que 85% das casas, a maioria feitas de madeira e barro, foram destruídas pelo tremor e pelas consecutivas réplicas.
Segundo a Xinhua, o forte abalo derrubou casas, escolas, templos religiosos, postos de gasolina e danificou estradas, telecomunicações e redes de energia elétrica. Um reservatório de água foi afetado e trabalhadores tentam evitar uma inundação.
O presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao determinaram às autoridades locais que visitem as regiões atingidas para levar ajuda aos afetados pelo desastre.
O governo de Taiwan ofereceu nesta quarta-feira o envio de equipes de resgate e salvamento para ajudar às vítimas do terremoto.
A região atingida faz fronteira com o Tibete, é uma área rural montanhosa e habitada por camponeses, nômades mongóis e tibetanos.
Segundo o Centro de Pesquisas Geológicas dos EUA (USGS), o tremor teve magnitude de 6,9, com epicentro situado 380 km a sudeste da cidade de Golmud, a uma profundidade de 46 km. O USGS informou ainda que ocorreram quatro tremores secundários, de 5,3, 5,2, 5,8 e 4,8 de magnitude, na meia hora posterior ao terremoto principal.
As autoridades chinesas, no entanto, informaram que o abalo, que ocorreu às 7h49 locais (20h49 de terça-feira, 13, em Brasília), foi de magnitude 7,1.
Donizete Menezes
ONU: 75 grandes poluidores fixam metas de redução de emissões
Setenta e cinco países responsáveis por mais de 80% das emissões de gases estufa gerados por uso energético assumiram o compromisso de cortar ou limitar suas emissões de carbono até 2020, inclusive Brasil e Índia, informou nesta quarta-feira (31) a Convenção Climática das Nações Unidas.
As promessas, feitas no marco do Acordo de Copenhague, significam um passo na direção de uma ação mais ampla para combater o aquecimento global, informou a Convenção-quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), em seu relatório oficial sobre a cúpula do clima, celebrada em dezembro na capital dinamarquesa.
Um total de 111 países, mais a União Europeia (UE) "anunciaram seu apoio ao Acordo", destacou a UNFCCC.
Feito às pressas, no apagar das luzes de uma reunião condenada ao fracasso, o Acordo de Copenhague estabelece a meta de se limitar o aquecimento a 2º Celsius, unindo países pobres em ricos no combate às emissões de carbono, que estão na raiz do problema.
O documento também traz o compromisso de disponibilizar 30 bilhões de dólares para países pobres vulneráveis aos efeitos das mudanças no clima nos próximos três anos até 2012, e de até 100 bilhões de dólares anualmente até 2020.
Enquanto seus defensores afirmam que este é o primeiro acordo a incluir as economias avançadas e emergentes em cortes específicos de emissões, seus críticos afirmam que não estabelece um prazo para se alcançar a meta de aquecimento, não contém um roteiro para atingi-lo e que seus compromissos são apenas voluntários.
O relatório da UNFCCC confirmou nesta quarta-feira que grandes emissores, como Brasil, Índia e China deram seu aval político ao acordo.
No início de março, os giganges emergentes se alinharam separadamente ao documento.
O secretário-executivo da Convenção, Yvo de Boer, disse que as promessas são significativas, mas não são a resposta final.
"Está claro que, enquanto os compromissos sobre a mesa são um passo importante na direção de se limitar o crescimento das emissões, eles não serão suficientes para limitar o aquecimento a 2º C", afirmou.
"Portanto, a conferência do clima, no fim do ano, no México, precisa estabelecer mecanismos de cooperação eficazes capazes de produzir uma ação significativa nacional, regional e internacional tanto para limitarmos o aumento das emissões quanto para nos prepararnos para os impactos inevitáveis das mudanças no clima", acrescentou.
A COP15, celebrada entre 7 e 19 de dezembro passado, reuniu 120 chefes de Estado e governo, tornando-se assim a reunião climática de mais alto nível já realizada.
Inicialmente celebrada como a culminação de dois anos de negociações na direção de um pacto global para combater as mudanças climáticas depois de 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto, a cúpula esteve perto do fracasso total por causa de táticas de retardamento e de uma batalha textual que refletiram interesses nacionais enraizados e a preocupação com o custo de se modificar uma matriz energética baseada em combustíveis fósseis.
Ao final, líderes de cerca de duas dúzias de países, chefiados pelos maiores emissores, se encontraram às pressas para produzir o acordo.
As primeiras conversas oficiais que se seguem a este compromisso será celebrada em Bonn, Alemanha, entre 9 e 11 de abril.
Os negociadores terão como tarefa dar vida ao Acordo de Copenhague e ver como integrá-lo ao intrincado processo da Convenção-quadro.
"A reunião será muito importante para reconstruir a confiança no processo, em que o caminho à frente estará aberto e será transparente, por um lado, e eficiente, por outro", disse de Boer à imprensa, via teleconferência. (Fonte: G1)
Jucélia Santos
As promessas, feitas no marco do Acordo de Copenhague, significam um passo na direção de uma ação mais ampla para combater o aquecimento global, informou a Convenção-quadro das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês), em seu relatório oficial sobre a cúpula do clima, celebrada em dezembro na capital dinamarquesa.
Um total de 111 países, mais a União Europeia (UE) "anunciaram seu apoio ao Acordo", destacou a UNFCCC.
Feito às pressas, no apagar das luzes de uma reunião condenada ao fracasso, o Acordo de Copenhague estabelece a meta de se limitar o aquecimento a 2º Celsius, unindo países pobres em ricos no combate às emissões de carbono, que estão na raiz do problema.
O documento também traz o compromisso de disponibilizar 30 bilhões de dólares para países pobres vulneráveis aos efeitos das mudanças no clima nos próximos três anos até 2012, e de até 100 bilhões de dólares anualmente até 2020.
Enquanto seus defensores afirmam que este é o primeiro acordo a incluir as economias avançadas e emergentes em cortes específicos de emissões, seus críticos afirmam que não estabelece um prazo para se alcançar a meta de aquecimento, não contém um roteiro para atingi-lo e que seus compromissos são apenas voluntários.
O relatório da UNFCCC confirmou nesta quarta-feira que grandes emissores, como Brasil, Índia e China deram seu aval político ao acordo.
No início de março, os giganges emergentes se alinharam separadamente ao documento.
O secretário-executivo da Convenção, Yvo de Boer, disse que as promessas são significativas, mas não são a resposta final.
"Está claro que, enquanto os compromissos sobre a mesa são um passo importante na direção de se limitar o crescimento das emissões, eles não serão suficientes para limitar o aquecimento a 2º C", afirmou.
"Portanto, a conferência do clima, no fim do ano, no México, precisa estabelecer mecanismos de cooperação eficazes capazes de produzir uma ação significativa nacional, regional e internacional tanto para limitarmos o aumento das emissões quanto para nos prepararnos para os impactos inevitáveis das mudanças no clima", acrescentou.
A COP15, celebrada entre 7 e 19 de dezembro passado, reuniu 120 chefes de Estado e governo, tornando-se assim a reunião climática de mais alto nível já realizada.
Inicialmente celebrada como a culminação de dois anos de negociações na direção de um pacto global para combater as mudanças climáticas depois de 2012, quando expira o Protocolo de Kyoto, a cúpula esteve perto do fracasso total por causa de táticas de retardamento e de uma batalha textual que refletiram interesses nacionais enraizados e a preocupação com o custo de se modificar uma matriz energética baseada em combustíveis fósseis.
Ao final, líderes de cerca de duas dúzias de países, chefiados pelos maiores emissores, se encontraram às pressas para produzir o acordo.
As primeiras conversas oficiais que se seguem a este compromisso será celebrada em Bonn, Alemanha, entre 9 e 11 de abril.
Os negociadores terão como tarefa dar vida ao Acordo de Copenhague e ver como integrá-lo ao intrincado processo da Convenção-quadro.
"A reunião será muito importante para reconstruir a confiança no processo, em que o caminho à frente estará aberto e será transparente, por um lado, e eficiente, por outro", disse de Boer à imprensa, via teleconferência. (Fonte: G1)
Jucélia Santos
Assinar:
Postagens (Atom)