quinta-feira, 17 de junho de 2010

Alterações Hidrológicas e Ecossistema Aquático

Os aterros sanitários contaminam as águas subterrâneas pelo processo natural de precipitação e infiltração.

O desenvolvimento urbano altera a cobertura vegetal, provocando vários efeitos que modificam os componentes do ciclo hidrológico natural. Com a urbanização, a cobertura da bacia é alterada para pavimentos impermeáveis e são introduzidos condutos para escoamento pluvial, gerando as seguintes alterações no referido ciclo:

* Redução da infiltração do solo.
* Aumento do escoamento superficial.
* Redução do escoamento subterrâneo.
* Redução da evapotranspiração.

O impacto da urbanização é mais significativo, para precipitações de maior freqüência, onde o efeito da infiltração é mais importante. Para precipitações de baixa freqüência, a relação entre as condições naturais e a urbanização é relativamente menor.

Existem vários elementos antrópicos que são introduzidos na bacia hidrográfica:

Aumento da temperatura: as superfícies impermeáveis absorvem parte da energia solar, aumentando a temperatura ambiente e produzindo ilhas de calor na parte central das cidades, onde predomina o concreto e o asfalto, que, devido à sua cor, absorve mais energia solar do que as superfícies naturais e o concreto. À medida que sua superfície envelhece, tende a escurecer e a aumentar a absorção de radiação solar.

Aumento de sedimentos e material sólido: é extremamente significativo devido aos fatores: limpeza de terrenos para novos loteamentos, construção de ruas, avenidas e rodovias, entre outras causas.



Contaminação de aqüíferos

Os aterros sanitários contaminam as águas subterrâneas pelo processo natural de precipitação e infiltração.

Grande parte das cidades brasileiras utiliza fossas sépticas como destino final do esgoto. Este conjunto tende a contaminar uma parte superior do aqüífero.

A rede de condutos pluviais pode contaminar o solo através de perdas de volume no seu transporte e até por entupimento de trechos da rede, que pressionam a água contaminada para fora do sistema de condutos.


Redação Ambiente Brasil

Jucélia Karla

Código Florestal: quem tem razão?

Beto Mesquita*
12 Jun 2010, 15:22
As propostas apresentadas pelo deputado Aldo Rebelo, louvadas pelos representantes do agronegócio brasileiro como se fossem a salvação da lavoura, são filhas diletas da falta de capacidade de negociação e diálogo. Não de um ator ou outro deste teatro de operações e debates, mas de todos. Quando o bom senso sai pela porta dos fundos ou se enfia embaixo da mesa, o non sense toma conta do cenário e vira o seu protagonista.

Eis que depois de ocupar mais de 80% do que originalmente foram as florestas que formavam a Mata Atlântica, logo após ter ocupado mais de 60% do Cerrado brasileiro e enquanto se expande em ritmo acelerado mata adentro da Floresta Amazônica, o poderoso setor agropecuário brasileiro, aclamado com razão parcial como um sucesso absoluto de produção e geração de divisas, apresenta-se ao público como perseguido e ameaçado pelos restinhos de ecossistemas naturais que a politicamente frágil legislação ambiental logrou proteger.

Resguardadas as devidas diferenças, é inevitável recordar os momentos que antecederam a abolição do trabalho escravo no Brasil – ou pelo menos dos instrumentos jurídicos e políticos que o legitimavam – quando uma parte dos produtores rurais bradava que sem os escravos o Brasil rural estaria falido e não haveria quem produzisse os alimentos para nossas mesas.

O argumento e o discurso são recorrentes. A estratégia também. A afirmação, repetida à exaustão, de que a lei atual transforma em criminosos 90% dos agricultores do país é tão alarmista quanto falsa. Em nome de uma suposta defesa dos pequenos e médios agricultores, que estariam sendo sufocados economicamente pelas agruras da lei, difundem informações falsas e estatísticas deturpadas para justificar o injustificável. Os principais líderes desta campanha optam por lançar uma cortina de fumaça sobre a opinião pública, visando unicamente derrubar a lei que eles nunca cumpriram, para que, desse modo, possam escapar de suas responsabilidades mínimas e perpetrar sua impunidade.

A afirmação de que o cumprimento do Código Florestal terá como resultados a ampliação do êxodo rural e a favelização dos agricultores não tem rebatimento na realidade. O Brasil presenciou o seu período de maior êxodo rural entre as décadas de 60 e 80 do século passado, quando cerca de um terço da população rural migrou para áreas urbanas. Os principais motivos dessa migração em massa foram a expansão da fronteira agrícola, o modelo de urbanização adotado no país, que incentivava o crescimento das médias e grandes cidades, e a estratégia de modernização da agricultura, que incentivava as culturas de exportação e a produção mecanizada. Foi sob a ideia de que, “se poluição representa progresso, seja bem-vinda a poluição”, que a população migrou do campo para as cidades, não sob o rigor das leis ambientais.

Mas, e quanto à afirmação de que a legislação ambiental brasileira é moderna e perfeita, e por isso não deveria ser alterada? A engenharia ensina que as mais robustas, seguras e modernas estruturas, como edifícios e viadutos, devem ser flexíveis o suficiente para enfrentar ventos e tremores, movendo-se, porém, não se rompendo. Ao recusar a discussão sobre alguns aspectos do Código Florestal e insinuar que o agronegócio como um todo representa apenas danos para o país, uma parcela das lideranças ambientalistas contribui para o esgarçamento em que estamos metidos agora.

A ideologização do debate, com o deputado vermelho se apresentando como libertador da pátria do julgo dos verdes internacionais e uma parcela dos verdes propondo a imutabilidade do código, por ser contra o modelo agrícola exportador, não nos levará a lugar algum. Perderá a agricultura do país, tanto pelos impactos decorrentes do não cumprimento ou da flexibilização exagerada das restrições ambientais; perderá a nação, pela impossibilidade de cumprir os acordos internacionais; perderá a população, pela degradação dos serviços ambientais dos quais depende sua qualidade de vida.

Nem a agricultura brasileira é a única grande vilã do meio ambiente brasileiro, nem os ambientalistas, no seu conjunto, estão a serviço do capital internacional para impedir o progresso do país. Para que se materialize a sustentabilidade almejada, é preciso reconhecer e valorizar, de maneira equilibrada e racional, as vertentes econômicas, ambientais e sociais.

A proposta apresentada pelo deputado Rebelo e amplamente apoiada pelo agronegócio não vai salvar a lavoura. Sequer vai representar um refresco para o dia a dia dos milhões de pequenos e médios agricultores brasileiros, espremidos entre a falta de crédito e assistência técnica e as demandas do mercado. Certamente amenizará os problemas de alguns poucos grandes proprietários, que acumulam passivos ambientais imensos e não demonstram nenhuma vocação para cumprir as leis, sejam quais forem. Não por falta de informação ou alternativa, mas por ainda apostar em um modelo atrasado de produção rural, que prioriza aumento de área plantada em vez de aumento de produtividade.

O falta de senso se completa quando se analisa com lupa a proposta colocada sobre a mesa. Os principais argumentos clamados para justificar alterações no Código Florestal são a sua idade (embora os questionamentos maiores sejam mesmo sobre as alterações mais recentes), a pouca clareza em algumas diretrizes e a absoluta falta de critério científico para a determinação da porcentagem de Reserva Legal e da largura das Áreas de Preservação Permanente. Pois bem, a proposta em discussão consegue ser muito mais confusa do que o texto original e também não se baseia em nenhum critério científico para definir porcentagens e larguras, embora proponha sua ampla redução. De contrabando, ainda anistia quem desmatou.

O fato, real, doloroso e concreto, é que o Código Florestal brasileiro nunca foi cumprido em sua integridade. Esta lei sempre foi solenemente ignorada pela maior parte do agrobusiness nacional, assim como pela maior parte da sociedade brasileira. O Estado brasileiro quase nunca esteve presente no meio rural para fazer a extensão ambiental e florestal como seria de se esperar em um país que deve seu nome a uma árvore. E, nas poucas vezes em que esteve presente, o pacote tecnológico e a orientação para assegurar a posse e a ocupação da terra previam justamente o desmatamento e a “limpeza” do terreno.

No presente, iniciativas de grande visibilidade e impacto, como o Pacto Pela Restauração da Mata Atlântica, o Diálogo Florestal, a moratória da soja e os compromissos assumidos na cadeia da carne começam a surgir como aglutinadoras e mobilizadoras da sociedade. Partindo da premissa de que, se as áreas protegidas nas propriedades rurais e os serviços ambientais nelas produzidos são fundamentais para toda a população, é sensato, racional e justo que os custos pela sua proteção e recuperação sejam compartilhados entre todos.

Se, por um lado, a Constituição Federal estabelece claramente a função social da propriedade, intimamente associada à função de proteção ambiental, por outro é coerente que a sociedade, beneficiária desta função, recompense o proprietário por estes serviços. Em um futuro cada vez mais próximo, não será apenas de carne, grãos, leite e produtos hortifrutigranjeiros que viverá a propriedade rural. Parte da sua renda virá também dos serviços ambientais que os ecossistemas naturais existentes nelas ofertarem, como armazenamento de água, sequestro de carbono, amenização do clima e proteção dos solos. Mas não haverá serviços ambientais sem ecossistemas protegidos. Para isso serve as leis ambientais, como o Código Florestal.

* Engenheiro Florestal, diretor executivo do Instituto BioAtlântica (IBio).

Evandro Mauro

Vazamento de petroleo no Golfo do México

O desastre oriundo de vazamento de petroleo tem uma repercursão trágica na esfera ambiental causado no Golfo do México e os reflexos se estendem até hoje. O vazamento de petróleo chega a 19 mil barris diários.








Douglas Carlos

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Obama promete ajudar indústria da pesca afetada por vazamento de óleo

O presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta segunda-feira (14) que vai fazer o possível para manter o modo de vida dos moradores da região afetada pelo vazamento de petróleo no Golfo do México. Durante visita à região, ele também prometeu ajudar a indústria pesqueira do litoral do Golfo do México, abalada pelo desastre ambiental.
Obama também disse que o peixe e os frutos do mar são bons para comer, apesar do óleo.
O governo está comprometido em “fazer tudo o que estiver em nosso alcance para proteger o modo de vida no Golfo, para que ele se mantenha para nossos filhos, netos, e nossos bisnetos”, afirmou Obama após se reunir com autoridades dos estados costeiros de Mississipi e Alabama (sul).
Obama também espera alcançar um acordo com a BP na quarta-feira para a criação de um fundo especial para os afetados pelo derramamento.
“Alguns vão ficar frustrados e outros vão ficar furiosos. Mas eu prometo: as coisas vão voltar ao normal.”
Mais cedo, Obama comparou o desastre causado pelo vazamento de óleo com os atentados de 11 de setembro de 2001, em um entrevista.
“Da mesma forma que o 11 de setembro modificou profundamente nossa visão de nossas vulnerabilidades e nossa política externa, creio que este desastre vai modificar por muitos anos nossa visão sobre o ambiente e a energia”, afirmou Obama ao Politico.com.
O presidente disse ainda que a buscará a aprovação no Congresso de uma nova lei de energia e clima. Segundo ele, os Estados Unidos vão buscar uma política energética com visão de futuro de que tanto necessita.
“Um dos maiores desafios da liderança que terei adiante será assegurar-me de aprender as lições corretas desse desastre”, afirmou.
O vazamento começou em 20 de abril, após uma explosão seguida de incêndio na plataforma Deepwater Horizon, da empresa Transocean, e arrendada pela British Petroleum, e que matou 11 funcionários. Desde então, várias tentativas de deter o vazamento falharam, provocando o que as autoridades já consideram o maior desastre ambiental da história dos EUA. (Fonte: Folha.com)

Mariedilsa Félix

Não basta reduzir o desmatamento

Para reduzir as emissões de carbono pela floresta não basta diminuir o desmatamento, é preciso também evitar o uso do fogo em áreas já desmatadas. A conclusão está em um estudo realizado por Luiz Eduardo Aragão, da Universidade de Exeter, Reino Unido, e Yosio Shimabukuro, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), publicado na edição desta sexta-feira da revista Science.

Durante a elaboração do artigo “A Incidência de Queimadas nas Florestas da Amazônia e suas implicações para o REDD”, os pesquisadores usaram imagens de satélite do Inpe para analisar as taxas de desmatamento e compará-las com dados sobre queimadas na Amazônia Brasileira.

“Usamos dados disponíveis para tentar entender como as queimadas respondem a cenários de redução de desmatamento, semelhantes aos que devem ocorrer com a implantação da REDD. E tivemos uma surpresa: em 59% das áreas onde houve redução no desmatamento ocorreu também o aumento da indicência de queimadas”, afirma Luis Aragão.

O Brasil tem conseguido reduzir as taxas de desmatamento, mas a área total de floresta destruída continua a aumentar, embora em ritmo menor. Isto significa, conforme explica Luiz Aragão, que a floresta secundária, a fragmentação da mata primária e a área de borda, mais suscetíveis ao fogo, continuam a aumentar ano a ano.

Além disto, o fogo que começa nas capoeiras invade o subbosque das florestas, levando à degradação destas áreas e à emissão de carbono. Esta degradação não é contabilizada no monitoramento do desmatamento e das emissões. “Não se olha o que ocorre por baixo, no subbosque”, destaca o doutor em Sensoreamento Remoto.

Carlos Borges

Meio ambiente pode ser critério em licitações, diz ministro do TCU‏

De acordo com o vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler, o Estado pode criar licitações diferenciadas para produtos e serviços de empresas respeitam normas e critérios de ordem socioambiental. A declaração foi dada nesta segunda-feira durante o painel de abertura do Congresso Internacional sobre Contratações Públicas Sustentáveis.
Para ele, o Estado deve zelar por um meio ambiente sustentado, o que justificaria a licitação diferenciada para esse tipo de empresa. Zymler disse que não existe lei específica sobre compras governamentais atreladas à questão do meio ambiente, mas ressaltou legislação que menciona a necessidade de respeito ambiental e a busca de proposta mais vantajosa para o Estado.
De acordo com Zymler, a vantagem "nem sempre é determinada por preço mais baixo. Deve-se levar em conta, principalmente, a adequação do produto ou serviço às necessidades do Estado, com foco na sustentabilidade ambiental".
O ministro do TCU ressaltou a necessidade de discutir critérios sustentáveis na aquisição pública de bens, serviços e obras. Para ele, a questão de "extrema importância" é pouco difundida no País e todos os segmentos de governo e da sociedade civil organizada devem se debruçar sobre a necessidade do "uso harmônico" dos princípios básicos da vida.
O congresso, de iniciativa da Secretaria de Logística e Tecnologia da Informação (SLTI) do Ministério do Planejamento, reúne especialistas da área de licitação pública, compradores do governo e representantes de órgãos de controle para debater aspectos jurídicos do mercado de bens e serviços sustentáveis.
Entre os assuntos abordados no encontro está o impacto da Instrução Normativa (IN) nº 1, em vigor desde janeiro último, que determina que as obras públicas devem economizar na manutenção e operacionalização da edificação, reduzir o consumo de energia elétrica e de água, bem como utilizar tecnologias e materiais que evitem desperdícios e reduzam o impacto ambiental.

Site Terra

Ercília Merces

Cientistas responsabilizam celular por desaparecimento de abelhas, diz site CLIPPING

O desaparecimento de abelhas que alarmou a Europa e a América do Norte está sendo creditado, por alguns cientistas, ao crescimento do uso dos celulares, segundo o site do jornal britânico “Daily Telegraph”.

De acordo com o site, a Grã Bretanha teve uma queda de 15% na sua população de abelhas nos últimos dois anos.

Pesquisadores da Universidade Punjab dizem que a radiação dos telefones celulares é um fator chave no desaparecimento e alegam que isso está envolvendo nos sentidos de navegação das abelhas.

Segundo o “Daily Telegraph”, os cientistas fizeram um experimento durante três meses e compararam a situação das abelhas que estavam coexistindo com os celulares com as que não estavam.

As que estavam no ambiente com radiação de celular tiveram uma queda dramática no tamanho de sua colmeia e redução do número de ovos postos pela abelha rainha.

As abelhas também pararam de produzir mel. (Fonte: Folha.com)

George Cabral

sábado, 12 de junho de 2010

CHUVAS, TRAGÉDIAS E RECONSTRUÇÃO

PAULO CESAR BASTOS:

Sobre chuvas, tragédias e reconstrução vale uma lógica reflexão.

Para as finanças, o economista e o contabilista. Para a saúde, o médico, o dentista e o enfermeiro.Para as leis,os juristas.É a lógica do conhecimento profissional,nada mais natural.
Assim, é preciso compreender que para o desenvolvimento urbano tornam-se necessárias mais do que palavras de críticas ou de elogios. Para infraestrutura deve ser utilizada a cultura, tecnológica.
São imprescindíveis os procedimentos técnicos de engenheiros (diversas especialidades), arquitetos, urbanistas, geólogos e outros técnicos afins como os dedicados aos estudos ambientais. Aplicação do conhecimento certo e do modo certo para um resultado certo.
Existe, ainda, uma insuficiente percepção e valorização dos profissionais das áreas tecnológicas. Quando de alguns conflitos no mundo, já assistimos os aviões trazendo os engenheiros brasileiros que estavam projetando e construindo obras diversas e importantes. Aí a mídia mostra a capacidade da engenharia brasileira ser competitiva neste mundo global. Essa capacidade comprovada, lá fora, precisa ser melhor utilizada e valorizada aqui no Brasil. A hora é agora.
A vontade política deve ser de valorizar e bem utilizar a tecnologia para a melhoria e segurança da qualidade de vida do cidadão. Esse deve ser o exercício ideológico para atingir o resultado lógico. Uma filosofia de bem aplicar, por exemplo, a geotecnia e a hidrologia.
É impossível evitar as eventuais tragédias naturais, mas é possível minimizá-las para limites aceitáveis. As boas técnicas de engenharia devem permitir uma convivência mais harmônica do homem com a natureza.Não podem , no entanto, realizar milagres, isso é da alçada do Supremo Construtor.
Os problemas urbanos decorrem, a maior parte, não de falhas técnicas, mas de falta da técnica. Os engenheiros e profissões afins precisam e podem colaborar através do conhecimento e trabalho profissional com criteriosos estudos e bem elaborados projetos para uma execução segura, viável e com qualidade. Queremos trabalhar e pavimentar um caminho melhor para o Brasil, drenando bem as águas para não deixar escorrer para o ralo os recursos públicos.

http://colunas.epoca.globo.com/planeta/2010/04/06/nao-adianta-culpar-os-ceus-pela-tragedia-no-rio/

Mauriceia Maria

domingo, 6 de junho de 2010

BP diz que funil já recolhe mais da metade do petróleo que vaza

Por BBC, BBC Brasil, Atualizado: 6/6/2010 8:20



A petroleira British Petroleum (BP) disse neste domingo que o funil especial colocado sobre o vazamento de petróleo no Golfo do México já recolhe mais da metade do fluxo de óleo para navios na superfície.
"Neste momento, o funil de contenção desvia cerca de 10 mil barris de petróleo diariamente para superfície", disse o presidente da BP, Tony Haywards.
Calcula-se que o poço danificado, localizado cerca de 1,5 mil metros abaixo da superfície libere entre 12 mil e 19 mil barris diários de petróleo no Golfo do México, no que está sendo considerado o maior desastre ambiental da história dos Estados Unidos.

Hayward disse que a empresa pretende implementar esta semana outra tática para conter o vazamento que, junto com o funil, deve ser capaz de conter " a grande maioria" do petróleo que polui a região.
Em agosto a empresa espera conseguir uma solução definitiva para o problema quando estiverem prontos outros dois poços que devem desviar o petróleo do poço danificado.

Recuperação

O executivo disse que a empresa está comprometida com a recuperação total da região.
"Limparemos o petróleo, solucionaremos qualquer dano ambiental e deixaremos a costa do Golfo do México nas mesmas condições que estavam antes do evento. Este é um compromisso inquestionável, permaneceremos por lá muito tempo após o assunto ter deixado de ocupar a atenção da imprensa, honrando nossas promessas", disse ele.
A empresa chegou a perder um terço de seu valor no mercado de ações desde o início da crise e vem sendo criticada por gastar alegadamente US$ 50 milhões em comerciais de TV para tentar recuperar sua imagem.

A empresa diz ter gasto mais de US$ 1 bilhão em operações de limpeza desde o início do vazamento no dia 20 de abril, depois que uma explosão destruiu a plataforma Deepwater Horizon, causando a morte de 11 trabalhadores.
Em seu pronunciamento semanal neste sábado, o presidente Barack disse que vai garantir que a BP seja responsabilizada financeiramente pelo vazamento e pague "cada centavo" do que deve.

As estimativas são de que a quantidade de petróleo vazado no mar desde abril varie entre 80 milhões e 180 milhões de litros.


Marcos Messias

sábado, 5 de junho de 2010

A poluição que ninguém vê‏

PLANETA VERDE

Hormônios, nanomateriais e remédios poluem a água. O problema é que ainda não se sabe ao certo como lidar com eles

Priscila Jordão
Revista Info Exame – 05/2010

Quando passamos ao lado de um rio poluído, o mau cheiro denuncia a péssima qualidade da água. A cor escura ou a presença de espuma também apontam que algo vai mal. Mas o que fazer quando a poluição não pode ser vista com facilidade? A água parece limpa, mas está contaminada por um tipo de poluente praticamente invisível, difícil de detectar, não legislado no Brasil e com efeitos em grande parte desconhecidos. Essa é a nova preocupação dos cientistas que estudam os agentes poluidores da água e, consequentemente, seus efeitos sobre a vida. As substâncias se reúnem sob o nome de contaminantes emergentes e estão presentes em bens de consumo da vida moderna, como protetores solares, remédios, materiais para retardar chamas, pesticidas e nanomateriais.

“Ainda há poucos estudos na área, mas devido às aglomerações urbanas e ao saneamento precário, que aumentam a concentração dessas substâncias, elas podem trazer riscos ao ambiente e à saúde”, diz Wilson Jardim,pesquisador do Laboratório de Química Ambientalda Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Atualmente, são conhecidos cerca de três milhões de compostos sintéticos - número que aumenta entre 5% e 10% todos os anos. Em média, 200 toneladas deles são produzidas nesse período, sendo que entre 20% e 30% podem contaminar a água e atingir os animais e o homem.

Hormônios também poluem

Alguns dos compostos emergentes mais estudados são os hormônios. Por fazer parte da nossa vida, parecem inofensivos. Mas o crescimento das metrópoles e o despejo de esgoto nos rios aumentaram sua concentração na água que usamos. O fenômeno é causado tanto por hormônios naturalmente excretados pelas mulheres, quanto por substâncias presentes em plásticos, agrotóxicos e pílulas anticoncepcionais. “Todas elas têm ação estrogênica e mesmo quando não são hormônios reais, agem no corpo de forma parecida”, diz Mércia Barcellos da Costa, bióloga da Universidade Federal do Espírito Santo. Segundo a pesquisadora, um desses compostos, o tributilestanho (TBT), provoca mudança de sexo de algumas espécies de animais. Ele é usado para revestir cascos de navios e evitar a incrustação por algas, mexilhões, cracas etc. Ainda há muita controvérsia sobre os efeitos da exposição prolongada em humanos.

Suspeita-se que o contato com a água com excesso de hormônios esteja antecipando a menstruação das meninas. Ela também poderia deixar os homens mais femininos e até causar câncer. Por enquanto, nenhuma dessas hipóteses foi confirmada. Estudos internacionais nas áreas de biologia e química constataram modificações anatômicas sérias em animais que vivem em regiões com água contaminada. No mundo, cetáceos como golfinhos e baleias estão contaminados e foram descritas mutações em moluscos e crustáceos. “São modificações que podem comprometer a reprodução de uma espécie e causar até mesmo sua extinção”, diz Mércia. Ela verifi cou o desaparecimento de populações inteiras de moluscos no litoral capixaba. Bruno Sant’Anna, biólogo da Universidade Estadual Paulista (Unesp), também se deparou com alterações nos caranguejos ermitões de São Vicente, no litoral do estado de São Paulo. ”Comecei a investigar e percebi que as fêmeas da espécie estavam se masculinizando. Isso acontece em 2% a 8% das populações dos ermitões”, afirma. Não por acaso, as regiões mais afetadas são próximas a portos, já que os navios carregam a substância, que é considerada tóxica e se acumula nos organismos por longos períodos.

O risco nos tubos invisíveis

Entre os poluentes menos estudados estão os nanomateriais, que compõem diversos produtos da indústria. Algumas experiências mostram que compostos como os dióxidos de titânio, presentes em corantes e protetores solares, podem causar danos ao comportamento natatório e à frequência cardíaca de crustáceos, além de matar algas. No Brasil, há estudos sobre o potencial tóxico das partículas microscópicas. O grupo de pesquisa do biólogo José Monserrat, da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), comprovou recentemente que o excesso de fulereno, um composto nanométrico, é capaz de causar danos cerebrais às carpas de laboratório. Quando chega ao órgão, ele altera seu potencial antioxidante, essencial para preservar os neurônios. O composto é usado pela indústria automobilística e está em pilhas, plásticos e óculos.



“Nenhum artigo mostra claramente a presença do fulereno no ambiente, mas investigações já são feitas de forma preventiva”, diz Monserrat. A ideia do grupo é estabelecer limites referenciais desses compostos, para o momento em que sua presença na água atingir índices elevados. Monserrat suspeita também de que os nanotubos de carbono tenham efeitos parecidos aos do fulereno. Esses materiais são uma tendência promissora para aperfeiçoar produtos eletrônicos, tais como chips e baterias. O uso deles deve aumentar exponencialmente nos próximos anos. O problema de estabelecer referenciais de segurançapara os nanomateriais está na dificuldade de realizar pesquisas com eles. “A principal problemática é determinar a diferença entre resultados de laboratório e os reais danos ao meio ambiente”, diz Monserrat. Como aspartículas são muito pequenas, elas podem sejuntar. Com isso, apresentariam em laboratório reações diferentes das que teriam no ambiente. Além disso, elas têm diversas confi gurações quando estão na natureza e podem reagir com outros compostos. Estudos dinamarqueses conseguiram demonstrar que o contato do fulereno comoutros compostos também produz reações tóxicas.

REMÉDIOS QUE CAUSAM DOENÇAS

Assim como os hormônios, que fluem constantemente pelo corpo humano, substâncias presentes em remédios também são eliminadas pelo organismo. Pelo esgoto, elas atingem os rios. O químico Marco Locatelli, da Unicamp, está desenvolvendo uma pesquisa no rio Atibaia, que abastece entre 92% e 95% dos habitantes da cidade de Campinas, no interior paulista. O objetivo é encontrar a presença de antibióticos nas águas da região. Locatelli já detectou na bacia os oito principais antibióticos mais usados pelas pessoas, como cefalexina e amoxicilina. “A presença dos compostos é um perigo para o ambiente, pois eles favorecem a geração de bactérias mais resistentes”, afirma Locatelli. Não são somente os antibióticos que podem causar problemas. Estudos feitos em Chicago, nos Estados Unidos, encontraram outros remédios, como anti-hipertensivos, antidepressivos, anti-histamínicos e anticonvulsivos, em peixes. O mesmo ocorre em outras partes do mundo, como a França, onde algumas das substâncias já passam por tratamento. Por estar em quantidades muito pequenas, como microgramas e nanogramas, os compostos ainda não afetam os seres humanos, mas já atingem a fauna.



Em países asiáticos, a situação pede mais cuidados, devido ao alto consumo de peixes e frutos do mar. Lá, o caso do tributilestanho preocupa, poisestudos demonstram altos níveis do contaminante nos peixes e já existe até uma regulamentação. A Agência Europeia para Segurança Alimentar estabeleceu limites máximos para a presença das substâncias na comida. O bisfenol A, composto com atividade hormonal, foi banido em diversos países.

COMO ESTUDAR O INVISÍVEL?

Para detectar a presença de poluentesque estão noesgoto humano, os pesquisadores usam substâncias indicadoras. Uma delas é a cafeína, presente em refrigerantes, energéticos, sucos e nos fármacos. Ela é um indicador do grau de contaminação. Quando encontram cafeína, os pesquisadores sabem que provavelmente acharão outros compostos, como hormônios e antibióticos. Mesmo com essas estratégias, a pesquisa na área não é simples. “Quem trabalha com isso tem um grau de frustração frente a respostas que não podem ser fornecidas”, diz Wilson Jardim, da Unicamp. Para ele, fazer relações de causa e efeito com as substâncias é um estudo a longo prazo, pois as respostas são diferentes entre os organismos. Para os seres humanos, é difícil estabelecer orisco de ingerir água que contém 1 micrograma de um agente contaminante.

“Sabemos que as concentrações encontradas na água bruta afetam os corpos aquáticos”, afirma Jardim. Seu grupo de pesquisa está analisando fungos modifi cados geneticamente com células humanas, para tentar descobrir se essas substâncias afetariam as pessoas. O problema é que os resultados são demorados e dependem de outras pesquisas. “Independentemente do progresso dos estudos em humanos, qualquer impacto sobre o ambiente afeta o homem no final”, diz Mércia Barcellos da Costa. Os animais contaminados podem não fazer parte da dieta humana, mas causam refl exos globais. Pela cadeia alimentar, a poluição atinge áreas como o polo Norte. Lá, os ursos polares estão tendo menos filhotes, devido aos interferentes hormonais. São os primeiros sinais de um inimigo ainda camuflado.

O NÓ DA QUALIDADE

Um dos problemas com os contaminantes emergentes é a falta de um padrão de qualidade nas regulamentações do Ministério da Saúde, que estabelece indices para a potabilidade da água. Com isso, um poluente é ou não contaminante, dependendo da dosagem. A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) estuda como filtrar os componentes perigosos, mas espera o ministério estabelecer a quantidade que deve ser removida da água.

COMO SE LIVRAR DOS POLUENTES

Osmose reversa, oxidação química, carvão ativado e ozonólise são formas de limpar poluentes invisíveis. Em algumas empresas desaneamento, a osmose reversa já é usada para remover outros tipos de poluentes. O desafio é levar essas formas de limpeza à maioria das estações. “Elas precisam ter suas linhas de tratamento modificadas, o que envolve investimentos elevados”, diz Américo Sampaio, gerente do departamento de inovação da Sabesp.

Ynhoene Carvalho

Cidadania Socioambiental


Dra. Valéria Reani
A criação da data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas.
A importância da data é devido às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.

Ynhoara Carvalho

sexta-feira, 4 de junho de 2010

5 de junho - DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE




Jucicleide Barbosa

Trabalho ambiental na cidade de Bonito rende prêmio

A entrega da 20° premiação Vasconcelos Sobrinho será nesta sexta-feira (4), às 19h30, numa casa de recepções em Casa Forte

Da Redação do Portal +AB

O trabalho de ‘Fortalecimento do Sistema Ambiental’ rendeu ao município de Bonito, Agreste pernambucano, a 20° edição do prêmio Vasconcelos Sobrinho, na categoria Responsabilidade Ambiental. A entrega da premiação será nesta sexta-feira (4), às 19h30, numa casa de recepções em Casa Forte, Recife.

O prêmio é um reconhecimento do Governo de Pernambuco, através da Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (CPRH), ao trabalho ambiental desenvolvido pela Prefeitura de Bonito.

Os trabalhos que concorreram ao prêmio Vasconcelos Sobrinho foram julgados no dia 20 de maio, na CPRH, por uma comissão julgadora formada por representantes desta agência, jornalista de veiculo de comunicação de massa, uma educadora ambiental e uma representante organização não governamental.


Jucélia Karla

Desastre ambiental no Golfo do México traz muitas lições

Notícia - Bom Dia Brasil - Rede Globo, enviado por Míriam Leitão - 25.5.2010 - 9h39m

Tudo mudou com esse acidente no Golfo do México. Todas as nossas convicções mudaram. Achávamos que estava tudo bem com relação à exploração de petróleo. Mas acontece que toda a tecnologia de prevenção e toda a tecnologia de contenção falharam. A melhor tecnologia do mundo está falhando.
A BP não está sozinha na tentativa de contenção. Chamou as outras empresas e todo mundo está tentando ajudar. Isso acendeu a luz vermelha na indústria de petróleo como um todo, principalmente de exploração no mar.
Tudo isso nos ensina muita coisa. A BP usa um dispersante para reduzir o impacto, pelo menos. O Brasil não tem fábrica de dispersante. Tem estoque. Fica a pergunta: se tiver que importar com urgência, há logística para isso?
Outra questão é a relação promíscua entre regulador e regulado. Hoje, a Agência Nacional de Petróleo (ANP), que vem sendo esvaziada no governo Lula, é o braço da Petrobras. Ela não determina o que a companhia deve fazer.
E fica claro que quando se fala em necessidade de preocupação ambiental não é para atrapalhar o desenvolvimento. É para evitar tragédias como essa. O episódio traz muitas lições. Especialistas dizem que o mundo inteiro vai ter que olhar todas as tecnologias de prevenção de desastres.

César Nogueira

Sustentabilidade

Petrobras diz que é possível conciliar economia e meio ambiente

A exploração e a produção de petróleo e gás na província petrolífera de Urucu, descoberta em 1986, no coração da Amazônia, é um dos melhores exemplos de que “é possível conciliar o desenvolvimento econômico com a preservação ambiental”, disse Leonardo Sá, da Coordenação de Comunicação Digital da Petrobras.

A hora do consumo sustentável

dois meses do lançamento do Plano de Ação para a Produção e o Consumo Sustentáveis (PPCS) pelo Ministério do Meio Ambiente, o tema ganha peso em rodadas de discussões ao redor do mundo. Até sexta-feira passada, foi realizada na sede da ONU, em Nova York, a 18a. Conferência do fórum da Comissão de Desenvolvimento Sustentável (CDS). Em São Paulo, a Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) foi palco de debates sobre o impacto do consumo sobre a saúde do planeta, no início deste mês. Muitas discussões e uma certeza: é preciso apertar o passo na aprovação de medidas concretas, que garantam o protagonismo dos consumidores.

Livros de plástico

Um destino nobre para um resíduo que aumenta a cada dia, se acumulando em aterros sanitários e lixões: o plástico reciclado pode, agora, se transformar em livros. O resultado é um material bonito, durável, mais resistente à umidade, rabiscos e amassos e que permite o uso de menos tinta na impressão. A novidade já começa a ganhar escala no Brasil.


Élvia Campelo

Lixo e Reciclagem

Lixões: total falta de gestão ambiental

Todo dia, cada um de nós, produz cerca de 1 kg (um quilograma) de lixo por dia, em média. Uma família composta por quatro pessoas pode produzir uma tonelada e meia de lixo por ano. Quanto maior o poder aquisitivo, maior o consumo e mais lixo é produzido. Em cidades como Camaquã e Tapes, o montante de resíduos produzidos pela população consiste num dos maiores problemas a ser administrado. A sua gestão envolve a coleta, a separação, o reaproveitamento e, principalmente, a destinação final. Em todas as etapas deste processo, aparentemente simples, pode-se cometer erros que causam sérios problemas ambientais e trazem muita dor de cabeça para os gestores públicos e para a sociedade.

Élvia Campelo

MEIO AMBIENTE DOENTE


Irregularidades ambientais estão em toda parte. foto: Mario Moscatelli

Você já se deu conta de quantas coisas estão erradas em nosso país quando o assunto é conservação do Meio Ambiente?

Embora o Brasil tenha conservado boa parte de suas florestas, diferente da maioria dos países que vem dando palpite sobre o que devemos fazer com as nossas, ainda não somos bom exemplo de preservação.

A Amazônia só foi poupada de ser quase totalmente desflorestada devido ao seu grande isolamento das capitais litorâneas. Mesmo tendo o ritmo de danos ambientais diminuído na Amazônia, a destruição ainda é alarmante. O Rio de Janeiro, uma das principais capitais do país, também não se vê um bom exemplo, como podemos ver na foto acima e em outras.

Juntos podemos mudar esse quadro de abandono. Cobre da prefeitura de sua cidade o zelo pelo que é de todos: o Meio Ambiente.



Regina Celly

quarta-feira, 2 de junho de 2010

De onde vem o lixo que chega à costa brasileira?

Um levantamento realizado pela ONG Global Garbage, instalada na Bahia em torno de 9 anos, mapeou de onde vem o lixo que se acumula na costa dos Coqueiros, um pequeno trecho litorâneo localizado ao norte do estado. O estudo concluiu que a maioria do lixo é trazida pela corrente Sul-Equatorial, que vem da costa africana e atravessa o oceano Atlântico até chegar em nosso país. Confira abaixo os países de origem e alguns dos ítens mais curiosos de toda essa sujeirada:


Foto via: Global Garbage


Local de origem – Estados Unidos
Quantidade de resíduos coletados – 241 embalagens
Ítens curiosos – Supositório, gel para cabelo e chantilly
Local de origem – Itália
Quantidade de resíduos coletados- 151 embalagens
Ítens curiosos- Talco mentolado
Local de origem – África do Sul
Quantidade de resíduos coletados- 126 embalagens
Ítens curiosos – Limpa-vidros e milk shake em pó
Local de origem – Taiwan
Quantidade de resíduos coletados- 86 embalagens
Ítens curiosos – Feijão enlatado e silicone


Foto Via: Global Garbage
Local de origem – Reino Unido
Quantidade de resíduos coletados- 91 embalagens
Itens estranhos – Limpa-forno e extrato de tomate
De onde vem o lixo – Argentina
Quantidade de resíduos coletados- 119 embalagens
Ítens curiosos – Espuma de barbear
Local de origem – Alemanha
Quantidade de resíduos coletados- 110 embalagens
Ítens curiosos – Cola em bastão, pincel atômico e chantilly


Foto Via: Global Garbage


Januza Rodrigues




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