As chuvas que atingem o Estado do Rio desde o fim da tarde de segunda-feira (5) causaram 96 mortes, segundo último levantamento da prefeitura e do Corpo de Bombeiros. A maioria das vítimas morreu em consequência de deslizamentos de terra.
Na cidade do Rio foram registradas 35 mortes – 14 no morro dos Prazeres, cinco no morro dos Macacos, quatro no bairro Taquara, três no morro do Turano, três no morro do Borel, uma no morro do Andaraí, uma na ladeira dos Guararapes, uma no Recreio dos Bandeirantes, uma na Ilha do Governador, uma em Olaria e uma em São Cristóvão. Os bombeiros ainda procuram 19 pessoas – 15 no morro dos Prazeres (em Santa Teresa) e quatro no bairro Taquara. Há cerca de 1.400 desabrigados.
Também foram registradas mortes em Niterói (49), São Gonçalo (9), Petrópolis (1), Paracambi (1) e Nilópolis(1).
Transtornos – A chuva causou alagamentos, deixou regiões sem luz e afetou o comércio no centro do Rio.
Segundo a prefeitura, a chuva – começou no fim da tarde de segunda-feira (5) – foi a maior já registrada no Rio. Em menos de 24 horas, foram 288 milímetros de precipitação. Em 1966, choveu 245 milímetros em 24 horas – na ocasião, a chuva histórica destruiu a cidade.
“Foi o maior volume de chuvas relacionadas a enchentes já registrado em nossa cidade. Tivemos a chuva forte somada à maré alta e ressaca, o que agravou a situação. Para se ter uma ideia, o nível da lagoa Rodrigo de Freitas que normalmente é de 50 centímetros foi a 1,40 metro. É claro que ninguém nega que existam deficiências e problemas estruturais, mas não há galeria pluvial limpa que segure este volume de água”, disse Paes.
Escolas – As escolas municipais do Rio e as da rede estadual localizadas na região metropolitana, região dos Lagos, Petrópolis e também nos municípios de abrangência da coordenadoria Regional Serrana 4 (Magé e Guapimirim) permanecerão sem aulas nesta quarta-feira (7) devido às chuvas.
Ao anunciar a suspensão das aulas, o prefeito Eduardo Paes (PMDB) pediu para que as escolas particulares sigam a medida.
“Decretamos feriado para as escolas do município para reduzir o fluxo de veículos e pessoas nas ruas. Assim, além dos cariocas ficarem protegidos em suas casas, as ruas ficarão mais livres para que as equipes dos órgãos públicos possam se locomover com mais facilidade e agilizar seu trabalho”.
Mais cedo, a Secretaria Estadual da Educação também havia anunciado a suspensão das aulas. “A medida é preventiva e tem como principal objetivo preservar alunos, professores e diretores de possíveis danos ocasionados pela chuva incessante”, informou a pasta em nota.
A Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) também suspenderam as aulas nesta quarta.
Por Cristiane Chalegre, 0505
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