domingo, 28 de fevereiro de 2010

Chuva abriu cratera em rua de Campo Grande (MS)



Foto: David Majella/Divulgação

Chuva na capital de MS é a maior desde 2005 e causa estragos

A chuva que atingiu a cidade de Campo Grande (MS) no início da noite de sábado é a mais forte registrada desde 2005, segundo o setor de meteorologia da universidade Anhanguera. Danos como a abertura de crateras e destruição de vias provocaram prejuízos ainda "incalculáveis", informou a prefeitura local, que anuncia nesta segunda-feira se decreta ou não estado de emergência.

O meteorologia Natálio Abrão informou que choveu 88 mm num período de uma hora e meia, enquanto que em dezembro de 2005, caíram 83 mm de água em 33 minutos, o que significa 83 l de água por m².

O estrago maior causado pela chuva afetou os moradores de residenciais construídos aos arredores do shopping Campo Grande, área nobre da cidade. Os danos surgidos após a chuva teriam sido provocados, segundo o arquiteto Ângelo Arruda, professor da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), por falta de planejamento urbano e desrespeito ao Plano Diretor da cidade.

Ele disse que o volume de prédios erguidos próximos ao córrego Prosa, que atravessa a cidade de ponta a ponta, é um fator que ajuda a desmoronar barrancos e abrir crateras nas ruas.

As autoridades municipais dizem que o fator climático é a única causa dos estragos. Até o início da noite deste domingo, a equipe da Defesa Civil estadual avaliava se seria necessário retirar oito famílias que moram no residencial Cachoeirinha II, o mais próximo de uma cratera surgida após a chuva.



Celso Bejarano
Direto de Campo Grande

Especial para Terra

Tsunami atinge regiões do Pacífico após forte terremoto no Chile

Dom, 28 Fev, 07h19

Por Elaine Lies e Yoko Kubota


TÓQUIO (Reuters) - Ondas de até 1,5 metros alcançaram neste domingo regiões distantes do Pacífico, desde o extremo leste da Rússia e Japão às remotas Ilhas Chatham da Nova Zelândia, depois que um forte terremoto estremeceu o Chile, deixando mais de 300 mortos.
As autoridades ordenaram que centenas de milhares de residentes no Japão, Nova Zelândia, Filipinas e da região russa de Kamchatka fossem retiradas logo depois do terremoto de magnitude 8,8 que atingiu o Chile no sábado, um dos mais poderosos do mundo em um século, mas não havia registros imediatos de danos.
No Japão, uma onda de 1,45 metros alcançou o porto pesqueiro de Otsuchi, na costa norte do Pacífico, informou a agência de notícias Kyodo. Ondas menores chegaram a uma zona do território japonês, desde a pequena ilha de Minamitori, 1.950 quilômetros ao sul de Tóquio, até à ilha de Hokkaido, no norte, disse a Agência Meteorológica do Japão.
Funcionários japoneses recomendaram aos residentes de cerca de 540 mil casas na costa do Pacífico do país que deixassem a zona e disseram que ondas posteriores poderiam ser muito maiores.
"As ondas geradas pelo tsunami estão começando a chegar", disse o professor Yoshinobu Tsuji, da Universidade de Tóquio, ao canal público de televisão NHK. "Esta não é a última (onda)", acrescentou.
É o primeiro grande alerta de tsunami no Japão em 17 anos e apenas o quarto desde 1952, disse a Agência Meteorológica do Japão.
"O descuido poderia ser o pior inimigo. No passado, inclusive as ondas não eram tão grandes, houve enormes danos com um tsunami de dois metros", disse a jornalistas o primeiro-ministro, Yukio Hatoyama.
Os serviços de trens foram suspensos em muitas regiões junto à costa do Pacífico e algumas estradas foram fechadas.
Os veículos da polícia e dos bombeiros vigiavam as vias costeiras, entretanto, barcos de pesca, procurando evitar qualquer tsunami, saíram ao mar sob um céu cinzento com flocos de neve em algumas áreas.
A região que poderia ser a mais seriamente atingida, onde morreram cerca de 140 pessoas em um tsunami há 50 anos, tem muitas baías pequenas que poderiam concentrar a força das ondas.
"As ondas poderiam invadir a terra, assim, por segurança, (as pessoas) deveriam ir a um lugar muito mais alto do que a altura prevista das ondas", disse o funcionário da Agência Meteorológica do Japão, Yasuo Sekita, em entrevista coletiva.
A agência disse que as primeiras ondas não seriam as maiores e que o alerta continuaria por um longo tempo.
(Reportagem adicional de Chisa Fujioka)
Professor Marcelo Rodrigues

27/02/2010
Chuvas causam estragos em bairros de Caruaru

Placas de propaganda da Prefeitura Municipal não resistem e causam insatisfação entre a populaçãoFernandino NetoAs fortes chuvas que ocorreram na tarde da última terça-feira (23) em Caruaru promoveram vários estragos em diversos bairros da cidade. Um dos mais prejudicados foi o Santa Rosa, onde muitas ruas ficaram esburacadas.
Na manhã da última quarta-feira, a reportagem VANGUARDA circulou pelas principais vias do bairro e conversou com alguns moradores. Uma das ruas que ficaram mais comprometidas foi a Monte Urais, que foi tomada por grandes buracos. "O calçamento estava comprometido e as chuvas alargaram os buracos. Esta é uma rua bastante movimentada e agora corremos risco de sofrer acidentes. Se vier outra chuva, vai arrastar o resto", reclama o morador José Flávio. Outra rua afetada foi a Alfredo Pinto, que também está totalmente comprometida por grandes buracos. Em frente à residência nº 595, no cruzamento com a David Campista, as chuvas, além de provocarem uma cratera, destruíram a encanação, deixando os moradores sem água. "Várias casas aqui ficaram alagadas e a chuva destruiu a encanação. Um vizinho nosso deu um jeito de conter a água que estava sendo desperdiçada. Estamos todos sem água nas torneiras e aguardando a Compesa vir consertar", disse Adelma Alves da Silva, proprietária da residência.No Riachão, onde estão em andamento as obras de construção da nova ponte, a chuva também causou transtornos.
A passagem molhada que dá acesso ao bairro Indianópolis ficou coberta pelas águas do rio, impedindo o tráfego de veículos e passageiros. A Defesa Civil informou que o nível do rio Ipojuca subiu, mas baixou no decorrer da tarde. Na escola Casa da Criança, que fica do outro lado da ponte, as chuvas destruíram parte do telhado e os alunos foram liberados antes do horário normal. A secretaria da escola informou que devido às fortes chuvas e à precariedade do teto, que está comprometido por muitas goteiras, os alunos ficaram sem aula a semana inteira e só retornarão nesta segunda-feira (1º).
Outro ponto atingido foi um muro próximo à entrada do Anel Viário, que desmoronou e teve entulhos espalhados pela calçada e pela pista que dá acesso ao North Shopping. A construção cedeu devido ao peso dos entulhos que se acumularam próximo à estrutura. Na manhã da última quarta-feira (24), era possível observar o desgate provocado pelas águas. No bairro Indianópolis, todas as casas da rua do Crato ficaram alagadas.
Professor Marcelo Rodrigues
28/02/2010 - 10h43

Terremoto de 2,4 graus é sentido em três cidades de Pernambuco


da Folha Online
Atualizado às 10h52.

Um terremoto de 2,4 graus na escala Richter atingiu, ao menos, três cidades de Pernambuco na noite de sábado (27). Apesar do susto dos moradores, não há registro de danos em residências ou de pessoas feridas. Tremores dessa intensidade acontecem com frequência no Brasil.

De acordo com dados do Observatório Sismológico da Universidade de Brasília, mostra tremores semelhantes, registrados no mês de janeiro, nos Estados de Minas, Goiás, Rio Grande do Norte e Ceará.
Técnico diz que solo de SP favoreceu reflexo do terremotoSP sente reflexo do terremoto de 8,8 graus registrado no Chile

Segundo informações do Corpo de Bombeiros, a corporação recebeu inúmeras ocorrências de moradores que relataram tremores, por volta das 23h. A Defesa Civil foi acionada, assim como o Observatório Sismológico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, que confirmou a ocorrência do terremoto.

De acordo com os dados do observatório, o tremor teve o epicentro entre os municípios de Caruaru e São Caitano, e foram sentidos nas duas cidades, além de Taquaritinga do Norte. Em Caruaru, cidade em que mais o terremoto mais foi sentido, os tremores ficaram concentrados nos bairros de Indianópolis e Maria Auxiliadora.

Ontem, os Estados de São Paulo e Paraná também registraram tremores de terra como reflexo do terremoto de 8,8 graus da escala Richter que atingiu a região central do Chile. Apesar disso, não há evidências que liguem o tremor registrado em Pernambuco ao terremoto que matou mais de 300 pessoas naquele país.
Professor Marcelo Rodrigues
Domingo, 28 de Fevereiro de 2010 10:44

Novo terremoto de 6,2 graus volta a sacudir o Chile

Santiago do Chile (EFE) - Um tremor de 6,2 graus na escala Richter abalou hoje as regiões central e sul do Chile, atingidas no sábado por um terremoto que deixou mais de 300 mortos. O sismo foi sentido hoje (28) às 8h28 (na hora local e em Brasília) e abrangeu desde a região de Valparaíso, 100 quilômetros a noroeste de Santiago, até Concepción, 500 quilômetros a sul da capital.

O Serviço de Geologia dos Estados Unidos informou que o sismo teve magnitude de 6,2 graus na escala Richter, enquanto no Chile o Escritório Nacional de Emergência (Onemi) disse que a intensidade foi de 6 graus na escala internacional de Mercalli, que vai de um a 12, na região de Maule.

Em Santiago y Rancagua, esta última a 90 quilômetros da capital, a intensidade foi de 4 graus, a mesma que em Concepción, capital da região de Bío-Bío. Em Parral, também na região do Maule, foram registrados 5 graus de intensidade. Segundo Carmen Fernández, diretora do Onemi, os primeiros relatórios assinalam que se tratou na realidade de três tremores consecutivos.

Carmen disse que ainda não se sabe se o tremor causou novos danos, mas que é provável que tenha aumentado a destruição de construções já comprometidas pelo terremoto de ontem, de 8,8 graus de magnitude na escala Richter, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, em inglês).

Após o terremoto da madrugada de sábado, houve 110 réplicas, das quais mais da metade tiveram magnitudes superiores a 5 graus na escala Richter.
Professor Marcelo Rodrigues

Tremor de terra atinge interior de Pernambuco


Tremor de terra atinge interior de Pernambuco

Abalo teve magnitude de 2,4 na escala Richter.Epicentro foi localizado no município de São Caitano (PE).

Luciana Rossetto Do G1, em São Paulo

Segundo UFRN, epicentro do abalo foi registrado em São Caitano, em Pernambuco (Foto: Editoria de Arte/G1)
Um tremor de terra de magnitude 2,4 na escala Richter atingiu o interior de Pernambuco na noite de sábado (27). O coordenador do departamento de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Joaquim Ferreira, informou que o abalo ocorreu às 23h21 e o epicentro foi localizado no município de São Caitano (PE).

"Esse tremor não tem nenhuma relação com o terremoto que aconteceu no Chile. Essa região já registrou tremores antes. Fizemos estudos na região e lá há uma falha ativa”, disse Ferreira ao G1.

De acordo com Ferreira, moradores da região de São Caitano e Caruaru puderam sentir o tremor, mas geralmente essa magnitude baixa não provoca estragos.

Tremores registrados nessa região geralmente ocorrem entre 4 e 6 quilômetros de profundidade, conforme explicou o técnico em sismologia da UFRN Eduardo Alexandre de Menezes.

Sem danos

O Corpo de Bombeiros de Caruaru recebeu pelo menos dez chamados de pessoas assustadas com o tremor de terra, segundo o soldado Anderson Carlos. As ligações partiram principalmente de bairros mais próximos à cidade vizinha de São Caitano, onde foi localizado o epicentro do abalo.

Apesar do susto, os bombeiros não registraram feridos ou danos a residências. De acordo com o soldado, os moradores apenas relataram a sensação de que o chão estava se mexendo.
Professor Marcelo Rodrigues

Tempestades violentas matam pelo menos 15 na França

Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 28/2/2010 11:09

Tempestades violentas matam pelo menos 15 na França

PARIS (Reuters) - Violentas tempestades varreram a França neste fim de semana, matando pelo menos 15 pessoas, informaram autoridades.

Funcionários do governo disseram que três pessoas morreram no sábado e outras 12 neste domingo e também alertaram que essa cifra poderia aumentar.

Alguns se afogaram, enquanto outros foram atingidos por árvores e galhos que caíram. A costa sudoeste da França é a área mais atingida.

A tempestade também provocou o corte da eletricidade para mais de 1 milhão de pessoas, informou a empresa encarregada da distribuição de energia na França, a EDF.

Meteorologistas disseram que a tempestade, batizada de Xynthia, se dirigia para o nordeste da França e poderia atingir a Bélgica e Luxemburgo. Rajadas de vento de até 100 quilômetros castigavam as regiões do norte da França pela manhã, informou a Meteo France em sua página na Internet.

(Reportagem de Claude Canellas)
Professor Marcelo Rodrigues

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Tsunami causado por tremor no Chile chega à Nova Zelândia

Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 27/2/2010 20:34

Tsunami causado por tremor no Chile chega à Nova Zelândia

WELLINGTON (Reuters) - As primeiras ondas de um tsunami causado por um terremoto no Chile chegaram à Nova Zelândia no domingo (horário local), informaram autoridades, mas não há relatos de vítimas ou danos.

Centenas de moradores da costa leste do país foram levadas para áreas mais altas e navios se moveram para o mar em meio a alertas de autoridades de que os efeitos do tsunami devem ser sentidos durante todo o dia.

O Chile foi atingido no sábado por um terremoto de magnitude 8,8, que matou ao menos 214 pessoas, causou a queda de prédios e provocou um tsunami que pôs em alerta todos os países do Pacífico.

As primeiras ondas foram registradas nas remotas ilhas Chatham, a cerca de 800 quilômetros ao leste da Nova Zelândia, com alturas de até 1,5 metro, informou o Ministério de Defesa Civil.

Uma moradora de uma das menores ilhas do arquipélago, Pitt, disse que as ondas continuam crescendo.

"(As ondas) continuam ficando maiores - pelo menos 2 metros neste momento", disse Bernadette Malinson à rádio New Zealand. Houve relatos de queda anormal do nível do mar na costa leste das duas ilhas principais da Nova Zelândia, seguida por picos de cerca de 20 a 30 centímetros.

"Estas são as primeiras chegadas e ondas maiores devem seguir nas próximas seis a 12 horas", afirmou o Ministério de Defesa Civil em comunicado.
Professor Marcelo Rodrigues

Tsunami após terremoto arrasa povoado de ilha chilena

Por Reuters, reuters.com, Atualizado: 27/2/2010 18:58

Tsunami após terremoto arrasa povoado de ilha chilena



REUTERS

SANTIAGO (Reuters) - Uma onda gigante avançou 300 metros no arquipélago chileno de Juan Fernández após o terremoto deste sábado e arrasou um povoado localizado na ilha principal, informou o administrador da região de Valparaíso, Iván de la Maza.

O Chile foi atingido por um forte tremor de magnitude 8,8 que provocou a morte de ao menos 147 pessoas, deixou um número indeterminado de feridos e causou a queda de prédios e pontes na região centro-sul do país.

(Reportagem de Mónica Vargas)
Professor Marcelo Rodrigues

Tsunami gerado por terremoto no Chile atinge Havaí

27/02/2010 - 19h53

Tsunami gerado por terremoto no Chile atinge Havaí

Washington, 27 fev (EFE).- A série de grandes ondas gerada pelo forte terremoto que atingiu hoje o Chile chegou ao Havaí, informou o Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico.As ondas chegaram cerca de 1 metro acima do nível usual, segundo a agência americana, que advertiu que as primeiras podem não ser as mais fortes."Está claro que um tsunami está ocorrendo no Havaí atualmente", disse à imprensa Nathan Becker, oceanógrafo do centro de alertas.Até agora não houve problemas no arquipélago, mas há relatos de danos em Ventura (Califórnia), segundo Becker, que disse não conhecer a gravidade da situação.Ao Havaí, chegaram duas ondas do tsunami, com um intervalo de 20 minutos, de acordo com o oceanógrafo. Segundo ele, as ondas gigantes devem durar entre uma e duas horas.Seus efeitos são uma elevação do nível do mar acima da média, seguida de uma queda abaixo do normal.O tsunami atingiu o arquipélago pouco depois das 12h05 (19h05, Brasília), mas o Havaí estava sob aviso e as autoridades tinham feito soar as sirenes às 6h (13h), quando começou a evacuação dos habitantes de áreas litorâneas.O Aeroporto Internacional de Hilo, situado perto do litoral, foi fechado e as autoridades exigiram a retirada de embarcações da costa.O Pentágono levou seus navios militares dos portos do Havaí para alto-mar, onde o impacto das ondas gigantes não é sentido.Mais cedo, a Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) indicou em comunicado que o tsunami poderia gerar danos no litoral de todas as ilhas do Havaí e enfatizou a necessidade de "tomar medidas urgentes para proteger vidas e propriedades".Após o terremoto registrado na madrugada de hoje no Chile, os EUA emitiram um alerta de tsunami para praticamente todos os territórios do Pacífico, como Nova Zelândia, Austrália, Rússia, Indonésia, Japão e Filipinas.Antes de chegar aos EUA, o tsunami matou três pessoas no arquipélago chileno de Juan Fernández, onde há outros 13 desaparecidos.O tsunami também chegou às praias da Ilha de Páscoa, Ilhas Galápagos e da costa do México perto de Acapulco, embora com menor intensidade.Peru, Equador e América Central já suspenderam o alerta de tsunami. O México o mantém e adverte de uma elevação progressiva do nível do mar de Chiapas a Baixa Califórnia.As ondas registradas até agora são muito menores que as de 2004 (10 metros) no oceano Índico, que deixaram mais de 226 mil mortos.O terremoto aconteceu hoje às 3h36 (na hora local e em Brasília) com epicentro na região de Bío-Bío, a 500 quilômetros de Santiago e a 90 quilômetros da capital regional, Concepción.O Governo chileno confirmou pelo menos 214 mortos na tragédia. O sismo chegou a ser sentido em alguns bairros de São Paulo e teve 8,8 graus de magnitude na escala Richter, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS, em inglês).

O tsunami pode repetir-se

O tsunami pode repetir-se

O grande sismo que provocou o tsunami do final do ano passado tem sido objecto de estudos por parte de especialistas em sismologia, em particular o irlandês John McCloskey da universidade de Ulster, que descobriu que o enorme desabamento da costa de Sumatra, provocado pelo sismo que originou o tsunami, criou um aumento da pressão sobre as duas falhas, já de si vulneráveis, do solo oceânico da região, que aumenta significativamente os riscos de um novo sismo de 7,5 na escala de Richter e, consequentemente, de um novo tsunami nos próximos meses.O problema é que o sistema de alerta, que avisa antecipadamente a chegada do tsunami no Oceano Índico, não estará operacional nos próximos meses – e mesmo antes de um a dois anos – o que fará com que a região fique dependente da vigilância do Japão e dos Estados Unidos sobre as duas falhas em risco.O Guardian dá a notícia e mostra uma representação gráfica da região onde se pode ver a disposição das falhas, uma das quais atravessa longitudinalmente por baixo da ilha de Sumatra.
Professor Marcelo Rodrigues

Alerta de tsunami para 53 países e territórios

Sábado, 27 de fevereiro de 2010:
Alerta de tsunami para 53 países e territórios


Pelo menos 53 países e territórios, estão em alerta, para a ocorrência de tsunamis, por conta do tremor no Chile.No estado americano do Havaí, ondas gigantes são esperadas às 18 horas deste sábado, horário de Brasília, de acordo com o Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico. Na América do Sul, os alertas valem para Chile, Peru, e Equador. O alerta também vale para ilhas do Pacífico, como Samoa, Samoa Americana, e Guam.

Band News

Professor Marcelo Rodrigues

Confira os maiores terremotos dos últimos 100 anos



Confira os maiores terremotos dos últimos 100 anos

Publicado em 27.02.2010, às 18h34

O terremoto de magnitude 8,8 que afetou o Chile foi um dos mais potentes registrados no último século. Em 1960, o Chile sofreu tremor mais potente já registrado: 9,5 graus. Para efeito de comparação, o terremoto que destruiu o Haiti em janeiro teve magnitude 7.

Depois de muito tempo utilizando a escala Richter para medir a intensidade de terremotos, a comunidade sismográfica adotou a escala de magnitude Momento. O parâmetro é diferente – é levada em conta a energia liberada pelo tremor –, mas o resultado não apresenta grandes diferenças em relação ao padrão Richter.

Estes são os terremotos mais fortes registrados desde o início do século 20, medidos em escala Momento:

1960 – Chile: Um tremor de 9,5 em Valdivia, no sul do país, foi seguido de um tsunami devastador em vários países no Oceano Pacífico, causando milhares de mortos no Chile - de 3 mil a 5,7 mil vítimas fatais, segundo diferentes contagens -, 61 no Havaí e 130 no Japão.

1964 – Alasca: Tremor de 9,2 próximo ao estreito de Príncipe William, seguido de um tsunami, causou mais de 100 mortos.

2004 – Ásia: Um terremoto de 9,1 no dia 26 de dezembro nas águas da ilha de Sumatra provoca um tsunami que arrasou a costa de uma dezena de países vizinhos e deixou mais de 270 mil mortos e desaparecidos.

1952 – URSS: Sismo de magnitude 9 na península de Kamchatka gera um maremoto devastador sentido até no Chile e no Peru: 2.300 mortos.

1906 – Equador: Um sismo de 8,8 na costa da Colômbia e do Equador provoca um tsunami que mata cerca de 1 mil pessoas.

1965 – Alasca: Tremor de 8,7, seguido de um tsunami, afeta as ilhas Aleutas.

2005 – Indonésia: Um terremoto de 8,6 perto da ilha de Nias deixou 900 mortos e 6 mil feridos.

1957 – Alasca: Terremoto de 8,6 nas ilhas Andreanof provoca um grande tsunami.

Fonte: Diário do Grande ABC

Professor Marcelo Rodrigues


Terremoto no Chile afeta 1,5 milhão de casas; mortos passam de 140


Após matar 3 no Chile, Tsunami avança e põe Pacífico em alerta

O tsunami atingiu o arquipélago de Juan Fernández, a mais de 670 quilômetros do continente, onde uma onda gigante castigou o povo de San Juan Bautista causando a morte de três habitantes. Há ainda outras 13 pessoas desaparecidas ali.

As ondas avançam com a velocidade de um avião por mar aberto e já chegaram à polinésia francesa, onde atingem uma altura de 1,8 metro acima do nível normal, segundo a Administração Nacional de Atmosfera e Oceanos dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês).

Na cidade chilena de Talcahuano, as ondas chegaram a 2,3 metros de altura acima da média e em Coquimbo e Valparaíso, eram 1,3 metro superiores ao normal.

O tsunami também chegou às praias da Ilha de Páscoa, Ilhas Galápagos e da costa do México perto de Acapulco, embora com menor intensidade.

Peru, Equador e América Central já suspenderam o alerta de tsunami. O México o mantém e adverte de uma elevação progressiva do nível do mar de Chiapas a Baixa Califórnia.

Os países litorâneos da Ásia e da Oceania se preparam para o golpe das ondas gigantes e as pessoas já começaram a ser evacuadas nas ilhas do Pacífico Sul.

uol notícias

Forte terremoto atinge o Chile; mortos já passam de 70, diz governo

Um terremoto de magnitude 8,8 atingiu o centro-sul do Chile na madrugada deste sábado (27), o maior tremor no país em 25 anos. Pelo menos 78 pessoas morreram, segundo a presidente chilena, Michelle Bachelet. Foi decretado estado de catástrofe no país.

Um alerta de tsunami foi emitido para as zonas costeiras do Chile, Equador e Peru, e depois estendido para a Colômbia, Panamá, Costa Rica, Antártida, Nicarágua, Honduras, El Salvador, Guatemala, as ilhas Pitcairn e a Polinésia Francesa.

A agência meteorológica do Japão alertou para possíveis tsunamis na região do Pacífico.

Moradores das zonas atingidas pelo terremoto descreveram o tremor como "interminável", e o estado de choque foi sentido nas ruas, em meio a casas destruídas.

Na capital chilena, relatos dão conta de que os prédios tremeram entre 10 segundos e 30 segundos

O Chile, fica no chamado "círculo de fogo" que margeia os países banhados pelo Pacífico, uma das áreas mais sísmicas do planeta, onde ocorrem 80% dos terremotos
De acordo com a correspondente da BBC no Cone Sul Valeria Perasso, na região de Araucanía, onde houve vítimas, foram relatados danos a hospitais e redes de infraestrutura básica, como água, gás e electricidade.

Foi de fato um grande terremoto, mas as instituições estão funcionando. Em breve poderemos ter informação visual sobre o que aconteceu", disse a presidente chilena.

O maior terremoto a atingir o Chile no século 20 foi um tremor de magnitude 9,5, que atingiu a cidade de Valdívia em 1960, deixando 1.655 mortos.

Para o sismólogo britânico Roger Musson, o terremoto deste sábado foi "gigantesco".

"Qualquer movimento acima de oito graus é um grande terremoto", precisou o especialista.


Do UOL Notícias
Com informações de BBC, Folha Online e agências internacionais

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Uma ponte de gelo que liga um bloco do tamanho da Jamaica a duas ilhas da Antártida rompeu-se, informaram pesquisadores neste final de semana.


Cientistas afirmam que o rompimento pode indicar que o bloco Wilkins, como é conhecido o território, flutuará livremente, o que seria um sinal das mudanças provocadas pelo aquecimento global.

O bloco Wilkins, que fica no oeste da Península Antártica, está diminuindo de tamanho desde a década de 1990.

Para os pesquisadores, a ponte de gelo era uma barreira importante que mantinha o bloco ligado à região. O rompimento permitiria que o bloco Wilkins se movimentasse livremente entre as ilhas de Charcot e Latady.

Nível do mar

Fotos da Agência Espacial Europeia haviam demonstrado que a ponte estava começando a se romper. O pesquisador David Vaughan, do instituto British Antarctic Survey, colocou um GPS na ponte de gelo em janeiro e está monitorando o movimento do bloco Wilkins.

"Nós sabemos que [o bloco de gelo Wilkins] está completamente ou muito estável desde os anos 30, e depois ele começou a diminuir de tamanho nos anos 90", disse ele à BBC.
Antártica

Pesquisadores estão preocupados com efeitos das mudanças climáticas

"O fato de que ele está diminuindo e agora perdeu conexão com uma das ilhas é uma indicação forte de que o aquecimento da Antártica está tendo efeito em outro bloco de gelo."

O rompimento não deve ter impacto direto no nível dos mares, porque o gelo está flutuando e não derreteu, mas cientistas estão preocupados com as mudanças no clima da Antártica.

Nos últimos 50 anos, a península tem sido uma das que mais está se aquecendo no planeta.

Muitas das camadas de gelo diminuíram no período e seis delas se romperam por completo - Prince Gustav, Larsen Inlet, Larsen A, Larsen B, Wordie, Muller e Jones.

Pesquisas mostram que quando os blocos se rompem, as geleiras e as massas degelo começam a se movimentar em direção ao Oceano. É esse gelo que pode aumentar o nível do mar, mas ainda há muitas dúvidas sobre a forma como esses fenômenos estão ocorrendo.

Esses fenômenos não foram incluídos no relatório do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), que fez projeções sobre o aumento do nível do mar no futuro. O texto de 2007 do IPCC diz que as dinâmicas do gelo ainda são pouco compreendidas pelos cientistas.

BBC Brasil

Empresa galesa faz casa com 18 toneladas de plástico reciclado


Segundo fabricantes, novo material é resistente e pode revolucionar mercado.

Uma empresa do País de Gales, na Grã-Bretanha, construiu uma casa com 18 toneladas de plástico reciclado.

A companhia Affresol desenvolveu uma tecnologia que transforma plástico e minerais em um material batizado de Thermo Poly Rock, que poderia revolucionar a indústria de construção.

projeto, apoiado pelo governo galês e por organizações ambientais, já lançou uma linha de casas verdes e construções modulares portáteis de quatro toneladas.

O secretário da Economia do país de Gales, Ieuan Wyn Jones, disse que "o novo processo sustentável" tem muito potencial e pode gerar uma grande quantidade de empregos.

A empresa diz que o processo tem baixo consumo de energia e transforma plástico em um material durável e resistente.

As placas de Thermo Poly Rock formam as paredes de sustentação da casa, que pode ser coberta externamente com tijolos ou pedra, enquanto o interior pode ganhar uma camada de isolamento térmico e ficar com a mesma aparência de uma casa tradicional. As telhas também são feitas de material reciclado.

O diretor-gerente da Affresol, Ian McPherson, diz que o novo material é mais leve e resistente que concreto, é térmico, impermeável, não-inflamável e não apodrece.

A empresa estima que a vida útil das casas seja de cerca de 60 anos, mas diz que os elementos do Thermo Poly Rock podem ser novamente reciclados ao fim deste período.

"Todos os países do mundo têm problemas com lixo e agora temos a oportunidade de transformar este lixo em um recurso de construção de moradias 100% reciclável", diz McPherson.

Agora a empresa aguarda aprovação para construir 19 casas em Merthyr, no País de Gales, como parte de um projeto-piloto.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Causas do Aquecimento Global

Introdução:
Todos os dias acompanhamos na televisão, nos jornais e revistas as catástrofes climáticas e as mudanças que estão ocorrendo, rapidamente, no clima mundial. Nunca se viu mudanças tão rápidas e com efeitos devastadores como tem ocorrido nos últimos anos.

A Europa tem sido castigada por ondas de calor de até 40 graus centígrados, ciclones atingem o Brasil (principalmente a costa sul e sudeste), o número de desertos aumenta a cada dia, fortes furacões causam mortes e destruição em várias regiões do planeta e as calotas polares estão derretendo (fator que pode ocasionar o avanço dos oceanos sobre cidades litorâneas). O que pode estar provocando tudo isso? Os cientistas são unânimes em afirmar que o aquecimento global está relacionado a todos estes acontecimentos.

Pesquisadores do clima mundial afirmam que este aquecimento global está ocorrendo em função do aumento da emissão de gases poluentes, principalmente, derivados da queima de combustíveis fósseis (gasolina, diesel, etc), na atmosfera. Estes gases (ozônio, dióxido de carbono, metano, óxido nitroso e monóxido de carbono) formam uma camada de poluentes, de difícil dispersão, causando o famoso efeito estufa. Este fenômeno ocorre, pois, estes gases absorvem grande parte da radiação infra-vermelha emitida pela Terra, dificultando a dispersão do calor.

O desmatamento e a queimada de florestas e matas também colabora para este processo. Os raios do Sol atingem o solo e irradiam calor na atmosfera. Como esta camada de poluentes dificulta a dispersão do calor, o resultado é o aumento da temperatura global. Embora este fenômeno ocorra de forma mais evidente nas grandes cidades, já se verifica suas conseqüências em nível global.

Derretimento de gelo nas calotas polares: uma das consequências do aquecimento global.

Conseqüências do aquecimento global -Aumento do nível dos oceanos: com o aumento da Temperatura no mundo, está em curso o derretimento das calotas polares. Ao aumentar o nível da águas dos oceanos, podem ocorrer, futuramente, a submersão de muitas cidades litorâneas;-Crescimento e surgimento de desertos: o aumento da temperatura provoca a morte de várias espécies animais e vegetais, desequilibrando vários ecossistemas. Somado ao desmatamento que vem ocorrendo, principalmente em florestas de países tropicais (Brasil, países africanos), a tendência é aumentar cada vez mais as regiões desérticas do planeta Terra;- Aumento de furacões, tufões e ciclones: o aumento da temperatura faz com que ocorra maior evaporação das águas dos oceanos, potencializando estes tipos de catástrofes climáticas;- Ondas de calor: regiões de temperaturas amenas tem sofrido com as ondas de calor. No verão europeu, por exemplo, tem se verificado uma intensa onda de calor, provocando até mesmo mortes de idosos e crianças.

Protocolo de KyotoEste protocolo é um acordo internacional que visa a redução da emissão dos poluentes que aumentam o efeito estufa no planeta. Entrou em vigor em 16 fevereiro de 2005. O principal objetivo é que ocorra a diminuição da temperatura global nos próximos anos. Infelizmente os Estados Unidos, país que mais emite poluentes no mundo, não aceitou o acordo, pois afirmou que ele prejudicaria o desenvolvimento industrial do país.

Conferência de Bali Realizada entre os dias 3 e 14 de dezembro de 2007, na ilha de Bali (Indonésia), a Conferência da ONU sobre Mudança Climática terminou com um avanço positivo. Após 11 dias de debates e negociações. os Estados Unidos concordaram com a posição defendida pelos países mais pobres. Foi estabelecido um cronograma de negociações e acordos para troca de informações sobre as mudanças climáticas, entre os 190 países participantes. As bases definidas substituirão o Protocolo de Kyoto, que vence em 2012.

Conferência de Copenhague - COP-15

A 15ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima foi realizada entre os dias 7 e 18 de dezembro de 2009, na cidade de Copenhague (Dinamarca). A Conferência Climática reuniu os líderes de centenas de países do mundo, com o objetivo de tomarem medidas para evitar as mudanças climáticas e o aquecimento global. A conferência terminou com um sentimento geral de fracasso, pois poucas medidas práticas foram tomadas. Isto ocorreu, pois houve conflitos de interesses entre os países ricos, principalmente Estados Unidos e União Européia, e os que estão em processo de desenvolvimento (principalmente Brasil, Índia, China e África do Sul).

De última hora, um documento, sem valor jurídico, foi elaborado visando à redução de gases do efeito estufa em até 80% até o ano de 2050. Houve também a intenção de liberação de até 100 bilhões de dólares para serem investidos em meio ambiente, até o ano de 2020. Os países também deverão fazer medições de gases do efeito estufa a cada dois anos, emitindo relatórios para a comunidade internacional
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ONU: Convenção de Combate ä Desertificação

outubro 5, 2009

ONU: Convenção de Combate à Desertificação alerta que 70% do planeta pode sofrer com seca em 2025.


Quase 70% do planeta será afetado pela seca em 2025 se não forem aplicadas políticas para frear este flagelo, advertiu nesta sexta-feira (2) em Buenos Aires Luc Gnacadja, secretário da Convenção da ONU de Combate à Desertificação.
“Se não conseguirmos solucionar este problema da Terra, em 2025 quase 70% dela estará muito afetada”, destacou Gnacadja, falando. Reportagem da France Presse, em Buenos Aires
Atualmente, a seca afeta pelo menos 41% do planeta, e o processo de degradação aumentou entre 15% e 25% desde 1990, segundo um relatório sobre a situação climática mundial apresentado à imprensa durante o encontro.
Gnacadja ressaltou a gravidade do panorama a longo prazo no encerramento da 9ª Conferência das Partes da Convenção da ONU de Combate à Desertificação, que aconteceu entre 22 de setembro e 2 de outubro na capital argentina.
O secretário afirmou ainda que houve um consenso no encontro sobre a necessidade de monitorar e determinar os indicadores para compreender a situação atual em detalhes, o ritmo do avanço da desertificação e maneiras de lutar contra ela.
Além disso, indicou que “não há segurança mundial sem segurança alimentar” nas zonas secas e que “é preciso um acordo verde” por parte dos países desenvolvidos para trabalhar nesses lugares, referindo-se à necessidade de um compromisso político das potências.
Reportagem da France Presse.

Professor Marcelo Rodrigues

Gelo da Groenlândia pode elevar gravemente nível do mar nos EUA

quarta-feira, 27 de maio de 2009, 19:54 Online



Gelo da Groenlândia pode elevar gravemente nível do mar nos EUA

DEBORAH ZABARENKO - REUTERS


WASHINGTON - Nova York, Boston e outras cidades da costa nordeste da América do Norte podem enfrentar neste século um aumento do nível do mar superior ao previsto para o resto do planeta, caso o gelo da Groenlândia continue derretendo com a rapidez atual, disseram pesquisadores na quarta-feira.

Nesse cenário, o nível do mar na costa nordeste da América do Norte poderia subir 30 a 50 centímetros a mais do que em outras áreas litorâneas, segundo o estudo publicado na revista Geophysical Research Letters.

Isso ocorre porque o degelo na Groelândia poderia despejar tanta água doce no Atlântico Norte a ponto de alterar as correntes marítimas.

"Se o degelo da Groenlândia continuar a se acelerar, poderemos ver impactos significativos neste século na costa nordeste dos EUA como resultado da elevação do nível do mar", disse Aixie Hu, cientista do Centro Nacional para Pesquisas Atmosféricas, em Boulder (Colorado), que coordenou a pesquisa. "Grandes cidades do nordeste estão diretamente na rota do maior aumento", acrescentou.

Trata-se de uma avaliação ainda mais sombria do que o prognóstico feito em um artigo de março da revista Nature Geoscience, segundo o qual a temperatura mais alta da água poderia alterar as correntes de modo a elevar o nível do mar na costa nordeste dos EUA em cerca de 20 centímetros a mais do que a média prevista para o mundo todo.

Essa pesquisa, porém, não incluía o impacto do degelo da Groenlândia, o que aceleraria as mudanças na circulação oceânica e enviaria entre 10 e 30 centímetros a mais de água para o nordeste da América do Norte - somando-se ao aumento do nível dos mares já previsto para nível global.

Isso colocaria em risco cidades em altitudes baixas, como Nova York, Boston e Halifax (Canadá), disse Hu por email. Do ponto de vista ambiental, um grave impacto seria a entrada de mais água salgada nos deltas fluviais, segundo ele.

"Numa zona de inundações, como a água mais elevada do mar pode impedir o funcionamento dos sistemas de drenagem, as futuras enchentes podem ser mais graves", escreveu ele, acrescentando que cidades propensas a afundamento do terreno podem ver essa tendência ser reforçada.

O gelo que cobre grande parte da Groelândia está se derretendo mais rápido agora devido à mudança climática global, o que eleva o nível mundial dos mares. Mas o nível do mar não sobe de forma igual no mundo todo.

O nível do Atlântico Norte atualmente está 71 centímetros mais baixo que o do Pacífico Norte, porque o Atlântico tem uma camada densa e compacta de águas frias e profundas, ao contrário do que ocorre no Pacífico.

O ritmo do degelo na Groenlândia aumenta 7 por cento ao ano desde 1996, mas Hu acha improvável que isso continue. Mesmo assim, ele e os coautores do estudo fizeram simulações por computador que incluíam o ritmo mais acelerado de agora e também cenários mais moderados, em que o aumento do degelo seria de 1 ou 3 por cento ao ano.


Professor Marcelo Rodrigues

Cientistas dos EUA fazem novo alerta sobre degelo na Antártida

22/02/2010 - 21h33

Cientistas dos EUA fazem novo alerta sobre degelo na Antártida

Por Deborah Zabarenko

WASHINGTON (Reuters) - A mudança climática está acabando com as plataformas flutuantes de gelo em torno da Península Antártica, permitindo que os cientistas prevejam o que poderia acontecer se outras plataformas de gelo do continente desaparecerem, disse na segunda-feira o Departamento de Pesquisas Geológicas dos EUA (USGS).

O gelo já apresentou tamanho recuo que a ilha Charcot, durante muito tempo conectada à península por uma ponte de gelo, voltou a ficar realmente ilhada no ano passado, segundo uma cientista do USGS.

"Esta é a primeira vez desde que as pessoas vêm observando a área, desde o século 19, que essa plataforma de gelo não une a ilha Charcot à península", afirmou a cientista Jane Ferrigno por telefone.

A Península Antártica é uma protuberância do continente circular na direção da América do Sul, e é mais quente do que o restante da Antártida.

O USGS foi o primeiro instituto a provar que todas as frentes de gelo na parte sul da península recuaram no período de 1947 a 2009, sendo que as mudanças mais dramáticas se deram desde 1990.

Um estudo do fenômeno pelo USGS, em colaboração com o Departamento Britânico de Pesquisas Antárticas e com assistência do Instituto Scott de Pesquisas Polares e do Instituto Federal de Cartografia e Geodésia da Alemanha, foi publicado em fevereiro no endereço http://pubs.usgs.gov/imap/i-2600-c/; uma nota à imprensa foi divulgada na segunda-feira.

As plataformas de gelo funcionam como represas que impedem as geleiras continentais de fluírem desimpedidas para o mar. Se todo o gelo sobre a terra antártica derreter, os cientistas estimam que o nível global do mar subiria de 65 a 73 metros, segundo o estudo. Se apenas o gelo da Antártida Ocidental derreter, a elevação dos mares seria de cerca de 6 metros, já suficiente para ameaçar localidades litorâneas e ilhas baixas.

Segundo Ferrigno, o gelo que está sobre a Península Antártica não é suficiente para elevar perceptivelmente o nível do mar. Mas o desaparecimento dramático das plataformas de gelo poderia dar uma pista sobre o que acontecerá se as geleiras puderem escorrer para o mar. De acordo com Ferrigno, a capa de gelo da Antártida contém 91 por cento do gelo de geleiras da Terra.

Ao contrário do que acontece no continente antártico, o gelo que cobre grande parte do oceano Ártico não contribuiria com a elevação do nível dos mares se derretesse, da mesma forma que o derretimento de um cubo de gelo num copo d'água não faz o copo transbordar.

Tanto o Ártico quanto a Antártida, no entanto, têm grande impacto sobre o clima em partes temperadas do planeta.

do UOL Notícias

CHUVAS EM SÃO PAULO

A forte chuva que atingiu São Paulo durante esta madrugada contribuiu para o acumulado do mês na zona sul chegasse a 445,5 mm, mais que o dobro da média climatológica da cidade. Segundo o Tempo Agora, na região central da capital, foram registrados 367,4 mm, quase 70% acima da média.

Apesar do excesso de chuva em algumas regiões, o acumulado médio da cidade é de 223,9 mm, um pouco acima do que é normal para o mês, que é de 217 mm. Enquanto o Ipiranga já recebeu mais que o dobro da média, o bairro da Casa Verde, na zona norte, por exemplo, recebeu apenas 131,4 mm. "A cidade é muito grande e as chuvas nem sempre são generalizadas, por isso a diferença de um bairro para outro", afirma Adilson Nazário, técnico em meteorologia do CGE.

O Aeroporto de Congonhas, na zona sul da capital, ficou fechado das 8h28 às 9h de hoje por conta de chuva. Durante a manhã, pousos e decolagens foram operados por instrumentos. Dos 49 voos agendados, um atrasou e um foi cancelado.

Já no Aeroporto Internacional de Guarulhos/Cumbica dos 67 voos programados para a manhã, sete atrasaram e três foram cancelados. A operação também está sendo feita por instrumentos.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Enchentes na Ilha de Madeira - Portugal

O Governo regional da Ilha da Madeira, território de Portugal, anunciou hoje que subiu para 40 o número de mortos em decorrência do temporal que sábado atingiu o arquipélago.

A Madeira, a principal ilha do arquipélago homônimo (com 250.000 habitantes), foi castigada ontem por uma forte tempestade. Em 12 horas, a forte chuva causou enchentes e deslizamentos de terras.

Por causa do temporal, estradas, pontes e outras infraestruturas foram destruídas, principalmente na zona sul da ilha, a mais afetada.

O Serviço Nacional de Meteorologia disse que desde 1969 não chovia com tanta intensidade na Ilha da Madeira. Para os próximos dias, estão previstas chuvas moderadas na região.

Por causa das fortes chuvas, pelo menos 101 pessoas ficaram feridas e mais de 250 pessoas tiveram que ser tiradas de casa. O total de desaparecidos ainda não foi determinado.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Temporal deixa 50 pontos de alagamento em SP

Um temporal no fim da tarde fechou o aeroporto de Congonhas por 45 minutos e deixou mais de 50 pontos de alagamento em São Paulo. Entre eles, as ruas próximas à central de abastecimento da cidade, na Zona Oeste.

Veículos boiavam cercados por lixo. No Campo de Marte, na Zona Norte, um jatinho derrapou e saiu da pista. Ruas do Centro também foram cobertas pela água. E os carros tiveram dificuldade até no elevado conhecido como Minhocão, que liga a Zona Oeste ao Centro da cidade.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Deslizamento de terra causa pânico em cidade italiana

Na Itália, um deslizamento de terra provocou pânico em uma pequena cidade no sul do país.

A terra da montanha começou a deslizar arrastando a vegetação. Os moradores da região correram assustados. Ninguém se feriu.

A chuva dos últimos dias causou mais de cem deslizamentos na região da Calábria.