A criação de camarão, conhecida como carcinicultura, é uma atividade que traz graves impactos ambientais e sociais às regiões onde se estabelece. Listamos aqui 13 pontos que mostram o quanto a carcinicultura prejudica o meio ambiente e a vida das comunidades pesqueiras.
1 - Ocupa Áreas de Preservação Permanente - APP´s (Código Florestal Lei 4771/65 e Resolução CONAMA 303/02): a ocupação de APP´s é observada na maioria dos empreendimentos estabelecidos no Ceará, representando 79,5% das áreas onde esta atividade é desenvolvida.
2 - Ameaça a integridade dos manguezais: a carcinicultura é responsável por inúmeros impactos ambientais vinculados ao ecossistema manguezal, dentre os quais destacamos: desmatamento de mangue em mais de um quarto (26,9%) dos empreendimentos existentes no Ceará, artificialização dos canais de maré e das gamboas e bloqueio dos fluxos das águas, comprometendo o equilíbrio ecológico deste ecossistema.
3 - Contamina a água: o lançamento de águas, provenientes dos cultivos no solo, nas gamboas e nos estuários é responsável pela contaminação do lençol freático e alteração da qualidade da água, ocasionando a mortandade de peixes e caranguejos, inutilizando a água para o consumo humano. No Ceará, 77% dos empreendimentos não utilizam bacia de sedimentação (tratamento de água) e 86,1% não reciclam água. Além disso, muitos viveiros são construídos sobre aqüíferos, causando a salinização das águas e destruindo as possibilidades da pequena agricultura ser desenvolvida pelas comunidades.
4 - Privatiza e gera conflitos pelo uso das águas: segundo a FAO, para cultivar 01 Kg de camarão em cativeiro são necessários pelo menos 50 mil litros de água. No Ceará, a EMBRAPA calculou em 262m3/ha o consumo das fazendas situadas no Jaguaribe utilizando água doce que implica em um consumo anual de 58.874m3/há. Vale dizer que essa demanda hídrica representa mais do que as principais culturas irrigadas do Baixo Jaguaribe (arroz irrigado, banana). O valor cobrado aos carcinicultores pelo uso da água é de apenas 2% do valor real. Mas, mesmo pagando tão pouco pela água, os empresários deste setor somam atualmente uma dívida de aproximadamente R$735.950,00 com a COGERH, alcançando um índice de 98% de inadimplência junto a este órgão.
5 - Privatiza Terras da União: a implantação de viveiros de camarão normalmente é realizada em áreas que eram utilizadas para a pesca, mariscagem, uso de produtos da flora do mangue (cascas, tanino) por parte das comunidades tradicionais. No lugar destas atividades a carciinicultura se introduz nessas áreas, tendo como marca principal a colocação de cercas em torno dos viveiros impedindo o acesso de pescadores/as, agricultores/as, índios/as e marisqueiras às áreas ainda disponíveis para o extrativismo.
6 - Propaga um falso discurso de emprego e renda: a chegada da carcinicultura é sempre acompanhada de promessas de geração de emprego e renda. No entanto, isso não se configura como realidade, uma vez que, os empregos gerados são precarizados pela falta de formalização e exposição dos trabalhadores/as a jornadas de trabalho exaustivas. No Ceará, 01 pessoa no máximo é empregada (mesmo assim esse emprego é sazonal e precarizado) para cada 01hectare de viveiro de camarão.
7 - Viola os direitos humanos: diante da resistência a expansão da carcinicultura, as comunidades sofrem violência física e psicológica. Casos de assassinatos e torturas, relacionados à atividade, já foram denunciados à justiça no Ceará e em outros estados.
8 - Destrói os meios de trabalho das comunidades tradicionais: na medida em que afeta diretamente o ecossistema manguezal inviabilizando o exercício das atividades tradicionais como a mariscagem, a cata de caranguejo e a pesca. O que tem impactado fortemente as mulheres que realizam a mariscagem. Enquanto 01 hectare de fazenda de camarão emprega no máximo 01 pessoa, em 01 hectare de manguezal trabalham 10 famílias.
9 - Ameaça a segurança alimentar: a implantação de viveiros em áreas de manguezal reduz a capacidade de produção de alimentos associada a esse ecossistema que funciona como berçário da vida marinha, local de alimentação, abrigo e reprodução para 75% das espécies pesqueiras que colaboram para a soberania alimentar e sustentam a produção de pescado do Brasil. Além disso, para produzir 30 toneladas de camarão, a carcinicultura consome 90 toneladas de peixes marinhos para fabricação de ração. Esta produção de camarão é destinada, em sua grande maioria, ao mercado internacional e, mais recentemente, para abastecer os mercados dos centros urbanos.
10 - Ameaça a saúde dos/as trabalhadores/as: o metabissulfito de sódio é um produto químico amplamente usado na despesca do camarão. Ao reagir com a água, o metabissulfito libera dióxido de enxofre (SO2), gás que causa irritação na pele, nos olhos, na laringe e na traquéia. Esse é considerado um agente de insalubridade máxima pela Norma No. 15 do Ministério do Trabalho. Doenças respiratórias, de pele e óbitos provocados pela exposição ao produto já foram identificados no Ceará.
11 - Descumpre a legislação ambiental: a maior parte dos empreendimentos de carcinicultura, no Estado do Ceará, apresenta situação de irregularidade frente ao licenciamento ambiental. 51,8% dos empreendimentos em instalação, em operação ou desativados são irregulares.
12 - Agrava o racismo ambiental: a atividade gera lucros exorbitantes para uma pequena minoria (formada por homens brancos e ricos) e danos para a população mais pobre (composta em sua maioria por descendentes de negros e indígenas) que vivem em comunidades tradicionais. Enquanto uma minoria se apropria dos benefícios do “crescimento”, são externalizados ou transferidos à sociedade altos custos sociais e ambientais. Ou seja, a atividade proporciona luxo para os ricos e deixa para os pobres o lixo, os custos e os riscos da degradação ambiental.
13 - Utiliza inadequadamente os recursos públicos: recursos que deveriam ser investidos na melhoria da qualidade de vida das populações são destinados ao desenvolvimento de uma atividade altamente predatória e insustentável socioambientalmente. Instituições financeiras como o Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social – BNDES já disponibilizaram milhões de reais para os empresários da carcinicultura. Em 2005, o Banco do Nordeste investiu R$ 59,4 milhões nesta atividade. Além do financiamento, esses empresários ainda recebem subsídios de água e desconto de 73% na tarifa de energia elétrica de 21h30 às 06h do dia seguinte.
Atualmente, a carcinicultura vive uma grave crise econômica, agravada por problemas ecológicos, como o surgimento de doenças virais nos camarões cultivados - é o caso da mionecrose muscular (Myonecrosis Infectious Virus - IMNV). Essa crise reflete um ciclo produtivo de desenvolvimento caracterizado pela insustentabilidade, o que faz com que a atividade, antes apresentada como uma das mais lucrativas da economia brasileira, entrasse em colapso, num processo de decadência e falência, expresso no abandono dos viveiros. No Ceará, 70% das fazendas de camarão foram abandonadas. Mesmo diante dos fatos, muitos ainda continuam alardeando a atividade como motor de desenvolvimento.
Notícia retirada do http://www.greenpeace.org/brasil/oceanos/noticias/13-raz-es-para-dizer-n-o-a-car
Ercília Mercês
O Blog pretende: reunir reportagens sobre tragédias ambientais locais, regionais, nacionais e internacionais, como ponto de partida da comprovação do Aquecimento Global, e ser um Forum de discussão permanente.
terça-feira, 30 de março de 2010
impedida de licitar blocos de exploração de petróleo na região de Abrolhos
Brasil — Decisão da Justiça Federal, divulgada hoje (22 de março de 2010), impede a Agência Nacional de Petróleo (ANP) de licitar blocos exploratórios de petróleo e gás que estejam em um raio de 50 Km no entorno do Parque Nacional Marinho de Abrolhos e adjacências, no Sul da Bahia.
Criado em 1983, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos está sendo ameaçado pela tentativa da ANP de expandir a exploração de gás e óleo em seu entorno"Além da importância do Banco dos Abrolhos para a biodiversidade, estamos falando aqui do maior vetor do aquecimento global: a exploração de petróleo", afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace Brasil.
A notícia é boa, mas não é definitiva. Ainda cabe recurso da decisão da Justiça Federal. Em 2009 o Greenpeace realizou uma série de protestos em Abrolhos, pedindo a criação da Zona de Amortecimento (ZA) com 95 mil quilômetros quadrados para proteger o Parque Marinho e ajudar a manter a capacidade dos oceanos de atuarem como reguladores climáticos. “Essa Zona ainda não foi regulamentada e, apesar da determinação de hoje amenizar o problema, isso ainda não é a solução”, comenta Leandra.
A decisão da Justiça teve origem em uma ação proposta pelo procurador da República Danilo Dias, baseado em um estudo da ONG Conservação Internacional do Brasil. O documento, elaborado por especialistas de diversas áreas, concluiu pela zona de exclusão de 50 km, além de listar 153 impactos negativos sobre distintos grupos de organismos, ecossistemas e meio sócio-econômico das regiões afetadas nas três fases que compõem a exploração de petróleo.
A região tem a maior biodiversidade do Atlântico Sul, com um mosaico de ambientes marinhos e costeiros margeados por remanescentes de Mata Atlântica, incluindo recifes de coral, fundos de algas, manguezais, praias e restingas. Lá podem ser encontradas várias espécies endêmicas (que só existem na região), incluindo o coral-cérebro, crustáceos e moluscos, além de tartarugas e mamíferos marinhos ameaçados, como as baleias jubarte.
Notícia Retirada do http://www.greenpeace.org/brasil/oceanos/noticias/anp-impedida-de-licitar-blocos.
Ercília Mercês
Criado em 1983, o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos está sendo ameaçado pela tentativa da ANP de expandir a exploração de gás e óleo em seu entorno"Além da importância do Banco dos Abrolhos para a biodiversidade, estamos falando aqui do maior vetor do aquecimento global: a exploração de petróleo", afirma Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace Brasil.
A notícia é boa, mas não é definitiva. Ainda cabe recurso da decisão da Justiça Federal. Em 2009 o Greenpeace realizou uma série de protestos em Abrolhos, pedindo a criação da Zona de Amortecimento (ZA) com 95 mil quilômetros quadrados para proteger o Parque Marinho e ajudar a manter a capacidade dos oceanos de atuarem como reguladores climáticos. “Essa Zona ainda não foi regulamentada e, apesar da determinação de hoje amenizar o problema, isso ainda não é a solução”, comenta Leandra.
A decisão da Justiça teve origem em uma ação proposta pelo procurador da República Danilo Dias, baseado em um estudo da ONG Conservação Internacional do Brasil. O documento, elaborado por especialistas de diversas áreas, concluiu pela zona de exclusão de 50 km, além de listar 153 impactos negativos sobre distintos grupos de organismos, ecossistemas e meio sócio-econômico das regiões afetadas nas três fases que compõem a exploração de petróleo.
A região tem a maior biodiversidade do Atlântico Sul, com um mosaico de ambientes marinhos e costeiros margeados por remanescentes de Mata Atlântica, incluindo recifes de coral, fundos de algas, manguezais, praias e restingas. Lá podem ser encontradas várias espécies endêmicas (que só existem na região), incluindo o coral-cérebro, crustáceos e moluscos, além de tartarugas e mamíferos marinhos ameaçados, como as baleias jubarte.
Notícia Retirada do http://www.greenpeace.org/brasil/oceanos/noticias/anp-impedida-de-licitar-blocos.
Ercília Mercês
segunda-feira, 29 de março de 2010
Em Ubatuba, diversas irregularidades ambientais resultaram no desaparecimento de uma praia
Afra Balazina - O Estadao de S.Paulo
As pessoas podem não se lembrar, mas havia uma praia no Saco da Ribeira, em Ubatuba. Hoje, a área é tomada por marinas e barcos.
De acordo com o promotor Alexandre Petry Helena, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), o local foi alvo de diversas irregularidades ambientais por causa da ganância de empresas. Entre os passeios oferecidos aos turistas que visitam a área está um até a Ilha Anchieta, onde fica um presídio desativado.
Segundo o promotor, marinas construíram estruturas, como rampas e píeres, em áreas impróprias e aterraram a praia. Uma delas ergueu edificações em Área de Preservação Permanente, infringindo a legislação. E fez um quiosque de três andares sobre o mar, por exemplo. Vistorias também constataram que efluentes da lavagem das embarcações eram jogados no solo sem nenhum tipo de tratamento. E que faltava manutenção do separador da água e do óleo, o que permitia a saída da substância diretamente para o mar.
A promotoria entrou com ações civis públicas e já conseguiu embargar uma das empresas que atuava no local. "A decisão mandou demolir todas as estruturas. Mas houve recurso. Até que seja decidido o mérito, porém, as atividades da empresa devem continuar paralisadas", afirma.
Agora, o promotor aguarda a decisão judicial sobre outra empresa que atua no Saco da Ribeira. Para ele, a situação é ainda mais grave nesse caso: a praia, que é um bem público, foi aterrada e foram construídos galpões sem autorização.
"Concretaram muitas áreas", conta Helena. Durante muito tempo o proprietário alegou ter aprovação para a obra. No entanto, a investigação mostrou que não havia autorização, mas um "mero parecer". "Essas ações visam tentar reverter o alto grau de antropização (ação do homem sobre o meio ambiente)", diz.
De acordo com ele, a intenção do Gaema é, em conjunto com a companhia ambiental paulista (Cetesb), realizar uma grande vistoria em todas as marinas do litoral norte. "A fiscalização no passado sempre foi muito falha."
Nova construção. Mesmo com tantos problemas, deve ser feito mais um empreendimento no Saco da Ribeira, que vai reunir um prédio residencial e uma marina. Tapumes já são vistos no local e um site na internet informa as vantagens de adquirir o imóvel. "Você e sua família podem realizar dois sonhos de uma só vez: ter uma casa e um barco na praia. Você sai do seu amplo apartamento (...) e entra no seu barco (...). Aí é só escolher o destino", diz a propaganda.
Os apartamentos custam de R$ 400 mil a R$ 1,5 milhão, no caso da cobertura de 257 metros quadrados. Segundo os vendedores, a vaga no píer, seca ou molhada, não vem junto com o apartamento. Mas os proprietários poderão adquiri-lo por um preço mais baixo do que as pessoas que não tiverem imóvel no local. O promotor não sabe ainda se o empreendimento possui irregularidades. "A área foi vistoriada recentemente pela agência ambiental e foram solicitadas informações para que se comprove a legalidade da obra", afirma.
Ações. Dois promotores atuam exclusivamente na área ambiental hoje no litoral norte. Em São Sebastião existem 18 inquéritos civis em andamento. Alguns são de 1995. Eles questionam a aprovação de condomínios pelo poder público e a construção de empreendimentos em praias como Camburi, Paúba e Maresias.
Outros inquéritos abordam o corte de vegetação nativa, o desrespeito às matas ciliares e a intervenção em áreas de restinga, com impermeabilização do solo. "Essas áreas degradadas no passado precisam ser recuperadas. Não podemos nos acomodar", diz o promotor.
Justiça
ALEXANDRE HELENA
PROMOTOR
"A decisão mandou demolir todas as estruturas. Mas houve recurso. Até que seja decidido o mérito, porém, as atividades da empresa devem continuar paralisadas."
"Essas áreas degradadas no passado precisam ser recuperadas."
Por Lawetna Tôrres (0505)
As pessoas podem não se lembrar, mas havia uma praia no Saco da Ribeira, em Ubatuba. Hoje, a área é tomada por marinas e barcos.
De acordo com o promotor Alexandre Petry Helena, do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema), o local foi alvo de diversas irregularidades ambientais por causa da ganância de empresas. Entre os passeios oferecidos aos turistas que visitam a área está um até a Ilha Anchieta, onde fica um presídio desativado.
Segundo o promotor, marinas construíram estruturas, como rampas e píeres, em áreas impróprias e aterraram a praia. Uma delas ergueu edificações em Área de Preservação Permanente, infringindo a legislação. E fez um quiosque de três andares sobre o mar, por exemplo. Vistorias também constataram que efluentes da lavagem das embarcações eram jogados no solo sem nenhum tipo de tratamento. E que faltava manutenção do separador da água e do óleo, o que permitia a saída da substância diretamente para o mar.
A promotoria entrou com ações civis públicas e já conseguiu embargar uma das empresas que atuava no local. "A decisão mandou demolir todas as estruturas. Mas houve recurso. Até que seja decidido o mérito, porém, as atividades da empresa devem continuar paralisadas", afirma.
Agora, o promotor aguarda a decisão judicial sobre outra empresa que atua no Saco da Ribeira. Para ele, a situação é ainda mais grave nesse caso: a praia, que é um bem público, foi aterrada e foram construídos galpões sem autorização.
"Concretaram muitas áreas", conta Helena. Durante muito tempo o proprietário alegou ter aprovação para a obra. No entanto, a investigação mostrou que não havia autorização, mas um "mero parecer". "Essas ações visam tentar reverter o alto grau de antropização (ação do homem sobre o meio ambiente)", diz.
De acordo com ele, a intenção do Gaema é, em conjunto com a companhia ambiental paulista (Cetesb), realizar uma grande vistoria em todas as marinas do litoral norte. "A fiscalização no passado sempre foi muito falha."
Nova construção. Mesmo com tantos problemas, deve ser feito mais um empreendimento no Saco da Ribeira, que vai reunir um prédio residencial e uma marina. Tapumes já são vistos no local e um site na internet informa as vantagens de adquirir o imóvel. "Você e sua família podem realizar dois sonhos de uma só vez: ter uma casa e um barco na praia. Você sai do seu amplo apartamento (...) e entra no seu barco (...). Aí é só escolher o destino", diz a propaganda.
Os apartamentos custam de R$ 400 mil a R$ 1,5 milhão, no caso da cobertura de 257 metros quadrados. Segundo os vendedores, a vaga no píer, seca ou molhada, não vem junto com o apartamento. Mas os proprietários poderão adquiri-lo por um preço mais baixo do que as pessoas que não tiverem imóvel no local. O promotor não sabe ainda se o empreendimento possui irregularidades. "A área foi vistoriada recentemente pela agência ambiental e foram solicitadas informações para que se comprove a legalidade da obra", afirma.
Ações. Dois promotores atuam exclusivamente na área ambiental hoje no litoral norte. Em São Sebastião existem 18 inquéritos civis em andamento. Alguns são de 1995. Eles questionam a aprovação de condomínios pelo poder público e a construção de empreendimentos em praias como Camburi, Paúba e Maresias.
Outros inquéritos abordam o corte de vegetação nativa, o desrespeito às matas ciliares e a intervenção em áreas de restinga, com impermeabilização do solo. "Essas áreas degradadas no passado precisam ser recuperadas. Não podemos nos acomodar", diz o promotor.
Justiça
ALEXANDRE HELENA
PROMOTOR
"A decisão mandou demolir todas as estruturas. Mas houve recurso. Até que seja decidido o mérito, porém, as atividades da empresa devem continuar paralisadas."
"Essas áreas degradadas no passado precisam ser recuperadas."
Por Lawetna Tôrres (0505)
Poluição Ambiental
Apesar do fato de que os elementos químicos estão em contínuo reprocessamento na natureza, alguns compostos resultantes de fenômenos naturais ou das atividades humanas, se acumulam na atmosfera, no solo ou nas águas, provocando a poluição ambiental e pondo em risco o equilíbrio ecológico.
Eutrofização
Fenômeno causado pelo aumento exagerado da concentração de nutrientes e fertilizantes nas águas, provenientes das indústrias e lavouras, provocando a proliferação exagerada de organismos aquáticos.
As marés vermelhas causadas pelos dinoflagelados (pirrófitas) se enquadram nesse processo.
O excesso de nutrientes causa a superpopulação de algas e outros organismos aquáticos, ocasionando um consumo exagerado de oxigênio e redução desse gás nas águas profundas; o aumento da população reduz a penetração de luz nas camadas profundas, o que prejudica a fotossíntese das plantas imersas, reduzindo a oferta de oxigênio e o aumento do gás carbônico. O ambiente se torna inóspito à vida e surge a mortandade. Com o aumento do número de seres em decomposição, aumenta o número de seres anaeróbios (decompositores).
Magnificação Trófica
Alguns produtos, por não serem biodegradáveis, permanecem nos ecossistemas e entram nas cadeias alimentares, passando dos produtores aos consumidores dos diversos níveis.
Como apenas cerca de 10% da matéria e energia de um determinado nível trófico são efetivamente aproveitados pelo nível imediatamente superior, os componentes de um certo nível trófico têm que consumir uma biomassa dez vezes maior do que a sua própria. Assim, produtos tóxicos não-biodegradáveis, como o DDT e o mercúrio, vão passando do ambiente para os produtores e desses para os consumidores, sempre numa concentração acumulativa e crescente.
O DDT (dimetil-difenil-tricloroetano) era largamente usado como inseticida no combate aos piolhos, moscas, mosquitos e pragas da lavoura no mundo todo. Ele é um produto sintético que atua sobre o sistema nervoso dos insetos, causado-lhes a morte. Logo aumentou o número de espécies resistentes ao DDT. Criou-se então o BHC (benzeno-hexaclorito), mais venenoso e também não-biodegradável. Embora proibidos, esses e outros pesticidas e agrotóxicos continuam a ser industrializados e comercializados, pondo em risco a saúde do homem, dos outros animais e o próprio ambiente.
O estrôncio-90 (Sr-90), resultado da fissão do urânio em experiências nucleares, atua competitivamente com o cálcio. Os átomos de Sr-90 são radioativos e circulam na natureza entre os átomos de cálcio (Ca). São absorvidos pelas plantas, passam para os animais, através das cadeias alimentares, e se instalam nos ossos, afetando as estruturas hematopoéticas e se tornando responsáveis por grande incidência de leucemias e cânceres ósseos. O homem adquire o Sr-90 principalmente através do leite contaminado por esse radioisótopo, proveniente de vacas que ingeriram vegetais que, por sua vez, haviam absorvido tal elemento do solo.
Efeito Estufa
Nos últimos anos o homem tem realizado muito desmatamento e efetuado muitas queimadas. Isso fez aumentar a proporção de CO2 na atmosfera, pois não há vegetação suficiente para utilizá-lo na fotossíntese.
O CO2 atmosférico forma uma camada que impede o escapamento das radiações infravermelhas que a Terra recebeu do Sol. Isso faz com que haja deflexão dessas radiações, e a volta dela à Terra produz um superaquecimento do planeta.
Esse fenômeno, chamado efeito estufa, está preocupando muito os cientistas e ambientalistas, pois poderá acarretar futuramente um degelo das calotas polares, aumentando o nível das águas dos mares, provocando inundações.
Se as concentrações de CO2 na atmosfera continuarem a aumentar, a vida na Terra sofrerá muitas alterações. A fauna e a flora terão dificuldade de se adaptarem às rápidas mudanças do clima. Isto influirá sobre a época e os métodos de plantio; sobre a disponibilidade de água; sobre o estilo de vida nas cidades; a desova de peixes; etc.
A Destruição da Camada de Ozônio
Na estratosfera e mesosfera, o O2 se transforma em O3, por ação das radiações ultravioleta do Sol.
O ozônio funciona como um filtro, refletindo parte da radiação ultravioleta dos raios solares.
Em pequena quantidade, a radiação ultravioleta é indispensável à realização da fotossíntese, logo, indispensável à vida. Em grandes quantidades, essa radiação causa mutações gênicas, provocando câncer de pele nos humanos e comprometendo a atividade agrícola e o fitoplâncton.
O clorofluorcarbono ou CFC, gás usado em sprays, nos circuitos de refrigeração de geladeiras e ar condicionado e em embalagens porosas de sanduíches e ovos, é inócuo na camada inferior da atmosfera (troposfera), porém, ao chegar às camadas superiores, sob a ação dos raios ultravioleta, ele se decompõe.
O cloro resultante dessa decomposição reage com o ozônio, descompondo-o. Esse efeito dura muitos anos, cada átomo de cloro pode reagir inúmeras vezes com outras moléculas de ozônio.
Desde 1987 tenta-se a redução na produção de CFC, buscando substitutos não agressivos ao meio ambiente.
A Inversão Térmica
A camada de ar próxima à superfície do globo terrestre é mais quente.
Sendo menos densa ela sobe e à medida que atinge alturas maiores vai esfriando.
Com o movimento do ar as partículas nele contidas sofrem dispersão.
No inverno pode ocorrer a inversão térmica, isto é, nas camadas próximas do solo fica o ar frio e acima dessa camada, o ar quente.
Os poluentes liberados na camada de ar frio não se dispersam. É por isso que, nessas condições, a poluição fica aumentada.
ALGUNS POLUENTES AMBIENTAIS
-> Dióxido de Carbono – CO2 > gás eliminado no processo de respiração celular e em todas as combustões (queima de combustíveis fósseis e outros pelas indústrias e automóveis). Absorvido pelos seres clorofilados é usado no processo de fotossíntese. Seu aumento na atmosfera é responsável pelo chamado efeito estufa.
-> Monóxido de Carbono – CO > gás produzido pelos veículos a combustão, compete com o oxigênio, pois se combina com a hemoglobina das hemácias, formando um composto estável – a carboxiemoglobina – que impede o transporte dos gases respiratórios. Também bloqueia a citocromoxidase, na cadeia respiratória, dentro das mitocôndrias.
-> Dióxido de Enxofre – SO2 > gás proveniente da combustão do petróleo e do carvão. Ataca os pulmões, irrita os olhos e a pele e destrói o esmalte dos dentes. Reage com a água, na atmosfera, formando o ácido sulfúrico, de onde resultam as chuvas ácidas que provocam danos à vegetação, ao solo, às edificações e monumentos.
-> Benzopireno > poluente liberado pela combustão. É um hidrocarboneto de ação cancerígena.
-> Óxidos de Nitrogênio > produzidos por aviões, fornos, incineradores e fertilizantes. São responsáveis por afecções respiratórias, câncer de pulmão e formação de chuvas ácidas.
-> Chumbo-tetraetila > o chumbo é adicionado aos combustíveis dos veículos automotores para aumentar a resistência à combustão. Misturado ao ar, o chumbo-tetraetila é aspirado e provoca a inibição de enzimas.
-> Substâncias radioativas > os materiais radioativos como estrôncio-90, césio-127, plutônio-239 e outros, depois de usados deixam um lixo atômico cujas radiações permanecem no ambiente por milhares de anos. Essas radiações aumentam a taxa de mutação gênica, produzindo vários tipos de câncer, muitos ainda incuráveis.
-> Pesticidas > são os produtos químicos utilizados no combate às pragas. Podem ser inseticidas, fungicidas, herbicidas, raticidas, acaricidas, nematicidas, etc. o uso excessivo provoca o envenenamento do solo, dos lençóis freáticos, dos alimentos e do próprio homem, bem como o surgimento de linhagens resistentes, o que provoca o uso de produtos cada vez mais tóxicos.
-> Metais pesados > o mercúrio se concentra ao longo das cadeias alimentares, intoxicando seres aquáticos e todos que se alimentam deles. Provoca danos neurológicos. O chumbo se acumula no corpo do homem, causando o saturnismo (perturbações nervosas, nefrites crônicas, cólicas, paralisia cerebral, confusão mental, etc.).
-> Petróleo > os derramamentos nos mares compromete a fotossíntese das algas, dificultando a oxigenação e provocando a morte por asfixia dos seres aeróbios; prejudica todo o ecossistema aquático.
Fonte: http://www.aprendaki.webcindario.com/textos/ecologia.htm
Autor: Amara Maria Pedrosa Silva
postado por RITA FÉLIX - TURMA 0505
Eutrofização
Fenômeno causado pelo aumento exagerado da concentração de nutrientes e fertilizantes nas águas, provenientes das indústrias e lavouras, provocando a proliferação exagerada de organismos aquáticos.
As marés vermelhas causadas pelos dinoflagelados (pirrófitas) se enquadram nesse processo.
O excesso de nutrientes causa a superpopulação de algas e outros organismos aquáticos, ocasionando um consumo exagerado de oxigênio e redução desse gás nas águas profundas; o aumento da população reduz a penetração de luz nas camadas profundas, o que prejudica a fotossíntese das plantas imersas, reduzindo a oferta de oxigênio e o aumento do gás carbônico. O ambiente se torna inóspito à vida e surge a mortandade. Com o aumento do número de seres em decomposição, aumenta o número de seres anaeróbios (decompositores).
Magnificação Trófica
Alguns produtos, por não serem biodegradáveis, permanecem nos ecossistemas e entram nas cadeias alimentares, passando dos produtores aos consumidores dos diversos níveis.
Como apenas cerca de 10% da matéria e energia de um determinado nível trófico são efetivamente aproveitados pelo nível imediatamente superior, os componentes de um certo nível trófico têm que consumir uma biomassa dez vezes maior do que a sua própria. Assim, produtos tóxicos não-biodegradáveis, como o DDT e o mercúrio, vão passando do ambiente para os produtores e desses para os consumidores, sempre numa concentração acumulativa e crescente.
O DDT (dimetil-difenil-tricloroetano) era largamente usado como inseticida no combate aos piolhos, moscas, mosquitos e pragas da lavoura no mundo todo. Ele é um produto sintético que atua sobre o sistema nervoso dos insetos, causado-lhes a morte. Logo aumentou o número de espécies resistentes ao DDT. Criou-se então o BHC (benzeno-hexaclorito), mais venenoso e também não-biodegradável. Embora proibidos, esses e outros pesticidas e agrotóxicos continuam a ser industrializados e comercializados, pondo em risco a saúde do homem, dos outros animais e o próprio ambiente.
O estrôncio-90 (Sr-90), resultado da fissão do urânio em experiências nucleares, atua competitivamente com o cálcio. Os átomos de Sr-90 são radioativos e circulam na natureza entre os átomos de cálcio (Ca). São absorvidos pelas plantas, passam para os animais, através das cadeias alimentares, e se instalam nos ossos, afetando as estruturas hematopoéticas e se tornando responsáveis por grande incidência de leucemias e cânceres ósseos. O homem adquire o Sr-90 principalmente através do leite contaminado por esse radioisótopo, proveniente de vacas que ingeriram vegetais que, por sua vez, haviam absorvido tal elemento do solo.
Efeito Estufa
Nos últimos anos o homem tem realizado muito desmatamento e efetuado muitas queimadas. Isso fez aumentar a proporção de CO2 na atmosfera, pois não há vegetação suficiente para utilizá-lo na fotossíntese.
O CO2 atmosférico forma uma camada que impede o escapamento das radiações infravermelhas que a Terra recebeu do Sol. Isso faz com que haja deflexão dessas radiações, e a volta dela à Terra produz um superaquecimento do planeta.
Esse fenômeno, chamado efeito estufa, está preocupando muito os cientistas e ambientalistas, pois poderá acarretar futuramente um degelo das calotas polares, aumentando o nível das águas dos mares, provocando inundações.
Se as concentrações de CO2 na atmosfera continuarem a aumentar, a vida na Terra sofrerá muitas alterações. A fauna e a flora terão dificuldade de se adaptarem às rápidas mudanças do clima. Isto influirá sobre a época e os métodos de plantio; sobre a disponibilidade de água; sobre o estilo de vida nas cidades; a desova de peixes; etc.
A Destruição da Camada de Ozônio
Na estratosfera e mesosfera, o O2 se transforma em O3, por ação das radiações ultravioleta do Sol.
O ozônio funciona como um filtro, refletindo parte da radiação ultravioleta dos raios solares.
Em pequena quantidade, a radiação ultravioleta é indispensável à realização da fotossíntese, logo, indispensável à vida. Em grandes quantidades, essa radiação causa mutações gênicas, provocando câncer de pele nos humanos e comprometendo a atividade agrícola e o fitoplâncton.
O clorofluorcarbono ou CFC, gás usado em sprays, nos circuitos de refrigeração de geladeiras e ar condicionado e em embalagens porosas de sanduíches e ovos, é inócuo na camada inferior da atmosfera (troposfera), porém, ao chegar às camadas superiores, sob a ação dos raios ultravioleta, ele se decompõe.
O cloro resultante dessa decomposição reage com o ozônio, descompondo-o. Esse efeito dura muitos anos, cada átomo de cloro pode reagir inúmeras vezes com outras moléculas de ozônio.
Desde 1987 tenta-se a redução na produção de CFC, buscando substitutos não agressivos ao meio ambiente.
A Inversão Térmica
A camada de ar próxima à superfície do globo terrestre é mais quente.
Sendo menos densa ela sobe e à medida que atinge alturas maiores vai esfriando.
Com o movimento do ar as partículas nele contidas sofrem dispersão.
No inverno pode ocorrer a inversão térmica, isto é, nas camadas próximas do solo fica o ar frio e acima dessa camada, o ar quente.
Os poluentes liberados na camada de ar frio não se dispersam. É por isso que, nessas condições, a poluição fica aumentada.
ALGUNS POLUENTES AMBIENTAIS
-> Dióxido de Carbono – CO2 > gás eliminado no processo de respiração celular e em todas as combustões (queima de combustíveis fósseis e outros pelas indústrias e automóveis). Absorvido pelos seres clorofilados é usado no processo de fotossíntese. Seu aumento na atmosfera é responsável pelo chamado efeito estufa.
-> Monóxido de Carbono – CO > gás produzido pelos veículos a combustão, compete com o oxigênio, pois se combina com a hemoglobina das hemácias, formando um composto estável – a carboxiemoglobina – que impede o transporte dos gases respiratórios. Também bloqueia a citocromoxidase, na cadeia respiratória, dentro das mitocôndrias.
-> Dióxido de Enxofre – SO2 > gás proveniente da combustão do petróleo e do carvão. Ataca os pulmões, irrita os olhos e a pele e destrói o esmalte dos dentes. Reage com a água, na atmosfera, formando o ácido sulfúrico, de onde resultam as chuvas ácidas que provocam danos à vegetação, ao solo, às edificações e monumentos.
-> Benzopireno > poluente liberado pela combustão. É um hidrocarboneto de ação cancerígena.
-> Óxidos de Nitrogênio > produzidos por aviões, fornos, incineradores e fertilizantes. São responsáveis por afecções respiratórias, câncer de pulmão e formação de chuvas ácidas.
-> Chumbo-tetraetila > o chumbo é adicionado aos combustíveis dos veículos automotores para aumentar a resistência à combustão. Misturado ao ar, o chumbo-tetraetila é aspirado e provoca a inibição de enzimas.
-> Substâncias radioativas > os materiais radioativos como estrôncio-90, césio-127, plutônio-239 e outros, depois de usados deixam um lixo atômico cujas radiações permanecem no ambiente por milhares de anos. Essas radiações aumentam a taxa de mutação gênica, produzindo vários tipos de câncer, muitos ainda incuráveis.
-> Pesticidas > são os produtos químicos utilizados no combate às pragas. Podem ser inseticidas, fungicidas, herbicidas, raticidas, acaricidas, nematicidas, etc. o uso excessivo provoca o envenenamento do solo, dos lençóis freáticos, dos alimentos e do próprio homem, bem como o surgimento de linhagens resistentes, o que provoca o uso de produtos cada vez mais tóxicos.
-> Metais pesados > o mercúrio se concentra ao longo das cadeias alimentares, intoxicando seres aquáticos e todos que se alimentam deles. Provoca danos neurológicos. O chumbo se acumula no corpo do homem, causando o saturnismo (perturbações nervosas, nefrites crônicas, cólicas, paralisia cerebral, confusão mental, etc.).
-> Petróleo > os derramamentos nos mares compromete a fotossíntese das algas, dificultando a oxigenação e provocando a morte por asfixia dos seres aeróbios; prejudica todo o ecossistema aquático.
Fonte: http://www.aprendaki.webcindario.com/textos/ecologia.htm
Autor: Amara Maria Pedrosa Silva
postado por RITA FÉLIX - TURMA 0505
Em Manaus, James Cameron pede que Lula 'reconsidere' Belo Monte
O cineasta James Cameron, diretor de “Avatar”, pediu neste sábado (27) que o governo brasileiro volte a refletir sobre a construção da usina de Belo Monte, no Pará. “Imploro que o presidente Lula reconsidere esta obra”, disse, depois de apontar que a megausina, que deve ser licitada em breve, causará o desvio das águas do Rio Xingu e pode afetar 25 mil moradores locais.
A jornalistas ele explicou que amigos ambientalistas lhe falaram do projeto, e que pretende ir até a região para conhecer melhor os problemas que o empreendimento pode causar. O cineasta se disse entusiasta de formas alternativas de energia, como a eólica e a solar, embora considere a hidrelétrica também adequada para regiões de menor impacto, como o deserto.
Cameron participa do Fórum Internacional de Sustentabilidade, encontro de empresários para discutir temas relacionados ao meio ambiente, em Manaus.
Durante sua fala, ele admitiu que não é ambientalista ou economista para dar recomendações e, em outro momento, ressaltou saber que os brasileiros não simpatizam com a idea de que americanos, que são os maiores poluidores do planeta, lhes digam o que fazer para preservar a natureza. Embora canadense, Cameron reside há décadas nos EUA.
Ele afirmou também que o Brasil “deve ser celebrado por causa de seu uso de biocombustíveis”. O cineasta reforçou acreditar que a humanidade está levando a humanidade ao seu limite. “O que acontece quando a capacidade de suportar deste planeta for excedida?”, perguntou. Cameron criticou, em especial, a forma como se lida com a energia. “Não podemos trazer a alface da nossa salada de três mil milhas de distância”, afirmou.
Novo filme
“Avatar”, explicou, diferentemente de “Verdade Inconveniente”, o filme de Al Gore, não pretende munir o expectador com informações sobre as mudanças climáticas e o meio ambiente, mas criar indignação. “Foi criado para trazer uma resposta emocional, visceral”, disse. “Acredito que está na hora de acordarmos e prestarmos atenção no que está acontecendo”.
Mais uma vez, o diretor rejeitou a possibilidade de rodar uma continuação de “Avatar” na Amazônia brasileira, ou mesmo na Venezuela, como diziam rumores nos últimos dias. Ele ressaltou que o longa foi feito com computação gráfica e que “nem uma folha” que aparece durante a aventura é real.
O governador do Amazonas, Eduardo Braga, convidou o canadense a produzir um filme no estado, e Cameron não descartou. “Talvez um documentário”, disse.
Ainda sobre “Avatar 2”, o diretor adiantou que o novo longa deve mostrar, além da floresta, também a vida no oceano de Pandora, o planeta fictício onde a trama da primeira parte se desenvolve.
POSTADO POR RITA FÉLIX - TURMA 0505
A jornalistas ele explicou que amigos ambientalistas lhe falaram do projeto, e que pretende ir até a região para conhecer melhor os problemas que o empreendimento pode causar. O cineasta se disse entusiasta de formas alternativas de energia, como a eólica e a solar, embora considere a hidrelétrica também adequada para regiões de menor impacto, como o deserto.
Cameron participa do Fórum Internacional de Sustentabilidade, encontro de empresários para discutir temas relacionados ao meio ambiente, em Manaus.
Durante sua fala, ele admitiu que não é ambientalista ou economista para dar recomendações e, em outro momento, ressaltou saber que os brasileiros não simpatizam com a idea de que americanos, que são os maiores poluidores do planeta, lhes digam o que fazer para preservar a natureza. Embora canadense, Cameron reside há décadas nos EUA.
Ele afirmou também que o Brasil “deve ser celebrado por causa de seu uso de biocombustíveis”. O cineasta reforçou acreditar que a humanidade está levando a humanidade ao seu limite. “O que acontece quando a capacidade de suportar deste planeta for excedida?”, perguntou. Cameron criticou, em especial, a forma como se lida com a energia. “Não podemos trazer a alface da nossa salada de três mil milhas de distância”, afirmou.
Novo filme
“Avatar”, explicou, diferentemente de “Verdade Inconveniente”, o filme de Al Gore, não pretende munir o expectador com informações sobre as mudanças climáticas e o meio ambiente, mas criar indignação. “Foi criado para trazer uma resposta emocional, visceral”, disse. “Acredito que está na hora de acordarmos e prestarmos atenção no que está acontecendo”.
Mais uma vez, o diretor rejeitou a possibilidade de rodar uma continuação de “Avatar” na Amazônia brasileira, ou mesmo na Venezuela, como diziam rumores nos últimos dias. Ele ressaltou que o longa foi feito com computação gráfica e que “nem uma folha” que aparece durante a aventura é real.
O governador do Amazonas, Eduardo Braga, convidou o canadense a produzir um filme no estado, e Cameron não descartou. “Talvez um documentário”, disse.
Ainda sobre “Avatar 2”, o diretor adiantou que o novo longa deve mostrar, além da floresta, também a vida no oceano de Pandora, o planeta fictício onde a trama da primeira parte se desenvolve.
POSTADO POR RITA FÉLIX - TURMA 0505
Questões ambientais não são locais, mas globais
As questões ambientais não são limitadas a questões nacionais, mas sim a abrangências globais que dizem respeito à subsistência da espécie humana. Com certeza os níveis de abordagem são muito amplos, mas as ações sempre são locais. Por isto alterar conceitos e critérios que já foram amplamente discutidos em diversas instâncias governamentais e não governamentais é se colocar na contramão de decisões e recomendações que emanaram de Conferencias tais como: Estocolmo - Meio Ambiente Humano (1972); Vancouver – Assentamentos Humanos – Habitat (1976); Tbilisi – Educação Ambiental (1977); Otawa – Promoção da Saúde (1986) e Rio de Janeiro – Conferência das Nações Unidas – Rio 92 (1992).
A discussão entre o que vale para o meio Rural não vale para o Urbano e vice-versa, não resolve as questões ambientais. É ligado a esta abordagem, as questões das reservas legais – no meio rural e principalmente as questões das matas ciliares nos ambientes urbanos. Nas discussões os ambientes urbanos são tratados como vilões da poluição dos rios que seriam preservados nos ambientes rurais e ao cruzarem as cidades seriam poluídos. Verdade seja dita: os rios urbanos no Paraná são uma vergonha. É preciso investir para reverter esta situação: mais saneamento e educação ambiental. Porém também os rios são poluídos e contaminados nos ambientes rurais: Pesticidas, herbicidas, fungicidas, erosão e sedimentação com consequente assoreamentos dos rios. A cobertura vegetal é fundamental como proteção, quer seja em ambientes urbanos ou rurais. As matas ciliares cumprem funções diferentes nos ambientes rurais em relação a suas funções nos ambientes urbanos.
A questão da produção e consumo que resulta na questão dos Resíduos Sólidos na preocupação com a reciclagem e reuso de produtos e insumos.
A questão do uso racional da água – reservas de produção e controle da qualidade de efluentes, que envolve a questão da gestão dos recursos hídricos. Esta é uma questão fundamental e de sobrevivência que exige posição forte dos lideres governamentais. Seria importante rever o sistema de Gestão dos Recursos Hídricos do Paraná de acordo com a lei 9433/97.
A situação atual do saneamento básico, considerando os serviços de água, esgotos, drenagem urbana e resíduos sólidos urbanos, que tem um único marco legal, a lei 11.445/07, exige uma revisão das posturas das responsabilidades do Estado. Enquanto por décadas as questões de água e esgotos foram de responsabilidade de empresas estatais de saneamento, que só fizeram água e “esqueceram” de atender a população com esgotos, a drenagem urbana e serviços de resíduos sólidos ficavam sob a responsabilidade do poder municipal – sem recursos. Hoje as companhias de saneamento estão em situações difíceis e com seus sistemas nos limites, e no caso do Paraná a SANEPAR necessita de clareza de definição de suas funções e forma de gestão. Os municípios precisam de definições de suas funções e responsabilidades nas questões do saneamento: Fundamentalmente da definição do sistema de gestão e fonte de recursos financeiros.
As questões climáticas são fundamentais para o sistema de produção deste estado. Tudo está por ser feito nesta área. Nas cidades é preciso avaliar os efeitos das mudanças climáticas e promover incentivos para melhorar os ambientes construídos. Programas de incentivo para a construção de Edifícios ambientalmente sustentáveis poderá beneficiar questões ambientais e financeiras de investidores desta área.
A respeito da que questão da reserva legal, seria importante observar a experiência de Curitiba com a RPPNM - Reserva particular do patrimônio natural municipal. É uma forma inteligente de quebrar o “jogo de braço” entre governo e iniciativa particular. O sistema consiste em promover o incentivo para que a iniciativa privada crie e se responsabilize por gerenciar áreas de preservação ambiental, sendo beneficiada financeiramente por esta iniciativa. No caso urbano são contabilizadas as dimensões das áreas preservadas e convertidas em crédito de poder construtivo. Pode-se para áreas rurais estabelecer outra moeda de troca. O que parece difícil é fazer os proprietários seguirem o que preconiza a lei sem nenhum benefício direto.
Por Laís Pinto
A discussão entre o que vale para o meio Rural não vale para o Urbano e vice-versa, não resolve as questões ambientais. É ligado a esta abordagem, as questões das reservas legais – no meio rural e principalmente as questões das matas ciliares nos ambientes urbanos. Nas discussões os ambientes urbanos são tratados como vilões da poluição dos rios que seriam preservados nos ambientes rurais e ao cruzarem as cidades seriam poluídos. Verdade seja dita: os rios urbanos no Paraná são uma vergonha. É preciso investir para reverter esta situação: mais saneamento e educação ambiental. Porém também os rios são poluídos e contaminados nos ambientes rurais: Pesticidas, herbicidas, fungicidas, erosão e sedimentação com consequente assoreamentos dos rios. A cobertura vegetal é fundamental como proteção, quer seja em ambientes urbanos ou rurais. As matas ciliares cumprem funções diferentes nos ambientes rurais em relação a suas funções nos ambientes urbanos.
A questão da produção e consumo que resulta na questão dos Resíduos Sólidos na preocupação com a reciclagem e reuso de produtos e insumos.
A questão do uso racional da água – reservas de produção e controle da qualidade de efluentes, que envolve a questão da gestão dos recursos hídricos. Esta é uma questão fundamental e de sobrevivência que exige posição forte dos lideres governamentais. Seria importante rever o sistema de Gestão dos Recursos Hídricos do Paraná de acordo com a lei 9433/97.
A situação atual do saneamento básico, considerando os serviços de água, esgotos, drenagem urbana e resíduos sólidos urbanos, que tem um único marco legal, a lei 11.445/07, exige uma revisão das posturas das responsabilidades do Estado. Enquanto por décadas as questões de água e esgotos foram de responsabilidade de empresas estatais de saneamento, que só fizeram água e “esqueceram” de atender a população com esgotos, a drenagem urbana e serviços de resíduos sólidos ficavam sob a responsabilidade do poder municipal – sem recursos. Hoje as companhias de saneamento estão em situações difíceis e com seus sistemas nos limites, e no caso do Paraná a SANEPAR necessita de clareza de definição de suas funções e forma de gestão. Os municípios precisam de definições de suas funções e responsabilidades nas questões do saneamento: Fundamentalmente da definição do sistema de gestão e fonte de recursos financeiros.
As questões climáticas são fundamentais para o sistema de produção deste estado. Tudo está por ser feito nesta área. Nas cidades é preciso avaliar os efeitos das mudanças climáticas e promover incentivos para melhorar os ambientes construídos. Programas de incentivo para a construção de Edifícios ambientalmente sustentáveis poderá beneficiar questões ambientais e financeiras de investidores desta área.
A respeito da que questão da reserva legal, seria importante observar a experiência de Curitiba com a RPPNM - Reserva particular do patrimônio natural municipal. É uma forma inteligente de quebrar o “jogo de braço” entre governo e iniciativa particular. O sistema consiste em promover o incentivo para que a iniciativa privada crie e se responsabilize por gerenciar áreas de preservação ambiental, sendo beneficiada financeiramente por esta iniciativa. No caso urbano são contabilizadas as dimensões das áreas preservadas e convertidas em crédito de poder construtivo. Pode-se para áreas rurais estabelecer outra moeda de troca. O que parece difícil é fazer os proprietários seguirem o que preconiza a lei sem nenhum benefício direto.
Por Laís Pinto
Um balanço da política ambiental no período Requi ão e sugestões para o próximo governo
O Governo Requião está findando e é interessante uma avaliação dos aspectos relacionados a sua política ambiental para se tentar verificar em quais pontos houve evolução ou retrocesso e que tipo de assunto é importante a sociedade estar atenta para cobrar do próximo governo.
A política ambiental de um Estado se faz através da elaboração e implementação de legislação específica, da criação de fundos, fomentos, convênios e da articulação dos seus orgãos executivos com os três setores da sociedade.
De modo geral o Governo Requião não pode ser considerado nem melhor, nem muito pior que os anteriores em questões ambientais. Normalmente o governo paranaense não tem maiores dificuldades para conseguir recursos financeiros externos para promover programas em meio ambiente, porém as iniciativas ambientais do governo atual foram tímidas, protocolares, sem brilho e com escassa participação pública, próprias de um governo centralizado e conservador. Além disso, a política ambiental do Estado enfrenta dificuldades por alguns dos motivos que irei expor à frente.
O Instituto Ambiental do Paraná, principal orgão executivo do governo nesta área, enfrenta uma agenda complexa que envolve legislação, licenciamento, fiscalização, planejamento, emergências ambientais, etc e ainda gerencia unidades de conservação (parques, reservas), que são áreas do Estado. Porém o número de funcionários deste órgão, muitos com boa qualificação, vem decrescendo por conta de aposentadorias e transferências (o último concurso para o orgão foi nos anos 1980). Com isto o IAP perde agilidade frente a dinâmica social ainda que possa contar com recursos crescentes oriundos de fundos, multas e compensações ambientais, que é o que vem ocorrendo nos últimos anos. Hoje o IAP usa maciçamente estagiários, além de funcionários emprestados de outros orgãos ou contratados por prefeituras, o que pode levar uma queda na qualidade dos serviços prestados.
Outros orgãos do governo, que tem algum poder de interferência no meio ambiente tiveram desempenhos variados. Bombeiros também tem déficit de pessoal. COMEC e SUDERHSA tiveram um certo desmantelamento técnico, Copel e Sanepar tem mantido um padrão de qualidade ambiental alto em função da necessidade de manter represas funcionando, compensar os impactos ambientais e conseguir financiamentos para suas atividades. A Emater continua carente frente à imensidão de um estado agrícola e assim por diante.
A questão dos transgênicos foi a grande derrota da política ambiental do Governo Requião. É possível que o Paraná tivesse vantagens em conseguir transformar-se em área livre de transgênicos. Poderia conseguir um mercado cativo internacional para seus produtos, teria uma imagem ambiental externa favorável, possivelmente capturaria incentivos e subsídios extras para plantações orgânicas ou sem transgenia, o que seria bom para os produtores.
Embora houvessem estas vantagens, a proposta de um Paraná livre de transgênicos não aconteceu basicamente porque os políticos paranaenses e pessoas do meio público tiveram uma visão muito imediatista e limitada com relação a este assunto, ou mesmo que não tivessem, acabaram não abraçando a causa para não favorecer o governador, ou seja, um caso clássico de briga entre políticos que prejudicou principalmente o Estado do Paraná. Este é assunto basicamente encerrado e praticamente não sobrou nada para o próximo governador fazer.
Para o próximo governador ficará, no entanto, a decisão final sobre o destino da Floresta de Araucárias, os pinheirais, que já foram símbolo do Paraná e sustento da sua economia e que hoje agonizam lentamente, diante da apatia do Estado. No sentido mais elementar significa decidir entre preservar o que resta e agir consistentemente para recuperar áreas com pinheirais (e com isto recolher benefícios econômicos e ambientais desta decisão), ou então se deixar levar pela lenga lenga dos “deputados motosserras”, que querem reduções das áreas que os produtores devem manter como reserva mínima, algo que fará hoje poucos beneficiários em troca de um aumento imediatista na produção rural seguida de muitos prejudicados, com o aumento da degradação ambiental.
Neste sentido, programas ou projetos como o Paraná Biodiversidade, ou de recuperação de florestas ciliares, que demandam anos para ter resultado, merecem ser continuados. Também é importante a retomada do incentivo financeiro para reflorestamentos, pois uma indústria madeireira moderna segue sendo um pilar importante da economia ambiental de um Estado.
A Região Metropolitana de Curitiba continuará sendo um desafio ambiental grande para o próximo governador. A grande questão será conciliar o gritante aumento populacional com suprimento de água e conservação de mananciais. O próximo governador precisará valorizar bastante o trato desta região para manter viável a maior cidade do Estado, reestruturando a COMEC e valorizando o planejamento e o diálogo com os municípios da RMC, para criar compensações para restrições ao uso do solo que Curitiba impõe aos municípios vizinhos.
O Paraná é uma exceção na União, sendo um dos poucos estados que conseguiu preservar a vegetação do seu trecho da Serra do Mar (Floresta Atlântica), mas o futuro governador terá de começar do zero na busca de recursos para manter este importante bioma. O Governo Requião herdou do seu antecessor Lerner um importante programa chamado Pro-Atlântica, financiado com recursos alemães, com a finalidade de conservar, preservar e recuperar esta floresta e de promover projetos antenados com a realidade global.
Mas a sociedade externa à Floresta Atlântica foi tratada como promotora de sérios danos ambientais como: desmatamentos, caça, extração de palmito, mineração, agropecuária, queimadas, descargas de lixo e esgotos, consumo de recursos e expansão urbana, ainda que a região onde o programa atuou seja a menos urbanizada ou ocupada do Paraná. O distanciamento da sociedade pode explicar a demora, fracasso ou simples abandono de projetos dentro deste programa. Mesmo o esforço de treinamento de algumas centenas de profissionais/fiscais ou policiais acabou diluindo-se diante da indiferença da população ou do tamanho da área a ser fiscalizada (12 mil km2). Por estes motivos, este programa não pode ser considerado sustentável do ponto de vista social.
Finalmente, quando implantou projetos, o próprio Pró-Atlântica revelou-se fonte geradora de danos à natureza que pretendia proteger, apresentando indicadores de insustentabilidade ambiental como desmatamentos, destruição de ambientes onde ocorrem espécies endêmicas, ou danos ao patrimônio arqueológico (caminho do Itupava). Neste sentido, a imagem que infelizmente ficará gravada do Governo Requião será a dos incêndios que ocorreram em áreas intocadas da Serra do Mar (Parque Estadual Pico Paraná), um exemplo notável, após milhões de dólares do Pró-Atlântica, de despreparo material e humano governamental, cujos danos se manterão por centenas de anos. Caberá ao próximo governante rever radicalmente a política ambiental para esta região, que é uma espécie de jóia ecológica do Estado, para evitar que novos estragos irreversíveis aconteçam.
Ciência e tecnologia em meio ambiente
O Paraná possui bons centros de pesquisas e universidades estaduais conceituadas, inclusive com bons cursos nas áreas agrícolas e ambientais, além, é claro, das instituições federais que possuem alguns centros de excelência. O Estado tem grande tradição agrícola, mas gradativamente vai perdendo o posto de “celeiro do país”, à medida que os estados do Centro Oeste vão ampliando suas áreas de plantio. Apenas o investimento em novas tecnologias, que aumentem a produtividade ou em culturas que gerem diferenciais vão manter o Estado em uma posição adequada no futuro. A pesquisa e extensão florestal também podem diversificar e ajudar a manter viáveis os pólos de móveis do Paraná, além de trazer maior equilíbrio ambiental nesta questão, pois desmatamentos na Amazônia são feitos para suprir demandas paranaenses. O Estado precisará também de soluções criativas para conciliar um estado cada vez mais urbano com a conservação da natureza da qual as cidades dependem.
Se o Paraná é um gerador de conhecimento, inclusive na área ambiental, através de suas universidades e centros de pesquisa, o grande desafio será manter esta mão de obra altamente qualificada atuando no Estado. Muitos mestres e doutores formados em universidades paranaenses já estão migrando para estados, como os do Norte e Nordeste, que possuem uma política de ciência e tecnologia mais atraente que o Paraná, que está se tornando um Estado gerador de mão de obra qualificada para o resto do país. Esta “fuga de cérebros” é boa para o país e ruim para o Paraná, que precisa desenvolver mecanismos para manter este pessoal atuando por aqui.
Por Lais Pinto
A política ambiental de um Estado se faz através da elaboração e implementação de legislação específica, da criação de fundos, fomentos, convênios e da articulação dos seus orgãos executivos com os três setores da sociedade.
De modo geral o Governo Requião não pode ser considerado nem melhor, nem muito pior que os anteriores em questões ambientais. Normalmente o governo paranaense não tem maiores dificuldades para conseguir recursos financeiros externos para promover programas em meio ambiente, porém as iniciativas ambientais do governo atual foram tímidas, protocolares, sem brilho e com escassa participação pública, próprias de um governo centralizado e conservador. Além disso, a política ambiental do Estado enfrenta dificuldades por alguns dos motivos que irei expor à frente.
O Instituto Ambiental do Paraná, principal orgão executivo do governo nesta área, enfrenta uma agenda complexa que envolve legislação, licenciamento, fiscalização, planejamento, emergências ambientais, etc e ainda gerencia unidades de conservação (parques, reservas), que são áreas do Estado. Porém o número de funcionários deste órgão, muitos com boa qualificação, vem decrescendo por conta de aposentadorias e transferências (o último concurso para o orgão foi nos anos 1980). Com isto o IAP perde agilidade frente a dinâmica social ainda que possa contar com recursos crescentes oriundos de fundos, multas e compensações ambientais, que é o que vem ocorrendo nos últimos anos. Hoje o IAP usa maciçamente estagiários, além de funcionários emprestados de outros orgãos ou contratados por prefeituras, o que pode levar uma queda na qualidade dos serviços prestados.
Outros orgãos do governo, que tem algum poder de interferência no meio ambiente tiveram desempenhos variados. Bombeiros também tem déficit de pessoal. COMEC e SUDERHSA tiveram um certo desmantelamento técnico, Copel e Sanepar tem mantido um padrão de qualidade ambiental alto em função da necessidade de manter represas funcionando, compensar os impactos ambientais e conseguir financiamentos para suas atividades. A Emater continua carente frente à imensidão de um estado agrícola e assim por diante.
A questão dos transgênicos foi a grande derrota da política ambiental do Governo Requião. É possível que o Paraná tivesse vantagens em conseguir transformar-se em área livre de transgênicos. Poderia conseguir um mercado cativo internacional para seus produtos, teria uma imagem ambiental externa favorável, possivelmente capturaria incentivos e subsídios extras para plantações orgânicas ou sem transgenia, o que seria bom para os produtores.
Embora houvessem estas vantagens, a proposta de um Paraná livre de transgênicos não aconteceu basicamente porque os políticos paranaenses e pessoas do meio público tiveram uma visão muito imediatista e limitada com relação a este assunto, ou mesmo que não tivessem, acabaram não abraçando a causa para não favorecer o governador, ou seja, um caso clássico de briga entre políticos que prejudicou principalmente o Estado do Paraná. Este é assunto basicamente encerrado e praticamente não sobrou nada para o próximo governador fazer.
Para o próximo governador ficará, no entanto, a decisão final sobre o destino da Floresta de Araucárias, os pinheirais, que já foram símbolo do Paraná e sustento da sua economia e que hoje agonizam lentamente, diante da apatia do Estado. No sentido mais elementar significa decidir entre preservar o que resta e agir consistentemente para recuperar áreas com pinheirais (e com isto recolher benefícios econômicos e ambientais desta decisão), ou então se deixar levar pela lenga lenga dos “deputados motosserras”, que querem reduções das áreas que os produtores devem manter como reserva mínima, algo que fará hoje poucos beneficiários em troca de um aumento imediatista na produção rural seguida de muitos prejudicados, com o aumento da degradação ambiental.
Neste sentido, programas ou projetos como o Paraná Biodiversidade, ou de recuperação de florestas ciliares, que demandam anos para ter resultado, merecem ser continuados. Também é importante a retomada do incentivo financeiro para reflorestamentos, pois uma indústria madeireira moderna segue sendo um pilar importante da economia ambiental de um Estado.
A Região Metropolitana de Curitiba continuará sendo um desafio ambiental grande para o próximo governador. A grande questão será conciliar o gritante aumento populacional com suprimento de água e conservação de mananciais. O próximo governador precisará valorizar bastante o trato desta região para manter viável a maior cidade do Estado, reestruturando a COMEC e valorizando o planejamento e o diálogo com os municípios da RMC, para criar compensações para restrições ao uso do solo que Curitiba impõe aos municípios vizinhos.
O Paraná é uma exceção na União, sendo um dos poucos estados que conseguiu preservar a vegetação do seu trecho da Serra do Mar (Floresta Atlântica), mas o futuro governador terá de começar do zero na busca de recursos para manter este importante bioma. O Governo Requião herdou do seu antecessor Lerner um importante programa chamado Pro-Atlântica, financiado com recursos alemães, com a finalidade de conservar, preservar e recuperar esta floresta e de promover projetos antenados com a realidade global.
Mas a sociedade externa à Floresta Atlântica foi tratada como promotora de sérios danos ambientais como: desmatamentos, caça, extração de palmito, mineração, agropecuária, queimadas, descargas de lixo e esgotos, consumo de recursos e expansão urbana, ainda que a região onde o programa atuou seja a menos urbanizada ou ocupada do Paraná. O distanciamento da sociedade pode explicar a demora, fracasso ou simples abandono de projetos dentro deste programa. Mesmo o esforço de treinamento de algumas centenas de profissionais/fiscais ou policiais acabou diluindo-se diante da indiferença da população ou do tamanho da área a ser fiscalizada (12 mil km2). Por estes motivos, este programa não pode ser considerado sustentável do ponto de vista social.
Finalmente, quando implantou projetos, o próprio Pró-Atlântica revelou-se fonte geradora de danos à natureza que pretendia proteger, apresentando indicadores de insustentabilidade ambiental como desmatamentos, destruição de ambientes onde ocorrem espécies endêmicas, ou danos ao patrimônio arqueológico (caminho do Itupava). Neste sentido, a imagem que infelizmente ficará gravada do Governo Requião será a dos incêndios que ocorreram em áreas intocadas da Serra do Mar (Parque Estadual Pico Paraná), um exemplo notável, após milhões de dólares do Pró-Atlântica, de despreparo material e humano governamental, cujos danos se manterão por centenas de anos. Caberá ao próximo governante rever radicalmente a política ambiental para esta região, que é uma espécie de jóia ecológica do Estado, para evitar que novos estragos irreversíveis aconteçam.
Ciência e tecnologia em meio ambiente
O Paraná possui bons centros de pesquisas e universidades estaduais conceituadas, inclusive com bons cursos nas áreas agrícolas e ambientais, além, é claro, das instituições federais que possuem alguns centros de excelência. O Estado tem grande tradição agrícola, mas gradativamente vai perdendo o posto de “celeiro do país”, à medida que os estados do Centro Oeste vão ampliando suas áreas de plantio. Apenas o investimento em novas tecnologias, que aumentem a produtividade ou em culturas que gerem diferenciais vão manter o Estado em uma posição adequada no futuro. A pesquisa e extensão florestal também podem diversificar e ajudar a manter viáveis os pólos de móveis do Paraná, além de trazer maior equilíbrio ambiental nesta questão, pois desmatamentos na Amazônia são feitos para suprir demandas paranaenses. O Estado precisará também de soluções criativas para conciliar um estado cada vez mais urbano com a conservação da natureza da qual as cidades dependem.
Se o Paraná é um gerador de conhecimento, inclusive na área ambiental, através de suas universidades e centros de pesquisa, o grande desafio será manter esta mão de obra altamente qualificada atuando no Estado. Muitos mestres e doutores formados em universidades paranaenses já estão migrando para estados, como os do Norte e Nordeste, que possuem uma política de ciência e tecnologia mais atraente que o Paraná, que está se tornando um Estado gerador de mão de obra qualificada para o resto do país. Esta “fuga de cérebros” é boa para o país e ruim para o Paraná, que precisa desenvolver mecanismos para manter este pessoal atuando por aqui.
Por Lais Pinto
Lagoas em Natal podem transbordar por impermeabilização

As chuvas do próximo mês poderão ser alvo de transtornos para as comunidades próximas a lagoas. O motivo é a impermeabilização dos leitos causada pelo deposito de lixo acumulado e esgotos direcionados, que chegam a centímetros como na Lagoa de São Conrado.
O secretário de Meio Ambiente e Urbanismo, Olegário Passos, reclama que o problema tem causas oriundas da própria comunidade, que deposita o lixo nas lagoas. “Estamos com problema seríssimo nas lagoas de captação de Natal pela impermeabilização dos esgotos, por causa da camada de substâncias orgânicas, que criam leito impermeável nos leitos”, descreve.
Ele cita como exemplo a lagoa de São Conrado, onde foi feita uma limpeza há 30 dias e logo após, o trabalho foi perdido com o direcionamento de esgoto. “Estamos fazendo um trabalho titânico com relação a essas lagoas, limpando e retirando os resíduos. Na última vez, a camada estava com 30 centímetros de sujeira e logo depois, a Caern foi lá e jogou o esgoto na lagoa”, aponta Olegário.
O trabalho de tamponagem – que atua tampando os esgotos – também é feito na Zona Norte. Sobre o assunto, Olegário conta. “Em Itapetinga, o hospital de custódia e o presídio provisório jogam seus esgotos diretamente na rua, através de ligações clandestinas”, aponta
Por : Lawetna Tôrres
Aquecimento global coloca Amazônia em risco, diz Banco Mundial
O aquecimento global pode provocar a drástica extinção da floresta amazônica e uma escassez de água que afetará 77 milhões de pessoas na América Latina e Caribe em 2020, segundo um relatório do Banco Mundial apresentado nesta quinta-feira (25) em Lima, Peru.
"O impacto mais desastroso poderá ser a extinção dramática da floresta amazônica e a transformação dessa área em grandes extensões de savana, com graves consequências para o clima da região, e talvez do mundo", informa o documento apresentado pelo colombiano Felipe Jaramillo, diretor regional do BM para Equador, Bolívia, Peru e Venezuela.
O relatório "Desenvolvimento Mundial 2010: Desenvolvimento e Mudança Climática" adverte que os ecossistemas mais importantes estão sendo ameaçados nas nações latino-americanas e caribenhas.
O Bird destaca que ninguém está imune aos efeitos das variações do clima, mas que os países em desenvolvimento serão mais vulneráveis. Segundo as estimativas, esses países deverão arcar com de 75% a 80% dos custos causados pelos danos provocados pelo fenômeno.
Para os países dessa região, as mudanças climáticas representam "a ameaça de multiplicar as vulnerabilidades, destruindo os progressos conseguidos com tanto esforço e prejudicando fortemente as perspectivas de desenvolvimento".
Diante desse fenômeno, o Bird declarou que o problema das mudanças climáticas deve ser encarado com urgência e que não poderá ser resolvido se os países não cooperarem em escala mundial para melhorar a eficiência energética, desenvolver tecnologias limpas e ampliar os mecanismos que permitam absorver os gases de efeito estufa para proteger o meio ambiente.
Apoio
A instituição adverte que os países desenvolvidos devem liderar esses esforços e reduzir abruptamente suas próprias emissões em 80% até 2050, assim como colocar no mercado novas tecnologias e ajudar a financiar a transição dos países em desenvolvimento rumo à energia limpa.
O relatório prevê também que a região dos Andes será afetada, "o que modificaria a quantidade de água à disposição de diversos países e provocaria falta d'água a pelo menos 77 milhões de pessoas em 2020".
Para o Banco Mundial, isso representa também uma ameaça para a energia hidrelétrica, fonte de eletricidade dominante em muitos países da América do Sul.
"O aquecimento e a maior acidez dos oceanos podem causar a extinção progressiva dos recifes do Caribe, que abrigam aproximadamente 65% das espécies de peixes da bacia", afirma o Bird.
Esses corais, completa, oferecem proteção natural frente às tormentas marítimas e são fundamentais para o turismo.
As mudanças climáticas também provocarão danos no Golfo do México, o que tornará essa costa mais "vulnerável a furacões mais fortes e mais frequentes", completa o estudo.
O órgão multilateral informa que à medida que o planeta esquenta, há mudanças no calendário das chuvas e se multiplicam os episódios extremos, como as secas, inundações e incêndios florestais.
Por Lawetna Tôrres (0505)
"O impacto mais desastroso poderá ser a extinção dramática da floresta amazônica e a transformação dessa área em grandes extensões de savana, com graves consequências para o clima da região, e talvez do mundo", informa o documento apresentado pelo colombiano Felipe Jaramillo, diretor regional do BM para Equador, Bolívia, Peru e Venezuela.
O relatório "Desenvolvimento Mundial 2010: Desenvolvimento e Mudança Climática" adverte que os ecossistemas mais importantes estão sendo ameaçados nas nações latino-americanas e caribenhas.
O Bird destaca que ninguém está imune aos efeitos das variações do clima, mas que os países em desenvolvimento serão mais vulneráveis. Segundo as estimativas, esses países deverão arcar com de 75% a 80% dos custos causados pelos danos provocados pelo fenômeno.
Para os países dessa região, as mudanças climáticas representam "a ameaça de multiplicar as vulnerabilidades, destruindo os progressos conseguidos com tanto esforço e prejudicando fortemente as perspectivas de desenvolvimento".
Diante desse fenômeno, o Bird declarou que o problema das mudanças climáticas deve ser encarado com urgência e que não poderá ser resolvido se os países não cooperarem em escala mundial para melhorar a eficiência energética, desenvolver tecnologias limpas e ampliar os mecanismos que permitam absorver os gases de efeito estufa para proteger o meio ambiente.
Apoio
A instituição adverte que os países desenvolvidos devem liderar esses esforços e reduzir abruptamente suas próprias emissões em 80% até 2050, assim como colocar no mercado novas tecnologias e ajudar a financiar a transição dos países em desenvolvimento rumo à energia limpa.
O relatório prevê também que a região dos Andes será afetada, "o que modificaria a quantidade de água à disposição de diversos países e provocaria falta d'água a pelo menos 77 milhões de pessoas em 2020".
Para o Banco Mundial, isso representa também uma ameaça para a energia hidrelétrica, fonte de eletricidade dominante em muitos países da América do Sul.
"O aquecimento e a maior acidez dos oceanos podem causar a extinção progressiva dos recifes do Caribe, que abrigam aproximadamente 65% das espécies de peixes da bacia", afirma o Bird.
Esses corais, completa, oferecem proteção natural frente às tormentas marítimas e são fundamentais para o turismo.
As mudanças climáticas também provocarão danos no Golfo do México, o que tornará essa costa mais "vulnerável a furacões mais fortes e mais frequentes", completa o estudo.
O órgão multilateral informa que à medida que o planeta esquenta, há mudanças no calendário das chuvas e se multiplicam os episódios extremos, como as secas, inundações e incêndios florestais.
Por Lawetna Tôrres (0505)
Madeiras nativas da Mata Atlântica e da Caatinga são apreendidas em Pernambuco durante fiscalização
Ações intensivas resultaram na apreensão de madeira nativa da Mata Atlântica e da Caatinga em Pernambuco. Entre 16 e 23 de março, fiscais da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco, CPRH, flagraram diversas infrações nos municípios de Carpina, Lajedo, Canhotinho e São Bento do Una.
Na última terça-feira, em Carpina, foram apreendidas 34 toras de madeira e 900 estroncas em uma serraria irregular, segundo informações da assessoria de comunicação. Os funcionários e o proprietário foram encaminhados à delegacia de polícia da cidade.
Em Lajedo, que fica no Agreste Meridional, foram localizados 50 estéreos de lenha que seriam utilizados para aquecimento animal em empreendimentos ligados à avicultura. Cada estéreo de madeira resulta em multa de R$ 300.
Ainda no Agreste Meridional, em Canhotinho, foram encontradas oito toras de Louro e Murici, espécies da Mata Atlântica. A madeira seria utilizada para a fabricação de portões.
Este mês o órgão dará início às fiscalizações noturnas, buscando intensificar ainda mais a repressão aos crimes ambientais
Por : Lawetna Tôrres
Na última terça-feira, em Carpina, foram apreendidas 34 toras de madeira e 900 estroncas em uma serraria irregular, segundo informações da assessoria de comunicação. Os funcionários e o proprietário foram encaminhados à delegacia de polícia da cidade.
Em Lajedo, que fica no Agreste Meridional, foram localizados 50 estéreos de lenha que seriam utilizados para aquecimento animal em empreendimentos ligados à avicultura. Cada estéreo de madeira resulta em multa de R$ 300.
Ainda no Agreste Meridional, em Canhotinho, foram encontradas oito toras de Louro e Murici, espécies da Mata Atlântica. A madeira seria utilizada para a fabricação de portões.
Este mês o órgão dará início às fiscalizações noturnas, buscando intensificar ainda mais a repressão aos crimes ambientais
Por : Lawetna Tôrres
Pessoas no mundo inteiro apagam as luzes por uma hora neste sábado (27)

Fotos mostram a Torre Eiffel com as luzes apagadas e acesas na Hora do Planeta em 2009
Atualizada em 25.03.2010
Neste sábado (27), entre 20h30 e 21h30 (horário local) , pessoas de todo o mundo apagarão voluntariamente suas luzes em um ato simbólico contra o aquecimento global. O primeiro lugar a aderir à chamada Hora do Planeta deve ser as Ilhas Chatham, na Nova Zelândia, às 3h45 de Brasília.
Pelo menos 812 cartões-postais de mais de 120 países ficarão no escuro, como a Torre Eiffel, em Paris, e o Portão de Brandenburgo, em Berlim. No Brasil, monumentos como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Ponte Octavio Frias de Oliveira, em São Paulo, o Palácio de Cristal, em Curitiba, e o Arco da Praça Portugal, em Fortaleza, vão ficar apagados durante a Hora do Planeta.
A campanha, liderada pela Rede WWF (World Wide Fund for Nature), conta com o apoio de 64 cidades brasileiras - das quais 17 capitais - distribuídas em 19 Estados de norte a sul do país, além de mais de 1.500 empresas e 249 organizações. "Estamos felizes com os resultados já obtidos e esperançosos de que vamos conseguir ainda mais adesões", diz Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.
UOL na Hora do Planeta
O UOL - Universo Online também abraçou a causa e promove uma ação editorial para estimular o engajamento dos internautas.
Diversas estações de conteúdo exibem um cronômetro regressivo para a Hora do Planeta de acordo com o horário de Brasília. Quando chegar o momento, o internauta será convidado a apagar as luzes e aderir ao movimento.
A Hora do Planeta acontece às 20h30, independentemente do local onde está o internauta. Para quem mora no Acre, Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Roraima , o cronômetro está uma hora adiantado. Já para quem está em Fernando de Noronha, São Pedro e São Paulo, assim como para as Ilhas Martin Vaz e Trindade, o contador está uma hora atrasado.
Anos anteriores
A adesão estimada no Brasil deve superar a do ano passado, quando participaram 51.926 pessoas cadastradas e centenas de outras que não fizeram o cadastro, mas apagaram suas luzes durante uma hora.
No resto do mundo, a participação também aumentou. Esta edição conta com 33 novos países, entre eles Nepal, Mongólia, Arábia Saudita, Nigéria, Paraguai, Uruguai e Marrocos.
Postado por Thiago Henrique (0505)
Mundo perdeu dois Estados de SP de florestas na última década

Perda líquida de florestas no mundo na última década foi reduzida
O mundo perdeu uma área superior a dois Estados de São Paulo em florestas na última década, apesar da queda no desmatamento, segundo um relatório divulgado nesta quinta-feira pela FAO, a agência da ONU para agricultura e alimentação.
Segundo o relatório Avaliação Global de Recursos Florestais 2010, houve uma redução na área média desmatada no mundo, de 16 milhões de hectares anuais durante a década de 1990, para 13 milhões de hectares anuais na década de 2000.
O Brasil teve uma redução significativa na perda de florestas na última década – de 2,9 milhões de hectares anuais nos anos 1990 para 2,6 milhões nos anos 2000 -, mas permanece como o país com o maior desmatamento no mundo.
A FAO observa que a perda líquida de florestas no mundo na última década foi reduzida ainda por conta de amplos programas de reflorestamento promovidos principalmente por China, Índia, Vietnã e Estados Unidos.
Na comparação com a década de 1990, houve uma redução de 37,3% no ritmo de perda de florestas no mundo na última década – de 8,3 milhões de hectares (equivalente à área do Estado do Rio de Janeiro) para 5,2 milhões de hectares (equivalente à área do Rio Grande do Norte ou às áreas somadas do Espírito Santo e do Distrito Federal).
Concentração
Segundo o levantamento da FAO, há 4 bilhões de hectares de florestas no mundo, o equivalente a cerca de 31% de toda a área terrestre. Cinco países – Brasil, Rússia, Canadá, Estados Unidos e China – concentram mais de 50% de toda a área de florestas no mundo.
O relatório da ONU aponta a América do Sul como o continente com a maior perda de área de florestas na última década (4 milhões de hectares anuais), seguida da África, com 3,4 milhões de hectares de florestas perdidas por ano.
No outro oposto, a Ásia registrou um ganho líquido de 2,2 milhões de hectares anuais de florestas na última década, graças aos programas de reflorestamento adotados por vários países da região.
A China foi o país com o maior ganho de florestas na última década, segundo a FAO.
O Brasil, a Indonésia e a Austrália são apontados como os países com a maior perda líquida de florestas no mundo. Mas enquanto no Brasil e na Indonésia houve uma redução no desmatamento na última década, na Austrália houve um aumento, em consequência da seca e de grandes incêndios florestais nos últimos anos.
Esforços coordenados
A FAO monitora a situação das florestas no mundo a cada 5 ou 10 anos desde 1946. O relatório deste ano, cujos dados completos devem ser divulgados somente em outubro, traz dados coletados em 233 países e territórios do mundo.
– Pela primeira vez fomos capazes de mostrar que o ritmo de desmatamento caiu globalmente como o resultado de esforços coordenados tanto no nível local como no nível internacional –, afirma Eduardo Rojas, diretor-geral assistente do Departamento de Florestas da FAO.
A organização observa, porém, que o nível de desmatamento ainda é muito alto em muitos países e destaca a importância que as florestas têm no combate ao problema das mudanças climáticas, por serem grandes depósitos de carbono – floresta desmatada significa mais carbono na atmosfera.
Segundo Mette Løyche Wilkie, coordenadora do relatório, o fato de os programas de reflorestamento da China, da Índia e do Vietnã estarem previstos para terminar em 2020 significa que há uma ameaça de que haja um novo aumento nas perdas de florestas no mundo se não houver novas intervenções para conter o desmatamento e para promover o reflorestamento.
Postado por Lawetna Tôrres (0505)
Madeiras nativas da Mata Atlântica e da Caatinga são apreendidas em Pernambuco durante fiscalização
Danielle Jordan / AmbienteBrasil
Ações intensivas resultaram na apreensão de madeira nativa da Mata Atlântica e da Caatinga em Pernambuco. Entre 16 e 23 de março, fiscais da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco, CPRH, flagraram diversas infrações nos municípios de Carpina, Lajedo, Canhotinho e São Bento do Una.
Na última terça-feira, em Carpina, foram apreendidas 34 toras de madeira e 900 estroncas em uma serraria irregular, segundo informações da assessoria de comunicação. Os funcionários e o proprietário foram encaminhados à delegacia de polícia da cidade.
Em Lajedo, que fica no Agreste Meridional, foram localizados 50 estéreos de lenha que seriam utilizados para aquecimento animal em empreendimentos ligados à avicultura. Cada estéreo de madeira resulta em multa de R$ 300.
Ainda no Agreste Meridional, em Canhotinho, foram encontradas oito toras de Louro e Murici, espécies da Mata Atlântica. A madeira seria utilizada para a fabricação de portões.
Este mês o órgão dará início às fiscalizações noturnas, buscando intensificar ainda mais a repressão aos crimes ambientais.
Postado por Lawetna Tôrres (0505)
Ações intensivas resultaram na apreensão de madeira nativa da Mata Atlântica e da Caatinga em Pernambuco. Entre 16 e 23 de março, fiscais da Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco, CPRH, flagraram diversas infrações nos municípios de Carpina, Lajedo, Canhotinho e São Bento do Una.
Na última terça-feira, em Carpina, foram apreendidas 34 toras de madeira e 900 estroncas em uma serraria irregular, segundo informações da assessoria de comunicação. Os funcionários e o proprietário foram encaminhados à delegacia de polícia da cidade.
Em Lajedo, que fica no Agreste Meridional, foram localizados 50 estéreos de lenha que seriam utilizados para aquecimento animal em empreendimentos ligados à avicultura. Cada estéreo de madeira resulta em multa de R$ 300.
Ainda no Agreste Meridional, em Canhotinho, foram encontradas oito toras de Louro e Murici, espécies da Mata Atlântica. A madeira seria utilizada para a fabricação de portões.
Este mês o órgão dará início às fiscalizações noturnas, buscando intensificar ainda mais a repressão aos crimes ambientais.
Postado por Lawetna Tôrres (0505)
Projeto de lei em tramitação na Assembleia prevê desmatamento de 1.076 hectares de vegetação nativa
Está em tramitação na Assembleia Legislativa projeto de lei enviado pelo governo do Estado que prevê o desmatamento, de uma só vez , de 1.076 hectares de vegetação nativa no Porto de Suape.
São 893,4 ha de mangue, 17,03 ha de mata atlântica e 166,06 ha de restinga.
O objetivo é a ampliação da área do complexo portuário, entre Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, para a implantação de um estaleiro.
É o maior, asseguram ambientalistas, desmatamento de mangue já realizado no Brasil. Para se ser uma ideia da abrangência da devastação, a área que será suprimida equivale a mais de 1.000 campos de futebol. É que um campo corresponde a quase um hectare (10 mil metros quadrados).
A área a ser desmatada é maior do que o mangue que foi aterrado, na década de 80, para a implantação do próprio complexo: 600 hectares.
Se o procedimento é legal? É. A lei prevê esse tipo de ação, em caso de obras de utilidade pública ou interesse social, mediante decreto do governador, desde que se faça o replantio de área de igual tamanho. Como todo mundo sabe, não há mais área tão extensa disponível no litoral pernambucano. Mas, nesse caso, existe uma outra brecha legal: se não pode replantar, o empreendedor pode fazer a compensação ambiental promovendo a conservação de uma outra área de vegetação nativa.
E, também como todo mundo sabe, o governo tem maioria na assembleia. Ou seja, o projeto certamente será aprovado e virará lei.
Bem, fica a pergunta. Alguém já parou para mensurar a relação custo-benefício da geração de emprego e renda com o estaleiro e dos inumeráveis danos ambientais que serão causados com o corte, a uma só canetada do governador, de tanta vegetação?
Postado por Thiago Henrique (0505)
São 893,4 ha de mangue, 17,03 ha de mata atlântica e 166,06 ha de restinga.
O objetivo é a ampliação da área do complexo portuário, entre Ipojuca e Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, para a implantação de um estaleiro.
É o maior, asseguram ambientalistas, desmatamento de mangue já realizado no Brasil. Para se ser uma ideia da abrangência da devastação, a área que será suprimida equivale a mais de 1.000 campos de futebol. É que um campo corresponde a quase um hectare (10 mil metros quadrados).
A área a ser desmatada é maior do que o mangue que foi aterrado, na década de 80, para a implantação do próprio complexo: 600 hectares.
Se o procedimento é legal? É. A lei prevê esse tipo de ação, em caso de obras de utilidade pública ou interesse social, mediante decreto do governador, desde que se faça o replantio de área de igual tamanho. Como todo mundo sabe, não há mais área tão extensa disponível no litoral pernambucano. Mas, nesse caso, existe uma outra brecha legal: se não pode replantar, o empreendedor pode fazer a compensação ambiental promovendo a conservação de uma outra área de vegetação nativa.
E, também como todo mundo sabe, o governo tem maioria na assembleia. Ou seja, o projeto certamente será aprovado e virará lei.
Bem, fica a pergunta. Alguém já parou para mensurar a relação custo-benefício da geração de emprego e renda com o estaleiro e dos inumeráveis danos ambientais que serão causados com o corte, a uma só canetada do governador, de tanta vegetação?
Postado por Thiago Henrique (0505)
Aquecimento Global afetará fortemente a América Latina, diz Banco Mundial
O aquecimento global pode provocar a drástica extinção da floresta amazônica e uma escassez de água que afetará 77 milhões de pessoas na América Latina e Caribe em 2020, segundo um relatório do Banco Mundial apresentado nesta quinta-feira em Lima. O relatório "Desenvolvimento Mundial 2010: Desenvolvimento e Mudança Climática" adverte que os ecossistemas mais importantes estão sendo ameaçados nas nações latino-americanas e caribenhas.
O Bird destaca que ninguém está imune aos efeitos das variações do clima, mas que os países em desenvolvimento serão mais vulneráveis. Segundo as estimativas, esses países deverão arcar com de 75% a 80% dos custos causados pelos danos provocados pelo fenômeno. Para os países dessa região, as mudanças climáticas representam "a ameaça de multiplicar as vulnerabilidades, destruindo os progressos conseguidos com tanto esforço e prejudicando fortemente as perspectivas de desenvolvimento".
Diante desse fenômeno, o Bird declarou que o problema das mudanças climáticas deve ser encarado com urgência e que não poderá ser resolvido se os países não cooperarem em escala mundial para melhorar a eficiência energética, desenvolver tecnologias limpas e ampliar os mecanismos que permitam absorver os gases de efeito estufa para proteger o meio ambiente.
A instituição adverte que os países desenvolvidos devem liderar esses esforços e reduzir abruptamente suas próprias emissões em até 80% até 2050, assim como colocar no mercado novas tecnologias e ajudar a financiar a transição dos países em desenvolvimento rumo à energia limpa. "O impacto mais desastroso poderá ser a extinção dramática da floresta amazônica e a transformação dessa área em grandes extensões de savana, com graves consequências para o clima da região, e talvez do mundo", informa o documento apresentado pelo colombiano Felipe Jaramillo, diretor regional do BM para Equador, Bolívia, Peru e Venezuela.
O relatório prevê também "o desaparecimento dos Andes, o que modificaria a quantidade de água à disposição de diversos países e provocaria falta d'água a pelo menos 77 milhões de pessoas em 2020". Para o Banco Mundial, isso representa também uma ameaça para a energia hidrelétrica, fonte de eletricidade dominante em muitos países da América do Sul. "O aquecimento e a maior acidez dos oceanos podem causar a extinção progressiva dos arrecifes do Caribe, que abrigam aproximadamente 65% das espécies de peixes da bacia", afirma o Bird.
Esses corais, completa, oferecem proteção natural frente às tormentas marítimas e são fundamentais para o turismo. As mudanças climáticas também provocarão danos no Golfo do México, o que tornará essa costa mais "vulnerável a furacões mais fortes e mais frequentes", completa o estudo.
O órgão multilateral informa que à medida que o planeta esquenta, há mudanças no calendário das chuvas e se multiplicam os episódios extremos, como as secas, inundações e incêndios florestais.
Postado por Cristiane Chalegre (0505)
O Bird destaca que ninguém está imune aos efeitos das variações do clima, mas que os países em desenvolvimento serão mais vulneráveis. Segundo as estimativas, esses países deverão arcar com de 75% a 80% dos custos causados pelos danos provocados pelo fenômeno. Para os países dessa região, as mudanças climáticas representam "a ameaça de multiplicar as vulnerabilidades, destruindo os progressos conseguidos com tanto esforço e prejudicando fortemente as perspectivas de desenvolvimento".
Diante desse fenômeno, o Bird declarou que o problema das mudanças climáticas deve ser encarado com urgência e que não poderá ser resolvido se os países não cooperarem em escala mundial para melhorar a eficiência energética, desenvolver tecnologias limpas e ampliar os mecanismos que permitam absorver os gases de efeito estufa para proteger o meio ambiente.
A instituição adverte que os países desenvolvidos devem liderar esses esforços e reduzir abruptamente suas próprias emissões em até 80% até 2050, assim como colocar no mercado novas tecnologias e ajudar a financiar a transição dos países em desenvolvimento rumo à energia limpa. "O impacto mais desastroso poderá ser a extinção dramática da floresta amazônica e a transformação dessa área em grandes extensões de savana, com graves consequências para o clima da região, e talvez do mundo", informa o documento apresentado pelo colombiano Felipe Jaramillo, diretor regional do BM para Equador, Bolívia, Peru e Venezuela.
O relatório prevê também "o desaparecimento dos Andes, o que modificaria a quantidade de água à disposição de diversos países e provocaria falta d'água a pelo menos 77 milhões de pessoas em 2020". Para o Banco Mundial, isso representa também uma ameaça para a energia hidrelétrica, fonte de eletricidade dominante em muitos países da América do Sul. "O aquecimento e a maior acidez dos oceanos podem causar a extinção progressiva dos arrecifes do Caribe, que abrigam aproximadamente 65% das espécies de peixes da bacia", afirma o Bird.
Esses corais, completa, oferecem proteção natural frente às tormentas marítimas e são fundamentais para o turismo. As mudanças climáticas também provocarão danos no Golfo do México, o que tornará essa costa mais "vulnerável a furacões mais fortes e mais frequentes", completa o estudo.
O órgão multilateral informa que à medida que o planeta esquenta, há mudanças no calendário das chuvas e se multiplicam os episódios extremos, como as secas, inundações e incêndios florestais.
Postado por Cristiane Chalegre (0505)
O atum de nadadeira azul do Atlântico, sobre o qual não houve acordo na conferência da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Fauna e Flora Silvestres (CITES) para proibir a comercialização, não é o único em perigo de extinção, já que, segundo os ecologistas, a espécie irmã do Sul pode correr o mesmo risco.
A conferência da CITES, encerrada na quinta-feira, votou contra uma proposta dos Estados Unidos e da União Europeia (UE) para proibir a comercialização do atum de nadadeira azul do Atlântico, que viu a população desabar nos últimos 40 anos. Mas a situação da espécie no Sul é igual ou até mesmo pior, segundo os ecologistas, que culpam Austrália, Japão, Nova Zelândia e outros países de provocarem a quase extinção.
A maioria dos atuns do Sul, que pesam até 200 kg, são pescados em águas australianas e perto da Nova Zelândia e da África do Sul. O preço de mercado pode chegar a milhares de dólares. Japão e Nova Zelândia votaram na CITES contra a proibição da comercialização do atum do Atlântico, e a Austrália anunciou que não votaria a favor.
Tanto Austrália como Nova Zelândia alegam que a pesca restritiva é mais eficaz que uma proibição. Mas o Greenpeace neozelandês afirma que o os dois países buscavam, em parte, evitar pressões para não terem que acabar com a pesca da espécie do Sul.
Rejane Amaral (0505)
A conferência da CITES, encerrada na quinta-feira, votou contra uma proposta dos Estados Unidos e da União Europeia (UE) para proibir a comercialização do atum de nadadeira azul do Atlântico, que viu a população desabar nos últimos 40 anos. Mas a situação da espécie no Sul é igual ou até mesmo pior, segundo os ecologistas, que culpam Austrália, Japão, Nova Zelândia e outros países de provocarem a quase extinção.
A maioria dos atuns do Sul, que pesam até 200 kg, são pescados em águas australianas e perto da Nova Zelândia e da África do Sul. O preço de mercado pode chegar a milhares de dólares. Japão e Nova Zelândia votaram na CITES contra a proibição da comercialização do atum do Atlântico, e a Austrália anunciou que não votaria a favor.
Tanto Austrália como Nova Zelândia alegam que a pesca restritiva é mais eficaz que uma proibição. Mas o Greenpeace neozelandês afirma que o os dois países buscavam, em parte, evitar pressões para não terem que acabar com a pesca da espécie do Sul.
Rejane Amaral (0505)
Falha na coleta de lixo agrava enchente em São Paulo
EVANDRO SPINELLI
da Folha de S.Paulo
Cerca de 1.100 ruas da zona sul e da zona leste de São Paulo ficaram sem coleta de lixo nesta semana, agravando as enchentes causadas pelas chuvas intensas que voltaram a atingir a cidade na tarde de ontem (25).
A Ecourbis, concessionária que faz a coleta de lixo nessas regiões, reduziu as horas extras de seus funcionários. Com isso, a empresa deixou de fazer a coleta em parte de sua área de atuação.
A prefeitura informou que constatou falha nos serviços prestados pela concessionária e que a empresa pode ser multada em até R$ 1,6 milhão.
De acordo com a Ecourbis, o problema ocorreu na segunda-feira (22) e na terça-feira (23) e foi regularizado ontem (25) e na quarta-feira (24), mas voltará a ocorrer na próxima semana. A disputa é pela renegociação dos valores do contrato.
A explicação é que na segunda e na terça o volume de lixo recolhido é 35% maior. Portanto, os caminhões precisam fazer mais viagens para dar conta de todo o material.
O resultado são mais sacos de lixo espalhado nas ruas. Durante as chuvas, esses sacos são arrastados pelas enxurradas e entopem as bocas de lobo, causando alagamentos. Só ontem, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) registrou 61 pontos de alagamento, boa parte nas zonas leste e sul.
Quando começou a chuva forte de ontem, cerca de 20% do lixo que deveria ter sido coletado na noite de terça-feira ainda estava nas ruas.
Prejuízos
De acordo com Ricardo Acar, presidente da Ecourbis, os funcionários faziam jornadas de 12 a 13 horas por dia. Agora, o limite imposto é de duas horas extras diárias --ou seja, a jornada máxima passou a ser de dez horas- e não dá tempo de fazer a coleta em toda a área.
Acar diz que seria necessário incorporar mais 31 caminhões à frota de 179 da empresa, mas que isso só seria possível se a prefeitura aumentasse o valor pago mensalmente.
Atualmente, a Ecourbis recebe R$ 24,9 milhões e, segundo o presidente, gasta R$ 28 milhões por mês. Parte do prejuízo é em consequência de horas extras dos funcionários, diz ele. A maior parte, no entanto, é com o uso de aterros sanitários particulares em Guarulhos e Caieiras, ambos na Grande São Paulo.
Postado por: Laiane Albuquerque (0505)
da Folha de S.Paulo
Cerca de 1.100 ruas da zona sul e da zona leste de São Paulo ficaram sem coleta de lixo nesta semana, agravando as enchentes causadas pelas chuvas intensas que voltaram a atingir a cidade na tarde de ontem (25).
A Ecourbis, concessionária que faz a coleta de lixo nessas regiões, reduziu as horas extras de seus funcionários. Com isso, a empresa deixou de fazer a coleta em parte de sua área de atuação.
A prefeitura informou que constatou falha nos serviços prestados pela concessionária e que a empresa pode ser multada em até R$ 1,6 milhão.
De acordo com a Ecourbis, o problema ocorreu na segunda-feira (22) e na terça-feira (23) e foi regularizado ontem (25) e na quarta-feira (24), mas voltará a ocorrer na próxima semana. A disputa é pela renegociação dos valores do contrato.
A explicação é que na segunda e na terça o volume de lixo recolhido é 35% maior. Portanto, os caminhões precisam fazer mais viagens para dar conta de todo o material.
O resultado são mais sacos de lixo espalhado nas ruas. Durante as chuvas, esses sacos são arrastados pelas enxurradas e entopem as bocas de lobo, causando alagamentos. Só ontem, o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) registrou 61 pontos de alagamento, boa parte nas zonas leste e sul.
Quando começou a chuva forte de ontem, cerca de 20% do lixo que deveria ter sido coletado na noite de terça-feira ainda estava nas ruas.
Prejuízos
De acordo com Ricardo Acar, presidente da Ecourbis, os funcionários faziam jornadas de 12 a 13 horas por dia. Agora, o limite imposto é de duas horas extras diárias --ou seja, a jornada máxima passou a ser de dez horas- e não dá tempo de fazer a coleta em toda a área.
Acar diz que seria necessário incorporar mais 31 caminhões à frota de 179 da empresa, mas que isso só seria possível se a prefeitura aumentasse o valor pago mensalmente.
Atualmente, a Ecourbis recebe R$ 24,9 milhões e, segundo o presidente, gasta R$ 28 milhões por mês. Parte do prejuízo é em consequência de horas extras dos funcionários, diz ele. A maior parte, no entanto, é com o uso de aterros sanitários particulares em Guarulhos e Caieiras, ambos na Grande São Paulo.
Postado por: Laiane Albuquerque (0505)
Lixo: Um dos vilões dos alagamentos.

Os jornais de hoje e dos últimos dias noticiaram diversos alagamentos na Cidade, sobretudo devido ao altíssimo índice pluviométrico registrado em São Paulo.
O Estado e o JT, por exemplo, trouxeram matérias sobre o acúmulo de lixo nos piscinões da Cidade.
Mas a verdade é que a questão dos alagamentos não é só de responsabilidade da Prefeitura, mas também de cada um de nós que moramos na Cidade.
É impressionante a quantidade de lixo jogado nas ruas e nos córregos da Cidade. Este lixo não é jogado pelo Poder Público que, aliás, gasta uma fortuna com limpeza e recolhimento de lixo em São Paulo.
É redundante falar, mas o lixo jogado nas ruas, nas calçadas e nos córregos é um dos grandes vilões que impedem o correto escoamento das águas da chuva.
Outro problema grave é que a maior parte da Cidade está "cimentada", ou seja, as propriedades impermeabilizaram o solo impedindo que a agua penetre no solo evitando as enchentes.
Todas as regiões que sofreram com os recentes alagamentos são ou fazem parte de várzeas, ou seja, locais que naturalmente alagam com as cheias e os próprios moradores pouco contribuem com a questão. Basta fazer uma enquete e checar quantas casas nessas regiões deixam seus terrenos livres com algum jardim...
Aliás, a questão da permeabilidade é um problema em toda a Cidade. A questão do lixo, também.
A Prefeitura tem feito a sua parte, aumentando os parques lineares e investindo muito no recolhimento de lixo e na limpeza de córregos e bueiros.
Mas é preciso que todos os moradores de São Paulo deixem o imobilismo de lado e assumam a responsabilidade de produzir menos lixo e, como é óbvio, não jogar lixo nas ruas e muito menos nos córregos da Cidade.
Os jornais tem razão ao publicar a matéria sobre o lixo nos piscinões da Cidade. Mas se tem lixo nos piscinões é sinal que alguém jogou o lixo em local não apropriado.
A questão ambiental deve entrar de vez na rotina de cada cidadão da cidade, já que o ambiente já da mostras claras de que a poluição já está chegando a níveis insuportáveis.
Por isso, se está indignado com os alagamentos saiba que você pode ajudar.
Não jogue lixo nas ruas. Produza menos lixo e denuncie quem joga lixo e entulho nas vias e nos córregos.
A Cidade agradece!
--
Postado por Marcos Salvador 0505
Tornado ameaça zona sudeste dos Estados Unidos
O Centro de Prognóstico de Tempestades emitiu neste domingo um alerta de tornado na zona sudeste dos Estados Unidos que afeta os estados da Geórgia, Carolina do Norte e Carolina do Sul, região que já sofre com fortes chuvas.
O Centro está seguindo a trajetória das tempestades que se movimentam a partir vale do rio Savannah, na Geórgia, e que estão descarregando fortes precipitações e relâmpagos ocasionais durante a sua passagem.
Segundo o canal de televisão local WSOC, estes meteoros estão gerando energia eólica suficiente para produzir tornados de curta duração que podem causar danos.
As chuvas se transformaram em granizo em algumas regiões, nas quais as pedras chegaram a acumular até cinco centímetros, e os fortes ventos alcançaram os 110 km/h.
O alerta é válido para algumas áreas do norte da Geórgia, do centro-oeste e nordeste da Carolina do Norte e do centro e norte do estado da Carolina do Sul até o fim da noite de hoje.
As autoridades recomendam à população que busque um refúgio seguro, longe das janelas, até que a tempestade passe, e se mantenha informada com as atualizações meteorológicas.
Fonte:
Postado por: GERALDO JR (DIR-0505)
O Centro está seguindo a trajetória das tempestades que se movimentam a partir vale do rio Savannah, na Geórgia, e que estão descarregando fortes precipitações e relâmpagos ocasionais durante a sua passagem.
Segundo o canal de televisão local WSOC, estes meteoros estão gerando energia eólica suficiente para produzir tornados de curta duração que podem causar danos.
As chuvas se transformaram em granizo em algumas regiões, nas quais as pedras chegaram a acumular até cinco centímetros, e os fortes ventos alcançaram os 110 km/h.
O alerta é válido para algumas áreas do norte da Geórgia, do centro-oeste e nordeste da Carolina do Norte e do centro e norte do estado da Carolina do Sul até o fim da noite de hoje.
As autoridades recomendam à população que busque um refúgio seguro, longe das janelas, até que a tempestade passe, e se mantenha informada com as atualizações meteorológicas.
Fonte:
Postado por: GERALDO JR (DIR-0505)
Desastre ambiental
Sabotagem provoca vazamento de petróleo que chega ao maior rio do país
//
Um desastre ecológico sem precedentes. É assim que algumas autoridades se referem a um vazamento de petróleo no rio Lambro, norte da Itália, que chegou ontem ao Po, o rio mais longo do país, cuja bacia cobre cerca de um quarto do território do país. A causa: sabotagem.
A origem do problema foi a abertura das cisternas da ex-refinaria Lombarda Petroli, de Villasanta, próximo a Monza, que passou a ser utilizada como depósito de petróleo. Quem agiu estava familiarizado com a planta e sabia como operar as cisternas, afirmou Cinzia Secchi, porta-voz do governo milanês.
Ela afirmou que não foram encontrados problemas na estrutura em inspeções recentes. Surgiram contradições na divulgação da quantidade de petróleo derramado: segundo Secchi, foram 2,5 milhões de litros, menos que os 10 milhões calculados previamente, mas muito além dos 600 mil litros anunciados antes por ambientalistas e pela agência Ansa.
O derr amamento começou na terça-feira e se espalhou pelo Lambro rumo ao sul, alcançando Piacenza e Cremona durante a noite, apesar dos esforços de contenção.
Ontem, chegou ao Po, que passa por Piamonte e Turim antes de desembocar no Mar Adriático.
A mancha negra é um perigo para fauna e flora. Mesmo que seja neutralizado, o impacto será duradouro porque o vale do rio Po é a região agrícola mais importante da Itália, e ele é muito utilizado para irrigação, apontou a organização World Wildlife Fund (WWF).
Os responsáveis sofrerão dura punição, diz governo
De acordo com a BBC, há relatos de centenas de pássaros mortos em decorrência do vazamento. Diversos patos cobertos de óleo foram retirados do rio e levados a um abrigo regional para animais onde estão sendo tratados. A WWF aponta os peixes, patos selvagens e garças como os animais que serão mais atingidos. O presidente da regiã o da Lombardia, Roberto Formigoni, disse que os responsáveis serão processados e severamente punidos com o “desastre ecológico”. A imprensa italiana informou que a empresas dona do depósito, Lombarda Petroli, despediu vários funcionários nos últimos meses, apontando um motivo para o crime.
postada por Thiago Henrique (0505)
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Um desastre ecológico sem precedentes. É assim que algumas autoridades se referem a um vazamento de petróleo no rio Lambro, norte da Itália, que chegou ontem ao Po, o rio mais longo do país, cuja bacia cobre cerca de um quarto do território do país. A causa: sabotagem.
A origem do problema foi a abertura das cisternas da ex-refinaria Lombarda Petroli, de Villasanta, próximo a Monza, que passou a ser utilizada como depósito de petróleo. Quem agiu estava familiarizado com a planta e sabia como operar as cisternas, afirmou Cinzia Secchi, porta-voz do governo milanês.
Ela afirmou que não foram encontrados problemas na estrutura em inspeções recentes. Surgiram contradições na divulgação da quantidade de petróleo derramado: segundo Secchi, foram 2,5 milhões de litros, menos que os 10 milhões calculados previamente, mas muito além dos 600 mil litros anunciados antes por ambientalistas e pela agência Ansa.
O derr amamento começou na terça-feira e se espalhou pelo Lambro rumo ao sul, alcançando Piacenza e Cremona durante a noite, apesar dos esforços de contenção.
Ontem, chegou ao Po, que passa por Piamonte e Turim antes de desembocar no Mar Adriático.
A mancha negra é um perigo para fauna e flora. Mesmo que seja neutralizado, o impacto será duradouro porque o vale do rio Po é a região agrícola mais importante da Itália, e ele é muito utilizado para irrigação, apontou a organização World Wildlife Fund (WWF).
Os responsáveis sofrerão dura punição, diz governo
De acordo com a BBC, há relatos de centenas de pássaros mortos em decorrência do vazamento. Diversos patos cobertos de óleo foram retirados do rio e levados a um abrigo regional para animais onde estão sendo tratados. A WWF aponta os peixes, patos selvagens e garças como os animais que serão mais atingidos. O presidente da regiã o da Lombardia, Roberto Formigoni, disse que os responsáveis serão processados e severamente punidos com o “desastre ecológico”. A imprensa italiana informou que a empresas dona do depósito, Lombarda Petroli, despediu vários funcionários nos últimos meses, apontando um motivo para o crime.
postada por Thiago Henrique (0505)
domingo, 28 de março de 2010
Indígenas entregam carta de defesa ao meio ambiente à Al Gore
Assinaram a carta o secretário de Estado para os Povos Indígenas, Jecinaldo Sateré-Mawé; o titular da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), Marcos Apurinã; o líder indígena do Baixo Amazonas e prefeito de Barreirinha, Mecias Pereira Batista; a gerente de Atenção às Mulheres Indígenas, Maria Miquelina; o representante da Crianças Indígenas, Tchiwá Sateré; e o líder espiritual (pajé) Raimundo Veloso Vaz.
Confira o conteúdo da carta:
Carta dos povos indígenas do Amazonas às lideranças mundiais em defesa ao meio ambiente
Os Povos Indígenas do Amazonas vem cumprimentá-las respeitosamente, e saudar as lideranças mundiais em defesa da humanidade e do meio ambiente pela honrosa presença e atenção ao estado do Amazonas.
O estado do Amazonas é a maior unidade federativa do Brasil. Possui 60% da população indígena, a saber: 64 povos indígenas com 29 línguas faladas, e mais de 140.700.000 hectares de áreas protegidas em territórios indígenas, o que corresponde aproximadamente 30% das terras do Estado do Amazonas. Essa população, composta de mais de 134.000 indígenas, habitantes de 178 terras indígenas, com mais de 134.000 índios, vem por meio desta dirigir-se, respeitosamente, às lideranças mundiais aqui presentes.
A nossa “Mãe Natureza” contemplou a região Amazônica, provendo-a com grande diversidade de recursos naturais, riquezas culturais e étnicas, que foram conservadas e preservadas pelas diferentes formas de organização de uso e costumes tradicionais garantindo a existência dos povos indígenas aqui existentes. Este documento visa alertar as lideranças mundiais que se fazem presentes neste evento e que lutam pela paz mundial, preservação e conservação da natureza. Além disso, defendem os diferentes povos da ameaça de extinção e seu isolamento, reconhecendo sua existência e
garantindo sua integridade física, moral, cultural e ainda a inviolabilidade dos seus direitos conquistados.
Com o intuito de preservar e conservar o meio ambiente, esses povos exigem que sejam adotadas políticas governamentais e não governamentais que incorporem a cosmovisão local, levando as necessidades específicas e diferenciadas em atendimento às áreas da saúde, da educação, do meio ambiente e do bem estar social, proporcionando a melhoria na qualidade de vida desses povos.
Afirmamos aqui, nossa preocupação aos impactos causados ao meio ambiente, em particular as mudanças climáticas que trarão conseqüências à vida dos seres que vivem em nosso Planeta. Para tanto, esses povos da Amazônia requerem aos países desenvolvidos e à Organização das Nações Unidas que priorizem, urgentemente, ações que visem a mitigação e adaptação às mudanças ambientais, considerando o saber empírico desses povos, por meio do reconhecimento e da valorização dos sistemas socioculturais.
Como estratégia de mitigação existente na Amazônia, as demarcações das terras indígenas são exemplos comprovados na diminuição do desmatamento e armazenamento de carbono florestal, desta forma esses povos solicitam o reconhecimento e a aplicação dos seus direitos territoriais e que estes sejam reconhecidos como uma importante estratégia no enfretamento às mudanças climáticas.
No momento aproveitamos a oportunidade da presença das lideranças mundiais, que levem esta mensagem ao conhecimento do mundo inteiro, da nossa preocupação em relação ao nosso futuro e o da humanidade. Que seja respeitada a “Mãe natureza”, o meio ambiente, principalmente, os saberes dos povos indígenas da Amazônia, que tem na sua base a identidade, a história, a geografia, a memória coletiva como instituições produtivas e reprodutivas e que não causam impactos socioambientais à continuidade da vida na Terra.
Saudações dos Povos Indígenas do Amazonas.
Manaus, 26 de março de 2010. (LG)
Maria Luciene Cordeiro
Confira o conteúdo da carta:
Carta dos povos indígenas do Amazonas às lideranças mundiais em defesa ao meio ambiente
Os Povos Indígenas do Amazonas vem cumprimentá-las respeitosamente, e saudar as lideranças mundiais em defesa da humanidade e do meio ambiente pela honrosa presença e atenção ao estado do Amazonas.
O estado do Amazonas é a maior unidade federativa do Brasil. Possui 60% da população indígena, a saber: 64 povos indígenas com 29 línguas faladas, e mais de 140.700.000 hectares de áreas protegidas em territórios indígenas, o que corresponde aproximadamente 30% das terras do Estado do Amazonas. Essa população, composta de mais de 134.000 indígenas, habitantes de 178 terras indígenas, com mais de 134.000 índios, vem por meio desta dirigir-se, respeitosamente, às lideranças mundiais aqui presentes.
A nossa “Mãe Natureza” contemplou a região Amazônica, provendo-a com grande diversidade de recursos naturais, riquezas culturais e étnicas, que foram conservadas e preservadas pelas diferentes formas de organização de uso e costumes tradicionais garantindo a existência dos povos indígenas aqui existentes. Este documento visa alertar as lideranças mundiais que se fazem presentes neste evento e que lutam pela paz mundial, preservação e conservação da natureza. Além disso, defendem os diferentes povos da ameaça de extinção e seu isolamento, reconhecendo sua existência e
garantindo sua integridade física, moral, cultural e ainda a inviolabilidade dos seus direitos conquistados.
Com o intuito de preservar e conservar o meio ambiente, esses povos exigem que sejam adotadas políticas governamentais e não governamentais que incorporem a cosmovisão local, levando as necessidades específicas e diferenciadas em atendimento às áreas da saúde, da educação, do meio ambiente e do bem estar social, proporcionando a melhoria na qualidade de vida desses povos.
Afirmamos aqui, nossa preocupação aos impactos causados ao meio ambiente, em particular as mudanças climáticas que trarão conseqüências à vida dos seres que vivem em nosso Planeta. Para tanto, esses povos da Amazônia requerem aos países desenvolvidos e à Organização das Nações Unidas que priorizem, urgentemente, ações que visem a mitigação e adaptação às mudanças ambientais, considerando o saber empírico desses povos, por meio do reconhecimento e da valorização dos sistemas socioculturais.
Como estratégia de mitigação existente na Amazônia, as demarcações das terras indígenas são exemplos comprovados na diminuição do desmatamento e armazenamento de carbono florestal, desta forma esses povos solicitam o reconhecimento e a aplicação dos seus direitos territoriais e que estes sejam reconhecidos como uma importante estratégia no enfretamento às mudanças climáticas.
No momento aproveitamos a oportunidade da presença das lideranças mundiais, que levem esta mensagem ao conhecimento do mundo inteiro, da nossa preocupação em relação ao nosso futuro e o da humanidade. Que seja respeitada a “Mãe natureza”, o meio ambiente, principalmente, os saberes dos povos indígenas da Amazônia, que tem na sua base a identidade, a história, a geografia, a memória coletiva como instituições produtivas e reprodutivas e que não causam impactos socioambientais à continuidade da vida na Terra.
Saudações dos Povos Indígenas do Amazonas.
Manaus, 26 de março de 2010. (LG)
Maria Luciene Cordeiro
Fundo Amazônia vai lançar edital para pequenos projetos comunitários
A medida pretende possibilitar o acesso de pequenas e médias iniciativas ou de baixo valor orçamentário aos recursos do fundo. O anúncio foi feito durante a 7ª reunião do Cofa (Comitê Orientador do Fundo Amazônia), no Rio de Janeiro.
26/03/2010
Carine Correa
Nos próximos 60 dias, o Fundo Amazônia vai lançar um edital de apoio a pequenos projetos comunitários para atividades e ações de combate ao desmatamento na Amazônia. A medida pretende possibilitar o acesso de pequenas e médias iniciativas ou de baixo valor orçamentário aos recursos do fundo. O anúncio foi feito durante a 7ª reunião do Cofa (Comitê Orientador do Fundo Amazônia), realizada hoje (26/3), na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.
Presente ao evento, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que já estão em fase final de avaliação doze propostas de outra categoria, e que a soma do valor solicitado por estes projetos chega a aproximadamente R$90 milhões. Em execução há pouco mais de um ano, o Fundo já liberou um recurso de R$ 75 milhões para cinco projetos aprovados.
Minc alegou que as instituições com assento no fundo "pretendem agilizar a capacidade de aprovação e execução de projetos, mas sem perder o padrão de qualidade". Atualmente, existem 53 propostas inscritas no fundo e cada uma pode solicitar até R$20 milhões. Os projetos têm um prazo de execução de três a cinco anos, e devem ser consistentes e demonstrar resultados.
Carlos Minc também explicou que os recursos do fundo (que teve um aporte de R$400 milhões em 2009 e 2010) são destinados a projetos de fiscalização e monitoramento; pesquisa, ciência e tecnologia; criação e fortalecimento de UCs; pagamentos por serviços ambientais; apoio a atividades produtivas sustentáveis e à elaboração de projetos.
Segundo o ministro, a iniciativa foi considerada o projeto de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) mais bem estruturado no mundo e, por esse motivo, durante a última reunião realizada no mês de março na França, com 60 países, o Brasil conseguiu negociar um aporte de recursos de R$4,5 bilhões para estas iniciativas.
De acordo com Sério Weguelim, superintendente de Meio Ambiente do BNDES, o Fundo pretende semear uma cultura de preservação da floresta em pé e preparar a sociedade para implementar ações que tragam esse resultado. Ele disse que o Brasil está em fase de negociação para captação de recursos com 12 países da Europa e da Ásia. A Noruega já se comprometeu a doar R$1 bilhão para o fundo até 2015.
Carlos Minc explicou que iniciativas como o Fundo Amazônia, o Macro Zoneamento Ecológico e Econômico da Amazônia, o preço mínimo de produtos florestais, o manejo florestal e a regularização fundiária são fatores que, associados, contribuem para a redução do desmatamento.
O Fundo Amazônia é autônomo e composto apenas por representantes de instituições governamentais e da sociedade civil brasileira. Os doadores não participam das decisões, mas o dinheiro disponibilizado só pode ser sacado se o índice de desmatamento diminuir. "O dinheiro só sai se o dever de casa for feito previamente", explica o ministro.
Na ocasião, também foi lançado o livro "Amazônia em debate: oportunidades, desafios e soluções", publicado pelo Fundo Amazônia e pelo BNDES.
Marto Sá
26/03/2010
Carine Correa
Nos próximos 60 dias, o Fundo Amazônia vai lançar um edital de apoio a pequenos projetos comunitários para atividades e ações de combate ao desmatamento na Amazônia. A medida pretende possibilitar o acesso de pequenas e médias iniciativas ou de baixo valor orçamentário aos recursos do fundo. O anúncio foi feito durante a 7ª reunião do Cofa (Comitê Orientador do Fundo Amazônia), realizada hoje (26/3), na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.
Presente ao evento, o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, disse que já estão em fase final de avaliação doze propostas de outra categoria, e que a soma do valor solicitado por estes projetos chega a aproximadamente R$90 milhões. Em execução há pouco mais de um ano, o Fundo já liberou um recurso de R$ 75 milhões para cinco projetos aprovados.
Minc alegou que as instituições com assento no fundo "pretendem agilizar a capacidade de aprovação e execução de projetos, mas sem perder o padrão de qualidade". Atualmente, existem 53 propostas inscritas no fundo e cada uma pode solicitar até R$20 milhões. Os projetos têm um prazo de execução de três a cinco anos, e devem ser consistentes e demonstrar resultados.
Carlos Minc também explicou que os recursos do fundo (que teve um aporte de R$400 milhões em 2009 e 2010) são destinados a projetos de fiscalização e monitoramento; pesquisa, ciência e tecnologia; criação e fortalecimento de UCs; pagamentos por serviços ambientais; apoio a atividades produtivas sustentáveis e à elaboração de projetos.
Segundo o ministro, a iniciativa foi considerada o projeto de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação) mais bem estruturado no mundo e, por esse motivo, durante a última reunião realizada no mês de março na França, com 60 países, o Brasil conseguiu negociar um aporte de recursos de R$4,5 bilhões para estas iniciativas.
De acordo com Sério Weguelim, superintendente de Meio Ambiente do BNDES, o Fundo pretende semear uma cultura de preservação da floresta em pé e preparar a sociedade para implementar ações que tragam esse resultado. Ele disse que o Brasil está em fase de negociação para captação de recursos com 12 países da Europa e da Ásia. A Noruega já se comprometeu a doar R$1 bilhão para o fundo até 2015.
Carlos Minc explicou que iniciativas como o Fundo Amazônia, o Macro Zoneamento Ecológico e Econômico da Amazônia, o preço mínimo de produtos florestais, o manejo florestal e a regularização fundiária são fatores que, associados, contribuem para a redução do desmatamento.
O Fundo Amazônia é autônomo e composto apenas por representantes de instituições governamentais e da sociedade civil brasileira. Os doadores não participam das decisões, mas o dinheiro disponibilizado só pode ser sacado se o índice de desmatamento diminuir. "O dinheiro só sai se o dever de casa for feito previamente", explica o ministro.
Na ocasião, também foi lançado o livro "Amazônia em debate: oportunidades, desafios e soluções", publicado pelo Fundo Amazônia e pelo BNDES.
Marto Sá
Aquecimento global coloca Amazônia em risco, diz Banco Mundial
O aquecimento global pode provocar a drástica extinção da floresta amazônica e uma escassez de água que afetará 77 milhões de pessoas na América Latina e Caribe em 2020, segundo um relatório do Banco Mundial apresentado nesta quinta-feira (25) em Lima, Peru.
"O impacto mais desastroso poderá ser a extinção dramática da floresta amazônica e a transformação dessa área em grandes extensões de savana, com graves consequências para o clima da região, e talvez do mundo", informa o documento apresentado pelo colombiano Felipe Jaramillo, diretor regional do BM para Equador, Bolívia, Peru e Venezuela.
O relatório "Desenvolvimento Mundial 2010: Desenvolvimento e Mudança Climática" adverte que os ecossistemas mais importantes estão sendo ameaçados nas nações latino-americanas e caribenhas.
O Bird destaca que ninguém está imune aos efeitos das variações do clima, mas que os países em desenvolvimento serão mais vulneráveis. Segundo as estimativas, esses países deverão arcar com de 75% a 80% dos custos causados pelos danos provocados pelo fenômeno.
Para os países dessa região, as mudanças climáticas representam "a ameaça de multiplicar as vulnerabilidades, destruindo os progressos conseguidos com tanto esforço e prejudicando fortemente as perspectivas de desenvolvimento".
Diante desse fenômeno, o Bird declarou que o problema das mudanças climáticas deve ser encarado com urgência e que não poderá ser resolvido se os países não cooperarem em escala mundial para melhorar a eficiência energética, desenvolver tecnologias limpas e ampliar os mecanismos que permitam absorver os gases de efeito estufa para proteger o meio ambiente.
Apoio - A instituição adverte que os países desenvolvidos devem liderar esses esforços e reduzir abruptamente suas próprias emissões em 80% até 2050, assim como colocar no mercado novas tecnologias e ajudar a financiar a transição dos países em desenvolvimento rumo à energia limpa.
O relatório prevê também que a região dos Andes será afetada, "o que modificaria a quantidade de água à disposição de diversos países e provocaria falta d'água a pelo menos 77 milhões de pessoas em 2020".
Para o Banco Mundial, isso representa também uma ameaça para a energia hidrelétrica, fonte de eletricidade dominante em muitos países da América do Sul.
"O aquecimento e a maior acidez dos oceanos podem causar a extinção progressiva dos recifes do Caribe, que abrigam aproximadamente 65% das espécies de peixes da bacia", afirma o Bird.
Esses corais, completa, oferecem proteção natural frente às tormentas marítimas e são fundamentais para o turismo.
As mudanças climáticas também provocarão danos no Golfo do México, o que tornará essa costa mais "vulnerável a furacões mais fortes e mais frequentes", completa o estudo.
O órgão multilateral informa que à medida que o planeta esquenta, há mudanças no calendário das chuvas e se multiplicam os episódios extremos, como as secas, inundações e incêndios florestais. (Fonte: Folha Online)
Jucélia Santos
"O impacto mais desastroso poderá ser a extinção dramática da floresta amazônica e a transformação dessa área em grandes extensões de savana, com graves consequências para o clima da região, e talvez do mundo", informa o documento apresentado pelo colombiano Felipe Jaramillo, diretor regional do BM para Equador, Bolívia, Peru e Venezuela.
O relatório "Desenvolvimento Mundial 2010: Desenvolvimento e Mudança Climática" adverte que os ecossistemas mais importantes estão sendo ameaçados nas nações latino-americanas e caribenhas.
O Bird destaca que ninguém está imune aos efeitos das variações do clima, mas que os países em desenvolvimento serão mais vulneráveis. Segundo as estimativas, esses países deverão arcar com de 75% a 80% dos custos causados pelos danos provocados pelo fenômeno.
Para os países dessa região, as mudanças climáticas representam "a ameaça de multiplicar as vulnerabilidades, destruindo os progressos conseguidos com tanto esforço e prejudicando fortemente as perspectivas de desenvolvimento".
Diante desse fenômeno, o Bird declarou que o problema das mudanças climáticas deve ser encarado com urgência e que não poderá ser resolvido se os países não cooperarem em escala mundial para melhorar a eficiência energética, desenvolver tecnologias limpas e ampliar os mecanismos que permitam absorver os gases de efeito estufa para proteger o meio ambiente.
Apoio - A instituição adverte que os países desenvolvidos devem liderar esses esforços e reduzir abruptamente suas próprias emissões em 80% até 2050, assim como colocar no mercado novas tecnologias e ajudar a financiar a transição dos países em desenvolvimento rumo à energia limpa.
O relatório prevê também que a região dos Andes será afetada, "o que modificaria a quantidade de água à disposição de diversos países e provocaria falta d'água a pelo menos 77 milhões de pessoas em 2020".
Para o Banco Mundial, isso representa também uma ameaça para a energia hidrelétrica, fonte de eletricidade dominante em muitos países da América do Sul.
"O aquecimento e a maior acidez dos oceanos podem causar a extinção progressiva dos recifes do Caribe, que abrigam aproximadamente 65% das espécies de peixes da bacia", afirma o Bird.
Esses corais, completa, oferecem proteção natural frente às tormentas marítimas e são fundamentais para o turismo.
As mudanças climáticas também provocarão danos no Golfo do México, o que tornará essa costa mais "vulnerável a furacões mais fortes e mais frequentes", completa o estudo.
O órgão multilateral informa que à medida que o planeta esquenta, há mudanças no calendário das chuvas e se multiplicam os episódios extremos, como as secas, inundações e incêndios florestais. (Fonte: Folha Online)
Jucélia Santos
sábado, 27 de março de 2010
HORA DO PLANETA
Participe da hora do Plandeta. 27/março, apague as luzes entre 20:30 e 21:30. Junte-se a 1 bilhão de pessoas no mundo contra o aquecimento global.
Jucicleide Barbosa
Jucicleide Barbosa
sexta-feira, 26 de março de 2010
Tragedias "Naturais"
Na semana passada, tive a oportunidade de ler na revista "Visão" (com capa no mínimo discutível), uma extensa reportagem sobre a tragédia da Madeira. Dessa reportagem, destaco uma frase lapidar sobre aquilo que aconteceu:Artigo escrito por Mpaef1969
"... a soberba humana - que nos leva a julgar sermos capazes de domesticar a Natureza e vergá-la às nossas extravagâncias..."
Fenômenos extremos sempre houve e continuará a haver. Cheias, terremotos, furacões, etc. Podemos atribuir culpa às alterações climáticas (sendo uma parte verdade) e à mão do Homem na destruição do meio ambiente. Mas certo é que a maior parte dos nefastos resultados das catástrofes naturais que, repito, sempre existiram, têm uma explicação. E essa está bem descrita na frase que reproduzi.
A estupidez Humana que continua a construir em leitos de cheias, em cursos de água, em zonas extremamente vulneráveis a abalos sísmicos, etc. é a principal culpada pela morte de milhares de pessoas. Mas depois a culpa é das alterações climáticas, do azar, da Natureza que não podemos controlar, de fenômenos que não podemos prever...
Dou como exemplo a erupção do Vulcão Vesúvio na Sicília que em 79 dC, matou milhares de pessoas. Cerca de 80% da população de Pompeia e cidades vizinhas. O que é que se fez, depois disso? Permitiu-se que se construíssem cidades à volta do Vulcão que continua ativo, sendo o único, aliás, nessas condições na Europa. Neste momento vivem cerca de 4 000 000 pessoas próximas do Vulcão que poderão vir a ser diretamente atingidas numa erupção semelhante aquela que destruiu Pompeia em 79 dC.
Mas como passaram 1931 anos, já ninguém liga... Se acontecer, embora existam hoje meios de alerta e conhecimentos para que se possa antecipar em algum tempo os acontecimentos, a acontecer, com toda a certeza, os prejuízos humanos e materiais serão enormes. Depois, a culpa será da Natureza, das alterações climáticas, do azar, da fúria divina...
O Planeta tem milhares de milhões de anos. A esperança de vida média do Homem ronda os 80. Se quisermos comparar, o nosso tempo de vida é menos do que um milionésimo de segundo da vida do Planeta. A própria existência humana enquanto espécie não tem grande significado temporal perante a idade da Terra. Porque é que insistimos em querer controlar e alterar algo que definitivamente não o podemos fazer?
A Natureza encarrega-se de corrigir os nossos erros e reequilibra-se sempre. Somos apenas uma espécie entre milhares, nada mais! Enquanto não nos conscientizarmos todos disso e deixarmos de provocar e afrontar a Natureza, havemos de continuar a ser castigados por ela...
Wélio Manuel
Desmatamento na Amazônia extingue 26 espécies e ameaça 644, diz ONU

Desmatamento chega a área equivalente a da Venezuela
O desmatamento da Amazônia provocou a extinção de 26 espécies de animais e plantas até 2006, segundo um relatório divulgado nesta quarta-feira pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
No mesmo período, outras 644 espécies entraram na lista de animais e plantas ameaçados de extinção. Das 26 espécies extintas, dez estão na parte brasileira da floresta amazônica. Entre as espécies ameaçadas estão o macaco-aranha (Ateles belzebuth), o urso-de-óculos (Tremarctos ornatus) e a lontra.
O relatório GEO Amazonia, que está sendo divulgado em um encontro do Pnuma em Nairóbi, no Quênia, destaca que o desmatamento da Amazônia continua acontecendo em ritmo acelerado. Até 2005, a Floresta Amazônica sofreu desmatamento equivalente a 94% do território total da Venezuela, dado que havia sido antecipado no mês passado pelo jornal francês Le Monde e noticiado pela BBC Brasil.
O relatório do Pnuma afirma que até 2005 a Amazônia acumulou uma perda de 17% da sua vegetação total nos nove países que possuem trechos da floresta tropical. A área total desmatada no período foi de 857.666 quilômetros quadrados.
Cenários pessimistas
O relatório afirma que três fatores vão influenciar na forma como a Amazônia vai se desenvolver no futuro: as políticas públicas, o funcionamento do mercado e o desenvolvimento de novas tecnologias.
Baseado nesses três fatores, o relatório traça quatro cenários diferentes para o futuro da Amazônia no longo prazo, e nenhuma das hipóteses apresenta uma situação ideal.
"Isso significa que os protagonistas amazônicos não conseguiram imaginar um futuro no qual as políticas públicas, o mercado, a ciência e a tecnologia se desenvolvam, simultaneamente, de uma maneira suficientemente positiva de forma a promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia", diz o documento.
Os quatro cenários traçados pelo Pnuma são:
Amazônia emergente: um cenário em que o governo e as forças do mercado geram benefícios à região, mas a ciência e a tecnologia não avançam o suficiente para melhorar o aproveitamento de recursos naturais.
À beira do precipício: o governo agiria para combater o desmatamento, mas a demanda do mercado por recursos e a falta de tecnologia apropriada seriam mais fortes do que o esforço público.
Luz e sombra: ação pública e investimentos em tecnologias colaborariam contra o desmatamento, mas as forças do mercado exigiriam cada vez mais recursos naturais.
Inferno ex-verde: um cenário em que a floresta ficaria submetida às demandas do mercado, sem ação governamental ou avanço tecnológico favorável ao desenvolvimento sustentável.
Savanização
Segundo o relatório, fatores internos e externos em cada um dos países estão provocando o desmatamento.
Entre os fatores internos está o crescimento da urbanização da região e a exploração de recursos naturais. O Pnuma destaca que em quatro dos países da região, mais de 50% da população amazônica é urbana.
Externamente, o aquecimento global continua afetando o ciclo de chuvas e afetando o equilíbrio do ecossistema. O relatório cita previsões feitas em outros estudos de que 60% da Amazônia pode se tornar em savana ainda neste século, devido ao aumento da temperatura média global - uma afirmação questionada por um novo estudo publicado na Grã-Bretanha na semana passada.
Thayza Alves
Desmatamento prejudica pássaros amazônicos
Fonte: Portal ORM/D.M
O desmatamento da Floresta Amazônica que resulta em fragmentos pequenos e isolados de habitats, tem efeitos consistentemente negativos sobre várias espécies de pássaros na floresta, sugere estudo desenvolvido por uma equipe de pesquisadores brasileiros e que foi publicado na edição desta semana da revista 'Science'. Durante treze anos, Gonçalo Ferraz, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em Manaus, e seus colegas realizaram um estudo experimental de ampla escala no Projeto Dinâmica Biológica dos Fragmentos Florestais, visando quantificar os efeitos do tamanho dos fragmentos e seu isolamento sobre 55 espécies de pássaros da Amazônia Central. Originalmente, todos os 23 trechos florestais analisados faziam parte de uma floresta contígua, porém 11 desses trechos eventualmente foram isolados por fazendas. A metodologia separa os efeitos do tamanho e do isolamento, e também leva em conta o fato que espécies diferentes são detectadas de forma diferente. Ferraz e seus colegas chegaram à conclusão de que o tamanho do fragmento florestal tem efeito negativo na ocorrência das espécies, e que um menor número de espécies de pássaros se mantém nos fragmentos de menor tamanho. O isolamento desses fragmentos das áreas maiores da floresta geralmente também tem efeito negativo, porém tal efeito varia consideravelmente dependendo da espécie. Os cientistas prevêem que 'com a destruição ainda maior da floresta, há a expectativa de que haja maior perda de espécies e que os efeitos do isolamento sejam mais graves'.
Thayza Alves
O desmatamento da Floresta Amazônica que resulta em fragmentos pequenos e isolados de habitats, tem efeitos consistentemente negativos sobre várias espécies de pássaros na floresta, sugere estudo desenvolvido por uma equipe de pesquisadores brasileiros e que foi publicado na edição desta semana da revista 'Science'. Durante treze anos, Gonçalo Ferraz, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, em Manaus, e seus colegas realizaram um estudo experimental de ampla escala no Projeto Dinâmica Biológica dos Fragmentos Florestais, visando quantificar os efeitos do tamanho dos fragmentos e seu isolamento sobre 55 espécies de pássaros da Amazônia Central. Originalmente, todos os 23 trechos florestais analisados faziam parte de uma floresta contígua, porém 11 desses trechos eventualmente foram isolados por fazendas. A metodologia separa os efeitos do tamanho e do isolamento, e também leva em conta o fato que espécies diferentes são detectadas de forma diferente. Ferraz e seus colegas chegaram à conclusão de que o tamanho do fragmento florestal tem efeito negativo na ocorrência das espécies, e que um menor número de espécies de pássaros se mantém nos fragmentos de menor tamanho. O isolamento desses fragmentos das áreas maiores da floresta geralmente também tem efeito negativo, porém tal efeito varia consideravelmente dependendo da espécie. Os cientistas prevêem que 'com a destruição ainda maior da floresta, há a expectativa de que haja maior perda de espécies e que os efeitos do isolamento sejam mais graves'.
Thayza Alves
E-Lixo cresce no Brasil. Empresas prometem eliminar tóxicos
Obs.: Jucicleide, nos dois emails anteriores acredito que eu tenha colocado que era da Turma 0501, foi erro meu... pago a cadeira de Direito Ambiental na Tura 0503.
Cada brasileiro produz, em média, 0,5 quilo de lixo eletrônico por ano. Encabeçamos, com isso, uma lista de onze países emergentes – entre Índia, China, Colômbia e México, como maiores produtores per capita do chamado e-lixo. Os resultados são de recente pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Os cálculos estão baseados no descarte de computadores, tanto de mesa quanto laptops, monitores, impressoras, celulares, televisões e refrigeradores. Aparelhos de TV produzem 137 mil toneladas de lixo por ano, seguido de 115 mil de geladeiras e 96,8 mil, só de computadores.
O problema está no grau de toxicidade deste tipo de lixo, rico em metais pesados e outras substâncias que contaminam solo e lençol freático. Chumbo, mercúrio e cádmio, presentes, por exemplo, nos celulares, podem provocar intoxicação humana e animal.
Na última edição do Guia de Eletrônicos Verdes, produzido pelo Greenpeace, 18 das maiores marcas de eletrônicos foram avaliadas em quesitos como uso de substâncias tóxicas, energia e descarte. Somente a Nokia, de novo no primeiro lugar do ranking, soma mais de 6 pontos, em um ranking de 0 a 10, seguida por Sony Ericsson e Toshiba.
A Apple traz bons resultados ao apresentar produtos totalmente livres de PVC e BFR, substâncias altamente tóxicas. Samsung cai drasticamente graças ao não cumprimento de promessas estabelecidas na edição anterior e grandes como a Microsoft e a Nintendo seguem no mau exemplo, com baixíssima pontuação.
Notíca retirada do site: http://www.greenblog.org.br/?m=201003
Ercília Mercês
Cada brasileiro produz, em média, 0,5 quilo de lixo eletrônico por ano. Encabeçamos, com isso, uma lista de onze países emergentes – entre Índia, China, Colômbia e México, como maiores produtores per capita do chamado e-lixo. Os resultados são de recente pesquisa do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Os cálculos estão baseados no descarte de computadores, tanto de mesa quanto laptops, monitores, impressoras, celulares, televisões e refrigeradores. Aparelhos de TV produzem 137 mil toneladas de lixo por ano, seguido de 115 mil de geladeiras e 96,8 mil, só de computadores.
O problema está no grau de toxicidade deste tipo de lixo, rico em metais pesados e outras substâncias que contaminam solo e lençol freático. Chumbo, mercúrio e cádmio, presentes, por exemplo, nos celulares, podem provocar intoxicação humana e animal.
Na última edição do Guia de Eletrônicos Verdes, produzido pelo Greenpeace, 18 das maiores marcas de eletrônicos foram avaliadas em quesitos como uso de substâncias tóxicas, energia e descarte. Somente a Nokia, de novo no primeiro lugar do ranking, soma mais de 6 pontos, em um ranking de 0 a 10, seguida por Sony Ericsson e Toshiba.
A Apple traz bons resultados ao apresentar produtos totalmente livres de PVC e BFR, substâncias altamente tóxicas. Samsung cai drasticamente graças ao não cumprimento de promessas estabelecidas na edição anterior e grandes como a Microsoft e a Nintendo seguem no mau exemplo, com baixíssima pontuação.
Notíca retirada do site: http://www.greenblog.org.br/?m=201003
Ercília Mercês
Mau começo para o Ano da Biodiversidade
Pode não parecer, mas 2010 é o Ano Internacional da Biodiversidade. No entanto, pouco tem sido feito que mereça qualquer tipo de comemoração. Seu começo foi de derrotas para baleias, atum-azul, corais e tubarões.
O que significa o Ano Internacional da Biodiversidade???
“AIB - A Assembléia Geral das Nações Unidas declarou o ano de 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade, com o propósito de aumentar a consciência sobre a importância da preservação da biodiversidade em todo o mundo.
Esta celebração oferece excelente oportunidade para:
_ Evidenciar a importância da biodiversidade para nossa qualidade de vida.
_ Refletir sobre os esforços já empreendidos para salvaguardar a biodiversidade até o
momento, reconhecendo as organizações atuantes.
_ Promover e dinamizar todas as iniciativas de trabalho para reduzir a perda da biodiversidade.” (Documento de Diretrizes Gerais do AIB)
Contrariando todo esse esforço, neste mês de março foi possível acompanharmos de perto a assinatura do atestado de óbito de muitas espécies da nossa biodiversidade marinha, para não entrar nos detalhes da biodiversidade terrestre.
Começamos com a reunião do grupo de trabalho da Comissão Internacional da Baleia (CIB), que apresentou uma proposta que praticamente legitima a volta da caça comercial na região Antártica, ainda que em números reduzidos. Um absurdo sem tamanho!
A volta da caça comercial, em pleno Ano Internacional da Biodiversidade, quando deveríamos “refletir sobre os esforços já empreendidos para salvaguardar a biodiversidade até o momento, reconhecendo as organizações atuantes”???
O processo ainda não foi encerrado e felizmente a Austrália apresentou uma contraproposta, que é voltada para o fim da caça comercial, pobremente disfarçada de ciência. Iremos acompanhar este assunto passo-a-passo.
Como se fosse pouco, estamos em plena reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES). Agora sim podemos dizer: Bem vindo ao ano da destruição da biodiversidade.
Bom, eles falharam na maioria das resoluções. E os próximos capítulos prometem ser pouco animadores. Os governos estão cedendo ao lobby das empresas pesqueiras. A maior pérola que ouvimos por lá foi de uma, ou melhor a ÚNICA empresa de pesca que compareceu ao encontro: “Nós, setor produtivo, somos os maiores interessados em proteger as espécies”. Essa eu quero estar viva para ver acontecer.
O atum-azul e os corais sofreram derrotas e não foram incluídos nas listas (chamadas Apêndice) que proibiriam seu comércio. Os tubarões tiveram poucas boas notícias ontem, mas que ainda podem ser revistas hoje em plenário. Por enquanto, apenas o tubarão anequim ganhou com sua proteção. Os demais ainda estão pendentes a cair no caixão.
Não me pergunte qual país votou em qual resolução, por que a maioria dos votos foi secreto. Maravilhosa transparência!
John Frizzel, parte do time do Greenpeace que está em Doha para participar da Convenção, comenta: “Tem discussões de todo o tipo: a ciência diz que a população das espécies vem diminuindo, que elas possuem os critérios para serem protegidas pela CITES, que o comércio das espécies é que tem as levado para a extinção. Isso todo mundo concorda. Então, a única coisa a se fazer é listar as espécies para proteção. Mas isso não ocorre”.
Por que será?
Notíca retirada do site: http://www.greenblog.org.br/?m=201003
Ercília Mercês
O que significa o Ano Internacional da Biodiversidade???
“AIB - A Assembléia Geral das Nações Unidas declarou o ano de 2010 como Ano Internacional da Biodiversidade, com o propósito de aumentar a consciência sobre a importância da preservação da biodiversidade em todo o mundo.
Esta celebração oferece excelente oportunidade para:
_ Evidenciar a importância da biodiversidade para nossa qualidade de vida.
_ Refletir sobre os esforços já empreendidos para salvaguardar a biodiversidade até o
momento, reconhecendo as organizações atuantes.
_ Promover e dinamizar todas as iniciativas de trabalho para reduzir a perda da biodiversidade.” (Documento de Diretrizes Gerais do AIB)
Contrariando todo esse esforço, neste mês de março foi possível acompanharmos de perto a assinatura do atestado de óbito de muitas espécies da nossa biodiversidade marinha, para não entrar nos detalhes da biodiversidade terrestre.
Começamos com a reunião do grupo de trabalho da Comissão Internacional da Baleia (CIB), que apresentou uma proposta que praticamente legitima a volta da caça comercial na região Antártica, ainda que em números reduzidos. Um absurdo sem tamanho!
A volta da caça comercial, em pleno Ano Internacional da Biodiversidade, quando deveríamos “refletir sobre os esforços já empreendidos para salvaguardar a biodiversidade até o momento, reconhecendo as organizações atuantes”???
O processo ainda não foi encerrado e felizmente a Austrália apresentou uma contraproposta, que é voltada para o fim da caça comercial, pobremente disfarçada de ciência. Iremos acompanhar este assunto passo-a-passo.
Como se fosse pouco, estamos em plena reunião da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies da Flora e da Fauna Selvagens em Perigo de Extinção (CITES). Agora sim podemos dizer: Bem vindo ao ano da destruição da biodiversidade.
Bom, eles falharam na maioria das resoluções. E os próximos capítulos prometem ser pouco animadores. Os governos estão cedendo ao lobby das empresas pesqueiras. A maior pérola que ouvimos por lá foi de uma, ou melhor a ÚNICA empresa de pesca que compareceu ao encontro: “Nós, setor produtivo, somos os maiores interessados em proteger as espécies”. Essa eu quero estar viva para ver acontecer.
O atum-azul e os corais sofreram derrotas e não foram incluídos nas listas (chamadas Apêndice) que proibiriam seu comércio. Os tubarões tiveram poucas boas notícias ontem, mas que ainda podem ser revistas hoje em plenário. Por enquanto, apenas o tubarão anequim ganhou com sua proteção. Os demais ainda estão pendentes a cair no caixão.
Não me pergunte qual país votou em qual resolução, por que a maioria dos votos foi secreto. Maravilhosa transparência!
John Frizzel, parte do time do Greenpeace que está em Doha para participar da Convenção, comenta: “Tem discussões de todo o tipo: a ciência diz que a população das espécies vem diminuindo, que elas possuem os critérios para serem protegidas pela CITES, que o comércio das espécies é que tem as levado para a extinção. Isso todo mundo concorda. Então, a única coisa a se fazer é listar as espécies para proteção. Mas isso não ocorre”.
Por que será?
Notíca retirada do site: http://www.greenblog.org.br/?m=201003
Ercília Mercês
Ação do Greenpeace cobra justiça para ativistas em julgamento
Brasília — No Japão, Junichi e Toru sofrem processo recheado de contradições e mentiras
Greenpeace protesta em frente à embaixada do Japão em favor de Junichi Sato e Toru Suzuki, ativistas que sofrem julgamento abusivo por denunciarem esquema de contrabando e venda ilegal de carne de baleia. Se condenados, os dois, conhecidos internacionalmente como ‘Tokyo Two’, podem pegar até dez anos de cadeia. As duas últimas sessões do processo foram marcadas por mentiras e incongruências nos depoimentos.
Kumi Naidoo, atual diretor executivo do Greenpeace, esteve presente no protesto, que levou para frente da casa oficial uma baleia acorrentada. Ele entregou uma carta à equipe da embaixada com pedido de justiça. Em maio de 2008, os dois ativistas japoneses investigaram esquema de corrupção e contrabando envolvendo o programa baleeiro japonês. Em desrespeito à Moratória da Caça Comercial de Baleias, estipulada internacionalmente em 1982, o Japão segue caçando sob o argumento de pesquisa científica e pratica o comércio ilegal da carne.
Além de usar dinheiro público para financiar a matança no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, o programa envolvia uma rede ilegal de venda de sua carne. Como prova, Junichi e Toru interceptaram uma caixa do produto de um navio baleeiro e entregaram ao Ministério Público japonês. A denúncia foi distorcida e rendeu-lhes um processo por roubo e invasão de propriedade.
No mesmo dia em que foram presos – tendo permanecido 23 dias na cadeia sem direito a julgamento – o Ministério Público arquivou a investigação de contrabando feita pelo Greenpeace. Desde então, o Japão é palco de um processo recheado de contradições e criticado por organizações como a Anistia Internacional e o Centro de Direitos Humanos da ONU.
Entenda a história de Junichi e Toru, os "Tokyo Two"
O julgamento, que teve início dia 15 de fevereiro, vem sendo marcado por depoimentos desencontrados. A empresa dona da frota de navios, Kyodo Senpaku, de onde a carga foi interceptada, chegou a afirmar que a carne de baleia não era distribuída pelos funcionários do navio. Em uma segunda versão, disse que apenas as partes ‘menos nobres’ eram presenteadas. Na sessão de ontem, testemunha assumiu que a tripulação recebia carne de baleias bebês, mais macias e com alto valor de venda no mercado.
Hoje, no terceiro dia de julgamento, novas mentiras no ventilador. Funcionário aposentado do navio que colaborou com Junichi e Toru na investigação contou ao júri saber que carne de baleia era entregue como ‘souvenir’ a parlamentares japoneses e oficiais da Agência de Pesca do Governo. E o que é pior: os próprios membros daInstituto de Pesquisa de Cetáceos (ICR) levavam para casa grandes quantidades de valiosos cortes da cauda do animal, alegando fins científicos.
A testemunha, que prestou depoimento sem identificar nome e rosto temendo represálias, afirmou também ter sido coagido pela polícia de Tóquio a negar ter presenciado, ou participado, de contrabando dentro do navio.
“Logo no primeiro dia, ficou claro que o julgamento é uma tentativa de manter a mentira em torno da caça ilegal de baleia praticada pela indústria pesqueira japonesa”, diz Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace. As próximas sessões acontecem em maio e o veredicto está previsto para junho.
Desde a prisão de Junichi e Toru, em junho de 2008, mais de 250 mil pessoas no mundo já assinaram uma petição online cobrando justiça para os ‘Tokyo Two’.
Ercília Mercês
Greenpeace protesta em frente à embaixada do Japão em favor de Junichi Sato e Toru Suzuki, ativistas que sofrem julgamento abusivo por denunciarem esquema de contrabando e venda ilegal de carne de baleia. Se condenados, os dois, conhecidos internacionalmente como ‘Tokyo Two’, podem pegar até dez anos de cadeia. As duas últimas sessões do processo foram marcadas por mentiras e incongruências nos depoimentos.
Kumi Naidoo, atual diretor executivo do Greenpeace, esteve presente no protesto, que levou para frente da casa oficial uma baleia acorrentada. Ele entregou uma carta à equipe da embaixada com pedido de justiça. Em maio de 2008, os dois ativistas japoneses investigaram esquema de corrupção e contrabando envolvendo o programa baleeiro japonês. Em desrespeito à Moratória da Caça Comercial de Baleias, estipulada internacionalmente em 1982, o Japão segue caçando sob o argumento de pesquisa científica e pratica o comércio ilegal da carne.
Além de usar dinheiro público para financiar a matança no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, o programa envolvia uma rede ilegal de venda de sua carne. Como prova, Junichi e Toru interceptaram uma caixa do produto de um navio baleeiro e entregaram ao Ministério Público japonês. A denúncia foi distorcida e rendeu-lhes um processo por roubo e invasão de propriedade.
No mesmo dia em que foram presos – tendo permanecido 23 dias na cadeia sem direito a julgamento – o Ministério Público arquivou a investigação de contrabando feita pelo Greenpeace. Desde então, o Japão é palco de um processo recheado de contradições e criticado por organizações como a Anistia Internacional e o Centro de Direitos Humanos da ONU.
Entenda a história de Junichi e Toru, os "Tokyo Two"
O julgamento, que teve início dia 15 de fevereiro, vem sendo marcado por depoimentos desencontrados. A empresa dona da frota de navios, Kyodo Senpaku, de onde a carga foi interceptada, chegou a afirmar que a carne de baleia não era distribuída pelos funcionários do navio. Em uma segunda versão, disse que apenas as partes ‘menos nobres’ eram presenteadas. Na sessão de ontem, testemunha assumiu que a tripulação recebia carne de baleias bebês, mais macias e com alto valor de venda no mercado.
Hoje, no terceiro dia de julgamento, novas mentiras no ventilador. Funcionário aposentado do navio que colaborou com Junichi e Toru na investigação contou ao júri saber que carne de baleia era entregue como ‘souvenir’ a parlamentares japoneses e oficiais da Agência de Pesca do Governo. E o que é pior: os próprios membros daInstituto de Pesquisa de Cetáceos (ICR) levavam para casa grandes quantidades de valiosos cortes da cauda do animal, alegando fins científicos.
A testemunha, que prestou depoimento sem identificar nome e rosto temendo represálias, afirmou também ter sido coagido pela polícia de Tóquio a negar ter presenciado, ou participado, de contrabando dentro do navio.
“Logo no primeiro dia, ficou claro que o julgamento é uma tentativa de manter a mentira em torno da caça ilegal de baleia praticada pela indústria pesqueira japonesa”, diz Leandra Gonçalves, coordenadora da campanha de oceanos do Greenpeace. As próximas sessões acontecem em maio e o veredicto está previsto para junho.
Desde a prisão de Junichi e Toru, em junho de 2008, mais de 250 mil pessoas no mundo já assinaram uma petição online cobrando justiça para os ‘Tokyo Two’.
Ercília Mercês
quinta-feira, 25 de março de 2010
Prefeito é denunciado por crime ambiental no RS
SOLANGE SPIGLIATTI - Agencia Estado
O prefeito do município gaúcho de Anta Gorda foi denunciado pelo Núcleo de Ações Originárias (Naor) da Procuradoria Regional da República da 4ª Região e será julgado pela prática de crime contra o meio ambiente. A decisão é do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que, na quinta-feira recebeu a denúncia oferecida em 2009.
Também foram denunciados os sócios da empresa Terraplanagem Salvador, contratada pela prefeitura para extrair saibro em área de preservação permanente. As obras foram realizadas sem licença do órgão ambiental do Estado. Além disso, foram utilizados explosivos e o solo acabou contaminado por óleo. Nem os empresários nem a prefeitura recuperaram a área degradada. O prefeito também autorizou a extração irregular de saibro em quatro outras áreas do município.
Helder Lima
O prefeito do município gaúcho de Anta Gorda foi denunciado pelo Núcleo de Ações Originárias (Naor) da Procuradoria Regional da República da 4ª Região e será julgado pela prática de crime contra o meio ambiente. A decisão é do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que, na quinta-feira recebeu a denúncia oferecida em 2009.
Também foram denunciados os sócios da empresa Terraplanagem Salvador, contratada pela prefeitura para extrair saibro em área de preservação permanente. As obras foram realizadas sem licença do órgão ambiental do Estado. Além disso, foram utilizados explosivos e o solo acabou contaminado por óleo. Nem os empresários nem a prefeitura recuperaram a área degradada. O prefeito também autorizou a extração irregular de saibro em quatro outras áreas do município.
Helder Lima
quarta-feira, 24 de março de 2010
Água poluída mata mais que violência no mundo, diz ONU
A população mundial está poluindo os rios e oceanos com o despejo de milhões de toneladas de resíduos sólidos por dia, envenenando a vida marinha e espalhando doenças que matam milhões de crianças todo ano, disse a ONU nesta segunda-feira (22).
"A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).
Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água nesta segunda-feira (22), o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes.
O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.
Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento.
A diarreia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada."
O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto.
Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.
"Se o mundo pretende... sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. "O esgoto está literalmente matando pessoas." (Fonte: Folha Online)
Postada por Soraya Roberta (0505)
"A quantidade de água suja significa que mais pessoas morrem hoje por causa da água poluída e contaminada do que por todas as formas de violência, inclusive as guerras", disse o Programa do Meio Ambiente das Nações Unidas (Unep, na sigla em inglês).
Em um relatório intitulado "Água Doente", lançado para o Dia Mundial da Água nesta segunda-feira (22), o Unep afirmou que dois milhões de toneladas de resíduos, que contaminam cerca de dois bilhões de toneladas de água diariamente, causaram gigantescas "zonas mortas", sufocando recifes de corais e peixes.
O resíduo é composto principalmente de esgoto, poluição industrial e pesticidas agrícolas e resíduos animais.
Segundo o relatório, a falta de água limpa mata 1,8 milhão de crianças com menos de 5 anos de idade anualmente. Grande parte do despejo de resíduos acontece nos países em desenvolvimento, que lançam 90% da água de esgoto sem tratamento.
A diarreia, principalmente causada pela água suja, mata cerca de 2,2 milhões de pessoas ao ano, segundo o relatório, e "mais de metade dos leitos de hospital no mundo é ocupada por pessoas com doenças ligadas à água contaminada."
O relatório recomenda sistemas de reciclagem de água e projetos multimilionários para o tratamento de esgoto.
Também sugere a proteção de áreas de terras úmidas, que agem como processadores naturais do esgoto, e o uso de dejetos animais como fertilizantes.
"Se o mundo pretende... sobreviver em um planeta de seis bilhões de pessoas, caminhando para mais de nove bilhões até 2050, precisamos nos tornar mais inteligentes sobre a administração de água de esgoto", disse o diretor da Unep, Achim Steiner. "O esgoto está literalmente matando pessoas." (Fonte: Folha Online)
Postada por Soraya Roberta (0505)
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