domingo, 21 de novembro de 2010

Emissões de CO2 devem atingir níveis recordes em 2010

As emissões de dióxido de carbono (CO2), o gás que mais contribui para o aquecimento do planeta, poderiam subir mais de 3% e atingir níveis recordes em 2010 se a economia continuar avançando ao ritmo atual, segundo uma equipe de especialistas na revista Nature Geoscience.

Vários pesquisadores das universidades inglesas de Exeter e East Anglia, em colaboração com colegas de outros países, elaboraram um relatório sobre a evolução das emissões no mundo todo para contribuir com o Projeto Global de Carbono, criado em 2001 para analisar o ciclo global do gás.

O estudo assinala que, apesar da crise econômica que castigou o planeta em 2009, as emissões globais de CO2 procedente de combustíveis fósseis só estiveram esse ano 1,3% abaixo dos níveis recordes atingidos em 2008, menos da metade do que havia sido previsto.

Isto ocorreu porque, embora a crise tenha feito com que muitos países ocidentais reduzissem suas emissões (entre eles o Reino Unido, que diminuiu 8,6% com relação a 2008, EUA, Alemanha, Japão e França), houve aumento nas economias emergentes. Assim, vários países com economias em expansão registraram um aumento de emissões, como China (8%) e Índia (6,2%).

Pierre Friedlingstein, um dos autores do estudo, assinala que o descenso das emissões em 2009 não foi tão significativo como o esperado porque a queda do Produto Interno Bruto (PIB) mundial foi menor que o antecipado. Além disso, a intensidade do carbono - a quantidade de CO2 por unidade de PIB - "melhorou só 0,7% no ano passado, muito abaixo de sua média a longo prazo de 1,7% anual".

O estudo conclui que, se a economia globalizada avançar ao ritmo atual, as emissões de CO2 por combustível fóssil subirão mais de 3% este ano, se situando nos valores máximos registrados entre 2000 e 2008. A pesquisa também mostrou que as emissões globais de CO2 por desmatamento desceram 25% desde 2000 em comparação com os anos 1990, principalmente pela redução das emissões de desmatamento nos trópicos.

Jucicleide Barbosa

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Lei dos Resíduos Sólidos cria economia da logística reversa

O cidadão tem papel importante, mas, agora, uma nova lei obriga as empresas a darem um fim correto aos produtos. É a Lei dos Resíduos Sólidos. Depois de 21 anos tramitando no Congresso, ela foi aprovada este ano. Foi promulgada e está em vigor.

Essa lei obriga produtores, distribuidores e importadores a se responsabilizar por todo ciclo do seu produto: eletrodomésticos, lâmpada, embalagens, pilhas, celulares, baterias. Eles terão que se responsabilizar por voltar esse produto, separar e dar um destino final.

Qual é a vantagem disso? Além da limpeza do planeta, vai se criar uma economia a parte, uma economia que eles chamam de economia da logística reversa. Ou seja, empresas vão se especializar e já estão se especializando, vão contratar pessoas, gerar renda e emprego para fazer esse trabalho de pegar o produto, separar, distribuir e dar um destino final.

Jucicleide Barbosa

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Mudança climática provoca bolhas de queimaduras em baleias, diz estudo


As baleias da Califórnia (EUA) estão começando a sofrer de um mal: bolhas de queimaduras provocadas pelos raios solares.

Pesquisadores que acompanharam os cetáceos durante três anos afirmam que a radiação ultravioleta (UV) e o dano à camada de ozônio são a causa do problema.

As baleias se queimam quando saem das águas para descansar ou para alimentar suas crias.


"Esta é a primeira evidência que o raio ultravioleta pode lesar a pele dos cetáceos, mas é difícil dizer qual será o impacto na saúde delas", explica Laura Martinez-Levasseur, do Instituto de Zoologia e da Universidade de Londres Queem Mary, ambos no Reino Unido.

Entre 2007 e 2009, a pesquisadora e equipe estudaram espécies diferentes de baleias, realizando autópsia da pele de 142 animais. As baleias-azuis são as que mais sofrem com a exposição solar --não foram encontrados sintomas mais graves como a presença de melanomas (câncer de pele) ou de outros tipos de doenças decorrentes do sol.

O estudo, entretanto, é posto em dúvida por alguns meteorologistas consultados pela "New Scientist". "Eu seria mais precavido sobre a correlação com o esgotamento da camada do ozônio", comenta Guus Velder da Agência Ambiental da Holanda.

A pesquisa agora parte para outra fase: Martinez-Levasseur e colegas querem descobrir se há aumento na atividade genética dos cetáceos como meio de se protegerem contra a UV.

ANDY COGHLAN
DA "NEW SCIENTIST"

Jucicleide Barbosa