Heliana Frazão
Especial para o UOL Notícias
Em Salvador
Marcada pelos contrates, a Bahia apresenta situações antagônicas até no clima. Nesse período de inverno, enquanto parte dos municípios encontra-se em situação de emergência por causa da chuva, outra quantidade padece com os efeitos da longa estiagem.
No sudoeste do Estado, por exemplo, parte do Rio do Antonio secou, dando lugar a pedras e terra. É possível caminhar pelo leito do rio. Já na capital, Salvador (localizada no litoral) e áreas adjacentes, a situação é inversa: o índice pluviométrico mais que dobrou neste mês.
O volume de precipitações na cidade, nesse período, é o maior dos últimos 39 anos, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) da Bahia. As chuvas recentes provocaram estragos e mortes, em consequência de desabamentos. Somente em 1971 se verificou um volume de chuvas parecido. Enquanto o esperado para o mês eram 184,9 mm, já choveu 450,6 mm, até a última sexta-feira (23).
Segundo o superintendente da Coordenação de Defesa Civil do Estado da Bahia (Coordec), Antonio Rodrigues, essas diferenças climáticas no Estado são históricas. Ocorrem em razão de a Bahia ser um estado grande, com 266 municípios localizados na região do semiárido, que enfrentam uma condição climática diferente daquela verificada na Mata Atlântica, no litoral e recôncavo.
Jucicleide Barbosa
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