Enquanto os membros da CTNBio votavam a liberação do milho Bt11 numa sala fechada, dezenas de mulheres se reuniam do lado de fora para protestar contra os transgênicos. Com cartazes onde se lia "meu filho não é cobaia", elas manifestaram sua preocupação com os efeitos que a introdução do milho transgênico na alimentação regular poderá causar nas crianças, sobretudo nos bebês.
A maior preocupação das mães reside na inexistência de estudos conclusivos sobre os riscos que esses alimentos modificados podem trazer às crianças. Alguns cientistas alertam para a possibilidade de que as bactérias inseridas no milho transgênico se misturem às bactérias da flora intestinal das crianças e provoquem alergias que, sobretudo nos bebês, possam causar choque anafilático e até mesmo a morte.
As manifestantes chegaram a distribuir aos membros da CTNBio um documento citando um estudo desenvolvido na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que alerta para os riscos do consumo de milho transgênico para gestantes, lactantes e bebês. De acordo com esse estudo, existem relatos de que o consumo contínuo de milho transgênico causou anomalias em filhotes de rato e frango, que apresentaram alta na taxa de mortalidade, mudança em sua composição sanguínea e alterações nos rins e nos testículos.
Élvia Campelo
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