Uma equipe de dez pessoas, formada por fiscais do Ibama e policiais do Batalhão Ambiental da Polícia Militar do Amazonas, está no rio Jauaperi, divisa com o estado de Roraima, para conter a atividade ilegal de pescadores comerciais na região. "A orientação é vasculhar toda a área. É um afluente do Rio Negro e lá existem muitos esconderijos e temos que verificá-los, conta o superintendente do Ibama no Amazonas, Mário Lúcio.
A pesca no rio Jauaperi e afluentes está proibida desde setembro por uma decisão da Justiça Federal. A medida foi tomada após o fim de um acordo de pesca, que vigorou na região até abril do ano passado. A falta de consenso entre as próprias comunidades impediu que o acordo fosse renovado.
O combate à atividade ilegal de pescadores foi feita por líderes comunitários da região. Eles buscaram também ajuda dos índios Waimiri-Atroari, que vivem em uma reserva vizinha ao Jauaperi. Os índios desceram até as comunidades de ribeirinhos para fiscalizar a atividade de pescadores, o que reduziu a atividade ilegal, segundo o superintendente do Ibama.
Mas alguns barcos permaneceram escondidos na região. Um agravante é que até o dia 31 de março vigora o defeso no Amazonas, período em que é proibida a pesca, para os peixes procurados pelos pescadores na região, tucunaré, matrinchã e jaraqui.
"Os pescadores estão na área, estão pescando lá. E além de pescar, estão estragando os peixes, porque só querem tucunaré, outros peixes eles não querem", afirma a líder da comunidade de Sumaúma, em Roraima, Amélia Lima. "Eles jogam (os peixes que não querem), enterram, jogam na lagoa, atrás dos lagos", completa
Postada por Walter Jr. (0505)
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